quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Estudo mostra como a privação do sono afeta a imunidade

Via Agência FAPESP
Por Karina Toledo
09.10.2012

Agência FAPESP – A importância do sono para o bom funcionamento do sistema imunológico é conhecida, mas pouco se sabe sobre os mecanismos envolvidos. Uma pesquisa apoiada pela FAPESP e conduzida nos últimos anos tem mostrado como diferentes tipos de privação de sono interferem nas defesas do organismo.

Na primeira fase da pesquisa, para mimetizar situações comuns na sociedade os pesquisadores submeteram voluntários tanto à privação total por 48 horas – similar à que ocorre com pessoas que trabalham em sistema de plantão noturno – como à privação seletiva de sono REM (movimento rápido de olhos, na sigla em inglês), fase do sono em que prevalecem os sonhos, por quatro noites seguidas.

“Nas últimas décadas, houve diminuição progressiva e importante na média da duração do sono, principalmente na segunda metade da noite, quando prevalece o sono REM”, disse Francieli Ruiz da Silva, autora principal do estudo, feito durante o doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com Bolsa da FAPESP.

O estudo, orientado pelo professor Sergio Tufik, foi realizado no Instituto do Sono, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP. Os resultados do experimento foram publicados em artigo na revista Innate Immunity e apresentados na 23ª Reunião Anual da Associated Professional Sleep Societies, realizada nos Estados Unidos em 2009. O trabalho também foi premiado pela European Federation of Immunological Societies durante o 2º European Congress of Immunology, realizado na Alemanha no mesmo ano.

Em uma segunda fase da pesquisa, realizada com animais, os pesquisadores do Instituto do Sono investigaram os efeitos da privação de sono no desenvolvimento de resposta específica a um desafio imunológico. Os resultados dos experimentos com camundongos foram apresentados na 27ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia experimental (FeSBE), realizada em agosto de 2012. CONTINUA!

'A saúde, na verdade, é o maior e melhor indicador de sustentabilidade que temos'


JC e-mail 4600, de 09 de Outubro de 2012.
'A saúde, na verdade, é o maior e melhor indicador de sustentabilidade que temos'


Fiocruz promove conferência no início de outubro para discutir o papel da biodiversidade no bem-estar do ser humano.

Coordenadora do Programa Biodiversidade e Saúde da Fiocruz, a bióloga Marcia Chame alerta para a ainda pouco conhecida - e discutida - relação entre a riqueza da natureza e o bem-estar. A 1ª Conferência Brasileira em Saúde Silvestre e Humana acontece no fim do mês e contará com alguns dos principais cientistas que estudam o tema no Brasil e no mundo.

Por que preservar a biodiversidade é importante para a saúde?
A biodiversidade presta um importante serviço ecossistêmico difícil de ser percebido, que é o de criar uma diluição na transmissão de doenças. Quando se tem um grande conjunto de espécies, muitas vezes temos agentes etiológicos (vírus, bactérias, parasitas, fungos) que são específicos, só ocorrem em um determinado animal ou grupo de animais, mas muitos outros não são assim, são capazes de circular entre várias espécies. Dos 1.407 patógenos (agentes causadores de doenças) registrados para a espécie humana, 58% são compartilhados com animais, especialmente os silvestres. E num conjunto de espécies temos algumas que são boas transmissoras de doenças, enquanto outras são más transmissoras. Somados estes grupos, as más transmissoras diluem o processo de transmissão. Por isso, para mim, a saúde na verdade é o maior e melhor indicador de sustentabilidade que podemos ter, pois se você tem uma população saudável isso significa que ela come bem, tem uma água de boa qualidade e o ambiente em que ela vive também é saudável no sentido de que ele é rico e capaz de diluir a transmissão de doenças.

E quais são os problemas causados à saúde pela perda de biodiversidade?
Com uma variedade menor de espécies, diminuímos este efeito de diluição. Quando desmatamos tudo e por um azar ficamos com uma espécie que é uma boa transmissora, ou que é um bom vetor, e ainda colocamos o homem naquele ambiente e ele é um bom receptor daquele agente, acabou. O ciclo está feito, o agente está estabelecido na espécie humana e desfazer isso é um enorme problema. Outro problema envolve a questão dos predadores. Com o avanço da presença humana, a primeira coisa que some são os grandes predadores. E as populações de animais são equilibradas pelos seus predadores naturais. Se eu tiro estes deles, populações do meio do sistema passam a crescer muito. E com este crescimento, há um aumento da densidade de indivíduos, o que promove uma maior circulação dos agentes etiológicos entre eles. Vemos isso, por exemplo, com os roedores silvestres. Ao tirar as corujas, os gaviões e as raposas que comeriam todos esses ratos, sua população explode. E junto com isso ainda criamos monoculturas e não somos muito eficientes na coleta dos grãos produzidos, deixando restos pelo caminho. Então, estamos colocando alimento, espaço e falta de predadores no ambiente em que nós também estamos e o resultado não poderia ser diferente: a população de roedores explode, a convivência com os humanos está mais próxima e começamos a ver casos de doenças que não víamos antes, inclusive, às vezes, coisas novas, pois antes não participávamos deste ciclo de transmissão. Neste processo, o ser humano passa a ser um novo hospedeiro de um agente.

Temos exemplos disso acontecendo aqui no Brasil?
A hantavirose é um exemplo claro. Nossos grandes campos de monoculturas estão criando populações enormes de roedores silvestres. Não é por acaso que nossos grandes surtos de hantaviroses são onde temos o estabelecimento de uma habitação humana nova próxima destes roedores com uma grande circulação de agentes entre eles. Outra coisa que vemos é que a fragmentação e isolamento das áreas naturais acabam fazendo com que sobrevivam apenas as espécies com uma alta capacidade de adaptação, o que em geral está associado ao fato de serem boas transmissoras ou vetores de doenças. Mais um exemplo é a raiva na Amazônia, onde morcegos hematófagos que se alimentavam do sangue de pequenos mamíferos que caçavam na selva e, por isso, tinham uma população restrita, agora têm nas vacas e no próprio homem um banquete servido, o que fez triplicar o número de casos em apenas dois anos. E os exemplos continuam. Um levantamento recente indica que a construção de hidrelétricas aumenta em 400 vezes o risco de uma pessoa pegar malária. Também temos um estudo grande aqui na Fiocruz sobre a doença de Chagas e a coleta de açaí que mostra que a perda de diversidade das espécies silvestres de mamíferos de pequeno porte leva a um aumento no número de casos. Houve uma derrubada dos sub-bosques para aumentar as áreas de produção, que também foram trazidas cada vez mais para perto das moradias. Assim, a população de barbeiros das palmeiras do açaí, que tinha todo um conjunto de espécies para se alimentar e diluir a transmissão, agora tem só os gambás. E os gambás gostam de viver perto da casa das pessoas, que trouxeram com elas seus cachorros e porcos. O barbeiro então passa a se alimentar dos gambás, dos cachorros e porcos até que chega uma hora em que ficam apenas os cachorros, os porcos e o homem, e aí o ciclo de transmissão está inteiramente dentro de casa.
(O Globo - 6/10)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Entidade pede ações imediatas para conter
extinção de espécies


JC e-mail 4600, de 09 de Outubro de 2012.
Entidade pede ações imediatas para conter extinção de espécies


Na abertura da 11ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), a União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN) exigiu que os grandes planos para conter a extinção de espécies pelo mundo se tornem grandes ações imediatas.

O encontro internacional discute a implementação das decisões tomadas na última reunião, há dois anos, na cidade japonesa de Nagoya.

Para a diretora-geral da IUCN, Julia Marton-Lefèvre, a ação imediata é a única forma de manter viável o conjunto de metas de Aichi, que deverão ser cumpridas daqui a oito anos. "Em Nagoya, nós concordamos com um grande plano com metas ambiciosas, mas realistas, para salvar a biodiversidade", afirma Julia. "Nós precisamos manter a dinâmica em ação. A perda de biodiversidade continua e atinge os limites seguros do planeta. É tempo de um check-up sério sobre o progresso que fizemos para transformar o grande plano em grande ação."

A CDB é o segundo encontro internacional importante após a realização da Rio+20, em junho, no Brasil - no início de setembro, a IUCN já havia organizado o Congresso Mundial para a Conservação, na Coreia do Sul.

Lista vermelha - A entidade, que mantém uma lista de animais e plantas ameaçados de extinção (IUCN Red List of Threatened Species), diz que quase um terço das 63.837 espécies avaliadas corre risco - 41% dos anfíbios, 33% da fauna e flora que formam recifes de coral, 25% dos mamíferos e 13% das aves, além de 30% das árvores coníferas.

"A má notícia é que a perda da biodiversidade está crescendo e é esperado que cresça ainda mais", diz Jane Smart, diretora do grupo de conservação da biodiversidade da IUCN. "A boa notícia, porém, é que temos um plano que pode nos ajudar a reverter essa tendência devastadora."

Para ela, o assunto não é apenas uma questão que se refere ao Ministério do Meio Ambiente de cada país. Investir em infraestrutura natural, explica, é um modo eficiente em termos financeiros de responder no longo prazo às necessidades humanas, incluindo redução da pobreza, segurança alimentar, acesso à água e energia. "Não estamos mais falando em salvar a natureza apenas pelo bem dela", diz Smart.

Secretário executivo da convenção, o brasileiro Braulio Dias diz que é difícil detalhar nos orçamentos de outros órgãos o quanto de suas ações contribuem para conservação, uso sustentável e recuperação da biodiversidade. "Tudo que o Instituto Chico Mendes faz, por exemplo, está relacionado à implementação da agenda de biodiversidade. Mas essa agenda e as metas de Aichi extrapolam as competências dos Ministérios de Meio Ambiente", diz o biólogo. "Então, é preciso olhar as atividades de outros ministérios, no setor agrícola, de saúde, de energia, etc."

A dificuldade que a conferência deve enfrentar será a mesma já ocorrida em negociações como a climática: países ricos dizendo que não têm dinheiro e nações pobres cobrando investimentos e se isentando de possíveis aportes para "salvar o mundo".

Protesto - Um banner com a foto do Primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e frases de protesto contra o uso de carvão no país e a derrubada de florestas foi pendurado no monumento Charminar, mesquita que é um dos principais símbolos da cidade de Hyderabad, na Índia.

Com os dizeres "Pare com os crimes de carvão; salve as florestas indianas", a ONG quer chamar a atenção do governo indiano e dos negociadores de mais de 160 países que estão reunidos na cidade para a 11ª Conferência das Partes (COP) da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CBD).

(Informações do O Estado de São Paulo e do Globo Natureza)

Maioria do STF condena Dirceu por corrupção

No Estadão
09.10.2012



 
No Jornal Nacional
09.10.2012
 
Maioria do STF condena ex-ministro José Dirceu por corrupção ativa
 
Outros sete réus também foram condenados neste capítulo, que deve ser concluído nesta quarta-feira (10) com os votos de Celso de Mello e Ayres Britto.

Lei Maria da Penha também vale para enquadrar irmão agressor, diz STJ

Via Estadão
Por Bruno Paes Manso
08.10.2012

Decisão foi tomada em caso de Brasília; irmã que controlava dinheiro de pensão da mãe foi ameaçada e teve seu carro apedrejado

SÃO PAULO - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que a ameaça de agressão praticada por um homem em Brasília contra a irmã deve ser enquadrada na Lei Maria da Penha. O caso aconteceu em agosto de 2009. O agressor se dirigiu à casa da irmã e atirou pedras contra o carro dela, além de enviar mensagens por celular a xingando e ameaçando agredi-la. O irmão queria assumir o controle da pensão recebida pela mãe, que estava sob responsabilidade da irmã. Ele ainda não foi condenado.

Apesar de as agressões de maridos e namorados serem mais conhecidas, a Lei Maria da Penha pode contemplar outros graus de parentesco.

O Ministério Público do Distrito Federal, responsável pela acusação, havia entrado com um recurso especial alegando que o caso deveria ser encaminhado aos juizados especiais criminais, por se tratar de um conflito "entre irmãos", que não apresentava "indício de que envolvesse motivação de gênero".

Em resposta, o STJ decidiu que cabia a aplicação da Lei Maria da Penha, argumentando que "a legislação teve o intuito de proteger a mulher da violência doméstica e familiar", acrescentando "ser desnecessário configurar a coabitação entre eles". CONTINUA!

 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Japoneses abandonam eletrodomésticos para economizar energia

Via blog do Noblat
07.10.2012

O Globo

Megumi Arakida tem uma máquina de lavar elétrica azul e branca, mas não a usa mais. Agora ela esfrega as roupas em uma velha tábua de lavar que seu marido ganhou da avó.

Essa japonesa de 35 anos de idade também desistiu da escova de dentes elétrica, do aspirador de pó e, apesar das objeções do marido, Makoto, também da televisão de 24 polegadas do casal. Tudo isso em um esforço intenso para economizar eletricidade.

Leia mais em Japoneses abandonam eletrodomésticos para economizar energia

sábado, 6 de outubro de 2012

Veja quais são os principais problemas apontados pelos eleitores nas cidades



Via UOL
Clique na Imagem Clique para ampliar. Fonte do infográfico: Os principais problemas nas cidades (UOL/Eleições)

Novo manifesto da SBPC e ABC sobre o Código Floresta


JC e-mail 4597, de 04 de Outubro de 2012.
Novo manifesto da SBPC e ABC sobre o Código Florestal


A tramitação da MP 571/2012 do Código Florestal foi concluída no Congresso e retorna para apreciação da presidente da República. Confira a íntegra da carta encaminhada pela SBPC e ABC para a presidente Dilma Rousseff.

Senhora Presidenta,

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) vêm mais uma vez manifestar sua preocupação com o Código Florestal, desta vez por meio de alterações na MP 571/2012 aprovadas pelo Congresso Nacional, que representam mais retrocessos, e graves riscos para o País.

O Brasil deveria partir de premissas básicas que ele próprio aprovou em fóruns internacionais, como na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. O documento aprovado na Rio+20, denominado "O Futuro que Queremos", ressalta o compromisso com um futuro sustentável para o planeta de modo que haja a integração equilibrada das dimensões social, econômica e ambiental.

O documento reconhece a importância da colaboração da comunidade científica e tecnológica para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da conexão entre a ciência e as políticas, mediante avaliações científicas confiáveis que facilitem a adoção de decisões informadas.

Reafirma a necessidade de promover, fortalecer e apoiar uma agricultura mais sustentável, que melhore a segurança alimentar, erradique a fome e seja economicamente viável, ao mesmo tempo em que conserva as terras, a água, os recursos genéticos vegetais e animais, a diversidade biológica e os ecossistemas e aumente a resiliência à mudança climática e aos desastres naturais. CONTINUA!

Câmara e Senado dificultam acesso público aos salários de parlamentares

Jornal Nacional
05.12.2012

Após quatro meses que Lei de Acesso à Informação entrou em vigor, site exige preechimento de cadastro com nome, CPF, e-mail, endereço com CEP e até identificação do computador.

Já faz mais de quatro meses que entrou em vigor a Lei de Acesso à Informação. Os cidadãos brasileiros conquistaram o direito de obter informações dos salários pagos com dinheiro público em órgãos federais, estaduais e municipais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas para quem quiser informações do Congresso Nacional.... VEJA A MATÈRIA COMPLETA. VEJA O VÍDEO!

Tome Ciência: A física 100 anos depois da revolução de Einstein


JC e-mail 4598, de 05 de Outubro de 2012.
Tome Ciência: A física 100 anos depois da revolução de Einstein


Programa pode ser visto, a partir do próximo sábado (6) e ao longo da semana, pela TV e pela internet.

O mundo inteiro tratou de comemorar em 2005 o centenário das grandes descobertas do gênio Albert Einstein. Em menos de um ano, em 1905, ele redefiniu a natureza da luz, provou a existência dos átomos e moléculas, revolucionou os conceitos de espaço e tempo e a relação entre matéria e energia. As já não tão novas teorias de Einstein permitiram termos hoje energia nuclear, computadores, transmissões de satélite, raios laser, DVDs e muito mais. Mas tudo isto pode ser muito pouco. O que a física explicou até agora, dizem os especialistas, seria apenas uns 4% do que existe no Universo.

Participantes - Henrique Lins de Barros, doutor em física, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), integrante do Conselho Editorial do Tome Ciência. Jorge Sá Martins, pesquisador do CNPq e coordenador do ensino de graduação em física na Universidade Federal Fluminense (UFF). Martin Makler, pesquisador do CBPF e doutor em física na área de cosmologia. Alfredo Tiomno Tolmasquim, diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), que trabalha com história da ciência e lançou recentemente o livro "Einstein, o viajante da relatividade na América do Sul".

Confira os canais que transmitem o Tome Ciência:

- Na RTV Unicamp, da Universidade Estadual de Campinas (canal 10 da Net Campinas), às 15 horas dos sábados, 21 horas dos domingos, às 15 horas das terças e às 24 horas das quintas-feiras, além da internet (www.rtv.unicamp.br).

- Na TV Alerj, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, às 20 horas dos domingos, com reprises às 20,30 horas das quintas, por satélite (Brasilsat - B4 at 84° W / taxa de símbolos = 3,0 MSps / frequência Banda-C = 3816,0 MHz / FEC = ¾ / frequência banda-L = 1334,0 MHz / polarização = horizontal), pela internet (www.tvalerj.tv) e pelos sistemas a cabo das seguintes cidades do estado: Angra dos Reis (14), Barra Mansa (96), Cabo Frio (96), Campos dos Goytacazes (15), Itaperuna (61), Macaé (15), Niterói (12), Nova Friburgo (97), Petrópolis (95), Resende (96), Rio de Janeiro (12), São Gonçalo (12), Teresópolis (39), Três Rios (96) e Volta Redonda (13).

- Na TV Ales, da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (canal 12 da Net), às 17 horas dos sábados e domingos, com reprises durante a programação.

- Na TV Assembleia, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (em Campo Grande pelo canal 9, em Dourados pelo canal 11, em Naviraí pelo canal 44 e internet - (www.al.ms.gov.br/tvassembleia), às 20 horas dos sábados, com reprises durante a programação.

- Na TV Assembleia do Piauí, às 12 horas dos sábados e às 20 horas dos domingos, pelo canal aberto (16) em UHF, em Teresina, e nas reprodutoras de 22 municípios do Piauí e um do Maranhão, além do satélite (Free-to-Air FTA em modo aberto - Satélite NSS 10 (Starone C2) ou AMC-12 Banda C - Posição orbital dos 37,5º Oeste [W] - Frequência: 3831 - Polarização: Horizontal SR 2893 e FEC ¾).

- Na TV Câmara Angra dos Reis, da Câmara Municipal de Angra dos Reis (canal 14 da Net e internet), às 19 horas das quartas-feiras, com reprises durante a programação.

- Na TV Câmara, da Câmara Municipal de Bagé (canal 16 da Net) durante a programação e no horário fixo das 20 horas das quintas-feiras.

- Na TV Câmara Caxias do Sul, da Câmara Municipal de Caxias do Sul/RS(canal 16 da Net) e pela internet (www.camaracaxias.rs.gov.br), às 12 horas dos sábados, com reprises às 12 horas dos domingos, 16 horas das segundas, 16 horas das terças, 16 horas das quartas, 16 horas das quintas e 20:15 das sextas-feiras.

- Na TV Câmara de Jahu, da Câmara Municipal de Jaú/SP, transmitida pelo canal 99 da Net, pela internet (www.camarajau.sp.gov.br) e pelo sinal aberto digital 61.4, às 21 horas dos sábados e 14 horas dos domingos.

- Na TV Câmara de Lavras, da Câmara Municipal de Lavras/MG, transmitida pelo canal 15 da Mastercabo, às 18 horas dos sábados e domingos.

- Na TV Câmara Pouso Alegre, da Câmara Municipal de Pouso Alegre/MG, transmitida em sinal aberto de TV Digital (59) e pelo canal 21 da Mastercabo, sempre às 18,30 horas das sextas, com reprises durante a programação.

- Na TV Câmara de São Paulo, da Câmara Municipal de São Paulo (canal 13 da NET, 66 e 07 da TVA), às 13 horas dos domingos e 15 horas das segundas, com reprises durante a programação.

- Na TVE Alfenas, afiliada da Rede Minas, em canal aberto (2) e no cabo (8) em Alfenas e por UHF aberto nas cidades de Areado (54) Campos Gerais (23) e Machado (31), além do site www.tvalfenas.com.br, sempre às quintas, a partir das 17 horas.

- Na TV Feevale, da Universidade Feevale de Novo Hamburgo/RS (canal 15 da Net), às 9 horas das terças e quintas-feiras, com reprises durante a programação.

- Na TV UFAM, da Universidade Federal do Amazonas (canal 7 e 27 da Net), com estreia semanal às 16 horas dos sábados e reprises durante a programação.

- Na TV UFG, da Universidade Federal de Goiás, transmitida em canal aberto (14), aos sábados, às 15 horas.

- Na TV UFPR, da Universidade Federal do Paraná, pelos canais 15 da Net e 71 da TVA, às 17 horas dos sábados. Os programas ficam à disposição (on demand) em www.tv.ufpr.br.

- Na TV Unifev, do Centro Universitário de Votuporanga/SP, transmitida em canal aberto (55) UHF para mais 25 municípios da região, nos fins de semana, com estréias aos sábados, às 18 horas, e reprises às 12 horas dos domingos.

- Na TV Unifor, da Universidade de Fortaleza, transmitida pelo canal 4 da Net, nos dias ímpares dos meses ímpares e dias pares dos meses pares, sempre nos horários de 10.30, 15,30 e 22.30 horas.

- Na TV Univap, da Universidade do Vale do Paraíba, com duas exibições diárias em horários rotativos, sempre nos canais a cabo 14 das cidades de São José dos Campos, Jacareí e Taubaté.

- Na UNOWEBTV, da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (SC) - UNOCHAPECÓ, mantida pela Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste - FUNDESTE, transmitida pelo canal 15 da Net local e pela internet (www.unochapeco.edu.br/unowebtv), com estreia às 21 horas dos sábados e reapresentações às terças e quintas-feiras às 21 horas.

Além disso, o programa pode ser visto a qualquer hora no site: http://www.tomeciencia.com.br. O programa, apresentado pelo jornalista André Motta Lima, tem o apoio de pauta das sociedades vinculadas à SBPC, além de um Conselho Editorial de cientistas.

(Informações do Tome Ciência)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Para vocês, meus amores:







Via blog da Vovó Neuza

Remédios aguardam autorização para serem comercializados no Brasil

Via Bom Dia Brasil
Por Giuliana Morrone
04.10.2012

Mais de dois mil remédios que não existem no Brasil e aguardam a liberação de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa

Mais de dois mil remédios aguardam liberação de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa. São medicamentos que podem salvar vidas e que não existem no Brasil, fundamentais nos tratamentos de muitas doenças. Representantes da indústria farmacêutica pediram para o governo mais atenção ao problema. A Anvisa prometeu apressar o processo de autorização.

Aos 17 anos, Priscila descobriu que tinha uma doença que afeta o sistema neurológico e vários órgãos. O tratamento é feito com um medicamento que não é vendido no Brasil. A importação é cara, burocrática e demorada. Quando estava na UTI, soube que o remédio chegaria em dois meses.

“A gente correu atrás, pediu emprestado de outro paciente. Ele emprestou para gente as quatro doses para controlar e quando a nossa chegou, a gente repôs. Se não fosse isso, acho que eu nem estaria viva”, conta Priscila Carvalho, paciente.

Esse medicamento é um dos que estão na lista de análise da Anvisa, que é quem autoriza a comercialização no país. O pedido de registro foi feito há dois anos e até agora não foi concluído. Sem o chamado Registro Sanitário, o medicamento não pode ser vendido ou fabricado no Brasil. Pelo menos dois mil estão na fila, e muitos são para doenças complexas. Veja a matéria completa. Veja o vídeo!

Expectativa de vida na 3ª idade sobe e população representa 22% em 2050

Via Bom Dia Brasil
Por Neide Duarte
04.10.2012

ONU diz que dez ações são prioritárias para entender as necessidades de uma população mundial mais envelhecida.

Um em cada dez habitantes do planeta tem 60 anos ou mais. E para acompanhar essas mudanças nas idades, as cidades precisam ainda de adaptações.

Isso que precisa ser feito para que a velhice seja vivida com qualidade. E até 2050 os idosos serão dois em cada dez habitantes. O envelhecimento da população, que é uma conquista da ciência, das políticas públicas de saneamento e de saúde.

As pernas estão acostumadas a correr 20, 30, 40 km. Não parecem, mas elas têm 83 anos. Seu Juracy entrou para essa vida de atleta em 2000, quando correu a São Silvestre.

“Muito exercício e bom combustível”, revela Juracy Martins da Silva. E bom combustível, qual é? “Alimentação correta”, completa o aposentado.

Seu Juracy é um dos 810 milhões de idosos que vivem hoje no mundo. No começo do século a população de idosos era menor do que 5%. Hoje são 12%, e em 2050 serão 22% da população. No Brasil a expectativa de vida que era pouco mais de 70 anos em 2000, ultrapassou os 73 anos em 2010. Veja a matéria completa. Veja o Vídeo!

Integrantes do STF apontam que José Dirceu será condenado

Via blog do Noblat
05.10.2012

Estadão.com.br

Integrantes do Supremo Tribunal Federal emitiram vários sinais, durante a sessão desta quinta, 4, de que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu será mesmo condenado por corrupção ativa de deputados que venderam seus votos para aprovar no Congresso projetos de interesse do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - entre os quais as reformas tributária e previdenciária.

Além dos três votos favoráveis - até agora - à responsabilização de José Dirceu e do ex-presidente do PT José Genoino, pelo menos quatro ministros do STF que ainda não votaram questionaram trechos da conclusão do revisor do processo, Ricardo Lewandowski, que havia defendido a absolvição dos dois.

Leia mais em Integrantes do STF apontam que José Dirceu será condenado

Lobão diz ser ‘mera coincidência’ sequência de apagões

Via blog do Noblat
05.10.2012

Danilo Fariello, O Globo

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, classificou nesta quinta-feira como “mera coincidência” os continuados apagões que afetaram o país nos últimos dias. No fim de setembro, uma queda de energia afetou sete milhões de pessoas em oito estados do Nordeste. Na quarta-feira, um novo blecaute atingiu principalmente a região sudeste e, nesta quinta-feira, cerca de 70% do Distrito Federal ficaram sem luz.

- São episódios que lamentavelmente acontecem, mas eles não comprometem a segurança geral do sistema brasileiro - disse Lobão, em entrevista coletiva após reunião extraordinária do Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Leia mais em Lobão diz ser ‘mera coincidência’ sequência de apagões

Leia também Apagão deixa Brasília às escuras por duas horas nesta quinta-feira

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Professor do ensino fundamental no País é um dos mais mal pagos do mundo

Via Estadão
Por JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA
04.10.2012

Professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. É o que mostram levantamentos realizados por economistas, por agências da ONU, Banco Mundial e Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Prestes a comemorar o Dia Internacional do Professor, amanhã, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um alerta, apontando que a profissão em vários países emergentes está sob "forte ameaça" diante dos salários baixos.

Num estudo realizado pelo banco UBS em 2011, economistas constataram que um professor do ensino fundamental em São Paulo ganha, em média, US$ 10,6 mil por ano. O valor é apenas 10% do que ganha um professor nesta mesma fase na Suíça, onde o salário médio dessa categoria em Zurique seria de US$ 104,6 mil por ano (mais informações nesta página).

Numa lista de 73 cidades, apenas 17 registraram salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi, Lima, Mumbai e Cairo. Em praticamente toda a Europa, Estados Unidos e Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um professor do ensino fundamental em São Paulo.

Guy Ryder, o novo diretor-geral da OIT, emitiu um comunicado ontem no qual apela para que governos adotem estratégias para motivar pessoas a se tornarem professores. Sua avaliação é de que, com salários baixos, a profissão não atrai gente qualificada. O resultado é a manutenção de sistemas de educação de baixo nível. "Muitos não consideram dar aulas como uma profissão com atrativos", disse. Para Ryder, a educação deve ser vista por governos como "um dos pilares do crescimento econômico".

Outro estudo - liderado pela própria OIT e pela Unesco (órgão da ONU para educação, ciência e cultura) e realizado com base em dados do final da década passada - revelou que professores que começam a carreira no Brasil têm salários bem abaixo de uma lista de 38 países, da qual apenas Peru e Indonésia pagam menos. O salário anual médio de um professor em início de carreira no País chegava a apenas US$ 4,8 mil. Na Alemanha, esse valor era de US$ 30 mil por ano.

Em um terceiro levantamento, a OCDE apontou que salários de 2009 no grupo de países ricos tinham uma média de US$ 39 mil por ano no caso de professores do ensino fundamental com 15 anos de experiência. O Brasil foi um dos poucos a não fornecer os dados para o estudo da OCDE.

Médio. Numa comparação com a renda média nacional, os salários dos professores do ensino fundamental também estão abaixo da média do País. De acordo com o Banco Mundial, o PIB per capita nacional chegou em 2011 a US$ 11,6 mil por ano. O valor é US$ 1 mil a mais que a renda de um professor, segundo os dados do UBS.

Já a OCDE alerta que professores do ensino fundamental em países desenvolvidos recebem por ano uma renda 17% superior ao salário médio de seus países, como forma de incentivar a profissão.

Na Coreia do Sul, os salários médios de professores são 121% superiores à média nacional. O Fórum Econômico Mundial apontou recentemente a Coreia como uma das economias mais dinâmicas do mundo e atribuiu a valorização da educação como um dos fatores que transformaram uma sociedade rural em uma das mais inovadoras no século 21.

Leia também:
Salário pago em São Paulo afasta docentes

Ártico registra recorde de degelo e aquece disputa internacional


JC e-mail 4595, de 02 de Outubro de 2012.
Ártico registra recorde de degelo e aquece disputa internacional


Ambientalistas pedem preservação enquanto empresas estão de olho no gás, óleo e minérios no Polo Norte.

Sobrevoando o Oceano Ártico, a sensação era de estar diante de um espelho gigante, estilhaçado em milhões de pedacinhos. Em vez de vidro, placas de gelo quebradas, resquícios dos últimos dias de verão, refletiam de forma descontínua os raios de sol. Vistos do alto, de um helicóptero, os pedaços, já frágeis, ocupavam quilômetros de mar, mas, a cada minuto, ondas engoliam mais um trecho da cobertura branca. Diante dos nossos olhos, a geleira que cerca o Polo Norte se desfazia, materializando números que, no dia 27 de agosto, já haviam acionado o alarme sobre a situação. Este ano, foi registrado o recorde de derretimento da cobertura de gelo no oceano, desde que as medições começaram a ser feitas, em 1979. Era esse o motivo que levava à região uma expedição do Greenpeace. A bordo do navio Artic Sunrise, cientistas de diferentes partes do mundo, protestavam contra a exploração econômica do Ártico. Eles reivindicam a criação de uma área de proteção internacional.

O cenário é um exemplo vivo da elevação da temperatura da Terra, que se potencializa na região. O termômetro no local marca um aumento três vezes maior do que no resto do planeta. Cientistas alertam que o fenômeno é acelerado pela queima de combustíveis fósseis e que esse processo causará, cada vez mais, eventos climáticos extremos, como tempestades, inundações e secas.

Enquanto o Ártico derrete, aumentam, na mesma proporção, os interesses econômicos na região. E, aos olhos de empresas e das oito nações que têm assento no Conselho do Ártico, o problema apontado pelos ambientalistas traz oportunidades econômicas. É que o Ártico estoca 20% das reservas de petróleo e gás do mundo e vem se tornando a mais nova fronteira energética da atualidade. À medida que a camada de gelo derrete, mais fácil vai se tornando o acesso a essas riquezas ainda intocadas e novas rotas comerciais vão se abrindo para o mundo.

Nesse imbróglio, uma instituição está sendo alçada a uma importância inédita: o Conselho do Ártico, composto por Dinamarca, Suécia, Estados Unidos, Canadá, Noruega, Islândia, Finlândia e Rússia. São esses países que, juntos, têm o poder de estabelecer estratégias para a região nas áreas ambiental e econômica. A China está fora, mas está fazendo de tudo para ser incluída no conselho. Os chineses estão de olho grande na exploração de recursos locais e, especialmente, no encurtamento das distâncias para o comércio com a Europa, que, segundo estimativas, poderiam resultar em rotas comerciais cinco ou seis vezes mais curtas. O resultado sobre a candidatura da China só será divulgado em fevereiro de 2013, quando o conselho se reunirá para escolher os novos membros - ano, inclusive, em que as empresas Shell e a russa Gazprom prometem voltar com força total ao Polo Norte, já que ambas, este ano, adiaram seus planos de perfurar poços no Oceano Ártico. Atualmente, o conselho é presidido pela Suécia. CONTINUA!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Manual de instrução, por Dora Kramer

Via blog do Noblat
Por Dora Kramer, o Estado de São Paulo
03.10.2012

Depois de anos de elogios ao cinismo, de celebração da baixa esperteza e do rebaixamento da ética à categoria das irrelevâncias, voltamos a falar de valores na dimensão do valor que de fato têm.

A impressão que dá é que ministros do Supremo Tribunal Federal estavam com o tema entalado na garganta, à espera do melhor momento para desabafar.

Assim, a cada dia, a cada sessão de julgamento do processo do mensalão, sucedem-se, em forma de votos, lições sobre a distinção entre o certo e o errado.

Uma questão aparentemente simples, cuja abordagem fica complicada em ambiente onde viceja com sucesso a cultura da transgressão.

O que seria normal tornou-se excepcional. A regra virou exceção. Quem reclama é mal intencionado ou desavisado sobre a impossibilidade de o Brasil andar nos trilhos da lei.

Na sessão de segunda-feira, o decano da Corte, Celso de Mello, deu uma aula magna sobre o direito de todo cidadão de contar com "administradores íntegros, parlamentares probos e juízes incorruptíveis".

Um voto em feitio manual de instrução contra a venalidade e a delinquência como modos de operação do poder público.

Pontuou com clareza meridiana o mal que a corrupção faz ao Estado de direito, resgatou o sentido do memorável discurso de Marco Aurélio Mello quando assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral em 2006.

Marco Aurélio foi o primeiro a apontar com contundência o processo de degradação de princípios baseada nas conveniências políticas de um governo.

"A rotina de desfaçatez e indignidade parece não ter limites, levando os já conformados cidadãos brasileiros a uma apatia cada vez mais surpreendente, como se tudo fosse muito natural e devesse ser assim mesmo; como se todos os homens públicos, em diferentes épocas, fossem e tivessem sido igualmente desonestos, numa mistura indistinta de escárnio e afronta, e o erro do passado justificasse os erros do presente", avisou.

À época falou praticamente sozinho, no diapasão dos votos vencidos que costumam lhe render acusações de que contraria o senso comum por puro estrelismo.

Leia a íntegra em Manual de instrução

Sexto país mais rico do mundo e o 20º mais violento,
por Luiz Flávio Gomes e Natália Macedo Sanzovo

Via EcoDebate
03.10.2012

[Correio Braziliense] Oitenta e nove por cento dos jovens de 18 a 24 anos têm orgulho de ser brasileiros, 76% acreditam que o Brasil está mudando para melhor e 86% consideram que o país é importante no mundo hoje (revelou a pesquisa Sonho brasileiro, divulgada em 13/6/11). Razões? Acreditam no futuro de um país promissor. Afinal, detentor da sexta economia mundial, sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o Brasil é destaque internacional como polo de investimento, desenvolvimento e oportunidades.

São incontestáveis os avanços conquistados nas últimas décadas; porém, não tão virtuosos como se poderia imaginar, diante dos cenários paradoxais que revelam um país muito aquém do nível do orgulho nacional juvenil. O brilho de ostentar a 6ª posição na economia mundial (Relatório do Fundo Monetário Internacional, 2011) resulta ofuscado com o 73º lugar no ranking internacional da igualdade social (Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade, Idhad, Relatório de Desenvolvimento Humano — Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud) e praticamente apagado com a 4ª posição no ranking das nações com pior distribuição de renda da América Latina (estudo da ONU sobre cidades latino-americanas).

De que vale ser o país sede da Copa e das Olimpíadas, com investimentos bilionários em infraestrutura e construção de estádios (os gastos estimados do mundial de futebol no Brasil subiram para R$ 27,4 bilhões, segundo estudo divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), se, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil ainda possui 16 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema (ou seja, com renda mensal de até R$ 70)?

Embora a pesquisa demonstre um sentimento otimista em relação ao Brasil, o país é extremamente deficiente no tocante à equidade no acesso à saúde, à educação e à renda, além de figurar como um dos países mais violentos do mundo.

Somente em 2010, foram assassinadas 52.260 pessoas, ou seja, 27,3 mortes por 100 mil habitantes (de acordo com os dados disponibilizados pelo Datasus, do Ministério da Saúde). Com toda essa mortandade generalizada e descontrolada, o Brasil é o 20º país mais homicida do mundo, atrás apenas de Honduras, El Salvador, Costa do Marfim, Jamaica, Venezuela, Belize, Guatemala, Ilhas Virgens, São Cristóvão e Nevis, Zâmbia, Uganda, Malauí, Trindade e Tobago, África do Sul, Lesoto, Colômbia, Congo, República da África Central e Bahamas.

Note-se que nenhum dos 19 países mais homicidas do mundo compõe as primeiras colocações no ranking mundial da economia. Quando observadas suas taxas, equivalem às piores posições no PIB (por exemplo, Honduras, El Salvador e Costa do Marfim correspondem, respectivamente, à 109ª, 99ª e 97ª colocações). A mesma lógica é obtida quando verificadas as posições relativas à violência nos 10 primeiros países mais ricos do mundo (excetuando-se o Brasil), tendo em vista que os Estados Unidos, a China, o Japão, a Alemanha, a França, o Reino Unido, a Itália, a Rússia e o Canadá ocupam, respectivamente, a 102ª, 174ª, 203ª, 192ª, 162ª, 173ª, 182ª, 67ª e 148ª colocações no ranking mundial da violência.

Ser economicamente desenvolvido não significa, necessariamente, avanço nas demais áreas. O Brasil é um país rico, mas não é um país de todos. Continua muito desigual, miserável, doente, analfabeto e extremamente violento. Para que a nação alcance níveis europeus de assassinatos, tal como os 10 primeiros países no ranking mundial da economia, a prioridade deve ser mais investimento na esfera social, diminuindo as distâncias entre as extremidades.

Contrariando toda cultura sociológica (Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda etc.), nossos números revelam que nós não somos (ou não somos ainda) um país pacífico (ou cordial). Não temos consistência social, ou seja, não existe massa muscular sociocultural suficiente para justificar que 90% dos jovens sintam-se orgulhosos do Brasil. É mais uma questão de percepção, de subjetividade, de esperança, que de razão objetiva.

LUIZ FLÁVIO GOMES
Jurista e professor, diretor-presidente do Instituto Avante Brasil, foi promotor de Justiça (1980 a 1983) e juiz de Direito (1983 a 1998)

NATÁLIA MACEDO SANZOVO
Advogada, pós-graduanda em ciências penais, coordenadora e pesquisadora do Instituto Avante Brasil

Artigo originalmente publicado no Correio Braziliense e socializado pelo ClippingMP.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eduardo Galeano - O Direito ao Delírio







Valeu, Carlinhos, mon amour!

Empreendimento planeja criar um safári africano no meio do Tocantins


JC e-mail 4594, de 01 de Outubro de 2012.   
Empreendimento planeja criar um safári africano no meio do Tocantins

Reserva de 100 mil hectares próxima ao Jalapão, com mais de 400 indivíduos de espécies como leões, leopardos, elefantes e búfalos, vivendo como nas savanas da África, custaria R$ 350 milhões.

"Brasil e África se juntam depois de milhares de anos que uma fissura nas placas tectônicas transformou o que hoje são dois continentes com características tão semelhantes. Agora já podemos sentir o coração de África no Tocantins." A frase - transcrita literalmente de um vídeo promocional que está circulando na internet - apresenta o projeto de um novo safári tipicamente africano. Só que no meio do Tocantins.

Os empreendedores partem do princípio de que, como no passado Brasil e África foram unidos em um continente só e hoje ambos têm vegetações semelhantes (savana e cerrado), seria possível recriar por aqui o ambiente africano com um investimento de R$ 350 milhões.

O plano foi apelidado de Out of Africa Brasil. Encabeçado pelo ex-secretário de Saúde do Tocantins, Nicolau Esteves, prevê a criação de uma reserva de 100 mil hectares para a acomodação de mais de 400 animais de 17 espécies, como elefantes, leões, leopardos, búfalos, rinocerontes (brancos e pretos), zebras, hienas, kudus e impalas.

Predadores e presas vivendo em uma área cercada, sem interferência humana - nem mesmo alimentação. "Vai ser a cadeia natural mesmo", diz o médico mineiro. A ideia é que três hotéis se instalem nas proximidades e ofereçam passeios para ver os animais de perto. Mas, segundo o Estado apurou, as quantidades sugeridas de cada espécie a ser importada não parecem seguir nenhum estudo que aponte a proporção adequada entre predador e presa.

Até o momento foi feita uma consulta ao Ibama de Tocantins, mas não foi enviado um projeto técnico. Agora a sede do órgão em Brasília também analisa a solicitação. É preciso avaliar, entre outras coisas, se não há risco para a fauna nativa, de extinção das espécies a serem importadas, se há garantia da origem legal desses animais.

"É um pedido atípico e de proporções muito grandes. É delicado do ponto de vista da manutenção desses animais, da estrutura, do risco de fuga, dos acidentes que podem acontecer. Estamos vendo com muita parcimônia e sendo bastante reticentes", diz a analista Taciana Sherlock, da coordenação de fauna do Ibama.

Sobre a ideia de que os animais tenham de caçar seu próprio alimento, Taciana foi um pouco mais descrente. "Como podemos liberar a importação de animais para trazê-los para cá para serem abatidos?"

Por ser um modelo inédito no Brasil - e talvez no mundo -, o órgão avalia como ele deve ser analisado. Ele não se encaixa em nenhuma categoria prevista de manutenção de fauna em cativeiro. Em geral, empreendimentos que trabalham com exóticos são enquadrados na lei de zoológicos, mas a situação não é bem essa. Pelo porte do projeto, é de se questionar se não é um caso de introdução de animais exóticos, o que é proibido.

A situação fica mais complicada se houver mistura desses animais com a fauna local, como sugerem Esteves e o vídeo na internet. "Uma centena de espécies de animais nativos e africanos silvestres", diz o material em um momento. Em outro, menciona que o projeto tem "característica de preservação ambiental da fauna brasileira e exótica". Nesse cenário, Taciana endurece: "Se tiver isso, vai ser imediatamente vetado."

Interesse - Mas o empreendimento tem despertado interesse. Segundo um arquivo apresentado na consulta que lista todas as espécies a serem importadas, o projeto conta com patrocínio de empresas como Toyota, Shell, Mobil, Engen e Total. Ambientalistas que acompanham o processo mencionaram um suposto aval do governo do Tocantins pelo potencial financeiro do empreendimento.

O presidente do órgão ambiental do Estado, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Alexandre Tadeu, diz que por enquanto não tem como se dizer a favor ou contra. "Até agora, a única demanda que recebemos foi para criar um termo de referência para orientar os futuros estudos ambientais", diz. Segundo ele, isso deve ser entregue nos próximos dez dias. "É complexo, mas não podemos dizer nada sem ter embasamento."

Pesquisadores também questionam o porquê de um projeto com essas características se o intuito seria conservar a natureza. "Não tem necessidade de trazer animais de fora quando a fauna daqui é tão interessante", diz o biólogo Peter Crawshaw Junior, um dos maiores especialistas em onça-pintada do País.

"No mínimo a ideia é de um profundo mau gosto", comenta o ecólogo Paulo De Marco Júnior, da Universidade Federal de Goiás. "E quem diz que dá para recriar as savanas africanas aqui com todas as diferenças que ocorreram entre os sistemas dos dois continentes?"

4 Perguntas para Nicolau Esteves, presidente do projeto OOAB

1. Como surgiu a ideia?

Os safáris na África movimentam bilhões de dólares por ano, mas têm problemas com a segurança dos turistas. Um sul-africano ligado a redes de hotéis veio buscar um projeto semelhante na América do Sul, pela questão de clima, vegetação e chegou ao Tocantins. Por meio de um amigo comum do governo acabou chegando a mim com um projeto meio maluco. Eu topei.

2. E a ideia é que os bichos vivam como na natureza mesmo?

Não é bem um parque, como existe nos Estados Unidos, onde os animais são alimentados. Ali não. Vai ser a cadeia natural mesmo. O leão come a zebra, a hiena come a carcaça. A cadeia natural está sendo muito estudada.

3. Nessa área hoje deve existir fauna local. O que vocês pretendem fazer? Estão pensando em tirá-los de lá?

É o que vai mostrar o estudo de impacto ambiental, tem de ser resolvido. Mas achamos que é viável.

4. O senhor acha então que animais locais e exóticos poderiam conviver?

Eles são um pouco mais inteligentes que a gente, né? Eles não se autoexterminam igual à gente. Eles são muito educados, caçam só para se alimentar e não passa disso.
(O Estado de São Paulo - 30/09)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Os quatro séculos da ciência moderna

Revista Unesp Ciência
setembro de 2009



 
AQUI:
Os quatro séculos da ciência moderna



Veja também:
Royal Society abre arquivos on-line sobre a revolução científica



Observatório mapeia remoções forçadas
em favelas da capital

Via Agência USP de Notícias
Por Valéria Dias - valdias@usp.br
28.09.2012

De acordo com informações divulgadas pelo Observatório de Remoções, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, atualmente existem na cidade de São Paulo 486 favelas em áreas que coincidem com projetos da Prefeitura, como as operações urbanas, o Renova SP (urbanização de favelas), os parques lineares, o Projeto Manancial ou iniciativas do governo estadual, como o Rodoanel. Segundo os pesquisadores, os moradores de qualquer um dos núcleos de favela situados em perímetros de intervenção correm elevado risco de remoção forçada sem que recebam o atendimento adequado do poder público.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (27) na Defensoria Pública do Estado de São Paulo, no Centro. Na ocasião, houve o lançamento do blog http://observatorioderemocoes.blogspot.com.br, que permite o acesso a um mapeamento de núcleos de favela já removidos, notificados ou em obras e/ou com projeto definido, sobrepostos aos projetos e intervenções urbanos em curso ou previstos.

A iniciativa reúne pesquisadores da FAU, do Laboratório do Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade) e do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos (LabHab). O objetivo é tornar público os dados ligados às remoções forçadas no município diante de um contexto social e político que abrange a precarização das condições de vida dos removidos, a valorização do solo urbano (e o acirramento das disputas de terra na cidade), e a ausência de dados públicos sobre remoções já ocorridas ou previstas para a capital.

“Queremos reunir e cruzar as informações dos movimentos populares, da defensoria pública, dos pesquisadores e dos projetos do governo para tornar isso público a fim de que a sociedade veja o que ocorre e possa entender esse contexto, auxiliando as discussões sobre a política habitacional da cidade”, disse a pesquisadora Márcia Hirata, pós-doutoranda da FAU, durante a apresentação do projeto. Para os pesquisadores, é fundamental ter acesso ao número de remoções ocorridas, quem são as famílias, e para onde, como, quando, e em quais condições ocorre a remoção. CONTINUA!

O mais grave dos riscos, por Miriam Leitão

Via blog do Noblat
30.10.2012

Miriam Leitão, O Globo

O IBGE revelou uma notícia assustadora, mas não houve reação à altura. O Brasil tem um milhão quatrocentos e quinze mil crianças de 7 a 14 anos oficialmente analfabetas pelo registro da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad). E de 2009 a 2011 caiu — sim, é isso, caiu — o percentual de jovens de 15 a 17 anos na escola. Será que é assim que queremos vencer?

A vastidão da tragédia educacional brasileira não caberia nesta coluna, e arruinaria — querida leitora, caro leitor — este seu domingo. Por isso vamos pensar juntos apenas em alguns números. Fomos informados dias atrás pelo IBGE que em 2009 o Brasil tinha 85,2% de jovens de 15 a 17 anos na escola.

O que equivale a dizer que 14,8% não estavam, e isso já era um absurdo suficiente. Mas em 2011, a Pnad descobriu que o número tinha piorado e agora só há 83,7%. Aumentou para 16,3% o total de jovens nessa faixa crítica que estão fora da escola.

Em qualquer país do mundo, que saiba a natureza do desafio presente, esses números seriam motivo para se fazer um escândalo, iniciar uma investigação, chamar as autoridades à responsabilidade. O ministro se desculparia, os educadores seriam entrevistados para saber como resolver o problema, os contribuintes exigiriam mais respeito com seus impostos, os pais se mobilizariam.

Mas a notícia foi dada numa sopa de outros indicadores e sumiu por lá. Em alguns jornais foi destaque, em outros, nem isso.

Como assim que em 2012 o país fica sabendo que tem menos — e não mais — jovens onde eles deveriam estar? E mesmo assim não se assusta, não reage? Difícil saber o que é pior: se a notícia em si ou a falta de reação diante da notícia.

Os demógrafos já nos informaram que estão nascendo menos brasileiros, e que, por isso, a população vai parar de crescer. Os empresários estão dizendo que há um apagão de mão de obra, falta trabalhador qualificado.

Leia a íntegra em  O mais grave dos riscos

Muito cuidado com o ‘boca a boca’ virtual

Via blog do Noblat
01.10.2012

Sergio Matsuura, O Globo

Na internet, cada pessoa se torna um crítico em potencial. Todos os 2 bilhões de usuários no mundo, apenas com um computador e uma conexão, podem opinar sobre produtos e serviços e, no fim, influenciar a decisão de consumo de outros.

De acordo com estudo da Nielsen realizado em 56 países, inclusive o Brasil, 70% dos 28 mil entrevistados confiam em reviews disponíveis na rede. Esse tipo de informação fica atrás apenas da recomendação de conhecidos e à frente de conteúdos editoriais publicados pela mídia tradicional. Entretanto, o número de opiniões falsas, ou fake reviews, vem aumentando consideravelmente e, segundo a Gartner, serão entre 10% e 15% do total em 2014.

Leia mais em Muito cuidado com o ‘boca a boca’ virtual

Leia também Escândalo sobre artigos pagos abalou wikipedia