sexta-feira, 26 de abril de 2013
Descoberta da dupla hélice faz 60 anos, genoma humano, 10
JC e-mail 4713, de 25 de Abril de 2013.
Descoberta da dupla hélice faz 60 anos, genoma humano, 10
O sequenciamento do genoma humano não teria sido possível sem a elucidação da estrutura molecular do DNA
Dois grandes feitos da ciência fazem aniversário neste mês. Cerca de duas semanas atrás, comemoraram-se dez anos do primeiro sequenciamento completo de um genoma humano, anunciado em 14 de abril de 2003 por um consórcio internacional de cientistas. Esse marco científico e tecnológico que está revolucionando a medicina, porém, jamais teria sido possível sem um outro feito monumental, que completa 60 anos na quinta-feira (25): a elucidação da estrutura molecular do DNA.
A descoberta da dupla hélice pelo americano James Watson e o britânico Francis Crick estabeleceu a pedra fundamental sobre a qual todo o conhecimento moderno da genética humana e da evolução da vida na Terra está estruturado.
Sem conhecer a estrutura da molécula de DNA, seria impossível entender como funciona. E, sem entender como o DNA funciona, seria impossível entender como a vida funciona. A existência do DNA (ácido desoxirribonucleico) já era conhecida desde o fim do século 19, mas sua estrutura molecular (e portanto suas funções essenciais) permaneceu um mistério até Watson e Crick a desvendarem. O trabalho histórico, curto e elegantemente simples com apenas uma página e um desenho, foi publicado em 25 de abril de 1953 na revista científica britânica Nature.
"Foi um trabalho tão bem feito que até hoje está do jeito que está, sem nenhuma correção, e continua a ser uma fonte básica de informação para livros-texto de várias disciplinas", diz o pesquisador Eduardo Gorab, do Departamento de Genética do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. "De longe foi o trabalho que deixou todos os outros para trás", completa, referindo-se à corrida que havia na comunidade científica da época para chegar à cobiçada estrutura.
Nove anos depois da publicação da descoberta, Watson e Crick receberam o Prêmio Nobel pela descoberta, ao lado do britânico Maurice Wilkins, que elucidou algumas das funções biológicas associadas à estrutura da dupla hélice. Os três pesquisadores foram originalmente nomeados para receber o Nobel de Química, mas acabaram recebendo o de Medicina, pelo reconhecimento - então pioneiro - das enormes implicações da descoberta para a compreensão da biologia humana.
IMPLICAÇÕES - Meio século mais tarde, a descoberta da dupla hélice desembocou no sequenciamento do genoma humano, que por sua vez desencadeou um processo de revolução científica e tecnológica na Medicina como um todo. Quase todas as doenças humanas têm um componente genético. Ou são causadas diretamente ou, no mínimo, são influenciadas (para o bem ou para o mal) por características genéticas individuais de cada paciente. Conhecer e entender essas características, portanto, é um dos objetivos mais importantes da medicina moderna. A chamada "medicina personalizada"."É algo que vai ter repercussões tremendas nos próximos anos", diz o pesquisador Emmanuel Dias Neto, do Centro Internacional de Pesquisa e Ensino do Hospital A. C. Camargo.
A tecnologia para isso avança numa velocidade espantosa. O sequenciamento e o mapeamento do primeiro genoma humano custaram quase US$ 3 bilhões e levou mais de dez anos para ser concluído. Hoje, pode-se sequenciar um genoma humano em um dia, por cerca de US$ 1 mil, numa única máquina. São comuns projetos de pesquisa envolvendo o sequenciamento de milhares de pacientes. "Quanto mais informações temos, mais coisas podemos fazer com elas", diz Emmanuel, que trabalha com genética de câncer. "A tecnologia hoje nos permite fazer coisas que jamais imaginaríamos possíveis."
(Herton Escobar / O Estado de São Paulo)
O Vexame Nacional da Academia
JC e-mail 4713, de 25 de Abril de 2013.
O Vexame Nacional da Academia
Artigo de Marcelo Sampaio de Alencar para o Jornal da Ciência
Recentemente, professores do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco divulgaram um manifesto sobre o novo plano de carreiras e cargos de magistério federal. Entre eles estavam o secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado de Pernambuco, Anderson Stevens Leônidas Gomes, e o ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo Luis Inácio Lula da Silva, Sergio Machado Rezende.
No manifesto, os professores observaram que a entrada em vigor da Lei 12.772, de 28 de dezembro de 2012, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidente da República, faz com que o ingresso na carreira docente passe a se dar apenas no nível de professor auxiliar, para o qual é exigido apenas o diploma de graduação. Portanto, não importa se o candidato tem mestrado ou doutorado, ele vai permanecer no primeiro nível da carreira até, pelo menos, que consiga estabilidade na carreira.
Pior ainda, a progressão até a classe de adjunto é, agora, por tempo de serviço e mediante avaliação interna, ou seja, sem avaliação, considerando o corporativismo que a legislação estimula. Não há mais necessidade do título de doutor, nem produção científica, o que desestimula a busca pelos cursos de pós-graduação. Para que se dar ao trabalho de realizar o doutorado, se o título não importa mais para a carreira? Para que fazer pesquisa, realizar projetos, escrever artigos e livros, se o que importa é apenas o tempo transcorrido?
Como bem observado no manifesto, o Congresso Nacional e a Presidência da República aprovaram uma lei que desacredita as universidades federais no mundo e certamente compromete seu futuro. Uma excrecência que nem os militares, na épocaem que dominavam a política no País e queriam quebrar a espinha dorsal do movimento acadêmico, berço dos comunistas que eles viam em todo lugar, intentaram fazer. A universidade brasileira sobreviveu ao regime militar para soçobrar em plena democracia.
Mas isso ainda não é tudo. O movimento sindical docente, em conluio com o Congresso Nacional, conseguiu também acabar com um dos pilares da excelência acadêmica: o concurso público para o nivel mais elevado da carreira acadêmica. A partir de agora, os professores titulares serão escolhidos pela politicagem e pelo corporativismo que assola as universidades. E, mais uma vez, o único critério é o tempo de serviço. Basta sentar e aguardar a vez, tomando o devido cuidado para manter boas relações com a direção.
Marcelo Sampaio de Alencar é professor titular do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG, Presidente do Instituto de Estudos Avançados em Comunicações e Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Telecomunicações
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Máquina quente
Via Estadão
Por JULIO MARIA
24.04.2013
Roberto Carlos pede retirada de livro acadêmico sobre os anos 60 em meio a mais um capítulo da Lei das Biografias
Um livro sobre a construção da cultura no Brasil dos anos 60. A moda, os diálogos, a família, a influência dos artistas no desenho da nova adolescência. Seu título: Jovem Guarda: Moda, Música e Juventude. A autora: Maíra Zimmermann, historiadora e professora de moda que conseguiu publicar o que era originalmente sua tese de mestrado, feita com subsídios da Fapesp. A contracapa traz um texto da cantora Wanderléa: "Parabéns, Maíra! Seu maravilhoso trabalho traz muitos elementos pertinentes da trajetória desse tempo tão rico em contradições, transformações e encantamento".
Cinco dias depois do lançamento, uma notificação emitida pelo advogado Marco Antonio Bezerra Campos, que representa Roberto Carlos, chegou a suas mãos. "Verificou-se que o referido livro relata a história da Jovem Guarda que, conforme a própria apresentação do livro dispõe, foi 'liderado por Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléa'". Segue: "Por conta disso é que o livro traz uma série de situações que envolvem o notificante e traz detalhes sobre a trajetória de sua vida e de sua intimidade". Ao final, grifa: "Sendo assim, cumpre seja cessada a comercialização do referido livro, bem como ordenado o recolhimento dos exemplares à disposição, no prazo de 10 dias, sob pena das medidas judiciais cabíveis."
A obra de Maíra, enviada por ela à reportagem, não é uma biografia nem não cita detalhes da vida íntima de seus principais personagens abordados: Roberto, Erasmo e Wanderléa, que apresentavam o Programa Jovem Guarda, na TV Record, entre os anos de 1965 e 1967. Uma imagem do trio aparece caricaturizada na capa. "Meu foco é a construção da cultura nos anos de 1960. Fala da Jovem Guarda como movimento de transformação de costumes. Não há menção à vida íntima dos artistas."
Ontem, por telefone, o advogado de Roberto, Marco Campos, falou com o Estado. Seu primeiro argumento foi de que o problema era a caricatura da capa do livro que mostrava o cantor, mesmo motivo publicado ontem pelo jornal Folha de S. Paulo. Mas o texto da notificação, além de citar a caricatura da capa como um problema, vai adiante ("traz detalhes sobre a trajetória de sua vida e de sua intimidade"). Campos passou a falar então da necessidade de um pedido de autorização para a publicação, o que Maíra não teria feito. "O que causou a oposição de Roberto ao livro foi o fato de a autora não ter pedido autorização para publicá-lo. Mas ele (Roberto Carlos) não pediu a retirada do livro." Confrontado novamente com o texto da notificação assinada por ele mesmo ("seja ordenado o recolhimento dos exemplares à disposição, no prazo de dez dias, sob pena das medidas judiciais cabíveis"), Campos voltou a afirmar o contrário: "Não vamos pedir a retirada."
Os advogados de Maíra e da editora Estação das Letras e Cores, responsável pela publicação, responderam à notificação de Roberto Carlos com uma contranotificação: "A autora da obra tem o direito constitucional de informar a sociedade brasileira acerca dos fatos relacionados ao movimento cultural Jovem Guarda." O longo documento termina com a decisão de não retirar os exemplares das lojas. "Não havendo qualquer sinal de violação aos direitos à imagem, à honra ou mesmo à privacidade do senhor Roberto Carlos, não há como se acolher os requerimentos formulados na notificação."
Uma novela. A decisão de Roberto Carlos em notificar a autora de um livro de pesquisas, seis anos depois de pedir a retirada de circulação da biografia Roberto Carlos em Detalhes, de Paulo Cesar de Araújo, vem no momento em que a saga pelas mudanças na chamada Lei das Biografias, que permitiriam que uma biografia fosse lançada sem a autorização prévia do biografado, ganha mais um capítulo. Prestes a ser encaminhada para votação no Senado, depois de ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o projeto acaba de voltar à Câmara a pedido do deputado federal da bancada evangélica Marcos Rogério (PDT-RO). "Precisamos levar esta discussão ao plenário da Câmara. Há brechas que precisam ser mais bem explicadas ali", diz ao Estado. E o que seriam tais brechas? O deputado exemplifica sua preocupação: "Imagine qualquer pessoa que faça uma campanha pré-eleitoral hoje, pode ter sua vida retratada em uma biografia (não autorizada) por ser considerada de dimensão pública. É preciso explicar melhor esse conceito de dimensão pública. As pessoas podem fazer uso eleitoral disso."
Roberto Feith, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, vê distorção nesse entendimento. "As mudanças na lei não permitem calúnia, difamação, inverdades ou injúrias. Do que então essas pessoas teriam medo?" Cabe agora ao presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), decidir pela nova apreciação do tema, o que não tem data para ocorrer. Só depois disso o projeto segue para o Senado e, se aprovado, para a sanção da presidente Dilma.
O biógrafo Paulo Cesar de Araújo vê o recente episódio envolvendo Roberto Carlos e a autora Maíra como um "xerox" do que aconteceu com ele. "Alguém tem de parar com isso. Ele (Roberto) está vetando o tema jovem guarda. Daqui a pouco não vai querer que publiquem livros sobre a MPB."
Sua biografia não tem mais contrato com nenhuma editora. "Eu estou livre, lanço o livro a qualquer momento em que aparecer uma editora. Neste momento, todas parecem esperar pelas mudanças."
Veja também:
A novela das biografias
'O Roberto é muito cioso de sua imagem'
Comentário básico:
Todos nós somos a Jovem Guarda!
Adelidia Chiarelli
Por JULIO MARIA
24.04.2013
Roberto Carlos pede retirada de livro acadêmico sobre os anos 60 em meio a mais um capítulo da Lei das Biografias
Um livro sobre a construção da cultura no Brasil dos anos 60. A moda, os diálogos, a família, a influência dos artistas no desenho da nova adolescência. Seu título: Jovem Guarda: Moda, Música e Juventude. A autora: Maíra Zimmermann, historiadora e professora de moda que conseguiu publicar o que era originalmente sua tese de mestrado, feita com subsídios da Fapesp. A contracapa traz um texto da cantora Wanderléa: "Parabéns, Maíra! Seu maravilhoso trabalho traz muitos elementos pertinentes da trajetória desse tempo tão rico em contradições, transformações e encantamento".
Cinco dias depois do lançamento, uma notificação emitida pelo advogado Marco Antonio Bezerra Campos, que representa Roberto Carlos, chegou a suas mãos. "Verificou-se que o referido livro relata a história da Jovem Guarda que, conforme a própria apresentação do livro dispõe, foi 'liderado por Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléa'". Segue: "Por conta disso é que o livro traz uma série de situações que envolvem o notificante e traz detalhes sobre a trajetória de sua vida e de sua intimidade". Ao final, grifa: "Sendo assim, cumpre seja cessada a comercialização do referido livro, bem como ordenado o recolhimento dos exemplares à disposição, no prazo de 10 dias, sob pena das medidas judiciais cabíveis."
A obra de Maíra, enviada por ela à reportagem, não é uma biografia nem não cita detalhes da vida íntima de seus principais personagens abordados: Roberto, Erasmo e Wanderléa, que apresentavam o Programa Jovem Guarda, na TV Record, entre os anos de 1965 e 1967. Uma imagem do trio aparece caricaturizada na capa. "Meu foco é a construção da cultura nos anos de 1960. Fala da Jovem Guarda como movimento de transformação de costumes. Não há menção à vida íntima dos artistas."
Ontem, por telefone, o advogado de Roberto, Marco Campos, falou com o Estado. Seu primeiro argumento foi de que o problema era a caricatura da capa do livro que mostrava o cantor, mesmo motivo publicado ontem pelo jornal Folha de S. Paulo. Mas o texto da notificação, além de citar a caricatura da capa como um problema, vai adiante ("traz detalhes sobre a trajetória de sua vida e de sua intimidade"). Campos passou a falar então da necessidade de um pedido de autorização para a publicação, o que Maíra não teria feito. "O que causou a oposição de Roberto ao livro foi o fato de a autora não ter pedido autorização para publicá-lo. Mas ele (Roberto Carlos) não pediu a retirada do livro." Confrontado novamente com o texto da notificação assinada por ele mesmo ("seja ordenado o recolhimento dos exemplares à disposição, no prazo de dez dias, sob pena das medidas judiciais cabíveis"), Campos voltou a afirmar o contrário: "Não vamos pedir a retirada."
Os advogados de Maíra e da editora Estação das Letras e Cores, responsável pela publicação, responderam à notificação de Roberto Carlos com uma contranotificação: "A autora da obra tem o direito constitucional de informar a sociedade brasileira acerca dos fatos relacionados ao movimento cultural Jovem Guarda." O longo documento termina com a decisão de não retirar os exemplares das lojas. "Não havendo qualquer sinal de violação aos direitos à imagem, à honra ou mesmo à privacidade do senhor Roberto Carlos, não há como se acolher os requerimentos formulados na notificação."
Uma novela. A decisão de Roberto Carlos em notificar a autora de um livro de pesquisas, seis anos depois de pedir a retirada de circulação da biografia Roberto Carlos em Detalhes, de Paulo Cesar de Araújo, vem no momento em que a saga pelas mudanças na chamada Lei das Biografias, que permitiriam que uma biografia fosse lançada sem a autorização prévia do biografado, ganha mais um capítulo. Prestes a ser encaminhada para votação no Senado, depois de ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o projeto acaba de voltar à Câmara a pedido do deputado federal da bancada evangélica Marcos Rogério (PDT-RO). "Precisamos levar esta discussão ao plenário da Câmara. Há brechas que precisam ser mais bem explicadas ali", diz ao Estado. E o que seriam tais brechas? O deputado exemplifica sua preocupação: "Imagine qualquer pessoa que faça uma campanha pré-eleitoral hoje, pode ter sua vida retratada em uma biografia (não autorizada) por ser considerada de dimensão pública. É preciso explicar melhor esse conceito de dimensão pública. As pessoas podem fazer uso eleitoral disso."
Roberto Feith, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, vê distorção nesse entendimento. "As mudanças na lei não permitem calúnia, difamação, inverdades ou injúrias. Do que então essas pessoas teriam medo?" Cabe agora ao presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), decidir pela nova apreciação do tema, o que não tem data para ocorrer. Só depois disso o projeto segue para o Senado e, se aprovado, para a sanção da presidente Dilma.
O biógrafo Paulo Cesar de Araújo vê o recente episódio envolvendo Roberto Carlos e a autora Maíra como um "xerox" do que aconteceu com ele. "Alguém tem de parar com isso. Ele (Roberto) está vetando o tema jovem guarda. Daqui a pouco não vai querer que publiquem livros sobre a MPB."
Sua biografia não tem mais contrato com nenhuma editora. "Eu estou livre, lanço o livro a qualquer momento em que aparecer uma editora. Neste momento, todas parecem esperar pelas mudanças."
Veja também:
A novela das biografias
'O Roberto é muito cioso de sua imagem'
Comentário básico:
Todos nós somos a Jovem Guarda!
Adelidia Chiarelli
Agricultor da cidade de São Paulo é cada vez mais ecológico
Via Estadão
Por EDISON VEIGA, RODRIGO BURGARELLI
21.04.2013
Cidade de São Paulo tem 435 trabalhadores agropecuaristas e pelo menos 35 já eliminaram agrotóxicos de suas lavouras
Profissão: agropecuarista. Cidade de domicílio: São Paulo. Sim, na maior cidade do Hemisfério Sul, densamente urbanizada, há 435 agropecuaristas. Entre eles, 35 se livraram de agrotóxicos e fertilizantes químicos e aderiram a uma produção orgânica, de acordo com dados da Prefeitura - no ano passado, oito conquistaram uma certificação especial do Ministério da Agricultura que garante que sua produção é totalmente orgânica.
"Somos os pioneiros, mas esperamos que outros também consigam. É bom para o meio ambiente e é bom para a saúde das pessoas", comenta Zundi Murakami, de 73 anos. Desde 2008 ele cultiva bananas no Sítio Pinhal, de propriedade da sua família, na região de Parelheiros, extremo sul do município - a região sul concentra 72% dos produtores rurais da capital paulista. Ali, bem longe das paineiras, tipuanas e ipês dos canteiros centrais das movimentadas avenidas do centro expandido, a paisagem é rural.
Atualmente, Murakami produz 1,5 mil quilos por mês - tudo vendido em feiras. "Pena que é preço de banana, senão estaria rico", brinca. Com a certificação, ele pode explorar o fato de ter uma produção orgânica - qualidade que virou praticamente um fetiche entre paulistanos, dos naturebas aos descolados. Aí, consegue vender a banana por um preço até 30% maior do que a convencional. "Mas a produção é mais complicada. Quase artesanal", explica Murakami, dizendo que a adubação é toda orgânica (esterco animal, palha e cinzas) e o controle de pragas feito com armadilhas simples e produtos naturais.
Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
Por EDISON VEIGA, RODRIGO BURGARELLI
21.04.2013
Cidade de São Paulo tem 435 trabalhadores agropecuaristas e pelo menos 35 já eliminaram agrotóxicos de suas lavouras
Profissão: agropecuarista. Cidade de domicílio: São Paulo. Sim, na maior cidade do Hemisfério Sul, densamente urbanizada, há 435 agropecuaristas. Entre eles, 35 se livraram de agrotóxicos e fertilizantes químicos e aderiram a uma produção orgânica, de acordo com dados da Prefeitura - no ano passado, oito conquistaram uma certificação especial do Ministério da Agricultura que garante que sua produção é totalmente orgânica.
"Somos os pioneiros, mas esperamos que outros também consigam. É bom para o meio ambiente e é bom para a saúde das pessoas", comenta Zundi Murakami, de 73 anos. Desde 2008 ele cultiva bananas no Sítio Pinhal, de propriedade da sua família, na região de Parelheiros, extremo sul do município - a região sul concentra 72% dos produtores rurais da capital paulista. Ali, bem longe das paineiras, tipuanas e ipês dos canteiros centrais das movimentadas avenidas do centro expandido, a paisagem é rural.
Atualmente, Murakami produz 1,5 mil quilos por mês - tudo vendido em feiras. "Pena que é preço de banana, senão estaria rico", brinca. Com a certificação, ele pode explorar o fato de ter uma produção orgânica - qualidade que virou praticamente um fetiche entre paulistanos, dos naturebas aos descolados. Aí, consegue vender a banana por um preço até 30% maior do que a convencional. "Mas a produção é mais complicada. Quase artesanal", explica Murakami, dizendo que a adubação é toda orgânica (esterco animal, palha e cinzas) e o controle de pragas feito com armadilhas simples e produtos naturais.
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Baixa procura faz governo prorrogar a vacinação contra a gripe
Campanha prorrogada até 10 de maio
No Jornal Nacional
25.04.2013
Só 14 milhões e meio de pessoas foram vacinadas - apenas 46% do total previsto. Por isso, a campanha será prorrogada até 10 de maio.
A procura baixíssima de postos de vacinação contra a gripe obrigou o Ministério da Saúde a prolongar a campanha deste ano. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira (24).
Todo o ano, Dona Maria Terezinha se veste de voluntária e ajuda a controlar a fila da vacinação. Isso, claro, depois de dar o exemplo. “Fui a primeira a vacinar para trabalhar”, afirma.
Um posto de saúde do Guará, uma região administrativa a pouco mais de 12 quilômetros de Brasília, recebeu em média 300 pessoas por dia no inicio da campanha de vacinação contra a gripe. Mas nos últimos dois dias esse número mais que dobrou. Hoje, são 700 pessoas que vão ao local diariamente para serem vacinadas.
Mas essa procura ainda está abaixo do que era esperado. Só 14 milhões e meio de pessoas foram vacinadas - apenas 46% do total previsto, 31 milhões e 300 mil pessoas. Por isso, a campanha será prorrogada até 10 de maio.
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Jovens da classe C são mais bem informados e menos conservadores que os pais
JC e-mail 4712, de 24 de Abril de 2013.
Jovens da classe C são mais bem informados e menos conservadores que os pais
Pesquisa traçou perfil dos cerca de 23 milhões de jovens de 18 a 30 anos com renda mensal entre R$ 219 e R$ 1.019. Eles são 55% dos brasileiros dessa faixa etária
Se a expansão da renda e do poder consumo marcaram a ascensão de quase 40 milhões de brasileiros à classe C na última década, o aumento da escolaridade parece ser a principal mudança entre os membros mais jovens destas famílias. Mas não a única.
Os filhos da chamada nova classe média são mais informados, conectados à internet e têm opiniões menos conservadoras sobre a mulher e o homossexualismo do que seus pais, revela o estudo "Geração C", que acaba de ser concluído pelo Instituto Data Popular. Trata-se de um perfil dos cerca de 23 milhões de jovens de 18 a 30 anos com renda mensal entre R$ 219 e R$ 1.019 e representam 55% dos brasileiros dessa faixa etária.
- Esse jovem vai ser um adulto muito diferente do pai. A educação é o grande diferencial, óbvio. Mas eles já estudaram mais do que os pais e isso traz uma série de desdobramentos, como aumento da renda da família, empregos melhores, mais informação. A primeira geração de universitários da família é menos conservadora, não vê mais a mulher como dona de casa, não vai querer do governo bolsa família, e sim desoneração de impostos para computadores.
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Quando a vida humana começa?
JC e-mail 4712, de 24 de Abril de 2013.
Quando a vida humana começa?
Não há consenso científico sobre o momento do início da vida, o que ajudaria a resolver impasses legais e jurídicos
Com o processo de reforma do Código Penal Brasileiro, a discussão sobre o aborto foi acirrada. O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu enviar ao Senado um documento defendendo a liberação do aborto até 12ª semana de gestação. A decisão foi tomada durante o 1º Encontro Nacional de Conselhos de Medicina 2013, realizado entre 6 e 8 de março, em Belém.
Compartilhada pelos 27 conselhos regionais, representando, ao todo, 400 mil médicos no país, a posição do CFM gera controvérsias. Afinal, quando começa a vida humana? Diversas religiões, culturas e civilizações têm usado diferentes parâmetros para marcar o ponto inicial da existência. Uma resposta exata e científica para esta pergunta poderia ajudar a resolver muitos impasses legais e jurídicos. Entretanto, mesmo na ciência, não há um consenso sobre o momento que caracteriza o início da vida. "Mais de 20 critérios biológicos podem ser utilizados, de forma defensável e de acordo com um referencial que lhes dê suporte", explicou José Roberto Goldim, professor de bioética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Um desses critérios é o genético, que estabelece a concepção como a origem de todo ser humano, pois é na combinação dos genes de espermatozóide e óvulo que se forma um novo indivíduo. "Do ponto de vista técnico, um zigoto, geneticamente completo, tem potencial biológico para vir a ser um indivíduo desde a sua origem, e sua vida, inédita na existência, inicia exatamente neste ponto", afirma Clarisse Sampaio Alho, mestre em genética e biologia molecular pela UFRGS, no livro "Bioética: uma visão panorâmica".
Veja a matéria completa.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira
ÚLTIMOS DIAS
Quem faz parte dos grupos prioritários deve procurar a unidade de saúde mais próxima para se proteger contra a doença e, assim, evitar complicações e mortes pela gripe
Esta sexta-feira, dia 26 de abril, é o último dia da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Devem se vacinar idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde, além das pessoas que têm doenças crônicas do pulmão, coração, fígado, rim, diabetes, imunossupressão e transplantados.
Até as 9 horas desta terça-feira (23), foram imunizadas 12,3 milhões de pessoas, ou seja, 33,73% dos 39,2 milhões de brasileiros que compõem esses grupos prioritários, incluindo os doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade. A meta da campanha, que começou dia 15 de abril, é vacinar 80% do público-alvo.
"Ano passado, o Brasil foi o único país da nossa extensão, do nosso tamanho, que chegou a 80% de cobertura vacinal nos grupos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Nós queremos superar a cobertura do ano passado e vacinar ainda mais”, lembra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A vacina contra a gripe é segura e a forma mais eficaz para evitar complicações, internações e até mesmo óbitos por gripe. A vacina protege contra os três principais vírus que circulam no inverno passado (A/H1N1; A/H3N2 e B). Continua
Maior cemitério público de Maceió coloca em risco a saúde da população
Via G1
Por Carolina Sanches e Waldson Souza
24.04.2013
São José apresenta superlotação e uma série de problemas estruturais.
Necrochorume contamina o solo e lençol freático do bairro do Trapiche.
Corpos enterrados de maneira inadequada diretamente no solo e em contato direto com os lençóis freáticos, sepulturas violadas pela ação do tempo, covas rasas com corpos e ossadas à mostra, restos de mortalhas, caixões e corpos abandonados ao relento, coveiros trabalhando sem equipamentos de proteção e a circulação livre de animais e pessoas são apenas algumas das irregularidades ambientais e sanitárias encontradas no maior cemitério público de Maceió, o São José, que fica no bairro do Trapiche.
Considerado um ambiente propício à contaminação, devido à falta de critérios no manejo dos corpos enterrados, e diante da ausência de cuidados com o espaço, o cemitério São José, que fica localizado em uma área central da capital alagoana, com a presença de prédios residências e comerciais nos arredores, coloca em risco à saúde da população e do meio ambiente.
Os indícios da contaminação são visíveis aos olhos menos atentos e constatados por estudos a exemplo da pesquisa "Avaliação da Contaminação das Águas Subterrâneas por Atividade Cemiterial na Cidade de Maceió", elaborada pela pesquisadora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Florilda Vieira da Silva, que localizou a presença de necrochorume, substância tóxica produzida pela decomposição dos corpos, no lençol freático do cemitério.
"A pesquisa localizou as bactérias ao analisar a água dos poços do cemitério. Os indícios são fortes e já esperados devido ao procedimento de enterramento e inumação que é adotado no São José. Como os corpos são colocados direto na terra, era previsível que o necrochorume se espalhasse. Ainda mais porque a região do Trapiche possui lençóis freáticos muito próximo da superfície", relata a pesquisadora que é mestre em Recursos Hídricos e Saneamento pela Ufal. Continua
Por Carolina Sanches e Waldson Souza
24.04.2013
São José apresenta superlotação e uma série de problemas estruturais.
Necrochorume contamina o solo e lençol freático do bairro do Trapiche.
Corpos enterrados de maneira inadequada diretamente no solo e em contato direto com os lençóis freáticos, sepulturas violadas pela ação do tempo, covas rasas com corpos e ossadas à mostra, restos de mortalhas, caixões e corpos abandonados ao relento, coveiros trabalhando sem equipamentos de proteção e a circulação livre de animais e pessoas são apenas algumas das irregularidades ambientais e sanitárias encontradas no maior cemitério público de Maceió, o São José, que fica no bairro do Trapiche.
Considerado um ambiente propício à contaminação, devido à falta de critérios no manejo dos corpos enterrados, e diante da ausência de cuidados com o espaço, o cemitério São José, que fica localizado em uma área central da capital alagoana, com a presença de prédios residências e comerciais nos arredores, coloca em risco à saúde da população e do meio ambiente.
Os indícios da contaminação são visíveis aos olhos menos atentos e constatados por estudos a exemplo da pesquisa "Avaliação da Contaminação das Águas Subterrâneas por Atividade Cemiterial na Cidade de Maceió", elaborada pela pesquisadora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Florilda Vieira da Silva, que localizou a presença de necrochorume, substância tóxica produzida pela decomposição dos corpos, no lençol freático do cemitério.
"A pesquisa localizou as bactérias ao analisar a água dos poços do cemitério. Os indícios são fortes e já esperados devido ao procedimento de enterramento e inumação que é adotado no São José. Como os corpos são colocados direto na terra, era previsível que o necrochorume se espalhasse. Ainda mais porque a região do Trapiche possui lençóis freáticos muito próximo da superfície", relata a pesquisadora que é mestre em Recursos Hídricos e Saneamento pela Ufal. Continua
Barragens do Grande Recife estão com menos de 50% da capacidade
Via G1
Por Katherine Coutinho
24.04.2013
Mesmo com rodízio no abastecimento, volume de água ainda é baixo.
Barragem de Pirapama está com 20% do seu volume total.
A uma semana de completar dois meses de racionamento de água, nove das dez barragens responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana do Recife ainda estão com menos de 50% de sua capacidade, de acordo com boletim de monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). O rodízio foi iniciado no dia 1º de março, na parte plana da capital, em uma ação da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) iniciada após a constatação que o período de estiagem está afetando o abastecimento das barragens do Grande Recife.
Veja a matéria completa.
Por Katherine Coutinho
24.04.2013
Mesmo com rodízio no abastecimento, volume de água ainda é baixo.
Barragem de Pirapama está com 20% do seu volume total.
A uma semana de completar dois meses de racionamento de água, nove das dez barragens responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana do Recife ainda estão com menos de 50% de sua capacidade, de acordo com boletim de monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). O rodízio foi iniciado no dia 1º de março, na parte plana da capital, em uma ação da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) iniciada após a constatação que o período de estiagem está afetando o abastecimento das barragens do Grande Recife.
Veja a matéria completa.
“A situação da Caatinga é a de um bioma ameaçado”
Via Época
Por Bruno Calixto
23.04.2013
Comemoramos no próximo domingo (28) o Dia da Caatinga, uma data para nos lembrar de um dos biomas mais ameaçados e menos estudados do Brasil. Atualmente, mais de 50% da mata nativa já foi desmatada, e a região enfrenta uma forte estiagem – a pior seca do Nordeste nos últimos 50 anos.
O Blog do Planeta conversou com Rodrigo Castro, presidente da Associação Caatinga, que acompanha de perto os problemas e os esforços de conservação na região. Castro fala sobre os problemas da região, e conta um pouco da proposta de aumentar o prestígio do bioma. Para isso, a ONG defende uma Proposta de Emenda da Constituição (PEC) que transformada a Caatinga em patrimônio nacional na Constituição brasileira, e atua na promoção e preservação do tatu-bola, espécie escolhida como mascote da Copa do Mundo de 2014.
A pior seca do Nordeste em décadas
Blog do Planeta – Qual é a situação da Caatinga hoje?
Rodrigo Castro – A situação da Caatinga, hoje, é a de um bioma ameaçado. São duas variáveis que tornam o bioma ameaçado. Uma é o nível do desmatamento. Mais de 50% da área de ocorrência da Caatinga já foi desmatada. A outra é o nível de proteção: a Caatinga tem o menor índice de áreas protegidas no país. A proteção legal do bioma é baixa e o nível do desmatamento é alto. Esses dois fatores colocam a Caatinga como um ambiente ameaçado.
Blog do Planeta – Então mais da metade da Caatinga já foi desmatada?
Castro – Sim, esse é o total acumulado. Mas os dados variam, de 45% a 46%, segundo o Ministério do Meio Ambiente, até dados de pesquisa que chegam a 60%, 65%. O seguro é dizer mais de 50%, mais da metade da Caatinga já foi desmatada.
Blog do Planeta – Com todo esse desmatamento, como que o bioma está resistindo à forte seca que o Nordeste vem enfrentando nos últimos meses?
Castro – Períodos de seca são comuns na Caatinga. Porém, o que torna essa seca grave é que já são dois anos consecutivos de estiagem prolongada. Como a Caatinga foi forjada por esse clima, essa estiagem vai trazer problemas em menor dimensão para o ecossistema. O grande problema é a convivência humana. O homem precisa da água para produzir. Sem essa água, aumenta a pressão no ecossistema. Quando não tem produção, aumenta a caça, a exploração de madeira, de lenha, de carvão. A pressão sobre recursos naturais cresce nesses períodos. Não é uma pressão climática. É uma pressão do homem que busca na mata alternativas em períodos que não tem produção. Continua.
Por Bruno Calixto
23.04.2013
Comemoramos no próximo domingo (28) o Dia da Caatinga, uma data para nos lembrar de um dos biomas mais ameaçados e menos estudados do Brasil. Atualmente, mais de 50% da mata nativa já foi desmatada, e a região enfrenta uma forte estiagem – a pior seca do Nordeste nos últimos 50 anos.
O Blog do Planeta conversou com Rodrigo Castro, presidente da Associação Caatinga, que acompanha de perto os problemas e os esforços de conservação na região. Castro fala sobre os problemas da região, e conta um pouco da proposta de aumentar o prestígio do bioma. Para isso, a ONG defende uma Proposta de Emenda da Constituição (PEC) que transformada a Caatinga em patrimônio nacional na Constituição brasileira, e atua na promoção e preservação do tatu-bola, espécie escolhida como mascote da Copa do Mundo de 2014.
A pior seca do Nordeste em décadas
Blog do Planeta – Qual é a situação da Caatinga hoje?
Rodrigo Castro – A situação da Caatinga, hoje, é a de um bioma ameaçado. São duas variáveis que tornam o bioma ameaçado. Uma é o nível do desmatamento. Mais de 50% da área de ocorrência da Caatinga já foi desmatada. A outra é o nível de proteção: a Caatinga tem o menor índice de áreas protegidas no país. A proteção legal do bioma é baixa e o nível do desmatamento é alto. Esses dois fatores colocam a Caatinga como um ambiente ameaçado.
Blog do Planeta – Então mais da metade da Caatinga já foi desmatada?
Castro – Sim, esse é o total acumulado. Mas os dados variam, de 45% a 46%, segundo o Ministério do Meio Ambiente, até dados de pesquisa que chegam a 60%, 65%. O seguro é dizer mais de 50%, mais da metade da Caatinga já foi desmatada.
Blog do Planeta – Com todo esse desmatamento, como que o bioma está resistindo à forte seca que o Nordeste vem enfrentando nos últimos meses?
Castro – Períodos de seca são comuns na Caatinga. Porém, o que torna essa seca grave é que já são dois anos consecutivos de estiagem prolongada. Como a Caatinga foi forjada por esse clima, essa estiagem vai trazer problemas em menor dimensão para o ecossistema. O grande problema é a convivência humana. O homem precisa da água para produzir. Sem essa água, aumenta a pressão no ecossistema. Quando não tem produção, aumenta a caça, a exploração de madeira, de lenha, de carvão. A pressão sobre recursos naturais cresce nesses períodos. Não é uma pressão climática. É uma pressão do homem que busca na mata alternativas em períodos que não tem produção. Continua.
Unesp lança mais 54 títulos digitais para download gratuito
Via Agência FAPESP
24/04/2013
Agência FAPESP – A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Editora Unesp disponibilizam nesta quarta-feira (24/04) 54 novos títulos do selo Cultura Acadêmica para download gratuito. As obras integram a Coleção Propg/FEU Digital, que conta agora com 192 títulos.
A coleção, iniciada em 2010, publica livros em primeira edição apenas nos formatos digitais, com a possibilidade de download gratuito. De acordo com a Unesp, o objetivo é democratizar a produção acadêmica – todos os títulos são assinados por docentes da universidade e abordam temas da área de Ciências Humanas.
A coleção funciona como laboratório de iniciativas na área do livro digital, segundo os responsáveis pelo Cultura Acadêmica, o segundo selo da Fundação Editora da Unesp. A meta é publicar mil livros até 2020.
Veja a matéria completa.
24/04/2013
Agência FAPESP – A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Editora Unesp disponibilizam nesta quarta-feira (24/04) 54 novos títulos do selo Cultura Acadêmica para download gratuito. As obras integram a Coleção Propg/FEU Digital, que conta agora com 192 títulos.
A coleção, iniciada em 2010, publica livros em primeira edição apenas nos formatos digitais, com a possibilidade de download gratuito. De acordo com a Unesp, o objetivo é democratizar a produção acadêmica – todos os títulos são assinados por docentes da universidade e abordam temas da área de Ciências Humanas.
A coleção funciona como laboratório de iniciativas na área do livro digital, segundo os responsáveis pelo Cultura Acadêmica, o segundo selo da Fundação Editora da Unesp. A meta é publicar mil livros até 2020.
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Brasil cresce em produção científica, mas índice de qualidade cai
JC e-mail 4711, de 22 de Abril de 2013.
Brasil cresce em produção científica, mas índice de qualidade cai
De 2001 para 2011, o Brasil subiu de 17º lugar mundial na quantidade de artigos publicados para 13º
A produção científica brasileira, medida pela quantidade de trabalhos acadêmicos publicados em periódicos especializados, está em ascensão. Mas a qualidade dos trabalhos não acompanha o ritmo.
O cenário foi encontrado em informações tabuladas pela Folha a partir da base aberta de dados Scimago (alimentada pela plataforma Scopus, da editora de revistas científicas Elsevier). Ela traz números da produção científica de 238 países.
De 2001 para 2011, o Brasil subiu de 17º lugar mundial na quantidade de artigos publicados para 13º --uma conquista que costuma ser comemorada em congressos científicos do país.
Em 2011, os pesquisadores brasileiros publicaram 49.664 artigos. O número é equivalente a 3,5 vezes a produção de 2001 (13.846 trabalhos).
O problema é que a qualidade dos trabalhos científicos, medida, por exemplo, pelo número de vezes que cada estudo foi citado por outros cientistas (o chamado "impacto"), despencou.
O Brasil passou de 31º lugar mundial para 40º. China e Rússia, por outro lado, ganharam casas no ranking de qualidade nesse período.
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terça-feira, 23 de abril de 2013
Una bacteria que vive entre heces desafía a los amos del petróleo
Via Materia
Por Manuel Ansede
22/04/2013
Científicos británicos modifican los genes de un microbio del intestino grueso para que sea capaz de producir diésel apto para mover un coche sin necesidad de transformar su motor
Veja a matéria completa.
Por Manuel Ansede
22/04/2013
Científicos británicos modifican los genes de un microbio del intestino grueso para que sea capaz de producir diésel apto para mover un coche sin necesidad de transformar su motor
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| "E. coli" escrito con bacterias Escherichia coli / Mercè Berlanga (UB) |
La genética cambia la historia de las primeras migraciones a América
No Tendencias 21
UB/T21
18.04.2013
El ADN de diversas tribus sugiere que los humanos
no entraron en el continente de una sola vez, como hasta ahora se pensaba
Veja a matéria completa.
UB/T21
18.04.2013
Brasil precisa de 6 milhões de profissionais estrangeiros, diz SAE
Via BBC-Brasil
Camilla Costa
22.04.2013
Uma nova estratégia de "atração de cérebros" poderá trazer cerca de 6 milhões de profissionais estrangeiros para o Brasil nos próximos anos, segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo.
Com o auxílio de grupos de especialistas e consultorias de mercado, a secretaria quer desenvolver uma política de atração de profissionais - o número, no entanto, não inclui imigrantes de baixa qualificação e, sim, profissionais altamente qualificados que possam atender a demanda atual da economia brasileira.
"Imigrantes qualificados são o foco do esforço. Não é uma política geral de imigração, é uma estratégia de atração de cérebros.", disse o ministro-chefe interino da SAE Marcelo Neri à BBC Brasil. A proposta deve chegar à presidente Dilma Roussef nos próximos 40 dias.
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Camilla Costa
22.04.2013
Uma nova estratégia de "atração de cérebros" poderá trazer cerca de 6 milhões de profissionais estrangeiros para o Brasil nos próximos anos, segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo.
Com o auxílio de grupos de especialistas e consultorias de mercado, a secretaria quer desenvolver uma política de atração de profissionais - o número, no entanto, não inclui imigrantes de baixa qualificação e, sim, profissionais altamente qualificados que possam atender a demanda atual da economia brasileira.
"Imigrantes qualificados são o foco do esforço. Não é uma política geral de imigração, é uma estratégia de atração de cérebros.", disse o ministro-chefe interino da SAE Marcelo Neri à BBC Brasil. A proposta deve chegar à presidente Dilma Roussef nos próximos 40 dias.
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SP: Poluição por ozônio na capital é a pior da década
Estadão/Via blog do Noblat
Por
Nataly Costa 23.04.2013
A poluição por ozônio bateu recorde na Região Metropolitana de São Paulo no ano passado. O paulistano ficou mais de três meses – ou exatos 98 dias – respirando o poluente em níveis inadequados, acima do padrão diário de 150 microgramas por metro cúbico. É o pior índice dos últimos dez anos. Os dados são do relatório anual de qualidade do ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Durante a maior parte do tempo do ano passado (54,1%), a poluição por ozônio ficou entre regular, inadequada e má. Entre as 19 estações de medição desse tipo de poluente, a do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, e a de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, foram as que apresentaram mais dias em estado de atenção: 17 cada.
Leia mais em Poluição por ozônio na capital é a pior da década
Por
Nataly Costa 23.04.2013
A poluição por ozônio bateu recorde na Região Metropolitana de São Paulo no ano passado. O paulistano ficou mais de três meses – ou exatos 98 dias – respirando o poluente em níveis inadequados, acima do padrão diário de 150 microgramas por metro cúbico. É o pior índice dos últimos dez anos. Os dados são do relatório anual de qualidade do ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Durante a maior parte do tempo do ano passado (54,1%), a poluição por ozônio ficou entre regular, inadequada e má. Entre as 19 estações de medição desse tipo de poluente, a do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, e a de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, foram as que apresentaram mais dias em estado de atenção: 17 cada.
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Temperatura global no século 20 foi a maior em 1.400 anos, diz estudo
JC e-mail 4711, de 22 de Abril de 2013.
Temperatura global no século 20 foi a maior em 1.400 anos, diz estudo
Cientistas analisaram as temperaturas no planeta nos últimos 2 mil anos. Fato é atribuído a ciclo natural do Sol e a flutuação de erupções vulcânicas
Estudo publicado neste domingo (22) na revista "Nature Geoscience" reconstruiu em escala global as temperaturas do planeta dos últimos 2 mil anos e constatou que o século 20, período em que a influência humana se tornou mais significativa, foi o mais quente em todo o planeta em 1.400 anos.
A pesquisa da "Nature" mostra que o fato pode ser atribuído a ciclos naturais na órbita planetária e a flutuações causadas por erupções vulcânicas e variações na atividade solar.
A partir da análise, os cientistas puderam verificar ainda que outros fenômenos climáticos não afetaram simultaneamente todos os continentes, como o Período Quente Medieval, ocorrido entre os séculos 9 e 14, e a Pequena Idade do Gelo, entre os anos de 1.550 e 1850 - diferentemente do que ocorreu no século passado.
Esta nova forma de medição vai possibilitar aos pesquisadores, no futuro, a entender melhor as causas da variabilidade climática e ajudar a prever mudanças no planeta.
O estudo, coordenadao pela Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, e que teve a participação de 78 cientistas de 24 países, conseguiu refazer o "mapa da temperatura" a partir de 511 amostras que incluem medições dos anéis em troncos de árvores, recifes de corais, núcleos de gelo, formações em cavernas, além de documentos históricos.
Impactos regionais
Segundo Steven Phipps, um dos autores da investigação científica, a característica surpreendente do aumento repentino da temperatura média global no século 20 se deu depois de uma tendência de resfriamento global, que durou mais de um milênio.
No entanto, ela afeta todo o planeta, diferentemente de outros fenômenos que afetaram a Terra na antiguidade, que tiveram impacto regional.
De acordo com o pesquisador, o Hemisfério Norte foi mais quente entre os anos 830 e 1.000, enquanto que a região do Hemisfério Sul não experimentou o aumento da temperatura até os anos 1.160 e 1.370.
Já a Pequena Idade do Gelo ocorreu devido à redução da atividade solar e queda das erupções vulcânicas, com impacto na região do Ártico, Europa e Ásia (antes de afetar a América do Norte o Hemisfério Sul).
Universidades públicas poderão ser obrigadas a divulgar produção científica na internet
JC e-mail 4711, de 22 de Abril de 2013.
Universidades públicas poderão ser obrigadas a divulgar produção científica na internet
Projeto de Lei do Senado dispõe que as instituições de educação superior de caráter público, bem como as unidades de pesquisa, ficam obrigadas a construir repositórios institucionais de acesso livre
As instituições de educação superior de caráter público poderão ser obrigadas a disponibilizar suas produções científicas na internet. É o que prevê o projeto de Lei do Senado (PLS) 387/2011, que a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) deve apreciar na próxima terça-feira (23), a partir das 9h.
De autoria do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o projeto dispõe que as instituições de educação superior de caráter público, bem como as unidades de pesquisa, ficam obrigadas a construir repositórios institucionais de acesso livre.
Pelo texto, deverá ser depositado nesses repositórios, obrigatoriamente, o inteiro teor da produção técnico-científica conclusiva dos estudantes aprovados em cursos de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou similar, assim como da produção de pesquisas científicas realizadas por seus professores, pesquisadores e colaboradores, apoiados com recursos públicos.
"O compartilhamento do saber em todas as esferas e em escala global é uma tendência nítida do mundo contemporâneo", diz Rollemberg na justificativa do projeto.
Para o senador, a construção dos repositórios e o arquivamento digital da produção técnico-científica proporcionarão maior visibilidade dos investimentos do governo em ciência e tecnologia.
O senador acrescenta que a medida também pode dar subsídios aos poderes públicos para a elaboração da política de fomento de ciência e tecnologia.
"É importante ressaltar o impacto da aplicação do conhecimento científico no desenvolvimento social, econômico, científico e tecnológico de um país", diz.
O relator, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), é favorável à matéria, que seguirá para análise da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), depois de aprovada na CCT.
Novas empresas
Na mesma sessão, a CCT deve analisar o PLS 321/2012, que estabelece normas gerais relativas ao tratamento específico a ser dispensado às novas empresas de tecnologia no âmbito dos poderes da União, particularmente no que se refere à isenção temporária de tributos.
De autoria do senador José Agripino (DEM-RN), a matéria tem o apoio do relator, senador Valdir Raupp (PMDB-RO). A matéria deve passar, ainda, pela análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
(Agência Senado)
Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica do INPE
JC e-mail 4711, de 22 de Abril de 2013.
Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica do INPE
Inscrições podem ser feitas até o dia 10 de maio
Estão abertas as inscrições para o
Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica do INPE. O curso tem como
objetivo introduzir conceitos fundamentais das diversas áreas da
Astronomia e Astrofísica, e também apresentar a atuação científica e o
Curso de Pós-graduação da Divisão de Astrofísica do INPE.
As aulas são direcionadas a professores do ensino
fundamental e médio ligados à área de ciências, assim como estudantes
universitários. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de maio
Período de realização: 15 a 19 de Julho de 2013
Local: sede do INPE em São José dos Campos, São Paulo.
INSCRIÇÕES ATÉ 10/05/2013
Outras informações e formulário de inscrição disponíveis em:
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Estudo mostra como herbicida usado nas culturas de soja e cana é cancerígeno para ratos
Via Agência FAPESP
Por José Tadeu Arantes
22.04.2013
Agência FAPESP – Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual Paulista (Unesp) identificou o modo de ação do diuron, um herbicida amplamente utilizado nas culturas de soja e cana-de-açúcar, que provocou câncer na bexiga de ratos.
“Mostramos que, quando eliminados pela urina, o diuron ou seus metabolitos provocam necrose em múltiplos focos do urotélio, o revestimento da bexiga. Em resposta, esse revestimento prolifera para substituir as áreas lesadas. A proliferação celular contínua, se mantida durante muito tempo, acaba levando a erros nas sucessivas cópias do DNA, alguns deles predispondo ao desenvolvimento de tumores”, disse o médico João Lauro Viana de Camargo, professor titular de Patologia da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do estudo, que teve apoio da FAPESP.
Segundo o pesquisador, esse modo de ação evidencia que o diuron atua de forma não genotóxica, isto é, não provoca, de início ou diretamente, lesão de DNA. Tal lesão tende a ocorrer em momentos posteriores, se a exposição for mantida por tempo longo. O potencial cancerígeno desse herbicida para a espécie humana já havia sido alertado pela United States Environmental Protection Agency (EPA), a agência de proteção ambiental do governo dos Estados Unidos.
O estudo brasileiro – que contou com a participação de pesquisadores da EPA e da University of Nebraska, em um total de 25 profissionais envolvidos – confirmou o potencial cancerígeno do diuron para os ratos e mostrou que tal condição pode ocorrer mesmo com doses cinco vezes menores do que aquelas antes consideradas nocivas.
“As alterações provocadas pelo diuron na bexiga do rato ocorrem segundo uma relação dose-resposta, isto é, quanto maior a dose, mais alterações moleculares, ultraestruturais e histológicas acontecem”, explicou Camargo. “Nesta linha, identificamos a chamada ‘dose limiar’ – uma quantidade abaixo da qual o herbicida não é cancerígeno, mesmo se o animal for exposto a ele por tempo prolongado.”
De acordo com o pesquisador, a toxicidade do produto manifesta-se bem cedo, já no primeiro dia de exposição a altas doses. “Avaliada por sua expressão gênica, a resposta do urotélio é aparentemente adaptativa, sugerindo que, se a exposição for interrompida, a bexiga voltará ao normal. O problema existirá se as doses forem altas e a exposição mantida por longo tempo”, afirmou.
Outra observação feita durante os sucessivos estudos foi que, quando fornecido em doses relativamente altas para ratos, o diuron provoca toxicidade sanguínea.
“Nesse caso, o alvo predominante é o baço, um órgão relacionado à imunidade e ao suprimento sanguíneo, que de modo consistente mostrou volume aumentado devido a excesso de sangue e acúmulo de restos celulares”, disse Camargo. Essa alteração também foi verificada na prole masculina de ratas prenhes que haviam recebido o diuron em altas doses.
O estudo sobre o diuron fez parte de uma pesquisa mais abrangente – o Projeto Temático “Praguicidas agrícolas como fator de risco” –, realizada com apoio da FAPESP de 2007 a 2012.
No Temático, além do diuron os pesquisadores investigaram também os efeitos, em ratos e camundongos, de cinco praguicidas cujos resíduos foram encontrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no tomate à disposição da população brasileira.
Veja a matéria completa.
Por José Tadeu Arantes
22.04.2013
O diuron, amplamente empregado no país, provoca câncer
de bexiga nos
animais mesmo em doses cinco vezes menores
do que se supunha. Pesquisa
investigou também alguns
efeitos de praguicidas encontrados no tomate (Wikimedia)
Agência FAPESP – Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual Paulista (Unesp) identificou o modo de ação do diuron, um herbicida amplamente utilizado nas culturas de soja e cana-de-açúcar, que provocou câncer na bexiga de ratos.
“Mostramos que, quando eliminados pela urina, o diuron ou seus metabolitos provocam necrose em múltiplos focos do urotélio, o revestimento da bexiga. Em resposta, esse revestimento prolifera para substituir as áreas lesadas. A proliferação celular contínua, se mantida durante muito tempo, acaba levando a erros nas sucessivas cópias do DNA, alguns deles predispondo ao desenvolvimento de tumores”, disse o médico João Lauro Viana de Camargo, professor titular de Patologia da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do estudo, que teve apoio da FAPESP.
Segundo o pesquisador, esse modo de ação evidencia que o diuron atua de forma não genotóxica, isto é, não provoca, de início ou diretamente, lesão de DNA. Tal lesão tende a ocorrer em momentos posteriores, se a exposição for mantida por tempo longo. O potencial cancerígeno desse herbicida para a espécie humana já havia sido alertado pela United States Environmental Protection Agency (EPA), a agência de proteção ambiental do governo dos Estados Unidos.
O estudo brasileiro – que contou com a participação de pesquisadores da EPA e da University of Nebraska, em um total de 25 profissionais envolvidos – confirmou o potencial cancerígeno do diuron para os ratos e mostrou que tal condição pode ocorrer mesmo com doses cinco vezes menores do que aquelas antes consideradas nocivas.
“As alterações provocadas pelo diuron na bexiga do rato ocorrem segundo uma relação dose-resposta, isto é, quanto maior a dose, mais alterações moleculares, ultraestruturais e histológicas acontecem”, explicou Camargo. “Nesta linha, identificamos a chamada ‘dose limiar’ – uma quantidade abaixo da qual o herbicida não é cancerígeno, mesmo se o animal for exposto a ele por tempo prolongado.”
De acordo com o pesquisador, a toxicidade do produto manifesta-se bem cedo, já no primeiro dia de exposição a altas doses. “Avaliada por sua expressão gênica, a resposta do urotélio é aparentemente adaptativa, sugerindo que, se a exposição for interrompida, a bexiga voltará ao normal. O problema existirá se as doses forem altas e a exposição mantida por longo tempo”, afirmou.
Outra observação feita durante os sucessivos estudos foi que, quando fornecido em doses relativamente altas para ratos, o diuron provoca toxicidade sanguínea.
“Nesse caso, o alvo predominante é o baço, um órgão relacionado à imunidade e ao suprimento sanguíneo, que de modo consistente mostrou volume aumentado devido a excesso de sangue e acúmulo de restos celulares”, disse Camargo. Essa alteração também foi verificada na prole masculina de ratas prenhes que haviam recebido o diuron em altas doses.
O estudo sobre o diuron fez parte de uma pesquisa mais abrangente – o Projeto Temático “Praguicidas agrícolas como fator de risco” –, realizada com apoio da FAPESP de 2007 a 2012.
No Temático, além do diuron os pesquisadores investigaram também os efeitos, em ratos e camundongos, de cinco praguicidas cujos resíduos foram encontrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no tomate à disposição da população brasileira.
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Perigo silencioso - Rio não divulga lista das áreas contaminadas, e moradores reclamam da falta de informação
Via Clipping MP
O Globo
Por Emanuel Alencar
Renata Leite
21.04.2013
Medo. Moradores do Volta Grande IV caminham ao lado de placa que alerta para a contaminação do solo por resíduos siderúrgicos: Inea quer a retirada das pessoas da área
Mão atadas. Lucinda de Souza e Elisabete Andrade, de Miguel Pereira, não podem fazer obras
Campos minados
Em busca de paz, o médico aposentado Carlos França, de 63 anos, deixou a metrópole e comprou um terreno na pacata Miguel Pereira, Centro-Sul Fluminense, em 2008. Ao inspecionar o quintal, notou que havia uma perfuração no solo. O corretor de imóveis logo o tranquilizou: tratava-se de um poço de monitoramento da qualidade da água, zelo ambiental da prefeitura. No entanto, a realidade se mostrou diferente. Nos últimos seis meses, funcionários de uma empresa terceirizada da Petrobras fizeram sete novas perfurações no terreno. França finalmente descobriu que, na verdade, seu espaço é alvo de investigação em decorrência de um vazamento de óleo ocorrido há 29 anos. O aposentado não pode comer frutos, usar água subterrânea e sequer construir uma piscina. A contaminação por hidrocarbonetos expõe ao risco famílias do bairro de classe média Estância Aleluia.
Situações como essa não são raras no Estado do Rio, mas a falta de transparência nas informações alimenta inseguranças. A Secretaria estadual do Ambiente não disponibiliza ao público o relatório das áreas contaminadas, conforme prevê uma resolução federal de 2009. Em São Paulo, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) faz esse tipo de divulgação na internet há 11 anos - o último levantamento aponta 4.131 terrenos investigados.
Na última semana, O GLOBO percorreu quatro áreas com contaminações de solo no Rio. Moradores reclamam da ausência de esclarecimentos precisos dos responsáveis pelos danos e dos órgãos ambientais. O pedreiro Elionay Avelino de Souza, de 33 anos, conta que moradores da Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, ainda vivem amedrontados. Há seis décadas, toneladas do composto conhecido como pó de broca (hexaclorociclohexano) provocaram uma onda devastadora, com registros de mortes por câncer. O produto foi abandonado por uma antiga fábrica de pesticidas, mantida pelo governo federal.
Tanto tempo depois, o problema segue sem solução. O Ministério da Saúde informou que, juntamente com a prefeitura de Caxias e o governo estadual, definiu um plano para o recadastramento das cerca de 750 famílias da Cidade dos Meninos.
- Fizeram uma análise da água lá de casa, e parece que está tudo bem. Só pedimos a Deus que nada de grave aconteça - diz Elionay.
A lista dos "barris de pólvora" no estado não é desprezível. O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, afirma, entretanto, que a pasta sabe quais são essas áreas. Minc garante que até o fim do ano o inventário dos pontos contaminados estará disponível no site do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O sistema de informação ainda está em desenvolvimento.
- Temos ciência dos problemas. Mandamos as empresas descontaminarem. O estado não gastou um tostão para resolver o passivo da Ingá Mercantil (em Itaguaí). Brigamos na Justiça, que queria empurrar a conta para o contribuinte. A Usiminas bancou. Chegamos a uma solução ambiental e econômica. E descontaminamos o Canal do Cunha e do Fundão com R$ 300 milhões da Petrobras - diz o secretário.
O geólogo do Instituto de Geociências da USP Rodrigo Coelho, especialista no assunto, lembra que a descontaminação de terreno exige análise de riscos e estudos aprofundados. A responsabilidade de reparar os danos ambientais é de quem poluiu, conforme estabelece o princípio do poluidor-pagador, previsto na Política Nacional de Meio Ambiente (lei 6.938/81).
Em Miguel Pereira, avalanche de dúvidas
Moradores de Miguel Pereira enfrentam uma batalha de desfecho imprevisível. De acordo com a Petrobras, em 1984 cerca de cinco mil litros de gasolina vazaram do Oleoduto Rio-Belo Horizonte (Orbel I), no bairro Estância Aleluia. Na época, a empresa adotou medidas emergenciais, como a reparação do duto e a retirada superficial de solo. Novos estudos foram realizados, por meio de sondagens para coleta de amostras de solo e da instalação de poços de monitoramento. Foram ainda feitas análises químicas de solo e água subterrânea. Para realizar os trabalhos, a Petrobras adquiriu duas propriedades e alugou uma outra, no ano passado.
Ainda segundo a estatal, o resultado dos estudos, entregue em 11 de março deste ano ao Inea e ao Ministério Público Federal, indica "pequena concentração de material residual" na propriedade alugada pela companhia, onde não há residência. A Petrobras acrescenta que já foram iniciadas as medidas para a completa remoção do material. E que estão sendo reavaliadas as restrições para captação e utilização da água subterrânea, consumo de frutos e hortaliças e novas construções e escavações.
Quem vive o problema de perto, por outro lado, afirma que o diálogo é bastante difícil. Lucinda de Souza, de 49 anos, comprou uma casa há três anos sem saber do vazamento:
- A gente constrói um sonho e, agora, não tem direito a nada. Não posso fazer uma garagem.
Ney Robinson Gomes D"Oliveira, do bairro Retiro das Palmeiras, detectou um outro vazamento no duto nos anos 80. A Petrobras lhe fornece água em caminhões-pipa desde 1995:
- Esse problema está me matando há 32 anos. Acredito que estejam aguardando a minha morte, a solução mais simples para o caso.
Pelo menos um emblemático caso de contaminação tem uma solução encaminhada: a poluição deixada pela Companhia Mercantil e Industrial Ingá, na Ilha da Madeira, em Itaguaí. Em 1996, dois anos antes de a empresa decretar falência, 50 milhões de litros de água contaminada por metais pesados foram parar na Baía de Sepetiba. A Usiminas, que arrematou o terreno por R$ 72 milhões em 2008, vai entregar a área descontaminada em junho. Em nota, a empresa informou que fez investimentos da "ordem de R$ 100 milhões no projeto de remediação" e que "a recuperação desse passivo possibilitou o confinamento de 100% do rejeito contaminado, eliminando os riscos de contaminação".
O Globo
Por Emanuel Alencar
Renata Leite
21.04.2013
Medo. Moradores do Volta Grande IV caminham ao lado de placa que alerta para a contaminação do solo por resíduos siderúrgicos: Inea quer a retirada das pessoas da área
Mão atadas. Lucinda de Souza e Elisabete Andrade, de Miguel Pereira, não podem fazer obras
Campos minados
Em busca de paz, o médico aposentado Carlos França, de 63 anos, deixou a metrópole e comprou um terreno na pacata Miguel Pereira, Centro-Sul Fluminense, em 2008. Ao inspecionar o quintal, notou que havia uma perfuração no solo. O corretor de imóveis logo o tranquilizou: tratava-se de um poço de monitoramento da qualidade da água, zelo ambiental da prefeitura. No entanto, a realidade se mostrou diferente. Nos últimos seis meses, funcionários de uma empresa terceirizada da Petrobras fizeram sete novas perfurações no terreno. França finalmente descobriu que, na verdade, seu espaço é alvo de investigação em decorrência de um vazamento de óleo ocorrido há 29 anos. O aposentado não pode comer frutos, usar água subterrânea e sequer construir uma piscina. A contaminação por hidrocarbonetos expõe ao risco famílias do bairro de classe média Estância Aleluia.
Situações como essa não são raras no Estado do Rio, mas a falta de transparência nas informações alimenta inseguranças. A Secretaria estadual do Ambiente não disponibiliza ao público o relatório das áreas contaminadas, conforme prevê uma resolução federal de 2009. Em São Paulo, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) faz esse tipo de divulgação na internet há 11 anos - o último levantamento aponta 4.131 terrenos investigados.
Na última semana, O GLOBO percorreu quatro áreas com contaminações de solo no Rio. Moradores reclamam da ausência de esclarecimentos precisos dos responsáveis pelos danos e dos órgãos ambientais. O pedreiro Elionay Avelino de Souza, de 33 anos, conta que moradores da Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, ainda vivem amedrontados. Há seis décadas, toneladas do composto conhecido como pó de broca (hexaclorociclohexano) provocaram uma onda devastadora, com registros de mortes por câncer. O produto foi abandonado por uma antiga fábrica de pesticidas, mantida pelo governo federal.
Tanto tempo depois, o problema segue sem solução. O Ministério da Saúde informou que, juntamente com a prefeitura de Caxias e o governo estadual, definiu um plano para o recadastramento das cerca de 750 famílias da Cidade dos Meninos.
- Fizeram uma análise da água lá de casa, e parece que está tudo bem. Só pedimos a Deus que nada de grave aconteça - diz Elionay.
A lista dos "barris de pólvora" no estado não é desprezível. O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, afirma, entretanto, que a pasta sabe quais são essas áreas. Minc garante que até o fim do ano o inventário dos pontos contaminados estará disponível no site do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O sistema de informação ainda está em desenvolvimento.
- Temos ciência dos problemas. Mandamos as empresas descontaminarem. O estado não gastou um tostão para resolver o passivo da Ingá Mercantil (em Itaguaí). Brigamos na Justiça, que queria empurrar a conta para o contribuinte. A Usiminas bancou. Chegamos a uma solução ambiental e econômica. E descontaminamos o Canal do Cunha e do Fundão com R$ 300 milhões da Petrobras - diz o secretário.
O geólogo do Instituto de Geociências da USP Rodrigo Coelho, especialista no assunto, lembra que a descontaminação de terreno exige análise de riscos e estudos aprofundados. A responsabilidade de reparar os danos ambientais é de quem poluiu, conforme estabelece o princípio do poluidor-pagador, previsto na Política Nacional de Meio Ambiente (lei 6.938/81).
Em Miguel Pereira, avalanche de dúvidas
Moradores de Miguel Pereira enfrentam uma batalha de desfecho imprevisível. De acordo com a Petrobras, em 1984 cerca de cinco mil litros de gasolina vazaram do Oleoduto Rio-Belo Horizonte (Orbel I), no bairro Estância Aleluia. Na época, a empresa adotou medidas emergenciais, como a reparação do duto e a retirada superficial de solo. Novos estudos foram realizados, por meio de sondagens para coleta de amostras de solo e da instalação de poços de monitoramento. Foram ainda feitas análises químicas de solo e água subterrânea. Para realizar os trabalhos, a Petrobras adquiriu duas propriedades e alugou uma outra, no ano passado.
Ainda segundo a estatal, o resultado dos estudos, entregue em 11 de março deste ano ao Inea e ao Ministério Público Federal, indica "pequena concentração de material residual" na propriedade alugada pela companhia, onde não há residência. A Petrobras acrescenta que já foram iniciadas as medidas para a completa remoção do material. E que estão sendo reavaliadas as restrições para captação e utilização da água subterrânea, consumo de frutos e hortaliças e novas construções e escavações.
Quem vive o problema de perto, por outro lado, afirma que o diálogo é bastante difícil. Lucinda de Souza, de 49 anos, comprou uma casa há três anos sem saber do vazamento:
- A gente constrói um sonho e, agora, não tem direito a nada. Não posso fazer uma garagem.
Ney Robinson Gomes D"Oliveira, do bairro Retiro das Palmeiras, detectou um outro vazamento no duto nos anos 80. A Petrobras lhe fornece água em caminhões-pipa desde 1995:
- Esse problema está me matando há 32 anos. Acredito que estejam aguardando a minha morte, a solução mais simples para o caso.
Pelo menos um emblemático caso de contaminação tem uma solução encaminhada: a poluição deixada pela Companhia Mercantil e Industrial Ingá, na Ilha da Madeira, em Itaguaí. Em 1996, dois anos antes de a empresa decretar falência, 50 milhões de litros de água contaminada por metais pesados foram parar na Baía de Sepetiba. A Usiminas, que arrematou o terreno por R$ 72 milhões em 2008, vai entregar a área descontaminada em junho. Em nota, a empresa informou que fez investimentos da "ordem de R$ 100 milhões no projeto de remediação" e que "a recuperação desse passivo possibilitou o confinamento de 100% do rejeito contaminado, eliminando os riscos de contaminação".
Revista Estudos Avançados tem dossiê dedicado à neurociência
Via Agência FAPESP
22.04.2013
Publicação do IEA-USP terá lançamento no dia 24, com conferência do jurista Fábio Konder Comparato, entrevistado na edição
Agência FAPESP – O dossiê de abertura da nova edição (77) da revista Estudos Avançados, publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, é dedicado às neurociências. Os seis artigos são assinados pelos pesquisadores Sidarta Ribeiro, Horacio Vanegas, Cesar Galera, Luiz Carlos de Lima Silveira, Flávia Carvalho Alcantara Gomes e Maria Jose da Silva Fernandes.
O lançamento será no dia 24 de abril, às 17, na Sala de Eventos do IEA-USP, com conferência do jurista Fábio Konder Comparato, entrevistado na edição. Professor emérito da Faculdade de Direito da USP, Comparato falará sobre "Direitos Humanos e Comissão da Verdade".
O debatedor será Marco Antônio Rodrigues Barbosa, da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo. O evento é aberto ao público e gratuito, com transmissão pela web em www.iea.usp.br/aovivo.
Sobre o dossiê “Neurociências”, o editor da revista, Alfredo Bosi, comenta que “o conjunto está com os olhos postos não só na pesquisa pura, como em suas aplicações terapêuticas; problemas como o possível tratamento da doença de Parkinson, do mal de Alzheimer e da epilepsia são abordados a partir de uma ótica transdisciplinar”.
A edição traz ainda conjuntos de textos sobre energia eólica, o acidente com césio 137 em Goiânia em 1987 e sobre cultura e literatura. A versão digital da edição já está disponível na SciELO.
A Sala de Eventos do IEA-USP fica na Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo.
Mais informações: www.iea.usp.br/revista, estudos avançados@usp.br e (11) 3091-1675 e 3091-1686.
22.04.2013
Publicação do IEA-USP terá lançamento no dia 24, com conferência do jurista Fábio Konder Comparato, entrevistado na edição
Agência FAPESP – O dossiê de abertura da nova edição (77) da revista Estudos Avançados, publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, é dedicado às neurociências. Os seis artigos são assinados pelos pesquisadores Sidarta Ribeiro, Horacio Vanegas, Cesar Galera, Luiz Carlos de Lima Silveira, Flávia Carvalho Alcantara Gomes e Maria Jose da Silva Fernandes.
O lançamento será no dia 24 de abril, às 17, na Sala de Eventos do IEA-USP, com conferência do jurista Fábio Konder Comparato, entrevistado na edição. Professor emérito da Faculdade de Direito da USP, Comparato falará sobre "Direitos Humanos e Comissão da Verdade".
O debatedor será Marco Antônio Rodrigues Barbosa, da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo. O evento é aberto ao público e gratuito, com transmissão pela web em www.iea.usp.br/aovivo.
Sobre o dossiê “Neurociências”, o editor da revista, Alfredo Bosi, comenta que “o conjunto está com os olhos postos não só na pesquisa pura, como em suas aplicações terapêuticas; problemas como o possível tratamento da doença de Parkinson, do mal de Alzheimer e da epilepsia são abordados a partir de uma ótica transdisciplinar”.
A edição traz ainda conjuntos de textos sobre energia eólica, o acidente com césio 137 em Goiânia em 1987 e sobre cultura e literatura. A versão digital da edição já está disponível na SciELO.
A Sala de Eventos do IEA-USP fica na Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo.
Mais informações: www.iea.usp.br/revista, estudos avançados@usp.br e (11) 3091-1675 e 3091-1686.
Oposição quer explicações sobre sindicância que investiga Rosemary
Via blog do Noblat
22.04.2013
Cristiane Jungblut, O Globo
A oposição vai exigir do Palácio do Planalto explicações sobre a sindicância interna que investigou as denúncias envolvendo a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, indiciada pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção passiva e tráfico de influência em todas as instâncias governamentais para obter benefícios financeiros.
A sindicância - aberta por decisão da Casa Civil e realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) - comprovou, segundo reportagem da revista "Veja" deste fim de semana, que Rosemary recebia vantagens como ex-assessora de Lula. O documento, segundo a "Veja", cita tratamento especial dado a Rosemary durante viagem particular a Roma. Na ocasião, ela e o marido ficaram hospedados na embaixada brasileira, localizada na Piazza Navona, num dos mais luxuosos endereços de Roma.
Leia mais em Oposição vai cobrar do Planalto explicações sobre sindicância que investiga ex-assessora de Lula
22.04.2013
Cristiane Jungblut, O Globo
A oposição vai exigir do Palácio do Planalto explicações sobre a sindicância interna que investigou as denúncias envolvendo a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, indiciada pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção passiva e tráfico de influência em todas as instâncias governamentais para obter benefícios financeiros.
A sindicância - aberta por decisão da Casa Civil e realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) - comprovou, segundo reportagem da revista "Veja" deste fim de semana, que Rosemary recebia vantagens como ex-assessora de Lula. O documento, segundo a "Veja", cita tratamento especial dado a Rosemary durante viagem particular a Roma. Na ocasião, ela e o marido ficaram hospedados na embaixada brasileira, localizada na Piazza Navona, num dos mais luxuosos endereços de Roma.
Leia mais em Oposição vai cobrar do Planalto explicações sobre sindicância que investiga ex-assessora de Lula
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