quarta-feira, 1 de maio de 2013
Munduruku acusam governo de mentir publicamente sobre encontro; leia nota na íntegra
Via Conselho Indigenista Missionário
Por Ruy Sposati, de Jacareacanga (PA)
29.04.2013
Os Munduruku lançaram documento desmentindo nota da assessoria de imprensa da Secretaria Geral da Presidência da República que afirma ter ocorrido reunião entre governo federal e indígenas. Segundo documento da Associação Pusuru, entidade representativa dos indígenas, a reunião não aconteceu, apesar da insistência dos Munduruku.
“Nós nos preparamos, discutimos por dois dias entre nós a nossa proposta, a nossa posição [sobre as barragens], porque no terceiro dia o governo ia vir. Mas não veio, não quis vir, porque tratou a gente como selvagem, dizendo que íamos atacá-los”, explica Cândido Waro, presidente da Associação. Continua.
Por Ruy Sposati, de Jacareacanga (PA)
29.04.2013
Os Munduruku lançaram documento desmentindo nota da assessoria de imprensa da Secretaria Geral da Presidência da República que afirma ter ocorrido reunião entre governo federal e indígenas. Segundo documento da Associação Pusuru, entidade representativa dos indígenas, a reunião não aconteceu, apesar da insistência dos Munduruku.
“Nós nos preparamos, discutimos por dois dias entre nós a nossa proposta, a nossa posição [sobre as barragens], porque no terceiro dia o governo ia vir. Mas não veio, não quis vir, porque tratou a gente como selvagem, dizendo que íamos atacá-los”, explica Cândido Waro, presidente da Associação. Continua.
‘Estamos indignados com o governo brasileiro’, diz Povo Munduruku em carta
Via Conselho Indigenista Missionário
27.04.2013
Depois dos representantes da Secretaria Geral da Presidência da República se negarem a comparecer ao encontro marcado com lideranças Munduruku na Aldeia Sai Cinza, município de Jacareacanga (PA), no último dia 25, a Associação Indígena Pusuru divulgou carta repudiando a decisão dos integrantes do governo. Os representantes do governo justificaram a decisão ante uma imaginada violência a ser praticada pelos indígenas. Diziam temer violências, sem lembrar que quem matou um indígena Munduruku com um tiro na cabeça foi um delegado da Polícia Federal, comandante da Operação Eldorado, ainda sem punição ou ao menos afastado do cargo.
‘Quem chegou armado na cidade de Jacareacanga foi o governo, com a Polícia Federal e a Força Nacional. Segundo Nilton (representante do governo), o ministro Gilberto Carvalho desautorizou a delegação a vir a nossa aldeia, e tentou impor uma reunião na cidade de Jacareacanga, sob presença militar. E isso nós não aceitamos’, diz a carta que segue na íntegra.
27.04.2013
Depois dos representantes da Secretaria Geral da Presidência da República se negarem a comparecer ao encontro marcado com lideranças Munduruku na Aldeia Sai Cinza, município de Jacareacanga (PA), no último dia 25, a Associação Indígena Pusuru divulgou carta repudiando a decisão dos integrantes do governo. Os representantes do governo justificaram a decisão ante uma imaginada violência a ser praticada pelos indígenas. Diziam temer violências, sem lembrar que quem matou um indígena Munduruku com um tiro na cabeça foi um delegado da Polícia Federal, comandante da Operação Eldorado, ainda sem punição ou ao menos afastado do cargo.
‘Quem chegou armado na cidade de Jacareacanga foi o governo, com a Polícia Federal e a Força Nacional. Segundo Nilton (representante do governo), o ministro Gilberto Carvalho desautorizou a delegação a vir a nossa aldeia, e tentou impor uma reunião na cidade de Jacareacanga, sob presença militar. E isso nós não aceitamos’, diz a carta que segue na íntegra.
Miedo en Brasil a una “limpieza” de los sin techo por la celebración del Mundial
No El País
Por Juan Arias
29.04.2013
El Centro Nacional de Defensa de los Derechos Humanos, un organismo patrocinado por la Conferencia Episcopal de Brasil, se ha mostrado preocupado por una posible “limpieza social” de las personas sin techo, con motivo de la celebración del Mundial de Fútbol del próximo año. Continua
Por Juan Arias
29.04.2013
El Centro Nacional de Defensa de los Derechos Humanos, un organismo patrocinado por la Conferencia Episcopal de Brasil, se ha mostrado preocupado por una posible “limpieza social” de las personas sin techo, con motivo de la celebración del Mundial de Fútbol del próximo año. Continua
Garimpeiros e mulheres são os mais vulneráveis à aids
Via Agência USP de Notícias
Por Mariana Melo - mariana.melo@usp.br
20.04.2013
Mulheres de baixa escolaridade e homens que trabalham nas regiões de garimpos se mostraram mais vulneráveis à infecção por HIV no Norte do Brasil. A identificação foi feita em grupos da sociedade da região de Santarém, no oeste do Pará, que eram portadores do vírus. O estudo realizado pelo médico infectologista e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Paulo Afonso Martins Abati, analisou os perfis sociodemográficos da população com HIV da região para conhecer o perfil local da epidemia.
Ainda que a incidência de HIV tenha se estabilizado no Sudeste, nas regiões Norte e Nordeste esses níveis, entre 1999 e 2010, apresentaram crescimento. Visto a carência de dados anteriores, o trabalho não pode definir se a epidemia na região é recente ou apenas recém-descoberta. Dos fatores que podem justificar esta frequência alta, Abati destaca o grande número de homens mais velhos com parceiras muito jovens e o elevado número de mulheres desamparadas e sem escolaridade, além do costume de homens manterem relações com mais de uma parceira ser socialmente mais aceito.
“A despeito dos serviços de atenção às pessoas que vivem com HIV/aids na região terem melhorado nos últimos dez anos, as pessoas ainda descobrem tardiamente que têm o vírus” diz Abati. “Muitas descobrem quando já estão muito doentes, ainda que, agora, a oferta do teste esteja maior”. Esse diagnóstico tardio implica em maiores dificuldades para tratar a doença. “A região possui o maior índice proporcional de mortalidade por aids do Brasil”, conta. Continua
Por Mariana Melo - mariana.melo@usp.br
20.04.2013
Mulheres de baixa escolaridade e homens que trabalham nas regiões de garimpos se mostraram mais vulneráveis à infecção por HIV no Norte do Brasil. A identificação foi feita em grupos da sociedade da região de Santarém, no oeste do Pará, que eram portadores do vírus. O estudo realizado pelo médico infectologista e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Paulo Afonso Martins Abati, analisou os perfis sociodemográficos da população com HIV da região para conhecer o perfil local da epidemia.
Ainda que a incidência de HIV tenha se estabilizado no Sudeste, nas regiões Norte e Nordeste esses níveis, entre 1999 e 2010, apresentaram crescimento. Visto a carência de dados anteriores, o trabalho não pode definir se a epidemia na região é recente ou apenas recém-descoberta. Dos fatores que podem justificar esta frequência alta, Abati destaca o grande número de homens mais velhos com parceiras muito jovens e o elevado número de mulheres desamparadas e sem escolaridade, além do costume de homens manterem relações com mais de uma parceira ser socialmente mais aceito.
“A despeito dos serviços de atenção às pessoas que vivem com HIV/aids na região terem melhorado nos últimos dez anos, as pessoas ainda descobrem tardiamente que têm o vírus” diz Abati. “Muitas descobrem quando já estão muito doentes, ainda que, agora, a oferta do teste esteja maior”. Esse diagnóstico tardio implica em maiores dificuldades para tratar a doença. “A região possui o maior índice proporcional de mortalidade por aids do Brasil”, conta. Continua
Transtorno mental resulta em longos afastamentos do trabalho
Via Agência USP de Notícias
Por Júlio Bernardes - jubern@usp.br
30.04.2013
No Brasil, os transtornos mentais são a terceira causa de longos afastamentos do trabalho por doença e levaram ao pagamento de mais de R$ 211 milhões de novos benefícios previdenciários em 2011. Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, pesquisa do médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior mostra que um ambiente de trabalho com pouco apoio social, excessivas demandas e baixo controle sobre as tarefas, recompensas inadequadas ao nível de esforço do trabalhador e o comprometimento individual excessivo são fatores que aumentam a chance de ocorrência de afastamento. O trabalho recomenda uma melhor investigação sobre as condições psicossociais no ambiente de trabalho para implantação de ações de prevenção, além de maior fiscalização das empresas por parte de orgãos públicos.
O estudo procurou discutir os fatores associados ao afastamento do trabalho por transtornos mentais. “No Brasil, estes afastamentos estão atrás apenas dos traumas e doenças osteomusculares”, afirma Silva-Júnior, lembrando que, “de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em alguns anos se tornarão o principal motivo para os trabalhadores se afastarem do trabalho em todo o mundo”. Em 2011, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais de 211 mil pessoas foram afastadas devido ao adoecimento mental por prazo superior a 15 dias e passaram a receber benefício auxílio-doença. “O valor total gasto com pagamento de novos benefícios supera os R$ 200 milhões, o que reforça a necessidade econômica de medidas de prevenção para evitar o adoecimento”. Continua
Por Júlio Bernardes - jubern@usp.br
30.04.2013
No Brasil, os transtornos mentais são a terceira causa de longos afastamentos do trabalho por doença e levaram ao pagamento de mais de R$ 211 milhões de novos benefícios previdenciários em 2011. Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, pesquisa do médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior mostra que um ambiente de trabalho com pouco apoio social, excessivas demandas e baixo controle sobre as tarefas, recompensas inadequadas ao nível de esforço do trabalhador e o comprometimento individual excessivo são fatores que aumentam a chance de ocorrência de afastamento. O trabalho recomenda uma melhor investigação sobre as condições psicossociais no ambiente de trabalho para implantação de ações de prevenção, além de maior fiscalização das empresas por parte de orgãos públicos.
O estudo procurou discutir os fatores associados ao afastamento do trabalho por transtornos mentais. “No Brasil, estes afastamentos estão atrás apenas dos traumas e doenças osteomusculares”, afirma Silva-Júnior, lembrando que, “de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em alguns anos se tornarão o principal motivo para os trabalhadores se afastarem do trabalho em todo o mundo”. Em 2011, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais de 211 mil pessoas foram afastadas devido ao adoecimento mental por prazo superior a 15 dias e passaram a receber benefício auxílio-doença. “O valor total gasto com pagamento de novos benefícios supera os R$ 200 milhões, o que reforça a necessidade econômica de medidas de prevenção para evitar o adoecimento”. Continua
Pesquisadora tenta definir o conceito de felicidade
JC e-mail 4716, de 30 de Abril de 2013.
Pesquisadora tenta definir o conceito de felicidade
Artigo de Elizabeth Weil publicado no The New York Times e traduzido pela Folha de São Paulo
Sonja Lyubomirsky diz que você tem um nível fixo de felicidade, que é parcialmente codificado nos seus genes. Sua sensação de felicidade aumenta quando uma coisa boa acontece e diminui quando a coisa é ruim.
Mas, nos dois casos, não demora muito até que seu humor volte ao nível fixo, num fenômeno que a ciência chama de "adaptação hedônica". Você sabe, a gente se acostuma com tudo.
Com seu livro "A Ciência da Felicidade", de 2007, e com a sequência "The Myths of Happpiness" (Os mitos da felicidade), lançado neste ano, Lyubomirsky, professora de psicologia da Universidade da Califórnia, em Riverside, firmou-se como um baluarte da indústria da felicidade.
Suas conclusões podem ser provocativas e, às vezes, contraintuitivas. Locatários são mais felizes que senhorios, diz ela. Interromper experiências positivas as torna mais agradáveis. Atos de gentileza tornam as pessoas mais felizes, mas não se elas forem compelidas a realizarem o mesmo ato com excessiva frequência --levar café na cama para a pessoa amada é uma delícia, fazer isso todos os dias parece uma obrigação.
Lyubomirsky talvez pareça uma improvável guru do humor.
"Eu realmente odeio todas as carinhas sorridentes, arco-íris e gatinhos", disse. Ela não costuma listar as dádivas que recebe nem escrever cartas de gratidão, embora suas pesquisas sugiram que isso torne as pessoas mais felizes.
Durante anos, temendo que o estudo sobre como aumentar a felicidade fosse considerado fútil demais, ela preferiu focar com distanciamento clínico, quase antropológico, as características categóricas das pessoas felizes e infelizes. Mas todos lhe perguntavam: como a felicidade funciona? Como ser mais feliz?
Então Lyubomirsky finalmente voltou sua pesquisa para essas perguntas.
Ela descobriu que os infelizes se importam muito com comparações e resultados. Eles tendem a se sentir melhor quando recebem avaliações ruins, mas ficam sabendo que outros se saíram ainda pior, do que quando recebem excelentes avaliações, mas sabem que outros foram melhores.
Em uma experiência, ela pedia a dois voluntários por vez que usassem marionetes para dar uma lição de amizade a uma audiência infantil imaginária. Depois, os manipuladores eram avaliados comparativamente: você foi ótimo, mas seu parceiro foi melhor, ou você foi mal, mas seu parceiro foi pior.
Os voluntários que estavam felizes antes da avaliação em geral se importavam pouco ao saber que haviam sido inferiores aos colegas.
Os voluntários infelizes ficavam desolados. Escreve Lyubomirsky: "Parece que os indivíduos infelizes compraram a máxima irônica atribuída a Gore Vidal: 'Para a verdadeira felicidade, não basta ter sucesso... Os amigos devem fracassar'".
Isso, diz ela, provavelmente explica por que tanta gente conhece a palavra alemã "Schadenfreude" (alegria com a desgraça alheia) e quase ninguém conhece o termo iídiche "shep naches" (alegria com o sucesso alheio).
Lyubomirsky, 46, nasceu em Moscou e emigrou aos nove anos para os EUA com os pais e o irmão, com ajuda da Sociedade Hebraica de Auxílio ao Imigrante.
Na Universidade Harvard, foi aluna de Brendan Maher, apontado como o responsável por ter transformado a psicologia de uma ciência "fraca", baseada em observações, em uma "forte", baseada em dados. Após a faculdade, ela se transferiu para a Universidade Stanford, na Califórnia, onde seu orientador a aconselhou a estudar a felicidade.
"Na época", disse Lyubomirsky, "só uma pessoa estudava a felicidade: Ed Diener. Chamava-se então 'bem-estar subjetivo', e o tópico era considerado muito obscuro".
Lyubomirsky passou aquela década tentando definir como eram as pessoas felizes e as infelizes. Segundo seu amigo Andrew Ward, hoje no departamento de psicologia do Swarthmore College, na Pensilvânia, "a premissa de trabalho naqueles anos era de que as pessoas felizes ficavam racionalizando o tempo todo".
Então, Lyubomirsky concebeu uma experiência em que as pessoas classificavam dez sobremesas, sabendo que comeriam uma.
Elas sempre recebiam a segunda ou a terceira opção e eram então orientadas a refazer a classificação dos dez doces.
Quem racionalizava as sobremesas recebidas? Os infelizes.
Segundo Ward, as pessoas felizes diziam: "Bom, essa sobremesa é boa, e tenho certeza de que as outras são boas também!". Os infelizes gostavam mais ou menos das suas sobremesas, mas indicavam estar extremamente aliviados por não terem recebido a "horrível" sobremesa não escolhida. "Em outras palavras, as pessoas infelizes menosprezavam a sobremesa que não tinham recebido, ao passo que as pessoas felizes não sentiam a necessidade de fazer isso. A implicação é que pessoas infelizes fazem mais trabalho mental."
Em janeiro de 1999, Seligman e Mihaly Csikszentmihalyi, autor de "A Psicologia da Felicidade", convidaram Lyubomirsky e alguns outros psicólogos acadêmicos com menos de 40 anos para irem a Akumal, no México.
Numa praia perto de Tulum, o grupo redigiu um manifesto da Psicologia Positiva.
Eles definiram esse campo como "o estudo científico do ótimo funcionamento humano" e proferiram "um novo compromisso por parte dos psicólogos pesquisadores de focar atenção sobre as fontes da saúde psicológica, indo assim além da ênfase anterior na doença e no distúrbio".
Hoje, Lyubomirsky não se considera uma psicóloga positiva e acha que a palavra "positiva" é desnecessária.
"Realmente não estou interessada nas pessoas felizes", insistiu ela. "Estou interessada em como a felicidade muda no decorrer do tempo e quais estratégias podem aumentar a felicidade."
Ela disse que, numa recente mudança familiar, seu marido, Peter Del Greco,queria comprar uma grande TV de alta definição. "Eu disse a ele: 'você vai se adaptar a ela'. É claro que ele continuou querendo. E se adaptou a ela."
Lyubomirsky não acha que as pessoas irão aprender a não se adaptar.
"Estamos focados demais no agora", disse ela. "O presente é tão chamativo. É inerente."
terça-feira, 30 de abril de 2013
América Latina, conejillo de Indias en ensayos médicos sin control
Via Materia
29.04.2013
Veja a matéria completa aqui.
Veja também:
Imagem: Estancia hospitalaria en la que se realizan ensayos clínicos con pacientes. / Nestlé
29.04.2013
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Imagem: Estancia hospitalaria en la que se realizan ensayos clínicos con pacientes. / Nestlé
La Comisión Europea prohibirá temporalmente los pesticidas que matan a las abejas
Via Materia
29.04.2013
Veja a matéria aqui.
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Imagem: Abejas muertas en un colmenar cerca de Xátiva (Valencia). / COAG
29.04.2013
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Imagem: Abejas muertas en un colmenar cerca de Xátiva (Valencia). / COAG
Operação da PF prende secretários do Meio Ambiente no Rio Grande do Sul
Jornal Nacional
29.04.2013
No Rio Grande do Sul, dois secretários do Meio Ambiente, o estadual e o de Porto Alegre, foram presos. Também foram detidas outras 15 pessoas e uma em Santa Catarina. O grupo é suspeito de fraudes em licenças.
No Rio Grande do Sul, dois secretários do Meio Ambiente, o estadual e o de Porto Alegre, foram presos nesta segunda-feira (29) em uma operação da Polícia Federal. Também foram detidas outras 15 pessoas no estado e uma em Santa Catarina . O grupo é suspeito de fraudes em licenças ambientais.
150 policiais participaram da operação. Em Porto Alegre, os agentes recolheram material nas secretarias do Meio Ambiente estadual e municipal, e também em outros órgãos públicos.
Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
29.04.2013
No Rio Grande do Sul, dois secretários do Meio Ambiente, o estadual e o de Porto Alegre, foram presos. Também foram detidas outras 15 pessoas e uma em Santa Catarina. O grupo é suspeito de fraudes em licenças.
No Rio Grande do Sul, dois secretários do Meio Ambiente, o estadual e o de Porto Alegre, foram presos nesta segunda-feira (29) em uma operação da Polícia Federal. Também foram detidas outras 15 pessoas no estado e uma em Santa Catarina . O grupo é suspeito de fraudes em licenças ambientais.
150 policiais participaram da operação. Em Porto Alegre, os agentes recolheram material nas secretarias do Meio Ambiente estadual e municipal, e também em outros órgãos públicos.
Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
Estudo em Portugal exige que alunos brasileiros dominem inglês
JC e-mail 4715, de 29 de Abril de 2013.
Estudo em Portugal exige que alunos brasileiros dominem inglês
Para o governo, a facilidade do mesmo idioma fez com que Portugal virasse o principal destino dos estudantes de graduação do Ciência sem Fronteiras no ano passado
O governo federal resolveu remanejar os estudantes selecionados pelo Programa Ciência sem Fronteiras que se candidataram a universidades portuguesas para outros países. Esses alunos estão sendo reencaminhados para os Estados Unidos, o Canada, a Austrália, o Reino Unido, a Irlanda, a Alemanha, a França e a Itália.
A razão anunciada pelo ministro da Educação Aloizio Mercadante é a necessidade de "estimular os jovens a falar mais uma língua, a conhecer e ter competência específica em outras culturas". Para o governo, a facilidade do mesmo idioma fez com que Portugal virasse o principal destino dos estudantes de graduação do Ciência sem Fronteiras no ano passado.
Continua
Darwin e a prática da 'Salami Science'
JC e-mail 4715, de 29 de Abril de 2013.
Darwin e a prática da 'Salami Science'
Texto do colunista Fernando Reinach, publicado em O Estado de São Paulo
Em 1985, ouvi pela primeira vez no Laboratório de Biologia Molecular a expressão "Salami Science". Um de nós estava com uma pilha de trabalhos científicos quando Max Perutz se aproximou. Um jovem disse que estava lendo trabalhos de um famoso cientista dos EUA. Perutz olhou a pilha e murmurou: "Salami Science, espero que não chegue aqui". Mas a praga se espalhou pelo mundo e agora assola a comunidade científica brasileira.
"Salami Science" é a prática de fatiar uma única descoberta, como um salame, para publicá-la no maior número possível de artigos científicos. O cientista aumenta seu currículo e cria a impressão de que é muito produtivo. O leitor é forçado a juntar as fatias para entender o todo. As revistas ficam abarrotadas. E avaliar um cientista fica mais difícil. Apesar disso, a "Salami Science" se espalhou, induzido pela busca obsessiva de um método quantitativo capaz de avaliar a produção acadêmica.
No Laboratório de Biologia Molecular, nossos ídolos eram os cinco prêmios Nobel do prédio. Publicar muitos artigos indicava falta de rigor intelectual. Eles valorizavam a capacidade de criar uma maneira engenhosa para destrinchar um problema importante. Aprendíamos que o objetivo era desvendar os mistérios da natureza. Publicar um artigo era consequência de um trabalho financiado com dinheiro público, servia para comunicar a nova descoberta. O trabalho deveria ser simples, claro e didático. O exemplo a ser seguido eram as duas páginas em que Watson e Crick descreveram a estrutura do DNA. Você se tornaria um cientista de respeito se o esforço de uma vida pudesse ser resumido em uma frase: Ele descobriu... Os três pontinhos teriam de ser uma ou duas palavras: a estrutura do DNA (Watson e Crick), a estrutura das proteínas (Max Perutz), a teoria da Relatividade (Einstein). Sabíamos que poucos chegariam lá, mas o importante era ter certeza de que havíamos gasto a vida atrás de algo importante.
Hoje, nas melhores universidade do Brasil, a conversa entre pós-graduandos e cientistas é outra. A maioria está preocupada com quantos trabalhos publicou no último ano - e onde. Querem saber como serão classificados. "Fulano agora é pesquisador 1B no CNPq. Com 8 trabalhos em revistas de alto impacto no ano passado, não poderia ser diferente." "O departamento de beltrano foi rebaixado para 4 pela Capes. Também, com poucas teses no ano passado e só duas publicações em revistas de baixo impacto..." Não que os olhos dessas pessoas não brilhem quando discutem suas pesquisas, mas o relato de como alguém emplacou um trabalho na Nature causa mais alvoroço que o de uma nova maneira de abordar um problema dito insolúvel.
Essa mudança de cultura ocorreu porque agora os cientistas e suas instituições são avaliados a partir de fórmulas matemáticas que levam em conta três ingredientes, combinados ao gosto do freguês: número de trabalhos publicados, quantas vezes esses trabalhos foram citados na literatura e qualidade das revistas (medida pela quantidade de citações a trabalhos publicados na revista). Você estranhou a ausência de palavras como qualidade, criatividade e originalidade? Se conversar com um burocrata da ciência, ele tentará te explicar como esses índices englobam de maneira objetiva conceitos tão subjetivos. E não adianta argumentar que Einstein, Crick e Perutz teriam sido excluídos por esses critérios. No fundo, essas pessoas acreditam que cientistas desse calibre não podem surgir no Brasil. O resultado é que em algumas pós-graduações da USP o credenciamento de orientadores depende unicamente do total de trabalhos publicados, em outras o pré-requisito para uma tese ser defendida é que um ou mais trabalhos tenham sido aceitos para publicação.
Não há dúvida de que métodos quantitativos são úteis para avaliar um cientista, mas usá-los de modo exclusivo, abdicando da capacidade subjetiva de identificar pessoas talentosas, criativas ou simplesmente geniais, é caminho seguro para excluir da carreira científica as poucas pessoas que realmente podem fazer descobertas importantes. Essa atitude isenta os responsáveis de tomar e defender decisões. É a covardia intelectual escondida por trás de algoritmos matemáticos.
Mas o que Darwin tem a ver com isso? Foi ele que mostrou que uma das características que facilitam a sobrevivência é a capacidade de se adaptar aos ambientes. E os cientistas são animais como qualquer outro ser humano. Se a regra exige aumentar o número de trabalhos publicados, vou praticar "Salami Science". É necessário ser muito citado? Sem problema, minhas fatias de salame vão citar umas às outras e vou pedir a amigos que me citem. Em troca, garanto que vou citá-los. As revistas precisam de muitas citações? Basta pedir aos autores que citem artigos da própria revista. E, aos poucos, o objetivo da ciência deixa de ser entender a natureza e passa a ser publicar e ser citado. Se o trabalho é medíocre ou genial, pouco importa. Mas a ciência brasileira vai bem, o número de mestres aumenta, o de trabalhos cresce, assim como as citações. E a cada dia ficamos mais longe de ter cientistas que possam ser descritos em uma única frase: Ele descobriu...
segunda-feira, 29 de abril de 2013
La transmisión cultural se da también entre animales
No TENDENCIAS 21
Por Yaiza Martínez
26.04.2013
Estudios con ballenas y monos constatan aprendizaje e imitación entre individuos de esas especies, del mismo modo que sucede entre humanos
Un estudio con monos vervet ha demostrado que los individuos de esta especie se adaptan rápidamente a las costumbres de grupos nuevos, aunque sean distintas a sus costumbres originales. Por otra parte, una investigación con ballenas jorobadas ha constatado que estas aprenden unas de otras nuevas técnicas de caza. Los hallazgos revelan que la transmisión cultural no es exclusiva del ser humano sino que también se encuentra en el mundo animal, y que se puede aprender mucho sobre las fuerzas que han impulsado la evolución de nuestra propia cultura a partir del análisis de otras especies. Por Yaiza Martínez.
clique no texto acima para ler a matéria completa
Por Yaiza Martínez
26.04.2013
Estudios con ballenas y monos constatan aprendizaje e imitación entre individuos de esas especies, del mismo modo que sucede entre humanos
Un estudio con monos vervet ha demostrado que los individuos de esta especie se adaptan rápidamente a las costumbres de grupos nuevos, aunque sean distintas a sus costumbres originales. Por otra parte, una investigación con ballenas jorobadas ha constatado que estas aprenden unas de otras nuevas técnicas de caza. Los hallazgos revelan que la transmisión cultural no es exclusiva del ser humano sino que también se encuentra en el mundo animal, y que se puede aprender mucho sobre las fuerzas que han impulsado la evolución de nuestra propia cultura a partir del análisis de otras especies. Por Yaiza Martínez.
Desabamento em Bangladesh revela lado obscuro da indústria de roupas
BBC Brasil/Via blog do Noblat
29.04.2013
O desabamento de um prédio de três andares onde funcionava uma fábrica de tecidos em Bangladesh revelou não só o amplo descumprimento com normas básicas de segurança no país, mas também o lado obscuro da indústria de roupas internacional. Na tragédia, que ocorreu na capital Dhaka na semana passada, morreram pelo menos 377 pessoas.
Neste domingo, um incêndio iniciado no meio dos escombros impediu o resgate de mais uma sobrevivente e retardou o trabalho de buscas. Por causa do fogo, quatro bombeiros foram hospitalizados. Estimativas iniciais dão conta de que 3 mil pessoas trabalhavam no momento em que o prédio desabou. Cerca de 2.430 sobreviveram.
Leia mais em Desabamento em Bangladesh revela lado obscuro da indústria de roupas
Leia também Dono da fábrica que desabou em Bangladesh é preso
29.04.2013
O desabamento de um prédio de três andares onde funcionava uma fábrica de tecidos em Bangladesh revelou não só o amplo descumprimento com normas básicas de segurança no país, mas também o lado obscuro da indústria de roupas internacional. Na tragédia, que ocorreu na capital Dhaka na semana passada, morreram pelo menos 377 pessoas.
Neste domingo, um incêndio iniciado no meio dos escombros impediu o resgate de mais uma sobrevivente e retardou o trabalho de buscas. Por causa do fogo, quatro bombeiros foram hospitalizados. Estimativas iniciais dão conta de que 3 mil pessoas trabalhavam no momento em que o prédio desabou. Cerca de 2.430 sobreviveram.
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domingo, 28 de abril de 2013
Com pneumonia, compositor Paulo Vanzolini é internado em UTI em SP
Via G1
28.04.2013
Criador do clássico ‘Volta por cima’, artista tem carreira renomada em zoologia.
Segundo Hospital Albert Einstein, ele deu entrada na quinta-feira.
O compositor e zoólogo Paulo Vanzolini, de 89 anos, foi internado com pneumonia extensa na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a assessoria do centro médico, ele está desde quinta-feira (25) e não tem previsão de alta. CONTINUA!
Pedido básico:
FORÇA, PROFESSOR!!!
Adelidia Chiarelli
28.04.2013
Criador do clássico ‘Volta por cima’, artista tem carreira renomada em zoologia.
Segundo Hospital Albert Einstein, ele deu entrada na quinta-feira.
O compositor e zoólogo Paulo Vanzolini, de 89 anos, foi internado com pneumonia extensa na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a assessoria do centro médico, ele está desde quinta-feira (25) e não tem previsão de alta. CONTINUA!
Pedido básico:
FORÇA, PROFESSOR!!!
Adelidia Chiarelli
Delegada afirma que menor ateou fogo em dentista no ABC
Via G1
Por Márcio Pinho
27.04.2013
Crime aconteceu na quinta-feira, em consultório em São Bernardo. Três suspeitos foram detidos e a polícia procura outro.
A delegada Elisabete Sato, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que o menor detido por suspeita de matar uma dentista confessou ter ateado fogo na vítima. O crime aconteceu na quinta-feira (25), no consultório de Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, em São Bernardo do Campo, no ABC.
Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
Por Márcio Pinho
27.04.2013
Crime aconteceu na quinta-feira, em consultório em São Bernardo. Três suspeitos foram detidos e a polícia procura outro.
A delegada Elisabete Sato, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que o menor detido por suspeita de matar uma dentista confessou ter ateado fogo na vítima. O crime aconteceu na quinta-feira (25), no consultório de Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, em São Bernardo do Campo, no ABC.
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Supremo prepara resposta categórica e coletiva para Câmara
Via blog do Noblat
28.04.2013
Felipe Recondo e Ricardo Brito, Estadão
Ministros do Supremo Tribunal Federal articulam uma resposta categórica e institucional contra a aprovação pela Câmara da proposta de emenda constitucional que diminui o poder da Corte. O porta-voz da reação do Supremo será o decano do tribunal, ministro Celso de Mello (foto abaixo), que fará um pronunciamento durante a semana questionando os efeitos da chamada PEC 33.
Até o momento, os ministros deram respostas separadas e desarticuladas contra a aprovação da proposta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que dá aos parlamentares a prerrogativa de rever decisões do Supremo nos casos de ações de inconstitucionalidade e súmulas vinculantes. Com a reação enfática que pretendem dar, os ministros esperam que a proposta seja definitivamente engavetada e que a ofensiva blinde a Corte de novas investidas.
Leia mais em Supremo prepara resposta categórica e coletiva contra proposta da Câmara
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Leia ainda ‘A ideia é de um surrealismo espantoso’, diz ex-ministro Rezek
28.04.2013
Felipe Recondo e Ricardo Brito, Estadão
Ministros do Supremo Tribunal Federal articulam uma resposta categórica e institucional contra a aprovação pela Câmara da proposta de emenda constitucional que diminui o poder da Corte. O porta-voz da reação do Supremo será o decano do tribunal, ministro Celso de Mello (foto abaixo), que fará um pronunciamento durante a semana questionando os efeitos da chamada PEC 33.
Até o momento, os ministros deram respostas separadas e desarticuladas contra a aprovação da proposta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que dá aos parlamentares a prerrogativa de rever decisões do Supremo nos casos de ações de inconstitucionalidade e súmulas vinculantes. Com a reação enfática que pretendem dar, os ministros esperam que a proposta seja definitivamente engavetada e que a ofensiva blinde a Corte de novas investidas.
Leia mais em Supremo prepara resposta categórica e coletiva contra proposta da Câmara
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Erenice assessora multinacionais em projetos bilionários
Via blog do Noblat
28.04.2013
Fernanda Krakovics e Danilo Farielo, O Globo
Pouco mais de dois anos e meio após ser demitida da Casa Civil em meio a denúncias de tráfico de influência, a ex-ministra Erenice Guerra tem defendido interesses de grandes multinacionais que buscam conquistar negócios junto ao governo federal, inclusive em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O escritório Guerra Advogados, do qual é sócia, está representando empresas do setor de energia. Erenice era consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia quando a presidente Dilma Rousseff era titular da pasta. Ex-braço-direito de Dilma, de quem foi secretária-executiva na Casa Civil no governo Lula, Erenice assumiu o comando da pasta quando a petista saiu para disputar a Presidência em 2010.
Leia mais em Erenice assessora multinacionais em projetos bilionários
28.04.2013
Fernanda Krakovics e Danilo Farielo, O Globo
Pouco mais de dois anos e meio após ser demitida da Casa Civil em meio a denúncias de tráfico de influência, a ex-ministra Erenice Guerra tem defendido interesses de grandes multinacionais que buscam conquistar negócios junto ao governo federal, inclusive em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O escritório Guerra Advogados, do qual é sócia, está representando empresas do setor de energia. Erenice era consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia quando a presidente Dilma Rousseff era titular da pasta. Ex-braço-direito de Dilma, de quem foi secretária-executiva na Casa Civil no governo Lula, Erenice assumiu o comando da pasta quando a petista saiu para disputar a Presidência em 2010.
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Cientistas pedem proteção para a Serra da Mantiqueira na Science
Via Estadão
Por Herton Escobar
26.04.2013
Em um carta publicada hoje na revista Science, pesquisadores fazem uma comparação entre a Serra da Mantiqueira (um dos principais remanescentes de mata atlântica do Brasil, na divisa entre SP, RJ e MG) e a cordilheira Adirondack, que fica próxima à cidade de Nova York, chamando atenção para a importância dessas áreas e pedindo mais atenção à criação de um mosaico de áreas protegidas na Mantiqueira.
Um dos autores da carta é o biólogo brasileiro Gui Becker, que está fazendo doutorado na Universidade Cornell.
Abaixo, a íntegra da carta, em inglês:
The Brazilian Adirondacks?
The name of the Serra da Mantiqueira mountains, translated from the indigenous Tupí-Guaraní language as Weeping Mountains, underscores their historical importance as a source of water for southeastern Brazil. Mantiqueira harbors outstanding sociocultural history, and its high peaks form a key wildlife corridor within the Atlantic Forest Biodiversity Hotspot (1). The striking scenery and proximity to Rio de Janeiro and São Paulo (17.6 million inhabitants combined) offer an opportunity to consider new models in conservation and sustainability.
In 2006, the Brazilian Ministry of the Environment created the Mantiqueira Mosaic, a network of public and private conservation units, to enhance biological conservation and local welfare. However, the implementation of most conservation units has been delayed and many still lack a management plan. For instance, the creation of the largest park (Parque Nacional Altos da Mantiqueira), which will cover 86,000 hectares of high peaks (2), has been stalled since 2010. Brazil’s booming economy, and the 40% predicted increase in agricultural land use in the next decade (3), will pose serious threats to the remaining ~10% of the Brazilian Atlantic Forest (4).
In the 19th century, the Adirondack Mountains, adjacent to New York City and Albany (8.4 million inhabitants), faced a strikingly similar scenario due to logging and mining activities, leading to creation of the Adirondack Park in 1892 (5). Along with the Algonquin Provincial Park in Canada, the Adirondacks serve as a key wildlife corridor in North America (6). Adirondack Park successfully manages an integrated mosaic of private and publicly owned lands, supports sustainable land use, regulates recreational activities, and promotes ecotourism and education (5).
The conservation challenges for the Mantiqueira range and Adirondacks are similar, despite being proposed more than a century apart. The future of Brazil’s most prominent mountain chain as wilderness now depends on accelerated implementation of the conservation network by the Brazilian Federal Government so that the Mantiqueira Mosaic can promote biodiversity conservation and environmental stewardship through sustainable land use and citizen access.
C. Guilherme Becker, David Rodriguez, Kelly R. Zamudio
Por Herton Escobar
26.04.2013
Em um carta publicada hoje na revista Science, pesquisadores fazem uma comparação entre a Serra da Mantiqueira (um dos principais remanescentes de mata atlântica do Brasil, na divisa entre SP, RJ e MG) e a cordilheira Adirondack, que fica próxima à cidade de Nova York, chamando atenção para a importância dessas áreas e pedindo mais atenção à criação de um mosaico de áreas protegidas na Mantiqueira.
Um dos autores da carta é o biólogo brasileiro Gui Becker, que está fazendo doutorado na Universidade Cornell.
Abaixo, a íntegra da carta, em inglês:
The Brazilian Adirondacks?
The name of the Serra da Mantiqueira mountains, translated from the indigenous Tupí-Guaraní language as Weeping Mountains, underscores their historical importance as a source of water for southeastern Brazil. Mantiqueira harbors outstanding sociocultural history, and its high peaks form a key wildlife corridor within the Atlantic Forest Biodiversity Hotspot (1). The striking scenery and proximity to Rio de Janeiro and São Paulo (17.6 million inhabitants combined) offer an opportunity to consider new models in conservation and sustainability.
In 2006, the Brazilian Ministry of the Environment created the Mantiqueira Mosaic, a network of public and private conservation units, to enhance biological conservation and local welfare. However, the implementation of most conservation units has been delayed and many still lack a management plan. For instance, the creation of the largest park (Parque Nacional Altos da Mantiqueira), which will cover 86,000 hectares of high peaks (2), has been stalled since 2010. Brazil’s booming economy, and the 40% predicted increase in agricultural land use in the next decade (3), will pose serious threats to the remaining ~10% of the Brazilian Atlantic Forest (4).
In the 19th century, the Adirondack Mountains, adjacent to New York City and Albany (8.4 million inhabitants), faced a strikingly similar scenario due to logging and mining activities, leading to creation of the Adirondack Park in 1892 (5). Along with the Algonquin Provincial Park in Canada, the Adirondacks serve as a key wildlife corridor in North America (6). Adirondack Park successfully manages an integrated mosaic of private and publicly owned lands, supports sustainable land use, regulates recreational activities, and promotes ecotourism and education (5).
The conservation challenges for the Mantiqueira range and Adirondacks are similar, despite being proposed more than a century apart. The future of Brazil’s most prominent mountain chain as wilderness now depends on accelerated implementation of the conservation network by the Brazilian Federal Government so that the Mantiqueira Mosaic can promote biodiversity conservation and environmental stewardship through sustainable land use and citizen access.
C. Guilherme Becker, David Rodriguez, Kelly R. Zamudio
| Department of Ecology and Evolutionary Biology, Cornell University, Ithaca, NY 14850, USA. |
sábado, 27 de abril de 2013
Instituto britânico alerta para riscos de extinção da raça humana
Via BBC-Brasil
Por Sean Coughlan
24.04.2013
Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade.
E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana.
No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding do que sobre a extinção humana.
O diretor do instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade.
Boas notícias primeiro
Mas primeiro as boas notícias. Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom acredita que a humanidade estaria propensa a sabreviver.
Isso porque nossa espécie já sobrevieu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor. CONTINUA!
Por Sean Coughlan
24.04.2013
Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade.
E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana.
No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding do que sobre a extinção humana.
O diretor do instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade.
Boas notícias primeiro
Mas primeiro as boas notícias. Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom acredita que a humanidade estaria propensa a sabreviver.
Isso porque nossa espécie já sobrevieu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor. CONTINUA!
O sistema miojo de ensino
JC e-mail 4714, de 26 de Abril de 2013.
O sistema miojo de ensino
Artigo de Leandro Marshall para o Jornal da Ciência
Um aluno do ensino médio no Brasil incluiu recentemente em sua redação do Exame Nacional do Ensino Médio uma receita de macarrão instantâneo. Note-se que o tema da redação era Imigração no Brasil. Entretanto, cansado de "pensar" e de escrever sobre os retirantes, o candidato resolveu, no penúltimo parágrafo, introduzir, como plus, a fórmula científica da preparação de um macarrão.
O candidato alegou que inseriu o parágrafo sobre o miojo "para testar o novo sistema de avaliação do ENEM". Parabéns. Ele conseguiu conquistar 560 dos mil pontos possíveis. E, surpreendentemente, o texto foi avaliado como "adequado" pelos avaliadores. Os analistas acharam que o texto tinha conteúdo e que não precisava ser submetido a um 3º avaliador.
Este caso lembra o episódio do padeiro paraibano Severino da Silva, de 27 anos, que, em 2001, passou no vestibular do Curso de Direito de uma universidade carioca. Apesar de não se sentir bem na hora da prova e nem ter escrito a redação, Severino foi selecionado. E de forma espetacular: ele ficou no 9º lugar geral, com 2.562 pontos.
Caso semelhante aconteceu na cidade de Ribeirão, em Pernambuco, em 2010, onde um candidato analfabeto foi aprovado em concurso público para a prefeitura. Ele ficou em 44º lugar entre 70 candidatos.
Não podemos esquecer que na última eleição o palhaço Tiririca, candidato a deputado federal, aprovado nas urnas, foi submetido pela Justiça Eleitoral a um teste para comprovar se ele sabia ler e escrever. Parece que ele passou, já que tomou posse. O fato é que três meses antes da prova ele sumiu do mundo para fazer não se sabe o que.
Aliás, na política, a inanição cultural e educacional é espantosa. Assim como o caso do deputado Tiririca, em todas as eleições os candidatos têm que provar o mínimo de conhecimento letrado. Veja-se, por exemplo, que na cidade de Aracati, no Ceará, em 2004, os 18 candidatos foram obrigados a ler um trecho do livro infantil "O menino mágico", de Rachel de Queiróz. Três não conseguiram fazer a prova.
Coisa pior aconteceu em São Gabriel do Oeste (MS). Vinte e dois candidatos tinham que fazer uma prova. Tinham uma hora para escrever 20 palavras, fazer as 4 operações matemáticas básicas e explicar qual a sua interpretação de um texto. Apenas 11 (metade) foi aprovada. Alguns tiraram nota zero: não conseguiram sequer somar, diminuir, dividir e multiplicar.
O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2013 e a Prova Brasil de 2011 revelaram nos últimos meses que apenas 10,3% de seus estudantes do ensino médio domina os conhecimentos de matemática (adequado à sua série). Os outros 90% estão "boiando". E pior: regredimos. Em 2009, o percentual de analfabetos em matemática (em sua série) era de 11%.
Os resultados em língua portuguesa foram menos (!) dramáticos. Dos 100%, um total de 29,3% dos alunos sabe o conhecimento adequado para a série em que está. Os outros "70%" também estão "boiando". O levantamento anterior indicava o mesmo percentual.
Para finalizar, é sempre pertinente lembrar que o Brasil ainda tem 16 milhões de analfabetos. São pessoas que estão totalmente à margem da sociedade civil, do direito, da justiça, da saúde, da educação e de tudo o mais. Estão à margem da sociedade, vivendo, mais ou menos, no século 1.000 a.C.
Não bastasse isso, é importante acrescentar que, além dos analfabetos totais, o Brasil possui um total de 30 milhões de analfabetos funcionais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os analfabetos funcionais são todas aquelas pessoas que têm 15 anos ou mais de idade e que não possuem sequer quatro anos completos de estudo. Tem , portanto, uma enorme dificuldade para ler e escrever, mas, sobretudo, uma grave incapacidade para compreender o sentido de um texto ou de uma fala.
Esse é, enfim, o retrato do Brasil, em pleno início do século XX, nação que possui mais televisões do que geladeiras, ostenta o índice de dois celulares por pessoa, está completamente imersa na mania dofacebook, lê quase quatro livros por ano, idolatra os músicos do lekleklek e considera os personagens do BBB como verdadeiros intelectuais.
Concluindo: lembro o despacho da desembargadora Sirley Biondi, da 4 ª Região do TRT, de 17 de janeiro de 2007. Diante de tantas aleivosias na petição, a juíza não resistiu e teceu o seguinte comentário na sua sentença:
"Insta ser salientado que os advogados que assinaram as contra-razões necessitam com urgência adquirir livros de português de modo a evitar as expressões que podem ser consideradas como injuriosas ao vernáculo, tais como "em fasse" (no lugar de "em face"), "não aciste razão" (assiste), "cliteriosamente" (criteriosamente), "doutros julgadores" (doutos), "estranhesa" (estranheza), "discusão" (discussão), "inedoneos" (inidôneos)... Acrescenta-se, ainda, que devem os causídicos adquirir também livros de direito, à medida que nas contra-razões constam "pedidos" como se apelação fosse, o que não tem o menor cabimento." JDS. DES. SIRLEY ABREU BIONDI (RELATORA).
Leandro Marshall é professor universitário e analista em Ciência e Tecnologia do MCTI
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Adolescente e mãe de suspeito de matar a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza são ouvidos no ABC
Via G1
26.04.2013
Vítima foi morta queimada em São Bernardo do Campo nesta quinta-feira.
Mãe de um suspeito reconheceu filho em imagens divulgadas pela polícia.
A Polícia Civil ouviu na madrugada desta sexta-feira (26) um adolescente como testemunha nas investigações da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, morta queimada em São Bernardo do Campo, no ABC, nesta quinta (25). A mãe de um suspeito também foi interrogada e reconheceu o filho nas imagens de câmeras de segurança que estão em poder da Polícia Civil.
Com base em informações de uma nota da Polícia Militar divulgada nesta manhã, o G1 informou às 7h05 que um adolescente foi detido e teria confessado participação no crime. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), entretanto, corrigiu a informação da PM. Segundo a SSP, a Polícia Civil informou que o menor foi ouvido apenas como testemunha.
Na nota divulgada no início desta manhã, a PM informava que o menor foi detido e autuado. Às 8h30, porém, a PM afirmou que o adolescente, levado inicialmente como suspeito, foi interrogado na condição de testemunha pela Polícia Civil e liberado em seguida. A corporação afirma ter chegado ao menor após uma denúncia anônima informando que ele teria participado do crime.
Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
Pedido básico:
Socooooooorrrrooooooooooooooooo!!!!!!!!!
Adelidia Chiarelli
26.04.2013
Vítima foi morta queimada em São Bernardo do Campo nesta quinta-feira.
Mãe de um suspeito reconheceu filho em imagens divulgadas pela polícia.
A Polícia Civil ouviu na madrugada desta sexta-feira (26) um adolescente como testemunha nas investigações da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, morta queimada em São Bernardo do Campo, no ABC, nesta quinta (25). A mãe de um suspeito também foi interrogada e reconheceu o filho nas imagens de câmeras de segurança que estão em poder da Polícia Civil.
Com base em informações de uma nota da Polícia Militar divulgada nesta manhã, o G1 informou às 7h05 que um adolescente foi detido e teria confessado participação no crime. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), entretanto, corrigiu a informação da PM. Segundo a SSP, a Polícia Civil informou que o menor foi ouvido apenas como testemunha.
Na nota divulgada no início desta manhã, a PM informava que o menor foi detido e autuado. Às 8h30, porém, a PM afirmou que o adolescente, levado inicialmente como suspeito, foi interrogado na condição de testemunha pela Polícia Civil e liberado em seguida. A corporação afirma ter chegado ao menor após uma denúncia anônima informando que ele teria participado do crime.
Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
Pedido básico:
Socooooooorrrrooooooooooooooooo!!!!!!!!!
Adelidia Chiarelli
Indústria e comércio tentam driblar escassez de profissionais
Via blog do Noblat
26.04.2013
Roberta Scrivano e Lucianne Carneiro, O Globo Com o emprego batendo recorde no país e os gargalos da educação, as empresas têm encontrado cada vez mais dificuldade na hora de contratar. Pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral com 130 executivos de empresas de grande porte em todo o país revelou que 92% deles têm dificuldades para empregar trabalhadores preparados para os cargos que oferecem.
Entre os principais obstáculos citados na pesquisa, realizada no ano passado, 81% das respostas mencionaram a escassez de profissionais capacitados; 49% citaram a falta de experiência na função; e 42% reclamaram da deficiência na formação básica.
Leia mais em Há vagas. Falta mão de obra
26.04.2013
Roberta Scrivano e Lucianne Carneiro, O Globo Com o emprego batendo recorde no país e os gargalos da educação, as empresas têm encontrado cada vez mais dificuldade na hora de contratar. Pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral com 130 executivos de empresas de grande porte em todo o país revelou que 92% deles têm dificuldades para empregar trabalhadores preparados para os cargos que oferecem.
Entre os principais obstáculos citados na pesquisa, realizada no ano passado, 81% das respostas mencionaram a escassez de profissionais capacitados; 49% citaram a falta de experiência na função; e 42% reclamaram da deficiência na formação básica.
Leia mais em Há vagas. Falta mão de obra
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