quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Superjipe marca fim de uma era na exploração marciana
JC e-mail 4556, de 07 de Agosto de 2012.
Superjipe marca fim de uma era na exploração marciana
Análise de Salvador Nogueira publicada na Folha de São Paulo de hoje (7).
A descida do superjipe marciano Curiosity é motivo para júbilo entre os estudiosos do planeta vermelho. E talvez seja o último que eles terão em muitos anos. Não há dúvida de que crises econômicas afetam programas espaciais, e a última está batendo forte na Nasa.
Se isso parece incompatível com a etiqueta de preço que a missão carrega - US$ 2,5 bilhões (R$ 5,07 bilhões), a mais cara com destino a Marte já feita -, vale lembrar que a recessão sempre age com efeito retardado em projetos espaciais.
Dada sua complexidade, essas missões são gestadas - e pagas - ao longo de vários anos. Só assim Neil Armstrong e Buzz Aldrin puderam caminhar sobre a Lua em 1969, durante uma fase de dura recessão econômica nos EUA. Em compensação, o projeto Apollo que os levou até lá precisou de uma década para ser substituído pelos ônibus espaciais.
No caso do Curiosity, seu planejamento e financiamento começou há oito anos. Com efeito, ele é o último fruto dos bons tempos da economia. Os problemas para a Nasa estão mais adiante. A agência cancelou suas próximas missões de pequeno porte ao planeta vermelho e decidiu não mais cooperar com o jipe europeu ExoMars, que pretende buscar vida naquele mundo do Sistema Solar.
Não é à toa que, em meio aos justos discursos de orgulho nacional pelo sucesso com o pouso, o administrador da Nasa, Charles Bolden, tratou o Curiosity como um precursor do futuro envio de astronautas a Marte. No momento, não há passos intermediários planejados entre o novo jipe e as pegadas humanas, embora essa tão esperada missão tripulada só vá acontecer, na melhor das hipóteses, no final da década de 2030.
Portanto, exceto pelo próprio Curiosity, devemos ter o primeiro hiato significativo na exploração marciana desde os anos 1990 - a não ser, é claro, que o novo jipe faça alguma descoberta fantástica que motive governos do mundo todo a pisarem no acelerador rumo ao planeta vermelho.
Por ora, contudo, a tendência é que os marcianos possam ter um pouco de sossego na próxima década - para tristeza dos impetuosos exploradores humanos.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Força, Adriana da Silva!!!!
Via R7 -
05.08.2012:
Natural de Cruzeiro, interior de São Paulo, a maratonista Adriana Silva sempre levou uma vida simples e chegou a passar fome durante a infância. Com o dinheiro conquistado pelas maratonas, Adriana deu à família a primeira casa de alvenaria. Confira no vídeo com Ana Paula Padrão a história de Adriana Silva! AQUI!
Natural de Cruzeiro, interior de São Paulo, a maratonista Adriana Silva sempre levou uma vida simples e chegou a passar fome durante a infância. Com o dinheiro conquistado pelas maratonas, Adriana deu à família a primeira casa de alvenaria. Confira no vídeo com Ana Paula Padrão a história de Adriana Silva! AQUI!
4 são agredidas por hora, mas ainda há subnotificação
Via Estadão
Por Fernanda Bassette
06.08.2012
Lei Maria da Penha faz 6 anos e número de registros cresceu 38,7% com obrigatoriedade de aviso; em 78% dos casos, há violência física
SÃO PAULO - No ano passado, 37.717 mulheres brasileiras entre 20 e 59 anos procuraram hospitais públicos em busca de atendimento, após terem sido vítimas de violência e maus-tratos no País - um crescimento de 38,7% em comparação com 2010. O levantamento, feito pelo Ministério da Saúde, será divulgado nesta terça-feira, 7, no dia em que a Lei Maria da Penha, que pune violência doméstica, faz seis anos.
Desde janeiro de 2011, uma resolução do Ministério da Saúde tornou compulsória a notificação oficial de todos os casos relacionados à violência contra a mulher que fossem atendidos na rede pública. Assim, segundo o governo, o crescimento de 38,7% não significa necessariamente aumento nos casos de violência, mas que havia subnotificação.
Se forem considerados os casos de violência envolvendo todas as mulheres - desde as menores de 1 ano até as com mais de 60 - o número chega a 70.270. Os dados constam do Mapa da Violência 2012, realizado pelo Centro Brasileiro de Estados Latino-americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso).
Apesar de a notificação no Sistema Único de Saúde (SUS) ser compulsória, os casos não são informados nominalmente à polícia - assim, não há como afirmar quantos deles efetivamente se transformaram em processos contra os agressores.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo defende a ideia de que o documento elaborado pelo sistema de saúde valha como prova oficial em um eventual processo, evitando que a mulher seja exposta a constrangimento novamente ao ter de refazer exames no Instituto Médico-Legal (IML). "Defendemos que haja um debate em torno desse assunto, mesmo que seja necessária mudança legal. É muito constrangedor para a mulher ter de procurar a polícia e refazer todos os exames", avalia.
Tipos de violência. Segundo o levantamento, as agressões físicas são as principais formas de violência contra a mulher e representam 78,2% do total de casos registrados. Em seguida, estão os casos de agressão psicológica (32,2%) e violência sexual (7,5%). O levantamento mostra ainda que, do total de casos, 38,4% são reincidentes.
A própria casa é o principal cenário das agressões e os homens com os quais as mulheres se relacionam ou se relacionaram (marido, ex, namorado, companheiro) são os principais agressores e representam 41,2% dos casos. Amigos ou conhecidos são 8,1% e desconhecidos, 9,2%. CONTINUA!
Veja também:
Agressor
de mulher terá de ressarcir ao governo gastos com saúde e pensão
Mulher
é resgatada de porão onde estava confinada há 6 meses no RS
A
cada 2 minutos, 5 mulheres espancadas
Por Fernanda Bassette
06.08.2012
Lei Maria da Penha faz 6 anos e número de registros cresceu 38,7% com obrigatoriedade de aviso; em 78% dos casos, há violência física
SÃO PAULO - No ano passado, 37.717 mulheres brasileiras entre 20 e 59 anos procuraram hospitais públicos em busca de atendimento, após terem sido vítimas de violência e maus-tratos no País - um crescimento de 38,7% em comparação com 2010. O levantamento, feito pelo Ministério da Saúde, será divulgado nesta terça-feira, 7, no dia em que a Lei Maria da Penha, que pune violência doméstica, faz seis anos.
Desde janeiro de 2011, uma resolução do Ministério da Saúde tornou compulsória a notificação oficial de todos os casos relacionados à violência contra a mulher que fossem atendidos na rede pública. Assim, segundo o governo, o crescimento de 38,7% não significa necessariamente aumento nos casos de violência, mas que havia subnotificação.
Se forem considerados os casos de violência envolvendo todas as mulheres - desde as menores de 1 ano até as com mais de 60 - o número chega a 70.270. Os dados constam do Mapa da Violência 2012, realizado pelo Centro Brasileiro de Estados Latino-americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso).
Apesar de a notificação no Sistema Único de Saúde (SUS) ser compulsória, os casos não são informados nominalmente à polícia - assim, não há como afirmar quantos deles efetivamente se transformaram em processos contra os agressores.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo defende a ideia de que o documento elaborado pelo sistema de saúde valha como prova oficial em um eventual processo, evitando que a mulher seja exposta a constrangimento novamente ao ter de refazer exames no Instituto Médico-Legal (IML). "Defendemos que haja um debate em torno desse assunto, mesmo que seja necessária mudança legal. É muito constrangedor para a mulher ter de procurar a polícia e refazer todos os exames", avalia.
Tipos de violência. Segundo o levantamento, as agressões físicas são as principais formas de violência contra a mulher e representam 78,2% do total de casos registrados. Em seguida, estão os casos de agressão psicológica (32,2%) e violência sexual (7,5%). O levantamento mostra ainda que, do total de casos, 38,4% são reincidentes.
A própria casa é o principal cenário das agressões e os homens com os quais as mulheres se relacionam ou se relacionaram (marido, ex, namorado, companheiro) são os principais agressores e representam 41,2% dos casos. Amigos ou conhecidos são 8,1% e desconhecidos, 9,2%. CONTINUA!
Veja também:
Estiagem traz de volta 'coronéis da água' ao Nordeste
JC e-mail 4555, de 06 de Agosto de 2012.
Estiagem traz de volta 'coronéis da água' ao NE
Moradores relatam que só recebe água quem vota em político com carro-pipa.
A disseminação das cisternas no Nordeste ressuscitou nesta estiagem os carros-pipa, ícones da chamada indústria da seca, e com ele os chamados "coronéis da água". Em várias cidades, moradores contam que a entrega de água obedece a critérios políticos: quem não vota no candidato que controla as pipas não recebe a água. "Aqui tem uma política desgraçada que tem gente que até desvia [água]", relata Aldemir Coelho Neto, agricultor em Santa Cruz (PE).
O governo federal aluga 3.700 pipas para a região, controlados pelo Exército. São insuficientes. Quem pode, compra de particulares, que cobram entre R$ 120 e R$ 180. "Aqui perto tem um canal. Custava nada trazer um cano até aqui", diz o caminhoneiro que pediu para não ser identificado. Ele recebe R$ 120 por corrida.
Cícero Félix, coordenador de uma ONG que trabalha com o conceito de convivência com o semiárido, afirma que "os novos e os velhos coronéis estão vendo a estiagem como uma forma de manter seus poderes com as distribuições assistencialistas."
As obras anunciadas contra a seca, como a transposição do rio São Francisco, não foram concluídas. Faltam também adutoras, açudes, estradas, ferrovias e silos para a armazenagem de grãos. As cidades ainda não têm condições, sozinhas, de realizar as obras que dotariam os moradores de estrutura para enfrentar a estiagem. De cada R$ 100 que passam nos cofres dos municípios, R$ 6 são de impostos e taxas próprias, em geral os recursos com que se consegue fazer obras.
Medidas estruturais - A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, disse que medidas estruturais foram tomadas desde o governo passado para que a "a população possa enfrentar o fenômeno" da seca. "A ideia de caminhão enchendo balde de água nós revertemos com as cisternas", afirmou Tereza.
Segundo a ministra, a garantia de renda para a população por meio dos programas de assistência - Bolsa Família, Benefícios da Assistência e Aposentadoria Rural - tem ajudado a garantir a alimentação das famílias. O Ministério da Integração Nacional informou que "o governo federal investe R$ 2,7 bilhões em ações para enfrentar e mitigar os efeitos da estiagem no semiárido".
Segundo o órgão, 900 mil agricultores familiares serão atendidos por meio do Bolsa Estiagem e do Garantia-Safra. O órgão ainda afirma que R$ 184 milhões foram usados para a Operação Carro-Pipa.
(Folha de São Paulo - 6/08)
Governo vai acabar com mercúrio em garimpos
JC e-mail 4555, de 06 de Agosto de 2012.
Governo vai acabar com mercúrio em garimpos
Conselho de Meio Ambiente do Amazonas se reúne na próxima semana para decidir prazo final para veto à substância usada na separação do ouro.
Pressionado por ambientalistas e pelo Ministério Público, como adiantou o Estado, o governo do Amazonas promete apressar o fim do uso de mercúrio na extração de ouro nos rios da Amazônia. O Conselho Estadual de Meio Ambiente, autor da resolução que regulamenta os garimpos locais, se reúne no dia 14 para decidir um prazo final para a substituição da substância.
"A resolução deverá ser aperfeiçoada nesse sentido, para saber até quando vai durar a transição", diz Nadia Ferreira, secretária de Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Amazonas.
Na quarta-feira passada, o Ministério Público do Amazonas (MPF-AM) apresentou o resultado de estudos técnicos para recomendar à secretaria que não cumpra a resolução 011/2012, publicada em 15 de junho. Apontando graves riscos à saúde humana e ao meio ambiente, o MP declarou que a medida ofende o princípio da precaução, ao tornar legítimo o uso do mercúrio na atividade garimpeira do ouro sem a adoção de adequados mecanismos de controle.
A secretária estadual, no entanto, defende um período de transição até o banimento da substância tóxica, que é usada no processo de separação do ouro. "No exterior, o Brasil vem se posicionando contra a retirada intempestiva do mercúrio e vínhamos seguindo essa linha. É uma atividade que existe de forma ilegal no Amazonas desde a década de 1950 e, hoje, é profissão reconhecida por lei", afirma.
Substituição - A alternativa será a expansão do emprego de mesas vibratórias no processo de extração, especialmente em pequenos garimpos. "Na segunda-feira, vamos reunir cooperativas e agências de financiamento para tratar da viabilidade", diz Nadia.
Enquanto o mercúrio forma um amálgama com o ouro, a mesa vibratória é uma plataforma que executa um processo menos eficiente, que envolve a separação gravítica - os metais mais pesados se acumulam no fundo e a areia, mais leve, é retirada.
Segundo os pesquisadores, seu uso é um primeiro passo importante para a substituição do mercúrio. "Usar a mesa é um grande avanço, mas não é suficiente. Pode ser combinada com a cianetação, que, de forma responsável, é muito menos arriscada", afirma o professor Giorgio de Tomi, um dos responsáveis pela implementação do Núcleo de Apoio à Pequena Mineração Responsável, da USP.
Ele explica que o uso de cianeto é mais tóxico em caso de exposição direta aos garimpeiros, mas tem a vantagem de não se acumular na natureza.
Para o diretor-geral do Museu da Amazônia, Ennio Candotti, um dos principais críticos à resolução, a busca de alternativas representa uma esperança para evitar o agravamento dos altos níveis de mercúrio nos rios da Amazônia. "Há várias técnicas alternativas, mas o interessante é que o Estado vai tentar desenvolvê-las. Se a secretaria avaliou que a coisa é seria, é muito bom, pois o bom senso prevaleceu."
(O Estado de São Paulo - 4/08)
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
No país da abundância, por Maria Helena R.R. de Sousa
Via blog do Noblat
Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
05.08.2012

Aqui tudo é em escala maior. Habituamos-nos a acreditar que somos a terra da fartura, o país abençoado por Deus onde em se plantando tudo dá. Onde a vida é mais bela, o sabiá encanta, as palmeiras não vergam.
Nós somos tão ricos que lavamos calçadas e carros com água potável! Preservar florestas? Basta tocar nesse assunto para ser rotulado de eco-chato ou ouvir: isso é papo de europeu!
Somos pródigos em tudo. Poupar é coisa de pão-duro e brasileiro detesta mãos-fechadas. O cara com a Ferrari mais reluzente do pedaço, mesmo que não haja ruas onde pilotar sua máquina, ou a madame com a bolsa de milhares de reais, esses são os tipos admirados.
Acostumamo-nos de tal modo ao desperdício que não temos vergonha de desperdiçar mentes brilhantes, no apogeu de sua forma. Essa constatação não pode deixar de angustiar quem se preocupa com o Brasil.
É notório que no STF os ministros são aposentados compulsoriamente aos 70 anos. Mas uma coisa é ler sobre o assunto, outra muito diferente é ver, diante de nossos olhos, a falta de discernimento dessa lei.
Ouvir o ministro Cezar Peluso argumentar, debater, explanar o que pensa e lembrar que dentro de menos de um mês o STF não mais contará com seu conhecimento; acompanhar o raciocínio e a sobriedade do ministro Ayres Brito e pensar que em novembro ele completa 70 anos e será aposentado, não é possível que isso não venha a ser modificado!
Só neste ano perde o STF o concurso de dois juízes altamente competentes, dispensa seu saber jurídico. E daqui a pouco tempo, o ministro Celso de Mello é outro que deverá deixar a toga, por entrar na faixa dos setentões.
Fui me informar e no site Pérolas do Judiciário aprendo que um dos motivos para essa anomalia é a irritação dos juízes de 1ª e 2ª instância – se os colegas do STF ficam além dos 70 anos, mais distante será a sua promoção!
Pergunto: por que não mexer na outra ponta? Tornar inconstitucional nomear juízes com menos de 60 anos para a nossa Suprema Corte. Parece muito mais lógico. Mesmo que a sensata tese dos 75 anos viesse a vingar, ninguém ocuparia o posto mais de quinze anos (e ainda por cima a rotatividade estaria salva...).
O leitor não acha que seria mais conforme ao bom senso não permitir quer ser ministro do STF vire carreira? Bacharel, mestrado, estágio no escritório de um amigo e pimba! o amigo do Rei vai fazer carreira no STF.
Nomear um Dias Toffoli, ainda no início do caminho para a verdadeira maturidade, para ao todo 28 anos no STF, ou perder a colaboração nas decisões do Supremo, como já perdemos há cinco anos, de um Mestre como o ex-ministro Sepúlveda Pertence? Qual desses caminhos você escolheria?
Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
05.08.2012

Aqui tudo é em escala maior. Habituamos-nos a acreditar que somos a terra da fartura, o país abençoado por Deus onde em se plantando tudo dá. Onde a vida é mais bela, o sabiá encanta, as palmeiras não vergam.
Poupar não é verbo que frequente nossas vidas. Quer dizer, de vez em quando
há um surto de vontade de colocar um dinheirinho na poupança, mas logo o governo
da ocasião detecta a praga e dá um jeito de eliminá-la.
Nós somos tão ricos que lavamos calçadas e carros com água potável! Preservar florestas? Basta tocar nesse assunto para ser rotulado de eco-chato ou ouvir: isso é papo de europeu!
Somos pródigos em tudo. Poupar é coisa de pão-duro e brasileiro detesta mãos-fechadas. O cara com a Ferrari mais reluzente do pedaço, mesmo que não haja ruas onde pilotar sua máquina, ou a madame com a bolsa de milhares de reais, esses são os tipos admirados.
Acostumamo-nos de tal modo ao desperdício que não temos vergonha de desperdiçar mentes brilhantes, no apogeu de sua forma. Essa constatação não pode deixar de angustiar quem se preocupa com o Brasil.
É notório que no STF os ministros são aposentados compulsoriamente aos 70 anos. Mas uma coisa é ler sobre o assunto, outra muito diferente é ver, diante de nossos olhos, a falta de discernimento dessa lei.
Ouvir o ministro Cezar Peluso argumentar, debater, explanar o que pensa e lembrar que dentro de menos de um mês o STF não mais contará com seu conhecimento; acompanhar o raciocínio e a sobriedade do ministro Ayres Brito e pensar que em novembro ele completa 70 anos e será aposentado, não é possível que isso não venha a ser modificado!
Só neste ano perde o STF o concurso de dois juízes altamente competentes, dispensa seu saber jurídico. E daqui a pouco tempo, o ministro Celso de Mello é outro que deverá deixar a toga, por entrar na faixa dos setentões.
Fui me informar e no site Pérolas do Judiciário aprendo que um dos motivos para essa anomalia é a irritação dos juízes de 1ª e 2ª instância – se os colegas do STF ficam além dos 70 anos, mais distante será a sua promoção!
Pergunto: por que não mexer na outra ponta? Tornar inconstitucional nomear juízes com menos de 60 anos para a nossa Suprema Corte. Parece muito mais lógico. Mesmo que a sensata tese dos 75 anos viesse a vingar, ninguém ocuparia o posto mais de quinze anos (e ainda por cima a rotatividade estaria salva...).
O leitor não acha que seria mais conforme ao bom senso não permitir quer ser ministro do STF vire carreira? Bacharel, mestrado, estágio no escritório de um amigo e pimba! o amigo do Rei vai fazer carreira no STF.
Nomear um Dias Toffoli, ainda no início do caminho para a verdadeira maturidade, para ao todo 28 anos no STF, ou perder a colaboração nas decisões do Supremo, como já perdemos há cinco anos, de um Mestre como o ex-ministro Sepúlveda Pertence? Qual desses caminhos você escolheria?
domingo, 5 de agosto de 2012
Municipal do Rio cancela ópera por falta de verbas
Via Estadão
Por João Luiz Sampaio
04.08.2012
Por João Luiz Sampaio
04.08.2012
Mais um golpe na temporada lírica brasileira. Depois do Teatro São Pedro que, após a demissão do maestro Julio Medaglia, não confirma a realização da temporada de óperas programada para o segundo semestre, agora é o Municipal do Rio que faz cortes em sua programação. Depoimentos de artistas ligados ao teatro dão conta do cancelamento de “A Viúva Alegre”, que seria apresentada em outubro, e de que não está certa a realização de “La Traviata”, atração de dezembro. A justificativa seria o “contingenciamento de verbas” que tem atingido toda a estrutura do governo do Estado do Rio, por conta de “problemas na arrecadação”, o que teria levado também à suspensão de diversos editais na área de cultura. No caso do Municipal, um agravante foi a necessidade de reforma de urgência por conta do desabamento do edifício Liberdade, nos arredores do teatro e seu prédio anexo, no começo do ano, o que adiou em alguns meses o início da temporada.
A apatia paralisante (desde o velho Braga),
por Washington Novaes
Via Estadão
Por Washington Novaes
03.08.2012
Será que o julgamento do "mensalão" vai mesmo tirar o País da apatia, como têm escrito e dito tantas vozes respeitáveis e ilustres? Terá o julgamento o condão de nos retirar da "retórica da indignação", sem organização social e projetos políticos transformadores, como se tem escrito neste espaço? Sempre vem a tentação de recorrer ao velho e incomparável Rubem Braga: "Que fizeram nesse país? De onde vem esse mormaço - do bocejo de tédio dos poderosos ou da parda indiferença do povo? (...) Faz mormaço na alma. Faz mormaço na Câmara. Os ventos estão desmoralizados e já sopram sem fé" (crônica Mormaço, em A Borboleta Amarela, 1951).
Será de indiferença a atitude geral diante do fato de que já pagamos, no primeiro semestre, R$ 508,5 bilhões em impostos federais e pagaremos um total de mais de R$ 1 trilhão ao longo do ano - uns 36% do produto interno bruto (PIB), se excluído o equivalente a 16,8%, ou quase R$ 700 bilhões, da "economia subterrânea"? E que, ainda assim, nossa dívida pública federal está em quase R$ 2 trilhões - e mesmo com a taxa atual de juros significou até há pouco mais de R$ 200 bilhões anuais, umas cinco vezes o gasto com o Bolsa-Família, que beneficia 14 milhões de pessoas e, com suas famílias, uns 40 milhões? Não importará a ninguém que os juros em nossos cartões de crédito estejam acima de 320% ao ano, na média 7,6 vezes mais que nos países vizinhos (55% no Peru, por exemplo)?
Também nada quer dizer que, embora nossas ruas caminhem para a paralisação com uma frota gigantesca de veículos, que se calcula chegará a 50 milhões em poucos anos, continuemos a dar incentivos fiscais para esse tipo de produção, sem nenhuma contrapartida, como foram os R$ 28 bilhões recentes (ao custo de R$ 1 milhão por posto de trabalho gerado ou assegurado)? Não importa, aparentemente, que já tenhamos no trânsito uma taxa de 20 mortos por 100 mil habitantes e que o custo médio por acidente seja de R$ 176 mil. Vamos tocando. Ainda que o nível de poluição do ar na Grande São Paulo tenha aumentado 9% de 2010 para o ano passado, com 265 dias no ano apresentando saturação de ozônio no ar.
O custo dessa poluição para o sistema de saúde é brutal, mesmo com o Brasil se situando abaixo da média mundial nos gastos nessa área: 5,9% do orçamento público, ante 14,3% (Estado, 21/5). Luxemburgo, por exemplo, aplica aí quase 25 vezes mais por habitante do que o Brasil. Nosso investimento médio por habitante em saúde é de US$ 320, ante US$ 549 no mundo. Com apenas 3,77% do PIB investido nesse setor, ficamos abaixo dos países do Caribe, por exemplo.
Vamos continuar permitindo que seja assim, enquanto desperdiçamos bilhões em obras superfaturadas, inúteis ou paralisadas? Por que não conseguimos aplicar o desperdício dotando de abastecimento doméstico de água quase 10% da população ainda carente? Ou de coleta domiciliar de esgotos quase 50% da população? Poderíamos até ter mais recursos se tivéssemos sistemas eficientes para reduzir as perdas de água nas redes públicas - 37,2% do total (o Japão perde 3%). Em São Paulo, segundo a Sabesp, a redução de 3,9% nas perdas (reduzidas para 25,6%) significou 83 bilhões de litros, suficientes para abastecer uma cidade de 745 mil habitantes. Quanto se economiza deixando, com isso, de construir novas represas, novas adutoras, novas estações de tratamento? As grandes empreiteiras não gostariam, é certo. Mas... paciência. Elas também não gostariam que se adotasse onde possível o sistema de coleta de esgotos por ramais condominiais, que economizam pelo menos 30% do custo das obras. Mas o sistema transformou Brasília numa cidade com 100% de esgotos coletados.
Se conseguirmos transformar a mera "retórica da indignação" em projetos políticos - e exigirmos a sua adoção -, poderemos, por exemplo, transformar nossas políticas de limpeza urbana (ou a falta delas) em projetos eficazes. Deixaremos de desperdiçar quase 100 mil toneladas diárias de resíduos orgânicos e poderemos transformá-los em fertilizantes. E ainda reciclar grande parte do restante, economizando aterros, reduzindo as despesas com empresas coletoras/transportadoras, que, todos sabem, são hoje algumas das maiores financiadoras de campanhas eleitorais (em troca de políticas - ou falta delas - que as beneficiem). Também poderemos enfrentar a calamitosa situação em mais de metade dos municípios brasileiros que mandam para lixões todos os seus resíduos.
Se mudarmos nossas posturas será possível, com mais recursos não desperdiçados, avançar na área social, na qual ainda temos pelo menos 16 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. Só no Estado de São Paulo, 1,1 milhão de pessoas com rendimento (?) abaixo de R$ 70 mensais, 36,8% das quais em domicílios urbanos, mais de 50% rurais. No levantamento feito pelo governo paulista, diz este jornal (23/5), 700 mil famílias no nível de pobreza estavam "invisíveis". Mesmo com todas essas carências, este ano o governo federal tem R$ 59 bilhões para investimentos públicos que não pode gastar, "empenhados, mas não liquidados", imobilizados na rubrica "restos a pagar". O que não daria para fazer com eles em matéria de habitação, saúde pública, educação em tempo integral, transporte eficiente, saneamento básico, etc.? Mas para isso é preciso superar a apatia, organizar a sociedade, discutir, mobilizar aliados como Ministério Público, Procon, etc.
Não há como não relembrar o "velho" Braga: "Somos todos amanuenses de um país de mormaço, não atingimos o tédio, ficamos na chateação difusa (...) deixar a vida para amanhã".
Será que o "mensalão" terá o condão de nos sacudir do torpor e nos restituir a cidadania plena?
P. S. - No artigo da última sexta-feira grafei incorretamente o nome da editora do livro Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes, ali citado. O correto é Bookman Editora.
JORNALISTA , E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR, WASHINGTON, NOVAES, JORNALISTA , E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR
Por Washington Novaes
03.08.2012
Será que o julgamento do "mensalão" vai mesmo tirar o País da apatia, como têm escrito e dito tantas vozes respeitáveis e ilustres? Terá o julgamento o condão de nos retirar da "retórica da indignação", sem organização social e projetos políticos transformadores, como se tem escrito neste espaço? Sempre vem a tentação de recorrer ao velho e incomparável Rubem Braga: "Que fizeram nesse país? De onde vem esse mormaço - do bocejo de tédio dos poderosos ou da parda indiferença do povo? (...) Faz mormaço na alma. Faz mormaço na Câmara. Os ventos estão desmoralizados e já sopram sem fé" (crônica Mormaço, em A Borboleta Amarela, 1951).
Será de indiferença a atitude geral diante do fato de que já pagamos, no primeiro semestre, R$ 508,5 bilhões em impostos federais e pagaremos um total de mais de R$ 1 trilhão ao longo do ano - uns 36% do produto interno bruto (PIB), se excluído o equivalente a 16,8%, ou quase R$ 700 bilhões, da "economia subterrânea"? E que, ainda assim, nossa dívida pública federal está em quase R$ 2 trilhões - e mesmo com a taxa atual de juros significou até há pouco mais de R$ 200 bilhões anuais, umas cinco vezes o gasto com o Bolsa-Família, que beneficia 14 milhões de pessoas e, com suas famílias, uns 40 milhões? Não importará a ninguém que os juros em nossos cartões de crédito estejam acima de 320% ao ano, na média 7,6 vezes mais que nos países vizinhos (55% no Peru, por exemplo)?
Também nada quer dizer que, embora nossas ruas caminhem para a paralisação com uma frota gigantesca de veículos, que se calcula chegará a 50 milhões em poucos anos, continuemos a dar incentivos fiscais para esse tipo de produção, sem nenhuma contrapartida, como foram os R$ 28 bilhões recentes (ao custo de R$ 1 milhão por posto de trabalho gerado ou assegurado)? Não importa, aparentemente, que já tenhamos no trânsito uma taxa de 20 mortos por 100 mil habitantes e que o custo médio por acidente seja de R$ 176 mil. Vamos tocando. Ainda que o nível de poluição do ar na Grande São Paulo tenha aumentado 9% de 2010 para o ano passado, com 265 dias no ano apresentando saturação de ozônio no ar.
O custo dessa poluição para o sistema de saúde é brutal, mesmo com o Brasil se situando abaixo da média mundial nos gastos nessa área: 5,9% do orçamento público, ante 14,3% (Estado, 21/5). Luxemburgo, por exemplo, aplica aí quase 25 vezes mais por habitante do que o Brasil. Nosso investimento médio por habitante em saúde é de US$ 320, ante US$ 549 no mundo. Com apenas 3,77% do PIB investido nesse setor, ficamos abaixo dos países do Caribe, por exemplo.
Vamos continuar permitindo que seja assim, enquanto desperdiçamos bilhões em obras superfaturadas, inúteis ou paralisadas? Por que não conseguimos aplicar o desperdício dotando de abastecimento doméstico de água quase 10% da população ainda carente? Ou de coleta domiciliar de esgotos quase 50% da população? Poderíamos até ter mais recursos se tivéssemos sistemas eficientes para reduzir as perdas de água nas redes públicas - 37,2% do total (o Japão perde 3%). Em São Paulo, segundo a Sabesp, a redução de 3,9% nas perdas (reduzidas para 25,6%) significou 83 bilhões de litros, suficientes para abastecer uma cidade de 745 mil habitantes. Quanto se economiza deixando, com isso, de construir novas represas, novas adutoras, novas estações de tratamento? As grandes empreiteiras não gostariam, é certo. Mas... paciência. Elas também não gostariam que se adotasse onde possível o sistema de coleta de esgotos por ramais condominiais, que economizam pelo menos 30% do custo das obras. Mas o sistema transformou Brasília numa cidade com 100% de esgotos coletados.
Se conseguirmos transformar a mera "retórica da indignação" em projetos políticos - e exigirmos a sua adoção -, poderemos, por exemplo, transformar nossas políticas de limpeza urbana (ou a falta delas) em projetos eficazes. Deixaremos de desperdiçar quase 100 mil toneladas diárias de resíduos orgânicos e poderemos transformá-los em fertilizantes. E ainda reciclar grande parte do restante, economizando aterros, reduzindo as despesas com empresas coletoras/transportadoras, que, todos sabem, são hoje algumas das maiores financiadoras de campanhas eleitorais (em troca de políticas - ou falta delas - que as beneficiem). Também poderemos enfrentar a calamitosa situação em mais de metade dos municípios brasileiros que mandam para lixões todos os seus resíduos.
Se mudarmos nossas posturas será possível, com mais recursos não desperdiçados, avançar na área social, na qual ainda temos pelo menos 16 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. Só no Estado de São Paulo, 1,1 milhão de pessoas com rendimento (?) abaixo de R$ 70 mensais, 36,8% das quais em domicílios urbanos, mais de 50% rurais. No levantamento feito pelo governo paulista, diz este jornal (23/5), 700 mil famílias no nível de pobreza estavam "invisíveis". Mesmo com todas essas carências, este ano o governo federal tem R$ 59 bilhões para investimentos públicos que não pode gastar, "empenhados, mas não liquidados", imobilizados na rubrica "restos a pagar". O que não daria para fazer com eles em matéria de habitação, saúde pública, educação em tempo integral, transporte eficiente, saneamento básico, etc.? Mas para isso é preciso superar a apatia, organizar a sociedade, discutir, mobilizar aliados como Ministério Público, Procon, etc.
Não há como não relembrar o "velho" Braga: "Somos todos amanuenses de um país de mormaço, não atingimos o tédio, ficamos na chateação difusa (...) deixar a vida para amanhã".
Será que o "mensalão" terá o condão de nos sacudir do torpor e nos restituir a cidadania plena?
P. S. - No artigo da última sexta-feira grafei incorretamente o nome da editora do livro Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes, ali citado. O correto é Bookman Editora.
JORNALISTA , E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR, WASHINGTON, NOVAES, JORNALISTA , E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR
Mais da metade das clínicas de reprodução está irregular
Via blog do Noblat
05.08.2012
Mariana Timoteo da Costa, O Globo
De um lado, cerca de 15% das mulheres brasileiras que, segundo estimativas, por problemas delas ou dos parceiros, têm dificuldade de engravidar. De outro, especialistas de um mercado cada vez mais lucrativo: o da reprodução assistida. No meio, nenhuma lei, apenas normas elaboradas em 2011 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, em 2010, pelo Conselho Federal de Medicina tentando regulamentar o setor.
A conclusão: regulação e fiscalização ainda muito longe da eficácia. De um total estimado de 200 clínicas que oferecem serviços de inseminação artificial e fertilização in vitro, apenas 78 cumpriram a resolução da agência que as obriga a dar informações, chamada RDC 23. A lista foi compilada pela Anvisa a pedido do GLOBO.
Leia mais em Mais da metade das clínicas de reprodução está irregular
05.08.2012
Mariana Timoteo da Costa, O Globo
De um lado, cerca de 15% das mulheres brasileiras que, segundo estimativas, por problemas delas ou dos parceiros, têm dificuldade de engravidar. De outro, especialistas de um mercado cada vez mais lucrativo: o da reprodução assistida. No meio, nenhuma lei, apenas normas elaboradas em 2011 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, em 2010, pelo Conselho Federal de Medicina tentando regulamentar o setor.
A conclusão: regulação e fiscalização ainda muito longe da eficácia. De um total estimado de 200 clínicas que oferecem serviços de inseminação artificial e fertilização in vitro, apenas 78 cumpriram a resolução da agência que as obriga a dar informações, chamada RDC 23. A lista foi compilada pela Anvisa a pedido do GLOBO.
Leia mais em Mais da metade das clínicas de reprodução está irregular
Festival internacional de violoncelo no Rio chega à 18ª edição
Via Correio Braziliense
04.08.2012
A programação, toda gratuita, será aberta desta vez com o Cello Dance, uma série de apresentações que mostram não só a união do violoncelo à dança, mas também como o instrumento se adapta a diversos estilos musicais.
Os espetáculos do Cello Dance ocorrerão até o dia 12, no Teatro Nelson Rodrigues da Caixa Cultural, no centro do Rio. Esta edição reafirma a variedade artística da iniciativa: os homenageados são os brasileiros Luiz Gonzaga e Pixinguinha, o compositor argentino Astor Piazzolla e o francês Claude Debussy.
Idealizador e curador do festival, o violoncelista inglês David Chew, radicado no Brasil há 31 anos, destaca o caráter pedagógico e de integração social do Rio Cello. “Em todos os dias da programação, às 8h30 da manhã, haverá aulas gratuitas para a comunidade, abertas a qualquer pessoa interessada em aprender a tocar não só o violoncelo, como outros instrumentos musicais, ou simplesmente em assistir às aulas”. Este ano, as classes serão dadas no Clube Israelita Brasileiro, em Copacabana.
No centro do Rio, os concertos serão feitos no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Estação Carioca do metrô, entre outros espaços. CONTINUA!
04.08.2012
A programação, toda gratuita, será aberta desta vez com o Cello Dance, uma série de apresentações que mostram não só a união do violoncelo à dança, mas também como o instrumento se adapta a diversos estilos musicais.
Os espetáculos do Cello Dance ocorrerão até o dia 12, no Teatro Nelson Rodrigues da Caixa Cultural, no centro do Rio. Esta edição reafirma a variedade artística da iniciativa: os homenageados são os brasileiros Luiz Gonzaga e Pixinguinha, o compositor argentino Astor Piazzolla e o francês Claude Debussy.
Idealizador e curador do festival, o violoncelista inglês David Chew, radicado no Brasil há 31 anos, destaca o caráter pedagógico e de integração social do Rio Cello. “Em todos os dias da programação, às 8h30 da manhã, haverá aulas gratuitas para a comunidade, abertas a qualquer pessoa interessada em aprender a tocar não só o violoncelo, como outros instrumentos musicais, ou simplesmente em assistir às aulas”. Este ano, as classes serão dadas no Clube Israelita Brasileiro, em Copacabana.
No centro do Rio, os concertos serão feitos no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Estação Carioca do metrô, entre outros espaços. CONTINUA!
sábado, 4 de agosto de 2012
JULGAMENTO DO MENSALÃO
No Estadão:
Procurador-geral quer prisão dos réus do mensalão logo após sentença
Roberto Gurgel centrou seu discurso em José Dirceu, chamado de ‘autor intelectual’ do esquema
- STF nega aumentar prazo para defesa de Valério
- Origem dos recursos do valerioduto é destaque
- Veja as frases de destaque do 2º dia de julgamento
- Delúbio saiu após faltar 100 meses ao trabalho
- Procurador diz que Valdemar recebeu R$ 8,8 mi
- OPINE: o julgamento pode interferir nas eleições?
- PERFIL: veja aqui quem são dos 38 acusados
- STF: os 11 ministros que vão julgar o mensalão
- ESPECIAL: saiba tudo sobre o caso do mensalão
- ENTENDA: os detalhes do julgamento do mensalão
Na folha.com:
STF quer alterar datas para garantir voto de Peluso no mensalão
Ministro terá aposentadoria compulsória
em setembro, quando completa 70 anos
No IG:
Procurador-geral pede a condenação de 36 réus, prisões imediatas e exclui 2
NO BLOG DO NOBLAT
NO BLOG DO JOSIAS DE SOUZA
Clube funciona sem licença há 18 anos
Via Estadão
Por Adriana Ferraz e Rodrigo Burgarelli
03.08.2012
Prefeitura alega que Clube de Campo de São Paulo se apropriou de área pública; dirigentes afirmam que são perseguidos por ex-sócio
SÃO PAULO - Manter-se em atividade sem permissão municipal, mas com o aval da Justiça, não é privilégio de shoppings centers na capital. À beira da Represa do Guarapiranga, na zona sul, o Clube de Campo de São Paulo (CCSP) funciona sem licença há 18 anos. O último alvará emitido pela Prefeitura é de 1993. A renovação não foi deferida no ano seguinte e, desde então, o clube trava uma batalha para seguir aberto.
Atualmente, as atividades são mantidas por meio de liminar, mas o clube contesta as alegações apresentadas pela Prefeitura para não conceder a documentação (leia mais abaixo). A lista inclui três supostas irregularidades: apropriação de área pública, construção de 10 mil m² sem permissão da Prefeitura e falta de alvará de funcionamento.
No foco da briga está a Estrada São José, localizada dentro dos limites do CCSP. Para a diretoria, a via de 2 km não pode ser considerada pública porque existe desde 1937 - data da fundação do clube -, e já naquela época servia apenas para ligar a portaria à sede. No entender da Procuradoria Geral do Município, porém, a estrada é de domínio público e, por isso, nenhum pedido de regularização pode ser aprovado sem a correção desse uso privado. CONTINUA!
Por Adriana Ferraz e Rodrigo Burgarelli
03.08.2012
Prefeitura alega que Clube de Campo de São Paulo se apropriou de área pública; dirigentes afirmam que são perseguidos por ex-sócio
SÃO PAULO - Manter-se em atividade sem permissão municipal, mas com o aval da Justiça, não é privilégio de shoppings centers na capital. À beira da Represa do Guarapiranga, na zona sul, o Clube de Campo de São Paulo (CCSP) funciona sem licença há 18 anos. O último alvará emitido pela Prefeitura é de 1993. A renovação não foi deferida no ano seguinte e, desde então, o clube trava uma batalha para seguir aberto.
Atualmente, as atividades são mantidas por meio de liminar, mas o clube contesta as alegações apresentadas pela Prefeitura para não conceder a documentação (leia mais abaixo). A lista inclui três supostas irregularidades: apropriação de área pública, construção de 10 mil m² sem permissão da Prefeitura e falta de alvará de funcionamento.
No foco da briga está a Estrada São José, localizada dentro dos limites do CCSP. Para a diretoria, a via de 2 km não pode ser considerada pública porque existe desde 1937 - data da fundação do clube -, e já naquela época servia apenas para ligar a portaria à sede. No entender da Procuradoria Geral do Município, porém, a estrada é de domínio público e, por isso, nenhum pedido de regularização pode ser aprovado sem a correção desse uso privado. CONTINUA!
Corpo, o "presente do passado"
JC e-mail 4554, de 03 de Agosto de 2012.
Corpo, o "presente do passado"
Ciência em Foco, cineclube da Casa da Ciência/UFRJ, apresenta amanhã (4) o filme 'Corpo', em sessão às 16h, acompanhado de um instigante debate com Maria Rita Khel, psicanalista, escritora e integrante da Comissão da Verdade, constituída pelo governo federal com a finalidade de investigar e narrar violações dos direitos humanos ocorridas no Brasil durante o período de 1946 a 1988.
Há uma frase de um cientista brasileiro que diz que "o primeiro passo para a descoberta científica é ver o que todos estão vendo e pensar o que ninguém pensou". No trabalho de identificação da causa mortis no IML, acontece algo mais que a rotina da ciência a serviço da lei instituída. Sob as lentes dos diretores Rubens Rewald e Rossana Foglia, um fato inusitado suscita pensar para além do que todos veem: entender como morreu a mulher cujo corpo estava intato entre os ossos encontrados em uma vala comum onde os torturadores despejaram suas vítimas. Para Rita Kehl, uma "imagem espantosa criada pelos diretores do filme para se referir aos fantasmas da história esquecida".
Não se trata, portanto, de uma descoberta "científica", mas de um desvendar da história sufocada, suprimida da memória, através de um corpo que se recusa a morrer. Como diz Khel, um corpo que vem "a assombrar a vida dos vivos, a interrogar os indiferentes e impedir que o esquecimento se estabeleça como única versão possível dos crimes do passado".
Considerado um dos melhores filmes lançados em 2008, 'Corpo' conta com a participação de Rejane Arruda, Chris Couto, Louise Cardoso e Leonardo Medeiros.
Sempre no primeiro sábado de cada mês, Ciência em Foco exibe um filme seguido de debate. O objetivo é estimular a produção e circulação de novas ideias. A entrada é franca.
Mais informações no site http://cineclubecienciaemfoco.blogspot.com/
(Ascom da Casa da Ciência/UFRJ)
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Pesquisa mostra os efeitos da resistência a inseticidas no mosquito da dengue
Agência Fiocruz de Notícias
Por Vinicius Ferreira
Via EcoDebate
03.08.2012
O estudo identificou que a resistência tem um custo evolutivo para o vetor, afetando seu desenvolvimento, tempo de vida e reprodução. Foram realizados testes com mosquitos de populações de cinco cidades: Fortaleza, Maceió, Cuiabá, Uberaba e Aparecida de Goiânia
Não é de hoje que o uso de inseticidas para controle do Aedes aegypti tem sido colocado em debate, por selecionar os insetos resistentes, quando usado de modo inadequado. Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), além de reforçar essa evidência, analisou a dinâmica da resistência a inseticidas e os efeitos biológicos nos mosquitos. A pesquisa identificou que a resistência tem um custo evolutivo para o vetor, afetando seu desenvolvimento, tempo de vida e reprodução. Foram realizados testes com mosquitos de populações naturais provenientes de cinco cidades brasileiras – Fortaleza, Maceió, Cuiabá, Uberaba e Aparecida de Goiânia. Também foi feita uma experiência de “pressão de seleção” com inseticida piretróide (utilizado contra o mosquito adulto) em laboratório com vetores originários de Natal. Esta pressão de seleção, que podemos considerar como uma simulação do que ocorreria na natureza, foi feita por nove gerações consecutivas de mosquitos, divididos em um grupo mantido com inseticida e outro sem.
Os mosquitos de populações naturais e aqueles mantidos sob pressão de seleção no laboratório foram testados quanto ao nível de resistência ao larvicida organofosforado temephós e ao adulticida piretróide deltametrina. Em paralelo, foram analisados aspectos de desenvolvimento e reprodução, como o número de ovos colocados, a quantidade de sangue ingerido durante a picada, o tempo de desenvolvimento da larva e a longevidade do adulto.
“Foi verificado que quanto mais resistente a população, maiores suas desvantagens em ambiente livre de inseticida. O grupo mantido no laboratório sob pressão de seleção por nove gerações foi o que demonstrou maiores efeitos negativos, provavelmente devido ao acúmulo de genes letais. Estes resultados corroboram estudos que vêm demonstrando efeitos negativos da resistência a inseticidas para a fisiologia do inseto”, explicou o pesquisador Ademir Martins, que desenvolveu o estudo juntamente com a estudante Camila Ribeiro e outros pesquisadores dos Laboratórios de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores e de Biologia Molecular de Insetos do IOC/Fiocruz.
Efeitos do inseticida no mosquito
O estudo mostra que o processo de resistência a inseticidas é capaz de gerar desvantagens biológicas para o próprio vetor. “O uso contínuo desses compostos químicos seleciona população de Aedes resistentes, mas pode trazer de carona efeitos negativos à fisiologia normal do inseto, tornando-o menos competitivo em ambientes livres de inseticida. É o que chamamos de custo evolutivo, pois, se por um lado ele sobrevive ao inseticida, por outro, passará a ter menos aptidão para acasalar, levará maior tempo até chegar à fase adulta e a quantidade de ovos colocados pela fêmea será menor”, complementou.
Em uma primeira impressão, poderia-se pensar que esse custo evolutivo seria bom para o homem, uma vez que os mosquitos resistentes tenderiam a sumir se o inseticida deixasse de ser aplicado. Entretanto, o atual cenário de desvantagens para o mosquito, tende, em projeções futuras, a ter um fim. “A evolução é um processo muito dinâmico e já foi verificado em outros insetos que ocorre a seleção dos chamados ‘genes modificadores’, cuja pressão contínua com inseticida acaba por extinguir as desvantagens atreladas à resistência, o que originaria um cenário nada animador”, enfatiza o especialista. “Além disso, esse custo atual não impede que o mosquito continue transmitindo a dengue”, completa.
Controle do vetor
Diferentemente do que muitos pensam, a forma mais eficaz de diminuir a proliferação do Aedes aegypti é por meio do controle mecânico, que consiste na eliminação dos criadouros, e não pela utilização de inseticidas contra adultos e larvas, que é apenas uma das formas de controle, mas não a principal, já que apresenta uma série de “efeitos colaterais”.
“O inseticida é uma das formas de controle, que pode ser benéfica e ajudar a eliminar o mosquito quando utilizada de maneira adequada. Mas, quando utilizado indiscriminadamente, ele seleciona as populações de mosquitos resistentes, o que propicia novas gerações também resistentes, perdendo, assim, sua finalidade inicial. É muito mais interessante que as pessoas criem o hábito constante de eliminar ou tratar adequadamente potenciais criadouros de larvas dentro de suas casas. Este método, que deve ser um hábito tão comum como escovar os dentes todos os dias, não seleciona resistência, não polui o meio ambiente e evita a proliferação de outras doenças, inclusive.”, afirma o pesquisador.
Matéria de Vinicius Ferreira, da Agência Fiocruz de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 03/08/2012
Por Vinicius Ferreira
Via EcoDebate
03.08.2012
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| Pesquisador alerta que a forma mais eficaz de diminuir a proliferação do Aedes é por meio da eliminação dos criadouros, e não pela utilização de inseticidas |
O estudo identificou que a resistência tem um custo evolutivo para o vetor, afetando seu desenvolvimento, tempo de vida e reprodução. Foram realizados testes com mosquitos de populações de cinco cidades: Fortaleza, Maceió, Cuiabá, Uberaba e Aparecida de Goiânia
Não é de hoje que o uso de inseticidas para controle do Aedes aegypti tem sido colocado em debate, por selecionar os insetos resistentes, quando usado de modo inadequado. Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), além de reforçar essa evidência, analisou a dinâmica da resistência a inseticidas e os efeitos biológicos nos mosquitos. A pesquisa identificou que a resistência tem um custo evolutivo para o vetor, afetando seu desenvolvimento, tempo de vida e reprodução. Foram realizados testes com mosquitos de populações naturais provenientes de cinco cidades brasileiras – Fortaleza, Maceió, Cuiabá, Uberaba e Aparecida de Goiânia. Também foi feita uma experiência de “pressão de seleção” com inseticida piretróide (utilizado contra o mosquito adulto) em laboratório com vetores originários de Natal. Esta pressão de seleção, que podemos considerar como uma simulação do que ocorreria na natureza, foi feita por nove gerações consecutivas de mosquitos, divididos em um grupo mantido com inseticida e outro sem.
Os mosquitos de populações naturais e aqueles mantidos sob pressão de seleção no laboratório foram testados quanto ao nível de resistência ao larvicida organofosforado temephós e ao adulticida piretróide deltametrina. Em paralelo, foram analisados aspectos de desenvolvimento e reprodução, como o número de ovos colocados, a quantidade de sangue ingerido durante a picada, o tempo de desenvolvimento da larva e a longevidade do adulto.
“Foi verificado que quanto mais resistente a população, maiores suas desvantagens em ambiente livre de inseticida. O grupo mantido no laboratório sob pressão de seleção por nove gerações foi o que demonstrou maiores efeitos negativos, provavelmente devido ao acúmulo de genes letais. Estes resultados corroboram estudos que vêm demonstrando efeitos negativos da resistência a inseticidas para a fisiologia do inseto”, explicou o pesquisador Ademir Martins, que desenvolveu o estudo juntamente com a estudante Camila Ribeiro e outros pesquisadores dos Laboratórios de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores e de Biologia Molecular de Insetos do IOC/Fiocruz.
Efeitos do inseticida no mosquito
O estudo mostra que o processo de resistência a inseticidas é capaz de gerar desvantagens biológicas para o próprio vetor. “O uso contínuo desses compostos químicos seleciona população de Aedes resistentes, mas pode trazer de carona efeitos negativos à fisiologia normal do inseto, tornando-o menos competitivo em ambientes livres de inseticida. É o que chamamos de custo evolutivo, pois, se por um lado ele sobrevive ao inseticida, por outro, passará a ter menos aptidão para acasalar, levará maior tempo até chegar à fase adulta e a quantidade de ovos colocados pela fêmea será menor”, complementou.
Em uma primeira impressão, poderia-se pensar que esse custo evolutivo seria bom para o homem, uma vez que os mosquitos resistentes tenderiam a sumir se o inseticida deixasse de ser aplicado. Entretanto, o atual cenário de desvantagens para o mosquito, tende, em projeções futuras, a ter um fim. “A evolução é um processo muito dinâmico e já foi verificado em outros insetos que ocorre a seleção dos chamados ‘genes modificadores’, cuja pressão contínua com inseticida acaba por extinguir as desvantagens atreladas à resistência, o que originaria um cenário nada animador”, enfatiza o especialista. “Além disso, esse custo atual não impede que o mosquito continue transmitindo a dengue”, completa.
Controle do vetor
Diferentemente do que muitos pensam, a forma mais eficaz de diminuir a proliferação do Aedes aegypti é por meio do controle mecânico, que consiste na eliminação dos criadouros, e não pela utilização de inseticidas contra adultos e larvas, que é apenas uma das formas de controle, mas não a principal, já que apresenta uma série de “efeitos colaterais”.
“O inseticida é uma das formas de controle, que pode ser benéfica e ajudar a eliminar o mosquito quando utilizada de maneira adequada. Mas, quando utilizado indiscriminadamente, ele seleciona as populações de mosquitos resistentes, o que propicia novas gerações também resistentes, perdendo, assim, sua finalidade inicial. É muito mais interessante que as pessoas criem o hábito constante de eliminar ou tratar adequadamente potenciais criadouros de larvas dentro de suas casas. Este método, que deve ser um hábito tão comum como escovar os dentes todos os dias, não seleciona resistência, não polui o meio ambiente e evita a proliferação de outras doenças, inclusive.”, afirma o pesquisador.
Matéria de Vinicius Ferreira, da Agência Fiocruz de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 03/08/2012
Exposição em São Paulo recebe importantes obras de arte (Entrada franca)
Via Jornal Nacional
Por Neide Duarte
02.08.2012
Entre as obras estão oito Renoir, sete Monet, três Cézanne, um Degas, quatro Gauguin, um Van Gogh e três Manet.
Algumas das obras mais importantes da história da arte poderão ser vistas numa exposição que começa neste fim de semana, em São Paulo.
A primeira tela a aparecer é quase uma síntese do Impressionismo: a ponte japonesa e o lago das ninféias de Claude Monet. A pintura veio de Paris, do Museu d'Orsay com outras 84 telas para a exposição “Impressionismo, Paris e a modernidade”.
Pelo valor da embalagem se imagina o valor do conteúdo. Cada uma das telas viajou numa caixa feita sob medida, com seis camadas protetoras de densidades diferentes e um sistema de isolamento térmico. Elas foram distribuídas por seis vôos diferentes vindos de Paris. Quando chegaram a São Paulo ficaram 48 horas num lugar secreto, para se aclimatar, e só depois disso foram abertas, como antigas arcas de lendários tesouros.
Vieram oito Renoir, sete Monet, três Cézanne, um Degas, quatro Gauguin, um Van Gogh, três Manet, entre tantos outros. Veja a matéria completa. Veja o vídeo
Visite o site do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB):
Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Museu d’Orsay
Por Neide Duarte
02.08.2012
Entre as obras estão oito Renoir, sete Monet, três Cézanne, um Degas, quatro Gauguin, um Van Gogh e três Manet.
Algumas das obras mais importantes da história da arte poderão ser vistas numa exposição que começa neste fim de semana, em São Paulo.
A primeira tela a aparecer é quase uma síntese do Impressionismo: a ponte japonesa e o lago das ninféias de Claude Monet. A pintura veio de Paris, do Museu d'Orsay com outras 84 telas para a exposição “Impressionismo, Paris e a modernidade”.
Pelo valor da embalagem se imagina o valor do conteúdo. Cada uma das telas viajou numa caixa feita sob medida, com seis camadas protetoras de densidades diferentes e um sistema de isolamento térmico. Elas foram distribuídas por seis vôos diferentes vindos de Paris. Quando chegaram a São Paulo ficaram 48 horas num lugar secreto, para se aclimatar, e só depois disso foram abertas, como antigas arcas de lendários tesouros.
Vieram oito Renoir, sete Monet, três Cézanne, um Degas, quatro Gauguin, um Van Gogh, três Manet, entre tantos outros. Veja a matéria completa. Veja o vídeo
Visite o site do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB):
Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Museu d’Orsay
Os 7 estados brasileiros com maior violência contra mulher
Via Agência Patrícia Galvão
27.07.2012
Acesse o infográfico: http://exame.abril.com.br/brasil/crime/noticias/
4. Paraíba
27.07.2012
(Exame.com) O Brasil é um dos países do mundo com a maior taxa de homicídios femininos, segundo o estudo "Mapa da Violência", realizado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari. É o sétimo país com a maior taxa, para ser exato. Estamos atrás apenas de El Salvador,Trinidad e Tobago, Guatemala, Rússia, Colômbia e Belize.
A pesquisa revela também os estados brasileiros onde há maior número de homicídios de mulheres. Saiba quais são e entenda o porquê:
A pesquisa revela também os estados brasileiros onde há maior número de homicídios de mulheres. Saiba quais são e entenda o porquê:
Acesse o infográfico: http://exame.abril.com.br/brasil/crime/noticias/
1. Espírito Santo
Dentre os estados brasileiros, o Espírito Santo é aquele onde acontecem mais homicídios de mulheres. E os números impressionam: o estado supera duas vezes a média nacional.
São 9,4 homicídios em cada 100 mil mulheres, um número quase quatro vezes maior do que o do Piauí, estado que representa o menor índice do país.
2. Alagoas
No relatório realizado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, alguns dados chamam atenção: no caso de homicídio de homens e mulheres, armas de fogo são as mais utilizadas. A segunda arma mais comum é o objeto cortante ou penetrante, mas eles são mais usados em mulheres (26%) do que em homens (15,5%).
No estado do Alagoas, o segundo mais violento para mulheres, a taxa é de 8,3 homicídios em cada 100 mil mulheres.
3. Paraná
Segundo o professor Waiselfisz, os estados com os piores números buscam justificar a violência. "Esses são os estados nos quais a vítima se torna culpada. Na verdade, a culpa é da segurança pública. É um absurdo, mas eu já vi secretários de segurança aconselhendo mulheres a 'não se vestir como prostitutas'", diz.
No Paraná, a taxa é de 6,3 homicídios em cada 100 mil mulheres.
4. Paraíba
Segundo o relatório, outra grande diferença entre os assassinatos de homens e mulheres está no local onde eles acontecem. Enquanto apenas 14,7% dos homens sofre de morte violenta em casa, 40% dos homicídios de mulheres acontecem no local onde elas moram.
Na Paraíba, os números também impressionam: são 6 homicídios em cada 100 mil mulheres.
5. Mato Grosso do Sul
Para o professor, "A tolerância do Estado acompanha e promove a violência contra a mulher". Ou seja, falta ação dos estados para que os números de homicídios contra mulheres e violência doméstica diminuam.
"Tem que ser feita a transição do privado para o público: acabar com a mentalidade de que o que acontece em casa é particular, que ninguém tem a ver com isso", completa Waiselfisz.
No estado do Mato Grosso do Sul, são 6 homicídios em cada 100 mil mulheres.
6. Pará
Para o professor Waiselfisz, o que explica a diferença entre os estados do Brasil é a questão da política pública: "Nos estados mais violentos, autoridades buscam explicar as mortes com questões simplistas, falam que foram assassinatos por questões de drogas, por exemplo".
No estado do Pará, sexto entre os mais violentos, são 6 homicídios em cada 100 mil mulheres.
7. Distrito Federal
Nem a capital do país escapou da lista das unidades federativas com maior número de assassinato de mulheres. O Distrito Federal tem 5,8 homicídios em cada 100 mil mulheres. Em seguida, o estado da Bahia aparece em oitavo lugar, com 5,6 homicídios em cada 100 mil mulheres.
Os maiores centros urbanos brasileiros, em contra partida, estão entre os menos violentos: o Rio de Janeiro está em 25º lugar dentre as 27 unidades federativas (3,2 homicídios em cada 100 mil mulheres) e São Paulo aparece em penúltimo lugar na lista (3,1 homicídios em cada 100 mil mulheres).
O estado brasileiro com a menor taxa é o Piauí, que tem 2,6 homicídios em cada 100 mil mulheres. "No Piauí, há um empenho e uma forte política de intolerância da violência", explica o professor.
"A maior parte dos casos de violência contra mulher vem de um parente dela. É uma questão 'cultural' que não pode ser tolerada", completa.
Rios do noroeste paulista têm menor capacidade de interagir com metais
Via Agência FAPESP
Por Elton Alisson
03.08.2012
Agência FAPESP – A capacidade de a matéria orgânica presente nos rios da região noroeste de São Paulo se ligar a metais e diminuir a disponibilidade deles para os organismos aquáticos é menor do que a de cursos de água de outras áreas no mundo.
Uma das hipóteses para explicar essa variação pode estar relacionada à mudança do tipo de vegetação no entorno dos rios da região, que nos últimos anos passou a ser composta em grande parte pela cultura da cana-de-açúcar.
As constatações são de um estudo de mestrado, realizado com Bolsa da FAPESP. CONTINUA!
Por Elton Alisson
03.08.2012
Agência FAPESP – A capacidade de a matéria orgânica presente nos rios da região noroeste de São Paulo se ligar a metais e diminuir a disponibilidade deles para os organismos aquáticos é menor do que a de cursos de água de outras áreas no mundo.
Uma das hipóteses para explicar essa variação pode estar relacionada à mudança do tipo de vegetação no entorno dos rios da região, que nos últimos anos passou a ser composta em grande parte pela cultura da cana-de-açúcar.
As constatações são de um estudo de mestrado, realizado com Bolsa da FAPESP. CONTINUA!
Careca após químio, homem é confundido com criminoso em SP
Via Folha de São Paulo
Por LAURA CAPRIGLIONE
JOEL SILVA
02.08.2012
O fotógrafo Lecio Panobianco Jr., 52, denuncia que, na última segunda-feira, foi obrigado por soldados do Tático Móvel da PM a passar duas horas em pé na avenida Sapopemba (zona leste de São Paulo), diante de seus vizinhos e, segundo ele, com uma submetralhadora apontada para o abdome, sendo xingado aos gritos de "ladrão sem vergonha", "careca safado", "vagabundo" e "cara de quem não vale nada".
O detalhe é que que Panobianco tem um câncer grave na região inguinal. Por causa disso, enfrenta agora a terceira temporada de quimioterapia, na tentativa de reduzir a velocidade de crescimento de um tumor invasivo. Ainda terá de enfrentar uma cirurgia. Tem aspecto doentio, perdeu os cabelos, está fraco.
"Eu sinto muito frio na cabeça, por isso ando sempre de gorro. Percebi que o tenente não gostou da minha aparência. Até reconheço que pareço um dependente, um drogado. Mas minha droga é a quimioterapia", disse.
O fotógrafo tentou esclarecer os policiais sobre a doença. "Foda-se você e sua quimioterapia", respondeu-lhe um tenente, afirma ele. CONTINUA!
Por LAURA CAPRIGLIONE
JOEL SILVA
02.08.2012
O fotógrafo Lecio Panobianco Jr., 52, denuncia que, na última segunda-feira, foi obrigado por soldados do Tático Móvel da PM a passar duas horas em pé na avenida Sapopemba (zona leste de São Paulo), diante de seus vizinhos e, segundo ele, com uma submetralhadora apontada para o abdome, sendo xingado aos gritos de "ladrão sem vergonha", "careca safado", "vagabundo" e "cara de quem não vale nada".
O detalhe é que que Panobianco tem um câncer grave na região inguinal. Por causa disso, enfrenta agora a terceira temporada de quimioterapia, na tentativa de reduzir a velocidade de crescimento de um tumor invasivo. Ainda terá de enfrentar uma cirurgia. Tem aspecto doentio, perdeu os cabelos, está fraco.
"Eu sinto muito frio na cabeça, por isso ando sempre de gorro. Percebi que o tenente não gostou da minha aparência. Até reconheço que pareço um dependente, um drogado. Mas minha droga é a quimioterapia", disse.
O fotógrafo tentou esclarecer os policiais sobre a doença. "Foda-se você e sua quimioterapia", respondeu-lhe um tenente, afirma ele. CONTINUA!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Estudos acham células-tronco em câncer
JC e-mail 4553, de 02 de Agosto de 2012.
Estudos acham células-tronco em câncer
Trabalho com camundongos dá novo peso à hipótese de que tais células são chave para manter tumor crescendo.
Por que um câncer pode voltar a crescer após um tratamento aparentemente bem-sucedido? Cientistas que assinam três trabalhos publicados ontem indicam que a chave do problema está nas células-tronco do tumor.
Nesses estudos, dois editados pela revista científica "Nature" e um pela "Science", camundongos geneticamente modificados para que suas células-tronco ficassem coloridas e para que tivessem câncer foram usados para mostrar que é esse tipo de célula que comanda o processo de crescimento do tumor.
Por meio das marcações coloridas, um dos estudos traçou a "descendência" das células, que formam outras em um tumor de pele. Em outro estudo, feito com camundongos com glioblastoma (tumor cerebral agressivo), a atuação das células-tronco foi confirmada por meio do uso de tratamentos.
Primeiro, os animais receberam uma droga de quimioterapia que é usada hoje contra esse tipo de tumor. O câncer diminuiu, mas voltou a crescer. Por meio de imagens de amostras desses tumores, os cientistas viram que as células-tronco estavam por trás da recidiva. Os camundongos também foram tratados com um medicamento desenvolvido só para eles e que mata essas células-tronco. Dessa vez, o tumor foi erradicado.
De acordo com o biólogo Tiago Góss dos Santos, pesquisador do Hospital A.C. Camargo, os estudos dão força à ideia de que uma célula-tronco, quando se torna cancerosa, dá origem aos vários tipos de célula que compõem um tumor.
Com hierarquia - O outro modelo, que antes era mais aceito, era de que não haveria uma hierarquia: todas as células do câncer seriam igualmente responsáveis pelo seu crescimento. "Já foi visto que a maioria das células mortas pela quimioterapia são as já diferenciadas [que não são células-tronco]. Ainda que mate 90% das células, o tratamento não está eliminando a parte do tumor que o faz crescer."
O oncologista Bernardo Garicochea, responsável por ensino e pesquisa no Hospital Sírio-Libanês, afirma que, agora, é preciso investigar mais a fundo a resistência dessas células à químio. "Nosso corpo não 'liga' muito para células mais velhas, que serão logo descartadas em favor de novas. Com o tumor, é a mesma coisa: o que 'importa' é manter a capacidade de regeneração."
Em seu estado normal, as células-tronco, que estão presentes por todo o nosso organismo, têm funções importantes na regeneração, dando origem a novas células.
Para o oncologista, um próximo passo a ser dado é analisar em detalhes essas células-troncos tumorais para que seja possível criar drogas específicas para elas, que não afetem as células-tronco normais e necessárias. A presença maior ou menor dessas células em um tumor também pode vir a mudar a classificação do potencial de risco da doença.
O papel das células-tronco nos tumores, no entanto, ainda está longe de ser um consenso, segundo o biólogo Tiago dos Santos. O tema será debatido em um encontro aberto ao público com pesquisadores no Hospital A.C. Camargo no próximo dia 29.
(Folha de São Paulo)
Especialistas discutem amanhã violência sexual contra a mulher em SP
JC e-mail 4553, de 02 de Agosto de 2012.
Especialistas discutem amanhã violência sexual contra a mulher em SP
O Hospital Pérola Byington realiza amanhã (3) e sábado a Jornada de Violência Sexual Contra a Mulher, em São Paulo. O objetivo é promover um debate sobre a violência sexual, que representa, segundo especialistas, uma brutal e inaceitável violação de Direitos Humanos e de Direitos Sexuais e Reprodutivos.
A cerimônia vai reunir estudiosos no assunto, especialistas em saúde da mulher, juristas e psicanalistas, dentre outros. A abertura do evento será realizada pelo médico Luiz Henrique Gebrim, diretor do Hospital, especializado em saúde da mulher.
Um dos palestrantes é o jurista José Henrique Rodrigues Torres, juiz criminal e professor de direito penal da PUC de Campinas, que vai falar sobre o tema "Dignidade Sexual e Proteção no Sistema Penal". Os problemas psíquicos ocasionados pela violência sexual, também tema do debate, serão abordados pela psicanalista Gisela Paraná Sanches em sua palestra: Trauma Psíquico e Violência Sexual.
O evento acontece no Anfiteatro do Hospital Pérola Byington, na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio 683, 2º andar, Bela Vista, São Paulo. No dia 3 será realizado das 19h às 21h. Já no dia seguinte, o horário será de 14h às 18h.
Mais informações sobre o evento estão disponíveis no link: www.jornaldaciencia.org.br/links/SimposioAVSPerolaFINAL_1.pdf.
(Jornal da Ciência)
Mensalão: julgamento não será desmembrado; acompanhe ao vivo
No Estadão
02.07.2012
Mensalão: julgamento não será desmembrado; acompanhe ao vivo
Especialistas da Direito GV acompanham o julgamento e explicam a linguagem e argumentos do processo
02.07.2012
Mensalão: julgamento não será desmembrado; acompanhe ao vivo
Especialistas da Direito GV acompanham o julgamento e explicam a linguagem e argumentos do processo
- Delúbio nega o mensalão mas diz ser fiel ao PT
- Julgamento: leitores sugerem as melhores análises
- Acompanhe o julgamento pelo @EstadaoPolitica
- Procurador espera condenação de todos os réus
- 'Situação de Dias Toffoli é delicada', diz ministro
- Trechos do relatório do ministro Joaquim Barbosa
- STF: os 11 ministros que vão julgar o mensalão
- OPINE: O ministro Toffoli deve julgar o mensalão?
STF começa a julgar nesta quinta os 38 réus do mensalão
Via G1
Por Fabiano Costa e Mariana Oliveira
02.08.2012
Acusados respondem por suposto esquema de compra de apoio político. Julgamento deve durar mais de um mês; participação de ministros é dúvida.
Às 14h desta quinta-feira (2), ao colocar em pauta a ação penal 470, mais conhecida como o processo do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar o caso considerado de maior relevância em seus 183 anos de história. A previsão é de que a análise avance pelo mês de setembro.
A amplitude do caso, que colocou no banco dos réus políticos, empresários e servidores, se reflete nos números superlativos do processo: 38 acusados, 50.389 páginas, 234 volumes, 500 apensos (documentos que foram juntados à ação ao longo do tempo) e mais de 600 testemunhas.
Cinco anos após aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Suprema Corte iniciará o julgamento do mensalão com incertezas em torno do número de magistrados que irá apreciar se condena ou absolve os envolvidos no suposto esquema de compra de votos no Congresso entre 2003 e 2004, início do mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A primeira dúvida é sobre a presença do ministro Antonio Dias Toffoli no julgamento. Por causa da proximidade ou ligação indireta no passado com alguns réus, cogitou-se a possibilidade de que se declarasse impedido. O ministro só deve confirmar se atuará no julgamento na hora da sessão. CONTINUA!
No blog do Noblat
Por Ricardo Noblat
01.08.2012
Tóffoli na berlinda
Por Fabiano Costa e Mariana Oliveira
02.08.2012
Acusados respondem por suposto esquema de compra de apoio político. Julgamento deve durar mais de um mês; participação de ministros é dúvida.
Às 14h desta quinta-feira (2), ao colocar em pauta a ação penal 470, mais conhecida como o processo do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar o caso considerado de maior relevância em seus 183 anos de história. A previsão é de que a análise avance pelo mês de setembro.
A amplitude do caso, que colocou no banco dos réus políticos, empresários e servidores, se reflete nos números superlativos do processo: 38 acusados, 50.389 páginas, 234 volumes, 500 apensos (documentos que foram juntados à ação ao longo do tempo) e mais de 600 testemunhas.
Cinco anos após aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Suprema Corte iniciará o julgamento do mensalão com incertezas em torno do número de magistrados que irá apreciar se condena ou absolve os envolvidos no suposto esquema de compra de votos no Congresso entre 2003 e 2004, início do mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A primeira dúvida é sobre a presença do ministro Antonio Dias Toffoli no julgamento. Por causa da proximidade ou ligação indireta no passado com alguns réus, cogitou-se a possibilidade de que se declarasse impedido. O ministro só deve confirmar se atuará no julgamento na hora da sessão. CONTINUA!
No blog do Noblat
Por Ricardo Noblat
01.08.2012
Tóffoli na berlinda
Sacola biodegradável brasileira fica intacta após seis meses enterrada
Jornal Hoje
Por Mario Bonella
31.07.2012
O Jornal Hoje fez um teste para descobrir se a sacola plástica biodegradável se decompõe como prometem os fabricantes. Enterramos uma sacola biodegradável feita no Brasil e outra em Portugal.
Na sacola biodegradável usada no Brasil, a informação que consta na embalagem é de que, em seis meses, ela está decomposta no solo. Para o teste, usamos também uma sacolinha biodegradável que veio da na Europa.
Enterramos as sacolinhas no dia 20 de janeiro deste ano, cada uma em um vaso. Durante seis meses, as sacolinhas ficaram enterradas no mesmo lugar. Expostas ao sol e à chuva. Luiz Fernando Schettino, professor de ecologia da Universidade Federal do Espírito Santo, acompanhou tudo.
A sacola de plástico normal teve o resultado esperado. Depois de seis meses, está do mesmo jeito como foi enterrada.
A sacola biodegradável brasileira surpreendeu, pois não se decompôs. Na embalagem, estava escrito que “o conteúdo orgânico se transforma em humus, água e gás carbônico em até 180 dias”, mas não foi o que aconteceu. Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
Por Mario Bonella
31.07.2012
O Jornal Hoje fez um teste para descobrir se a sacola plástica biodegradável se decompõe como prometem os fabricantes. Enterramos uma sacola biodegradável feita no Brasil e outra em Portugal.
Na sacola biodegradável usada no Brasil, a informação que consta na embalagem é de que, em seis meses, ela está decomposta no solo. Para o teste, usamos também uma sacolinha biodegradável que veio da na Europa.
Enterramos as sacolinhas no dia 20 de janeiro deste ano, cada uma em um vaso. Durante seis meses, as sacolinhas ficaram enterradas no mesmo lugar. Expostas ao sol e à chuva. Luiz Fernando Schettino, professor de ecologia da Universidade Federal do Espírito Santo, acompanhou tudo.
A sacola de plástico normal teve o resultado esperado. Depois de seis meses, está do mesmo jeito como foi enterrada.
A sacola biodegradável brasileira surpreendeu, pois não se decompôs. Na embalagem, estava escrito que “o conteúdo orgânico se transforma em humus, água e gás carbônico em até 180 dias”, mas não foi o que aconteceu. Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
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