Manuela Trafane*
08.04.2026
Em A Mulher que Nunca Evoluiu – lançado pela Editora da USP (Edusp) –, a antropóloga estadunidense Sarah Blaffer Hrdy investiga o comportamento de primatas para desfazer falsos estereótipos femininos
Na década de 1970, a antropóloga estadunidense Sarah Blaffer Hrdy percebeu que as teorias evolucionistas submetiam a mulher a um papel naturalmente passivo. Na época, fazendo pesquisas na Índia sobre o comportamento de macacos langures, ela notou que as fêmeas poderiam ser competitivas ou cooperativas de acordo com os seus próprios interesses. Com base nessas observações, a antropóloga publicou em 1981 o livro The Woman that Never Evolved, em que questionou os estereótipos atribuídos às mulheres com base na biologia, usados para justificar o papel feminino de submissão e passividade. Pioneiro e polêmico, o livro de Sarah Hrdy acaba de ser publicado no Brasil pela Editora da USP (Edusp), com o título A Mulher que Nunca Evoluiu.












