sábado, 5 de julho de 2014

Neymar sofre fratura na coluna e está fora da
Copa do Mundo

Via blog do Noblat
05.07.2014

O Globo

O atacante Neymar está fora da Copa do Mundo, vítima de uma entrada violenta do lateral-direito colombiano Zuñiga, no final do jogo em que o Brasil derrotou a Colômbia por 2 a 1, no Castelão, em Fortaleza, e se classificou à semifinal contra a Alemanha.
O camisa 10 do Brasil fraturou a terceira vértebra da coluna, na região lombar, depois de ser atingido por uma joelhada nas costas aos 41 minutos do 2º tempo. O árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo sequer marcou falta na jogada em que o lateral-direito Zúñiga atingiu Neymar.

Leia mais em Neymar sofre fratura na coluna e está fora da Copa do Mundo

***

Leia também:
- Neymar: Dilma, Aécio e Campos solidarizam-se
- Brasil provou que pode prevalecer sem Neymar


sexta-feira, 4 de julho de 2014

“Parece que vivemos em um estado de exceção”, diz a jovem agredida no metrô

Via El País
Por São Paulo
03.07.2014

O dia 24 de junho era para ser especial para Joana, nome fictício de uma jovem estudante de biologia da Universidade de São Paulo que também trabalha com a educação ambiental de crianças. Nesse dia, ela festejaria com amigos seu 24º ano de vida, não conseguiu. Foi nessa data que ela ficou conhecida por aparecer na internet em um vídeo em que é a protagonista, caída no chão de uma estação do metrô de São Paulo com o nariz ensanguentado.

Joana, corpo de esgrimista, desarmada, tentou ingressar no metrô sem pagar nada. Foi socada por um homem que era pelo menos duas vezes maior do que ela, quase um pugilista. Esse cidadão passou por cursos de autodefesa e imobilização, vestia um colete a prova de balas e portava um cassetete. Era um segurança da Via Quatro, a administradora da linha amarela do metrô paulistano.

Continua!

Plantas podem 'ouvir' seus predadores e emitir repelentes


JC e-mail 4981, de 03 de julho de 2014
Plantas podem 'ouvir' seus predadores e emitir repelentes


Estudo conseguiu provar capacidade de reação dos vegetais a vibrações sonoras

Apesar do que muitos pensam, as plantas também podem ouvir e reagir a determinados sons. Essa foi a principal conclusão de um estudo da Universidade de Missouri, publicado na revista Oecologia.

Os pesquisadores descobriram que determinados tipos de vegetais têm a capacidade de ouvir lagartas que comem folhas e responder através da emissão de produtos químicos para repelir o predador. Até então, já se sabia que algumas plantas respondem às vibrações emitidas pelo ambiente a sua volta, mas o que não se compreendia era o motivo das respostas.

O experimento observou o comportamento de um conjunto de plantas ao ser exposto à gravação de lagartas comendo folhas. O resultado mostrou que os vegetais emitiram maior quantidade de produto químico repelente, e fez isso mais rapidamente do que as plantas que não foram expostas ao som. Além disso, ruídos de fundo como vento ou insetos não tiveram impacto sobre as plantas, indicando que elas poderiam distinguir o som de seus predadores.

O próximo passo dos pesquisadores será agora procurar as "orelhas" das plantas. Até o momento, a principal hipótese é os canais auditivos tomam a forma de proteínas conhecidas como "mecanorreceptores", encontradas em vegetais e animais que respondem à pressão.

(O Globo, com Agências)
http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/plantas-podem-ouvir-seus-predadores-emitir-repelentes-13117320#ixzz36PnetUb1


Copa das copas

Via Contemporânea
Por Carla Rodrigues
01.07.2014

Mesmo que, como eu, você também não ligue a mínima para futebol, com a politização da Copa do Mundo e os jogos na porta de casa, é impossível ficar indiferente. Duas leituras hoje indicam como a Copa do Mundo não se limita à bola que rola nos gramados. Na sua coluna semanal para a Folha, Vladimir Safatle fala daquilo que tem nos mobilizado há mais de um ano: a Copa como megaevento internacional, rendido ao capital e ao padrão Fifa (que, aliás, está longe de ser sinônimo de padrão de qualidade). Neste excelente artigo para o Observatório da Imprensa, Sylvia Moretzsohn discute as intricadas relações entre a política do futebol e a política da imprensa. Golaço.

Felipão brinca com fogo



No El País,
por José Sámano
leia:
Felipão brinca com fogo

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Viaduto desaba em Belo Horizonte

Exibido pela Rede Globo
durante o intervalo comercial da Sessão da Tarde
03.07.2014




Mapa mostra aumento e disseminação da
violência no Brasil

Via Agência Brasil
Por Helena Martins
Edição: Graça Adjuto
02.07.2014

Em 2012, 112.709 pessoas morreram em situações de violência no país, segundo o Mapa da Violência 2014, divulgado hoje (2). O número equivale a 58,1 habitantes a cada grupo de 100 mil, e é o maior da série histórica do estudo, divulgado a cada dois anos. Desse total, 56.337 foram vítimas de homicídio, 46.051, de acidentes de transporte (que incluem aviões e barcos, além dos que ocorrem nas vias terrestres), e 10.321, de suicídios.

Entre 2002 e 2012, o número total de homicídios registrados pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, passou de 49.695 para 56.337, também o maior número registrado. Os jovens foram as vítimas em 53,4% dos casos, o que mostra outra tendência diagnosticada pelo estudo: a maior vitimização de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. As taxas de homicídio nessa faixa passaram de 19,6 em 1980, para 57,6 em 2012, a cada 100 mil jovens.
Segundo o responsável pela análise, Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, ainda não é possível saber “se o que ocorreu em 2012 foi um surto que vai terminar rapidamente ou se realmente está sendo inaugurado novo ciclo ou nova tendência”. Ele lista situações que podem ter gerado o aumento, como greves de agentes das forças de segurança ou ataques de grupos criminosos organizados.

Uma tendência já confirmada é a disseminação da violência nas diferentes regiões e cidades. Entre 2002 e 2012, os quantitativos só não cresceram no Sudeste. As regiões Norte e Nordeste experimentaram aumento exponencial da violência. No Norte, por exemplo, foram registrados 6.098 homicídios em 2012, mais que o dobro dos 2.937 verificados em 2002. O Amazonas, Pará e Tocantins tiveram o dobro de assassinatos registrados no mesmo intervalo de tempo. No Nordeste, o Maranhão, a Bahia e o Rio Grande do Norte mais que triplicaram os homicídios.
Na década, o Sul e o Centro-Oeste tiveram incrementos percentuais de 41,2% e 49,8%, respectivamente. No Sudeste, a situação foi mais variada, com diminuição significativa em estados importantes, como o Rio de Janeiro e São Paulo.  Já em Minas Gerais, os homicídios cresceram 52,3% entre 2002 e 2012.

As desigualdades são vivenciadas entre as regiões e também dentro dos estados. Nenhuma capital, em 2012, teve taxa de homicídio abaixo do nível epidêmico, segundo o Mapa da Violência. Todas as capitais do Nordeste registraram mais de 100 homicídios por 100 mil jovens. Maceió, a mais violenta, passou dos 200 homicídios. No outro extremo, São Paulo, com a menor taxa entre as capitais, ainda assim registra o número de 28,7 jovens assassinados por 100 mil.

O balanço da década mostra, contudo, que não é possível afirmar que há tendência comum de crescimento. Entre 2002 e 2012, as capitais evidenciaram queda de 15,4%, com destaque para meados dos anos 2000, quando a redução foi mais expressiva, o que, segundo o organizador, comprova que a situação pode ser enfrentada com políticas públicas efetivas.

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A FIFA, o Fuleco e o esquecimento do tatu de verdade

Via O ECO
Por Enrico Bernard*
30.06.2014


O tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) é uma espécie vulnerável e ajudar a salvá-lo custaria o que é troco para a FIFA.
Foto: Acervo Associação Caatinga

Em 2012, a FIFA e o Governo Brasileiro escolheram o tatu-bola como mascote da Copa. A FIFA determinara que comunicar a importância do meio ambiente e da ecologia era um de seus objetivos para o mundial, e a escolha do tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) parecia perfeita: uma espécie tipicamente brasileira, carismática e cuja forma de bola remetia automaticamente ao futebol. Batizaram-no como Fuleco, junção das palavras futebol e ecologia, nome que embora não tenha agradado ao público brasileiro, reforçava sua mensagem ecológica. Conservacionistas comemoraram, afinal a escolha poderia trazer alguma esperança para a conservação do tatu-bola e de seu principal habitat. Além de toda a atenção da mídia, royalties provenientes da venda da imagem e dos produtos do mascote poderiam ser revertidos para programas de conservação. Através do Fuleco, o tatu tirara a sorte grande, entrando para o tão propagandeado – e hoje mal fadado- "legado da Copa".

Os anos se passaram, a Copa foi se aproximando nem a FIFA e nem o Governo Brasileiro tinham ideia de que esta escolha lhes colocaria em uma grande saia justa. Para entender o comprimento desta saia, é preciso entender primeiro a situação do tatu-bola. A espécie Tolypeutes tricinctus é restrita à caatinga e manchas de cerrado adjacente. Ela aparece na Lista vermelha da IUCN como Vulnerável e a recente revisão da Lista Brasileira de Espécies Ameaçadas de Extinção – a ser publicada em breve- apontará que o seu status na verdade piorou, devendo ser classificada como Ameaçada. Embora não existam estimativas populacionais na natureza, relatos de pesquisadores e moradores locais apontam que a espécie vem desaparecendo de áreas onde antes era abundante, muito em função da caça e da perda da vegetação nativa da caatinga, convertida para carvão ou degradada pelo sobrepastoreio de gado. De fato, a caatinga já perdeu 46% de sua cobertura original, e o restante encontra-se sob forte pressão humana. Para piorar a situação do tatu, a caatinga tem a menor proteção entre os biomas terrestres brasileiros, com cerca de somente 1% na forma de parques e reservas. Além de poucas, as áreas protegidas da caatinga estão em mau estado de conservação, sem orçamento ideal e com "equipes" de apenas um gestor. Em suma, a FIFA e Governo Brasileiro haviam escolhido uma espécie endêmica, ameaçada, típica de um ecossistema pouco protegido, sob forte pressão humana, e sofrendo de problemas ambientais crônicos. Uma escolha delicada.

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*Enrico Bernard é biólogo, e professor do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco, onde é responsável pelo Laboratório de Ciência Aplicada à Conservação da Biodiversidade.

A falta de conhecimento básico em ciências inibe a inovação no Brasil

Via El País
São Paulo
02.07.2014

Uma pesquisa revela que 64% dos brasileiros, incluindo tomadores de decisão nas empresas, não conseguem ler ou interpretar conceitos básicos de ciência

Uma das grandes deficiências da economia brasileira é a falta de inovação, que coloca o país em 64º lugar entre 142 nações no Índice Global de Inovação de 2013. A falta de familiaridade do brasileiro com termos científicos é um dos fatores que podem contribuir para este quadro, segundo o Indicador de Letramento Científico, um estudo realizado recentemente pelo Instituto Paulo Montenegro (braço social do Ibope), a ONG Ação Educativa e o Instituto Abramundo. A pesquisa, que entrevistou 2.002 pessoas entre 15 e 40 anos que completaram pelo menos quatro anos do ensino fundamental, revela que 64% da população possui o chamado letramento científico ausente ou elementar.

Isso significa que são incapazes de interpretar termos e conceitos científicos básicos como o atrito e a aderência, em uma questão, por exemplo, sobre a segurança que oferece um pneu careca em uma pista molhada. E entre estes não-proficientes estão os tomadores de decisão, gerentes, profissionais liberais e comerciantes, os responsáveis pela inovação de uma empresa.


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Zona controlada - Eliane Brum

Por Eliane Brum:

Zona controlada: no futebol de mercado, controlar a informação é essencial minha matéria de hj sobre a Copa


Los arrecifes del Caribe pueden desaparecer en los próximos 20 años

Via El Mundo - Madrid
02.07.2014

Gran parte de los arrecifes de coral del Caribe podrían desaparecer en los próximos 20 años, según advierte el último informe de la Red Mundial de Vigilancia de Arrecifes Coralinos (GCRMN), la Unión Internacional para la conservación de la Naturaleza (UICN) y el Programa Ambiental de las Naciones Unidas (UNEP). Los autores de esta investigación apuntan a la pérdida de los peces herbívoros de la región como causa principal.

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Rose, muito obrigada

Via blog do IMS
Por Carla Rodrigues
25.06.2014



Um dia, há quase dez anos, quando terminei de entrevistar Rose Marie Muraro, fiz questão de, encerrada a tarefa, agradecê-la. Devo ter dito uma frase meio piegas, a única que me ocorreu na hora, mais ou menos assim: “Muito obrigada. Sem a sua luta, a minha geração não teria chegado onde chegou”. Ela se surpreendeu tanto que, mesmo mas já doente, iluminou o rosto com um sorriso generoso. Fui embora daquele pequeno apartamento no Bairro Peixoto, em Copacabana, pensando como cada geração de mulheres chegava à idade adulta tomando como natural o que, na verdade, havia sido duramente conquistado pelas gerações anteriores.

Ela acabara de me contar, ainda com mágoas, sobre as centenas de vezes que foi chamada de bruxa, mal-amada, feia, prostituta, e como toda a violência havia afetado a sua vida e a dos cinco filhos. Rose caminhava muito lentamente, resultado da doença, mas também como se ainda carregasse no corpo o peso do seu pioneirismo. Em 1972, trouxe Betty Friedan  a feminista norte-americana de quem prefaciaria o clássico “A mística feminina” , e com ela enfrentaria um batalhão de jornalistas do Pasquim, cujo repúdio ao feminismo foi escancarado numa entrevista que entrou para a história do preconceito da esquerda contra a emancipação da mulher. Em nome de uma luta universal  esta sim, digna da atenção masculina  a desqualificação da bandeira feminista se dava primeiro no que seria o campo progressista.

Embora os bravos companheiros fossem críticos do autoritarismo e da moralidade burguesa, voltaram suas baterias contra mulheres que iniciavam uma dura briga contra os estereótipos de gênero. Nessa conversa, por exemplo, o genial Millôr Fernandes se orgulhou de ser considerado “porco chauvinista”, já que a denominação partia da própria Betty Friedan em pessoa, “e ela em pessoa é muito mal apessoada”. Recorrer aos atributos físicos das mulheres como forma de desqualificação tem sido uma estratégia machista até hoje e pode ser ouvido em qualquer esquina quando alguém comenta as roupas ou o cabelo da presidente da República.

Não é demais lembrar que a autora de A mística feminina, lançado nos anos 1960 nos EUA e publicado por Rose pela editora Vozes em 1971, já era um grande expoente do feminismo quando chegou aqui para repetir ideias que hoje são óbvias: ter marido e filhos não é tudo na vida de uma mulher. A visita da ilustre norte-americana ajudou a impulsionar a nova onda feminista da qual Rose foi pioneira. Em 1975, um grupo de mulheres reuniu-se na ABI, no Rio de Janeiro, para debater questões de gênero e fundar a primeira organização feminista brasileira — o Centro da Mulher Brasileira (CMB) —, do qual ela foi uma das fundadoras. Dez anos depois, o governo criaria o Conselho Nacional da Mulher, primeira iniciativa de levar para o Estado o debate sobre políticas públicas específicas das mulheres. Rose fez parte do conselho desde a sua criação até 2012, quando a doença já a impedia de se locomover. Sua história de militante, no entanto, começara muitos anos antes, em 1946, quando ingressou na Ação Católica ao lado de Dom Hélder Câmara, e passou pela criação da Teologia da Libertação, ao lado de Leonardo Boff.

Depois de agradecer a Rose naquela tarde em Copacabana, inúmeros livros da Rosa dos Tempos  selo da editora Record que ela dirigiu por muitos anos, responsável pela tradução de importantes textos feministas como não se vê mais atualmente  me caíram nas mãos e eu mentalmente agradecia de novo a ela pela leitura, pensando como uma mulher que era praticamente cega foi tão importante no mercado editorial brasileiro, dedicando a vida a ler, escrever e publicar. Em 1983, seu A sexualidade da mulher brasileira: corpo e classe social no Brasil encabeçou por seis meses a lista dos mais vendidos, dando a impressão de que Rose era onipresente. Revistas femininas, emissoras de rádio e TV, jornais, todos queriam entender melhor outra descoberta que hoje parece óbvia: mulheres pobres e trabalhadoras sofrem muito mais a discriminação sobre o corpo e a sexualidade. A partir daí, pode-se começar a articular a luta específica das mulheres com a luta geral contra a opressão. Enfim, podemos reconhecer que somos todos/as proletários/as.

Agradecer a Rose é uma forma de retomar um problema que me parece ainda não resolvido em relação às feministas da geração dela. Hoje, para as meninas que vão para a universidade, para o mercado de trabalho, usufruem de todos os direitos de uma vida emancipada, recusam a maternidade como destino, tudo parece muito natural. Para mim também, quando votei pela primeira vez, não me passou pela cabeça agradecer às sufragistas dos anos 1930 no Brasil que, inspiradas pelos movimentos internacionais de reivindicação do direito ao voto feminino, tinham me garantido o direito de estar ali.

A naturalização é uma conquista política, porque significa que foram desaparecendo da cultura as marcas mais fortes de discriminação e preconceito. No entanto, a naturalização tem um grande inimigo: o apagamento da memória. Não se trata, aqui, de uma mera política de reparação do passado, como se pudéssemos nos mover em direção a um fim da história reverso  para usar a feliz expressão de Paulo Arantes no seu livro mais recente, O novo tempo do mundo  e apagar todos os conflitos que nos marcaram, em busca de um apaziguamento impossível. Trata-se sim de uma política da memória afirmativa, capaz de relacionar conquistas do presente com as lutas do passado.

Se ainda hoje, contra o termo feminista pesam muitos preconceitos, quando Rose e sua turma começaram a falar em emancipação da mulher colheram ridicularização, violência, preconceito. Manter a história viva é honrar a memória da Rose e de tantas outras que já se foram, ressignificando e atualizando a cada geração as lutas feministas, ainda tão necessárias. Muito obrigada, Rose.

Carla Rodrigues:
Carla Rodrigues exerceu a profissão de jornalista durante tantos anos que prefere não somar. Fez especialização, mestrado, doutorado em Filosofia na PUC-Rio e pós-doutorado na Unicamp. Hoje é professora do Departamento de Filosofia da UFRJ e uma das coordenadora do Khôra - laboratório de filosofias da alteridade. Dedica-se a pesquisar o pensamento do filósofo Jacques Derrida. 

FEA-USP inaugura biblioteca ampliada e modernizada

Via Agência FAPESP
Por Diego Freire
01.07.2014

Agência FAPESP – A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) inaugura nesta quarta-feira (02/07) as novas instalações de sua biblioteca, que ocupam uma área de mais de 5 mil metros quadrados. As obras de reforma e ampliação tiveram início em 2010 e foram executadas com recursos da USP e da iniciativa privada, nos termos da Lei Rouanet.

Acomodados em estantes deslizantes, os 430 mil volumes formam a maior coleção na América Latina de obras nas áreas de Administração, Economia, Contabilidade e Ciências Atuariais. Há ainda títulos de áreas como História, Filosofia, Artes e Religião. Mais da metade do acervo – 250 mil livros – foi doada pelo ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento Antonio Delfim Netto, ex-aluno e professor emérito da FEA.

Além de 9.624 metros de estantes, a biblioteca conta com dois anfiteatros, um deles inspirado em modelo da Harvard University, nos Estados Unidos, cinco salas para estudos em grupo e um espaço colaborativo chamado Design Thinking, com mobiliário e equipamentos de projeção que podem ser dispostos de acordo com as necessidades dos usuários para trabalhos em equipe.

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Nuevo avance hacia los órganos artificiales: imprimen en 3D un sistema circulatorio

Via Tendências 21
Por
02.07.2014

Imagine la posibilidad de contar con un órgano artificial para sustituir cualquier órgano enfermo del cuerpo humano. E imagine que ese órgano necesario lo fabrica una impresora 3D. Esta posibilidad está cada vez más cerca, gracias a un avance reciente: científicos han conseguido por vez primera crear redes vasculares artificiales que imitan el sistema circulatorio del cuerpo. Estas redes resultarán imprescindibles para mantener con vida los tejidos y órganos artificiales del futuro. Por Yaiza Martínez.

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Las almendras, un alimento excelente para el corazón

Via Tendências 21
Por Aston University/T21
30.06.2014

Científicos del Reino Unido han descubierto que el consumo de almendras puede reducir el riesgo de enfermedades del corazón porque estos frutos secos aumentan significativamente la cantidad de antioxidantes en el torrente sanguíneo, reducen la presión arterial y mejoran el flujo de la sangre.

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Vila Madalena passará por faxina com escova gigante e citronela



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terça-feira, 1 de julho de 2014

Para a Ophelia!



 
flor-de-são-joão

 Adoooorooooo
 flor-de-são-joão!!!!!!
:)


O Facebook fez experiências com 689.000 usuários sem que soubessem

Via El País
San Francisco
30.06.2014

. A rede social pede desculpas por manipulá-los para reconhecer suas emoções

Uma semana de experiências e milhões de comentários, em sua maioria negativos, foram as consequências de um estudo conduzido por vários engenheiros do Facebook. A maior rede social do mundo pegou 689.000 perfis, sem aviso ou consentimento, para analisar seu comportamento alterando o algoritmo que seleciona as notícias que vêm dos amigos. Um grupo via notícias positivas, o outro, negativas.

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O Greenpeace perde quase 500.000 doadores em duas semanas

Via El País
Por Haia
28.06.2014

Um investimento desastroso e os voos de seu diretor de campanhas prejudicam a imagem da organização ecologista Greenpeace

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Tostão: “Se a Copa não fosse aqui, o Brasil já estaria eliminado”

Via El País
Pedro Cifuentes
Rio de Janeiro 
30.06.2014

Para o melhor jogador da Copa de 70, quando o Brasil teve a equipe mais elogiada da história, faltam qualidades em determinados setores

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Mais de 360.000 deslocados pelas fortes chuvas no Brasil, Paraguai e Argentina

Via El País
Por
30.06.2014

. As tempestades atípicas para esta época do ano transbordaram os rios: nunca antes uma cheia havia afetado tanta gente em Assunção
. FOTOGALERIA As imagens das inundações

Mais de 360.000 sul-americanos tiveram de ser retirados de suas casas nos últimos dias por conta de inundações no Paraguai, no sul do Brasil e nordeste da Argentina. Chuvas intensas, atípicas para esta época do ano na região, causaram o transbordamento dos rios Paraguai, Uruguai, Iguaçu e, em menor escala, do Paraná e outros afluentes. O Paraguai é o mais atingido: por volta de 300.000 pessoas ficaram desabrigadas no país, das quais 75.800 vivem em Assunção, que nunca antes em sua história havia sofrido uma inundação com tantos afetados. Nos estados brasileiros de Santa Catarina e Rio Grande do Sul as pessoas desabrigadas somam 50.749. Na Argentina, há 13.000, sobretudo nas províncias de Misiones e Formosa, e também alguns em Corrientes e Chaco.

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“Es muy difícil engancharse a las drogas de adulto; nos volvemos adictos entre los 15 y los 25 años”

Via Materia
Por Mónica G. Salomone (Copenhague)
30.06.2014

El psiquiatra Wilson Compton, uno de los mayores expertos en biología de la adicción, hace hincapié en la importancia de la prevención de las conductas adictivas

En Estados Unidos las muertes por sobredosis de drogas superan las causadas por accidentes de tráfico. El problema se ha agravado en los últimos años, en parte por una razón que ha pillado por sorpresa a los expertos porque no se debe al consumo de sustancias ilegales, sino al abuso de fármacos, en concreto de analgésicos opiáceos. Esto “se ha convertido en una epidemia”, aseguró el director adjunto del Instituto Nacional de Drogas de EEUU, el psiquiatra Wilson Compton, en una mesa redonda sobre la adicción em la feria de ciencia europea ESOF2014, en Copenhague.

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Crise universitária, greves e silêncios


JC e-mail 4980, de 30 de junho de 2014
Crise universitária, greves e silêncios


Artigo de Marco Aurélio Nogueira publicado no O Estado de São Paulo sobre a greve das universidades estaduais paulistas

Embolada com a Copa e as férias de julho, salpicada com o tempero da disputa eleitoral de 2014, a greve que reverbera nas universidades estaduais paulistas tem tudo para dar errado. Mas reflete um quadro de mal-estar, deve ser levada a sério e ser bem compreendida.

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Quase 90% dos professores brasileiros se sentem desvalorizados, diz estudo


JC e-mail 4980, de 30 de junho de 2014
Quase 90% dos professores brasileiros se sentem desvalorizados, diz estudo


A pesquisa da OCDE ouviu 100 mil professores e diretores escolares em 34 países

Quase 90% dos professores brasileiros acreditam que a profissão não é valorizada na sociedade. Mesmo assim, a maioria está satisfeita com o emprego. O resultado foi apresentado semana passada pela Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que ouviu 100 mil professores e diretores escolares em 34 países.

De acordo com o levantamento, somente 12,6% dos professores brasileiros consideram-se valorizados. A proporção está abaixo da média internacional, de 30,9%. No entanto, 87% dos professores brasileiros consideram-se realizados no emprego, próximo da média global de 91,1%.

Apesar de não se sentirem valorizados, os professores brasileiros estão entre os que mais trabalham, com 25 horas de ensino por semana, seis horas a mais do que a média internacional. Em relação ao tempo em sala de aula, os professores brasileiros ficam atrás apenas da província de Alberta, no Canadá, com 26,4 horas trabalhadas por semana, e do Chile, com 26,7 horas.

Mesmo trabalhando mais que a média, os professores brasileiros gastam mais tempo para manter a ordem em sala de aula. Segundo o levantamento, 20% do tempo em sala é usado para controlar o comportamento dos alunos, contra 13% na média internacional.

Todos os entrevistados na pesquisa dão aula para a faixa etária de 11 a 16 anos. A publicação também mostra que nos países em que os professores se sentem valorizados, os resultados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) tendem a ser melhores.

Quanto à formação, mais de 90% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental concluíram o ensino superior, mas cerca de 25% não fizeram curso de formação de professores. Segundo a falta de especialização reflete-se no ensino. Professores com conhecimento de pedagogia e de práticas das disciplinas que lecionam relataram se sentir mais preparados do que aqueles cuja educação formal não continha esses elementos.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os dados serão incorporados aos dados do Censo Escolar e das avaliações nacionais, para que se possam criar descrições ainda mais detalhadas da situação educacional brasileira.

(Mariana Tokarnia / Agência Brasil)