domingo, 5 de maio de 2013

Energia eólica é desperdiçada por falta de linhas de transmissão no NE

Jornal Nacional
04.05.2013

Desperdício dos parques eólicos já virou prejuízo para o governo federal.
Produção seria suficiente para abastecer 3,3 milhões de pessoas.


No Nordeste, a falta de linhas de transmissão em três estados impede que a energia produzida pelo vento chegue à casa de milhares de brasileiros. Esse desperdício já virou prejuízo para o governo.

Além da paisagem exuberante, as praias do Nordeste reúnem condições ideais para mover geradores de energia limpa. Na região, não há barreiras para o vento, que é constante. Por isso, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), das 92 usinas em operação no país, 60 estão na região.

"A energia eólica hoje é um meio alternativo, até mesmo para economizar água nos reservatórios. Então, no período de seca, você tem energia eólica gerando para poder suprir essa necessidade", explica o gerente do Parque Eólico, Christian Luz.

O uso do vento na matriz energética brasileira cresceu 73% em um ano. Hoje, a energia eólica representa cerca de 2% da capacidade de energia elétrica disponível no Brasil. Mas poderia ser mais aproveitada.

Para chegar até os consumidores, a energia gerada depende das redes de transmissão, que não são de responsabilidade das empresas que mantém os parques eólicos. E este tem sido um dos principais problemas do setor.

Veja a matéria completa. Veja o vídeo.

Agrotóxico que atingiu escola em Goiás não pode ser lançado por avião

Jornal Nacional
04.05.2013

Suspeita é que piloto de aeronave que pulverizou a substância tenha desrespeitado normas de segurança.

O agrotóxico que atingiu crianças e funcionários de uma escola no interior de Goiás não tinha autorização para ser pulverizado por avião. O plano de voo da aeronave e o recibo da venda vão ser analisados pela polícia.

Um dia depois, e oito crianças ainda estavam passando mal por causa do agrotóxico que foi pulverizado sobre a escola. Elas passaram o dia no hospital tomando soro. Muitas ainda estão vomitando, com dor de cabeça e irritação na pele.

O acidente foi nesta sexta-feira (3). Segundo testemunhas, era hora do recreio quando alunos e funcionários da escola foram surpreendidos por uma chuva de agrotóxico. O veneno seria usado em uma plantação perto do local.

Ao todo, 29 crianças e oito adultos começaram a passar mal minutos depois. Todos foram levados para hospitais e por recomendação médica passaram a noite em observação em uma escola. Só na manhã deste sábado (4) puderam voltar para casa.

“Ele passou em cima da escola e todo o veneno caiu em cima de nós“, descreve Isac Souza Ferreira, de 11 anos.

O piloto disse que não viu que era uma escola. Ele foi preso juntamente com um funcionário e o dono do avião. Eles são investigados por crime ambiental, uso irregular de agrotóxico e lesão. O dono do avião, Rui Alberto Textor, disse que foi um incidente. “Em hipótese alguma, um ser humano chamado piloto agrícola iria fazer um trabalho sabendo que ali existia alguém”, diz ele.

No receituário emitido pelo vendedor do agrotóxico está escrito que o produto é proibido para "aplicação aérea". Além disso, ele é indicado para soja, e a plantação no local é milho.

Fiscais do meio ambiente e a policia estão investigando o caso. O plano de voo da aeronave e documentos sobre o produto usado para pulverizar a área foram recolhidos e serão analisados pelos investigadores. A suspeita é que o piloto tenha desrespeitado normas de segurança.

Veja o vídeo.

sábado, 4 de maio de 2013

Punição de menor por crime dura menos tempo no Brasil

Via blog do Noblat
04.05.2013

País não cria opção para punir com mais rigor menores envolvidos em crime violento

Sérgio Roxo, O Globo

 Apesar de ter a maioridade penal igual à do Brasil, um grupo de países da Europa e das Américas possui em suas leis possibilidades de punições mais severas para adolescentes que cometem infrações graves. Há casos em que o tempo de privação de liberdade para menores de 18 anos pode chegar a 15 anos, sem contar países nos quais o que vale é a gravidade do crime, como no caso da Inglaterra. No Brasil, a punição máxima prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é de três anos de internação.

Leia mais em Punição de menor por crime dura menos tempo no Brasil


Chuva de agrotóxico hospitaliza 37 alunos e funcionários de escola

Jornal Nacional
03.04.2013

Veneno partiu de avião agrícola que sobrevoava lavoura de milho. Os atingidos, na maioria crianças, sofreram de dores de cabeça e vômito.

A polícia de Goiás prendeu o piloto de um avião agrícola que despejou agrotóxico perto de uma escola rural no municipio de Rio Verde. Vinte e nove crianças e oito adultos foram intoxicados

Segundo testemunhas, era hora do recreio, quando alunos e funcionários da escola foram surpreendidos por uma chuva de agrotóxico.

"As crianças estavam se coçando demais, então eu falei para colocar elas no chuveiro e dar um banho nelas para parar a piniqueira", contou o agricultor Nilton Batista Ferreira.

Trinta e sete pessoas, a maioria crianças, foram socorridas em hospitais da região com dor de cabeça e vômito. Depois de medicadas, receberam alta.

De acordo com a polícia, o veneno partiu de um avião agrícola, que é muito usado no combate de pragas na agricultura. A aeronave estava sobrevoando uma lavoura de milho.

A principal suspeita é que o piloto tenha feito alguma manobra que liberou o agrotóxico em cima da escola, que fica em um assentamento rural, em Rio Verde, a 200 quilômetros de  Goiânia.

A Polícia Civil anunciou no início da noite de sexta-feira (3) que o piloto foi preso em flagrante por crime ambiental e por desrepeitar as normas sobre o uso de agrotóxico.

"Eles não respeitaram o limite mínimo de distância dessa escola, portanto, colocaram em risco todas aquelas crianças", disse o delegado regional Danielo Fabiano Carvalho.

O dono do avião disse que o piloto não notou que o prédio era uma escola e que ele seguiu todas as normas de segurança para a pulverização de lavouras.

Além do piloto, foram presos o dono do avião e o responsável técnico da empresa que fez essa pulverização. No início da noite desta sexta-feira (3), a direção dessa empresa disse que não houve despejo de veneno diretamente sobre a escola. A secretaria de saúde de Goiás recomendou às pessoas intoxicadas que retornem aos hospitais, para ficar em observação po mais 48 horas.

Veja o vídeo.

Pedido básico: 
Socooooooorrrroooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!! 
Adelidia Chairelli

El abuso infantil modifica la genética de las víctimas

No Tendencias 21
02.05.2013

Los resultados de un estudio realizado en Estados Unidos y Alemania sugieren que la impronta genética puede verse alterada por las experiencias vitales de la infancia. En concreto, los científicos detectaron que el abuso infantil puede modificar la actividad de los genes relacionados con el desarrollo del sistema nervioso y con la regulación del sistema inmunológico. Por Yaiza Martínez.

clique no texto acima para ler a matéria completa

El cerebro decide cuánto vivirás

Via La Vanguardia
Por JOSEP CORBELLA
01.05.2013

Científicos de EE.UU. alargan la vida un 20% en experimentos con ratones | El envejecimiento coordinado de los distintos órganos se regula desde el hipotálamo

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R$ 18 mil, eis quanto ganha mordomo de Renan

Via blog do Josias de Souza
Por Josias de Souza
03.05.2013

No Brasil, o absurdo adquiriu uma admirável naturalidade. O excesso de inusitado faz do brasileiro um ser que se espanta cada vez menos. O país suprimiu dos seus hábitos o ponto de exclamação. Sob essa atmosfera de generalizado torpor, a turma de Brasília sente-se à vontade para torrar a verba pública como se fosse dinheiro grátis.

Veja-se, por exemplo, a penúltima do Senado, revelada pelo repórter Vinicius Sassine: Renan Calheiros (PMDB-AL) dispõe na residência oficial de presidente do Senado de um mordomo e dois garçons. Foram nomeados por atos secretos. Espanto! O mordomo, Francisco Joarez Cordeiro Gomes, recebeu R$ 18,2 mil em março. Pasmo!! Os garçons, Francisco Hermínio de Andrade e Djalma da Silva Lima, beliscaram R$ 10,7 mil e R$ 11,6 mil, respectivamente. Estupefação!!!

CONTINUA!

Estudantes da UnB criam formulário para denunciar professores ausentes


JC e-mail 4718, de 03 de Maio de 2013.
Estudantes da UnB criam formulário para denunciar professores ausentes


A proposta de alunos da Faculdade de Direito ganhou a admiração de universitários de outros cursos e até de outras unidades da Federação . Há caso de até 80% de faltas em um semestre

As normas acadêmicas da Universidade de Brasília (UnB) mandam o aluno frequentar ao menos 75% das aulas nas disciplinas em que estiver matriculado. Caso contrário, reprova automaticamente. Nenhuma regra, no entanto, estabelece frequência mínima ou punição aos professores faltosos. Mas alunos da Faculdade de Direito criaram um formulário para registrar as ausências dos docentes. A proposta ganhou a admiração de universitários de outros cursos e até de outras unidades da Federação. A direção da faculdade vai analisar a possibilidade de institucionalizar a iniciativa.

A inconstância de alguns professores não é novidade na vida acadêmica. Mas a ausência de quase 80% do semestre de um professor revoltou os matriculados na disciplina, geralmente oferecida no 5º semestre. Das conversas nos corredores e no Centro Acadêmico de Direito (Cadir), surgiu a ideia de uma espécie de folha de ponto às avessas. "Criamos essa ficha porque, sempre que levávamos as reclamações à coordenação, diziam que sem um documento para provar a falta, nada poderia ser feito", conta Marcos Vinícius Queiroz, coordenador-geral do Cadir.

(Ariadne Sakkis / Correio Braziliense)

Mais um artigo de cientista da USP é cancelado


JC e-mail 4718, de 03 de Maio de 2013.
Mais um artigo de cientista da USP é cancelado


Pela segunda vez, artigo de autoria do diretor do Instituto de Ciências Biomédicas foi retirado de uma publicação, deixando de ter validade como parte da literatura científica

Um artigo de autoria do diretor do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas) da USP, Rui Curi, foi "despublicado" nesta semana, deixando de ter validade como parte da literatura científica. Esse é o segundo artigo de Curi retirado de uma publicação. No começo de janeiro, um trabalho assinado por ele e por ex-alunos seus sofreu o mesmo processo após denúncias do blog especializado "Science Fraud".

O artigo agora retratado foi publicado no periódico "Journal of Endocrinology" em 2007 e já havia sido alvo de uma errata publicada no começo do ano, por conter imagem "substancialmente similar" a outra de um trabalho do próprio Curi publicado na revista "Clinical Science".

Os editores do periódico revisaram a justificativa dos autores que baseou a errata e concluíram que, tendo em vista os princípios éticos da revista, o artigo deveria sofrer uma retratação e não apenas uma correção.

A autora principal do artigo foi aluna de doutorado de Rui Curi. Após a "despublicação" do primeiro artigo, em janeiro, a reitoria da USP constituiu uma comissão de especialistas para analisar a conduta do diretor do ICB.

O prazo inicial de 60 dias para a apresentação do relatório foi prorrogado por mais 30 dias. Depois disso, foi pedido um parecer externo sobre o caso e o prazo foi novamente estendido, agora para o começo de maio.

Rui Curi foi procurado ontem (30) para comentar o caso, mas não atendeu às ligações.

(Fernando Tadeu Moraes / Folha de São Paulo)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ciência de menos


JC e-mail 4718, de 03 de Maio de 2013.
Ciência de menos


Editorial do jornal Folha de São Paulo

A situação do ensino de ciências no Brasil é tão calamitosa que qualquer iniciativa do governo federal para revertê-la seria bem-vinda, só por existir. Um programa em preparo pelo Ministério da Educação vem interromper, em boa hora, a inércia que tem condenado nossos jovens à mediocridade científica.

Não é de hoje que esse setor da educação básica vive em crise. Faltam não só bons professores --há carência até dos menos preparados. Sem aulas de matemática, física, biologia e química, decentes ou não, os estudantes se desinteressam e aprendem pouco. Raros deles consideram seguir a carreira docente, menos ainda nessas áreas, o que realimenta o preconceito geral contra a ciência.

Várias medidas estão em consideração, de bolsas de estudo para alunos do ensino médio que se interessem por ensinar tais disciplinas a aulas de reforço para universitários que já estejam nos cursos de licenciatura dessas áreas.

Mais controversa se mostrou a proposta de uma pós-graduação em prática de ensino para os já licenciados. Não pela orientação do curso --com efeito, é de ferramentas pedagógicas e não de teorias de aprendizagem que os docentes brasileiros carecem--, mas pela ideia de vincular a concessão do diploma ao desempenho dos alunos na matéria que o pós-graduando lecionar na rede pública.

Há que debater mais essa vinculação. É difícil medir o progresso de alunos atribuível ao desempenho de um único professor; além disso, soa excessivo cobrar dele resultados antes mesmo de concluído o curso de aperfeiçoamento.

Alguma coisa, por certo, é urgente fazer. O resultado da negligência até aqui observada --que não é só do governo, mas de toda a sociedade-- se encontra visível nas estatísticas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), baseadas em exames padronizados que se aplicam em dezenas de países e classificam os alunos em seis níveis de proficiência.

Em 2009, última prova de ciências do Pisa, o Brasil ficou em 53º lugar entre 65 nações. Apesar de alguma melhora, 83% de nossos alunos param no nível dois, provando-se incapazes de formular explicações e tirar conclusões de pesquisas que não sejam triviais.

É preciso muito mais que isso para construir e desenvolver um país.

Responsabilidade de Proteger é tema de debate

Via Agência FAPESP
Por Karina Toledo
02.05.2013

Agência FAPESP – Adotado de forma consensual pelos Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005, o conceito de Responsabilidade de Proteger (R2P, na sigla em inglês) – que pode ser entendido como o direito ou o dever da comunidade internacional em intervir para proteger populações civis contra crimes de guerra, genocídio, crimes contra a humanidade ou limpeza étnica – está longe de ser unanimidade entre os especialistas em Direito e Relações Internacionais.
Um panorama dos debates atuais sobre o tema foi traçado no dia 25 de abril, durante o Colóquio Internacional “A Responsabilidade de Proteger em questão: um debate franco-brasileiro”, realizado pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com Consulado Geral da França e apoio do Círculo Lévi-Strauss.
O evento contou com a participação do presidente da FAPESP e ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Lafer, e do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, editor da revista Política Externa e consultor de comunicação da FAPESP.
Durante a abertura, o embaixador da França no Brasil, Bruno Delaye, afirmou que a R2P é um conceito ao qual seu país está profundamente ligado, referindo-se ao fato de que muitos teóricos consideram o conceito uma evolução do “direito de ingerência” – proposto por políticos franceses há mais de 20 anos.
“É um princípio voltado para a ação, que nos permite salvar vidas. A França defende a concepção ampla desse princípio, deixando espaço para aspectos não militares, mas sem descartar medidas coercitivas”, afirmou. Continua.


"Tudo passa na Lei Rouanet", diz Lobão em entrevista

Via Folha de São Paulo Ilustrada
02.05.2013

Em uma hora e meia de entrevista concedida em sua casa, em Pompeia, zona oeste de São Paulo, Lobão ampliou os ataques de seu livro.

 Em livro, Lobão ataca artistas e políticos, como Racionais, Roberto Carlos e Dilma

Entre diversos assuntos, disse que o país se encaminha para um novo golpe de Estado, criticou o passado da presidente Dilma Rousseff e a postura da líder brasileira na Comissão da Verdade.

Veja a matéria completa.

Canal Saúde, a TV da Fiocruz, estreia Tome Ciência no sábado


JC e-mail 4717, de 02 de Maio de 2013.
Canal Saúde, a TV da Fiocruz, estreia Tome Ciência no sábado


Exibição é uma das novidades da nova grade que a emissora estreou na última segunda-feira

O Canal de TV da Fiocruz passa a exibir o programa "Tome Ciência" às 20 h dos sábados, a partir deste dia 4 de maio. Passam a ser agora 27 as emissoras, entre educativas, universitárias e legislativas de todo o país que exibem o programa.

A exibição do "Tome Ciência" é uma das novidades da nova grade que o Canal Saúde estreou na última segunda-feira (29). Com o aumento da programação de 10 para 14 horas diárias, foram incluídos novos programas, entre produções próprias e aquisições. Com a previsão de se transformar em canal aberto no novo sistema de TV digital, o Canal Saúde se prepara para exibir 24 horas de programação diária.

A programação pode ser assistida pelas parabólicas com recepção digital, pela internet (www.canal.fiocruz.br/aovivo/index.php) e no canal 910 da Oi TV.

Unicamp lança site com videoaulas gratuitas


JC e-mail 4717, de 02 de Maio de 2013.
Unicamp lança site com videoaulas gratuitas


Novo portal é uma plataforma aberta com conteúdos livres e gratuitos produzidos pelos professores da instituição

Parece que as universidades brasileiras estão realmente de olho no movimento, que tem ganhado força internacionalmente, de oferecer conteúdos gratuitamente pela internet. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é uma delas e lançou o portal e-Unicamp, uma plataforma aberta com conteúdos livres e gratuitos produzidos pelos professores da instituição. O  portal  entrou no ar com 50 videoaulas de diferentes cursos da graduação e pós-graduação, animações e um banco com mais de mil imagens. "Desde que a internet surgiu, a gente vê o quanto é difícil manter algo fechado. Precisamos abrir todos os conteúdos. Isso é uma coisa fantástica, já que permite às pessoas o acesso a arte, cultura e ciência", afirma Vera Solferini, professora da Unicamp responsável pelo projeto. Continua.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Os perigos de uma história única
Chimamanda Adichie







Valeu, Rosina!

La desigualdad económica favorece el aumento de trastornos mentales

Via sinc - Espanha
12.04.2013

La estrecha relación existente entre pobreza y salud es evidente: las personas más pobres enferman más y mueren antes que las ricas. Además existe una correlación entre desigualdad económica y enfermedad mental. Estudios recientes revelan que países desarrollados con altos niveles de desigualdad, como EE UU y Reino Unido, tienen una proporción mayor de enfermos mentales que países como Nigeria, Dinamarca o Noruega, con una brecha menor.

Fernando Pérez del Río, coordinador terapéutico de Proyecto Hombre Burgos, ha publicado un artículo en el último número de la revista Norte de Salud Mental en el que revisa todos los trabajos sobre desigualdad y salud mental en la última década, mayoritariamente investigaciones realizadas por países anglosajones en las que se analizan las mismas variables.

“He localizado 20 estudios, ninguno de ellos en castellano, y dos variables que son importantes. La primera es que una mayor desigualdad entre ricos y pobres aumenta el porcentaje de enfermedad mental. La cohesión social se rompe y la desigualdad genera mucha tensión. La segunda variable se relaciona con los valores que tenga esa sociedad, ya que no es lo mismo ser pobre en un país pobre que ser pobre en un país rico. Es mucho más problemático y enfermizo lo segundo”, detalla Pérez del Río.

En relación con la primera de las variables, el estudio concluye que el grado interno de igualdad o desigualdad económica que presenta un país condiciona directamente la salud mental de sus ciudadanos. Por ello, EE UU o Reino Unido presentan más problemas de salud mental que Suecia, Finlandia o los Países Bajos, por ejemplo, países con bajos niveles de desigualdad.

“La desigualdad económica favorece el aumento de los trastornos mentales y contribuye a crear una sociedad ansiógena, estresada y frágil. No olvidemos que el trastorno mental también es una construcción social”, apunta el investigador.

Respecto a la segunda de las variables, la asociada con los valores de la sociedad, “está demostrado que ser pobre y vivir en una zona rica puede resultar más dañino para la salud que ser aún más pobre pero vivir en una zona de extrema miseria”. Esto tiene que ver, agrega, con la visión de la pobreza y el fracaso en cada una de estas sociedades. Continua

Soja, cana e pecuária avançam sobre o Centro-Oeste

Via Jornal da UNICAMP
22 de abril de 2013 a 29 de abril de 2013 – ANO 2013 – Nº 558
Por MANUEL ALVES FILHO

O crescimento da produção de soja, cana-de-açúcar e pecuária bovina no Centro-Oeste do Brasil, registrado em anos recentes, se deu principalmente por causa da ocupação de novas áreas. Como consequência do avanço da fronteira agrícola, a região tem registrado a substituição de culturas, a degradação de solo e o desflorestamento. As constatações fazem parte da tese de doutorado de Vivian Helena Capacle Correa, defendida no Instituto de Economia (IE) da Unicamp, sob a orientação do professor Walter Belik. A autora contou com bolsas concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação, e Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento.

De acordo com Vivian, embora o rendimento das três atividades tenha aumentado, em razão da adoção de manejos adequados e de tecnologias avançadas, como o uso de novos cultivares, é a ocupação de novas áreas que tem impulsionado o crescimento da produção no Centro-Oeste. O avanço em direção à região, conforme a pesquisadora, tem sido estimulado por diversos fatores. Entre eles está a disponibilidade de terras. “São Paulo continua sendo o maior produtor de cana-de-açúcar do país, mas o Estado já está saturado. Assim, a alternativa encontrada pelas usinas para atender à crescente demanda por etanol, por exemplo, é levar a cultura para outras áreas, notadamente os estados do Centro-Oeste”, explica.

Outro aspecto que tem atraído o interesse dos produtores pela região é a disposição das prefeituras em oferecer incentivos como a anistia de impostos ou a doação de terras. Durante o trabalho de campo que realizou para a pesquisa do seu doutorado, Vivian teve a oportunidade de entrevistar inúmeros atores envolvidos com o tema, entre eles prefeitos. “No contato que tive com eles, alguns admitiram que os municípios ofereciam esses estímulos porque a chegada dos empreendimentos agropecuários traziam vantagens como a geração de emprego e o fortalecimento da economia local”, relata a pesquisadora.

É o que teria ocorrido na cidade de Quirinópolis, em Goiás, com a chegada da Usina Boa Vista, do Grupo São Martinho, um dos maiores do Brasil no segmento sucroalcooleiro. A usina pretende moer oito milhões de toneladas de cana por safra, estabelecendo-se como a maior unidade processadora em atividade no Brasil. “Na entrevista, o prefeito me disse que o município cedeu a área da unidade industrial da usina e os programas de redução de impostos atraíram a empresa para a sua cidade. Ainda segundo ele, com a chegada da Boa Vista e a expansão da cana-de-açúcar houve a geração de novos postos de trabalho e o aumento da arrecadação de impostos. Graças a isso, ele disse ter conseguido ampliar a oferta de serviços à população, através da construção de postos de saúde e creches”, informa Vivian.

IMPACTO AMBIENTAL

Se o segmento econômico experimentou avanços em alguns municípios do Centro-Oeste a partir desse movimento, o mesmo não se pode dizer do meio ambiente, conforme constatou a investigação promovida por Vivian. A autora da tese afirma que a expansão das três atividades analisadas no seu trabalho, notadamente a plantação de cana, tem provocado mudanças na região. Uma delas diz respeito à substituição de culturas. O arroz e o feijão, que foram importantes para a região, perderam espaço para os canaviais. Além disso, a própria pecuária extensiva, que também sempre se destacou naquele pedaço do país, tem sido gradativamente substituída pela cana.

Vivian explica que a cana chegou ao Centro-Oeste no momento em que a pecuária começava a apresentar declínio. “Por causa disso, muitos pecuaristas decidiram vender ou arrendar as suas terras para o plantio de cana. Alguns desses produtores passaram a viver de renda e foram morar nas cidades. Outros, porém, transferiram a produção para áreas mais distantes. Embora uma corrente diga que eles se instalaram na própria região, há registros de que muitos deles estão migrando em direção ao Norte, inclusive para o Pará, sob o bioma Amazônia, onde estão implantando novas pastagens, algumas em terras ocupadas originalmente por florestas. “O resultado dessa migração é perceptível. Em Goiás, eu visitei um frigorífico dotado de equipamentos moderníssimos, mas que está desativado. A explicação é a de que já não há mais nas imediações produtores que forneçam animais para o abate”, aponta a autora da tese.

Nas entrevistas que fez com políticos e gestores públicos, Vivam diz ter apurado dois pontos fundamentais em relação à questão da degradação do meio ambiente. Um deles é o fato de não haver uma consciência ambiental difundida entre as sociedades locais. “O prefeito de Quirinópolis, por exemplo, reforçou que ele quer mais é que a cana tome mesmo conta das áreas agrícolas do município. A preocupação mais imediata é com o crescimento econômico e a geração de empregos”, conta. O outro ponto refere-se à inexistência de políticas de zoneamento econômico e ecológico no Centro-Oeste como um todo. Com exceção de Mato Grosso do Sul, que conta com zoneamento próprio, os outros dois estados, Mato Grosso e Goiás, não dispõem de legislação nesse sentido.

Veja a matéria completa.

Quase 900 milhões de pessoas vão dormir com fome. Relatório aponta risco de uma catástrofe

Via EcoDebate
30.04.2013

“Temos um problema muito importante. Quase 900 milhões de pessoas vão dormir com fome, o que é um desastre para a humanidade, para a ONU e para os Objetivos do Milênio. Se as coisas não mudarem, teremos uma catástrofe alimentar. Temos que intervir, agora, para resolver problemas que serão inevitáveis dentro de 50 anos”. O economista Gonzalo Fanjul foi o encarregado, neste meio dia, de dar voz para “O desafio da fome”, um relatório elaborado por Mãos Unidas, com a colaboração da AECID e que foi apresentado na Universidade Pontifícia Comillas.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada no sítio Religión Digital, 24-04-2013. A tradução é do Cepat.

Entre as propostas deste relatório, Mãos Unidas advoga por uma “mudança de sistema econômico”, que elimine o consumo desenfreado e que incorpore decisões políticas que freiem a destruição ambiental. “Urge enfrentar o problema orientando os sistemas de produção de alimentos, as regras econômicas e as decisões políticas para garantir o direito à alimentação, acima de qualquer interesse”, destaca o relatório, que sustenta que “ao menos uma em cada seis pessoas não tem alimentos suficientes para ser saudável e levar uma vida ativa. A fome e a desnutrição são consideradas, em nível mundial, o principal risco para a saúde, mais do que a AIDS, a malária e a tuberculose juntas”.

“Jogamos 30% dos alimentos produzidos, afetando tanto o meio ambiente como o seu preço”, uma situação que é absolutamente inapresentável, sustenta o relatório, que acrescenta que três quartas partes dos que sofrem a fome vivem em áreas rurais, principalmente na Ásia e África, expostos a secas e inundações.

Por isso, Mãos Unidas propõe aplicar reformas agrárias e outros mecanismos que garantam aos pobres o acesso a terra, para que possam cultivar seus alimentos e gerar excedentes de maneira sustentável.

Entre suas recomendações, inclui a de vigiar as novas gerações de biocombustíveis, de maneira que não afetem a disponibilidade de terra para os pequenos camponeses, além de limitar a possibilidade de que investidores privados e governos estrangeiros adquiram grandes extensões de terras cultiváveis nos países em vias de desenvolvimento.

Segundo o relatório anual da FAO, “O Estado de insegurança alimentar no mundo – 2012”, atualmente há 870 milhões de pessoas com fome.

Veja a matéria completa.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Las habilidades matemáticas dependen más de la memoria que del cociente intelectual

Via Tendencias 21/SINC
30.04.2013

 Después de recibir clases particulares de matemáticas, no todos los niños mejoran por igual sus aptitudes en la asignatura. Los científicos saben que la clave de esta diferencia debe estar en el cerebro. Ahora, investigadores de la Universidad de Stanford (EE UU) han estudiado los factores cerebrales que intervienen en la efectividad del aprendizaje.

El estudio, publicado esta semana en la revista PNAS y liderado por Kaustubh Supekar, científico de la institución estadounidense, recoge el análisis de 24 niños de ocho a nueve años con diferentes niveles de destreza.

"Sorprendentemente, el cociente intelectual y las habilidades numéricas, indicadores tradicionales del aprendizaje, no se asocian con un progreso en matemáticas", afirma el investigador.

Lo que determina el grado de mejora es la forma y la conectividad funcional del hipocampo –un área del cerebro crítica para la formación de la memoria–, que "desempeña un papel fundamental en la determinación de cuánto y cómo el niño aprende matemáticas", subraya Supekar.

Los hallazgos pueden ayudar a explicar por qué algunos niños se benefician más de las tutorías que otros. Según concluyen los autores, el trabajo aumentará las posibilidades de identificar a los alumnos que requieren enfoques pedagógicos alternativos o una tutoría intensiva.

Más información


SINC

Munduruku acusam governo de mentir publicamente sobre encontro; leia nota na íntegra

Via Conselho Indigenista Missionário
Por Ruy Sposati, de Jacareacanga (PA)
29.04.2013

Os Munduruku lançaram documento desmentindo nota da assessoria de imprensa da Secretaria Geral da Presidência da República que afirma ter ocorrido reunião entre governo federal e indígenas. Segundo documento da Associação Pusuru, entidade representativa dos indígenas, a reunião não aconteceu, apesar da insistência dos Munduruku.

“Nós nos preparamos, discutimos por dois dias entre nós a nossa proposta, a nossa posição [sobre as barragens], porque no terceiro dia o governo ia vir. Mas não veio, não quis vir, porque tratou a gente como selvagem, dizendo que íamos atacá-los”, explica Cândido Waro, presidente da Associação. Continua.

‘Estamos indignados com o governo brasileiro’, diz Povo Munduruku em carta

Via Conselho Indigenista Missionário
27.04.2013

Depois dos representantes da Secretaria Geral da Presidência da República se negarem a comparecer ao encontro marcado com lideranças Munduruku na Aldeia Sai Cinza, município de Jacareacanga (PA), no último dia 25, a Associação Indígena Pusuru divulgou carta repudiando a decisão dos integrantes do governo. Os representantes do governo justificaram a decisão ante uma imaginada violência a ser praticada pelos indígenas. Diziam temer violências, sem lembrar que quem matou um indígena Munduruku com um tiro na cabeça foi um delegado da Polícia Federal, comandante da Operação Eldorado, ainda sem punição ou ao menos afastado do cargo.

‘Quem chegou armado na cidade de Jacareacanga foi o governo, com a Polícia Federal e a Força Nacional. Segundo Nilton (representante do governo), o ministro Gilberto Carvalho desautorizou a delegação a vir a nossa aldeia, e tentou impor uma reunião na cidade de Jacareacanga, sob presença militar. E isso nós não aceitamos’, diz a carta que segue na íntegra.

Miedo en Brasil a una “limpieza” de los sin techo por la celebración del Mundial

No El País
Por Juan Arias
29.04.2013

El Centro Nacional de Defensa de los Derechos Humanos, un organismo patrocinado por la Conferencia Episcopal de Brasil, se ha mostrado preocupado por una posible “limpieza social” de las personas sin techo, con motivo de la celebración del Mundial de Fútbol del próximo año. Continua

Garimpeiros e mulheres são os mais vulneráveis à aids

Via Agência USP de Notícias
Por Mariana Melo - mariana.melo@usp.br
20.04.2013

Mulheres de baixa escolaridade e homens que trabalham nas regiões de garimpos se mostraram mais vulneráveis à infecção por HIV no Norte do Brasil. A identificação foi feita em grupos da sociedade da região de Santarém, no oeste do Pará, que eram portadores do vírus. O estudo realizado pelo médico infectologista e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Paulo Afonso Martins Abati, analisou os perfis sociodemográficos da população com HIV da região para conhecer o perfil local da epidemia.

Ainda que a incidência de HIV tenha se estabilizado no Sudeste, nas regiões Norte e Nordeste esses níveis, entre 1999 e 2010, apresentaram crescimento. Visto a carência de dados anteriores, o trabalho não pode definir se a epidemia na região é recente ou apenas recém-descoberta. Dos fatores que podem justificar esta frequência alta, Abati destaca o grande número de homens mais velhos com parceiras muito jovens e o elevado número de mulheres desamparadas e sem escolaridade, além do costume de homens manterem relações com mais de uma parceira ser socialmente mais aceito.

“A despeito dos serviços de atenção às pessoas que vivem com HIV/aids na região terem melhorado nos últimos dez anos, as pessoas ainda descobrem tardiamente que têm o vírus” diz Abati. “Muitas descobrem quando já estão muito doentes, ainda que, agora, a oferta do teste esteja maior”. Esse diagnóstico tardio implica em maiores dificuldades para tratar a doença. “A região possui o maior índice proporcional de mortalidade por aids do Brasil”, conta. Continua

Transtorno mental resulta em longos afastamentos do trabalho

Via Agência USP de Notícias
Por Júlio Bernardes - jubern@usp.br
30.04.2013

No Brasil, os transtornos mentais são a terceira causa de longos afastamentos do trabalho por doença e levaram ao pagamento de mais de R$ 211 milhões de novos benefícios previdenciários em 2011. Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, pesquisa do médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior mostra que um ambiente de trabalho com pouco apoio social, excessivas demandas e baixo controle sobre as tarefas, recompensas inadequadas ao nível de esforço do trabalhador e o comprometimento individual excessivo são fatores que aumentam a chance de ocorrência de afastamento. O trabalho recomenda uma melhor investigação sobre as condições psicossociais no ambiente de trabalho para implantação de ações de prevenção, além de maior fiscalização das empresas por parte de orgãos públicos.

O estudo procurou discutir os fatores associados ao afastamento do trabalho por transtornos mentais. “No Brasil, estes afastamentos estão atrás apenas dos traumas e doenças osteomusculares”, afirma Silva-Júnior, lembrando que, “de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em alguns anos se tornarão o principal motivo para os trabalhadores se afastarem do trabalho em todo o mundo”. Em 2011, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais de 211 mil pessoas foram afastadas devido ao adoecimento mental por prazo superior a 15 dias e passaram a receber benefício auxílio-doença. “O valor total gasto com pagamento de novos benefícios supera os R$ 200 milhões, o que reforça a necessidade econômica de medidas de prevenção para evitar o adoecimento”. Continua

Pesquisadora tenta definir o conceito de felicidade


JC e-mail 4716, de 30 de Abril de 2013.
Pesquisadora tenta definir o conceito de felicidade


Artigo de Elizabeth Weil publicado no The New York Times e traduzido pela Folha de São Paulo

Sonja Lyubomirsky diz que você tem um nível fixo de felicidade, que é parcialmente codificado nos seus genes. Sua sensação de felicidade aumenta quando uma coisa boa acontece e diminui quando a coisa é ruim.

Mas, nos dois casos, não demora muito até que seu humor volte ao nível fixo, num fenômeno que a ciência chama de "adaptação hedônica". Você sabe, a gente se acostuma com tudo.

Com seu livro "A Ciência da Felicidade", de 2007, e com a sequência "The Myths of Happpiness" (Os mitos da felicidade), lançado neste ano, Lyubomirsky, professora de psicologia da Universidade da Califórnia, em Riverside, firmou-se como um baluarte da indústria da felicidade.

Suas conclusões podem ser provocativas e, às vezes, contraintuitivas. Locatários são mais felizes que senhorios, diz ela. Interromper experiências positivas as torna mais agradáveis. Atos de gentileza tornam as pessoas mais felizes, mas não se elas forem compelidas a realizarem o mesmo ato com excessiva frequência --levar café na cama para a pessoa amada é uma delícia, fazer isso todos os dias parece uma obrigação.

Lyubomirsky talvez pareça uma improvável guru do humor.

"Eu realmente odeio todas as carinhas sorridentes, arco-íris e gatinhos", disse. Ela não costuma listar as dádivas que recebe nem escrever cartas de gratidão, embora suas pesquisas sugiram que isso torne as pessoas mais felizes.

Durante anos, temendo que o estudo sobre como aumentar a felicidade fosse considerado fútil demais, ela preferiu focar com distanciamento clínico, quase antropológico, as características categóricas das pessoas felizes e infelizes. Mas todos lhe perguntavam: como a felicidade funciona? Como ser mais feliz?

Então Lyubomirsky finalmente voltou sua pesquisa para essas perguntas.

Ela descobriu que os infelizes se importam muito com comparações e resultados. Eles tendem a se sentir melhor quando recebem avaliações ruins, mas ficam sabendo que outros se saíram ainda pior, do que quando recebem excelentes avaliações, mas sabem que outros foram melhores.

Em uma experiência, ela pedia a dois voluntários por vez que usassem marionetes para dar uma lição de amizade a uma audiência infantil imaginária. Depois, os manipuladores eram avaliados comparativamente: você foi ótimo, mas seu parceiro foi melhor, ou você foi mal, mas seu parceiro foi pior.

Os voluntários que estavam felizes antes da avaliação em geral se importavam pouco ao saber que haviam sido inferiores aos colegas.

Os voluntários infelizes ficavam desolados. Escreve Lyubomirsky: "Parece que os indivíduos infelizes compraram a máxima irônica atribuída a Gore Vidal: 'Para a verdadeira felicidade, não basta ter sucesso... Os amigos devem fracassar'".

Isso, diz ela, provavelmente explica por que tanta gente conhece a palavra alemã "Schadenfreude" (alegria com a desgraça alheia) e quase ninguém conhece o termo iídiche "shep naches" (alegria com o sucesso alheio).

Lyubomirsky, 46, nasceu em Moscou e emigrou aos nove anos para os EUA com os pais e o irmão, com ajuda da Sociedade Hebraica de Auxílio ao Imigrante.

Na Universidade Harvard, foi aluna de Brendan Maher, apontado como o responsável por ter transformado a psicologia de uma ciência "fraca", baseada em observações, em uma "forte", baseada em dados. Após a faculdade, ela se transferiu para a Universidade Stanford, na Califórnia, onde seu orientador a aconselhou a estudar a felicidade.

"Na época", disse Lyubomirsky, "só uma pessoa estudava a felicidade: Ed Diener. Chamava-se então 'bem-estar subjetivo', e o tópico era considerado muito obscuro".

Lyubomirsky passou aquela década tentando definir como eram as pessoas felizes e as infelizes. Segundo seu amigo Andrew Ward, hoje no departamento de psicologia do Swarthmore College, na Pensilvânia, "a premissa de trabalho naqueles anos era de que as pessoas felizes ficavam racionalizando o tempo todo".

Então, Lyubomirsky concebeu uma experiência em que as pessoas classificavam dez sobremesas, sabendo que comeriam uma.

Elas sempre recebiam a segunda ou a terceira opção e eram então orientadas a refazer a classificação dos dez doces.

Quem racionalizava as sobremesas recebidas? Os infelizes.

Segundo Ward, as pessoas felizes diziam: "Bom, essa sobremesa é boa, e tenho certeza de que as outras são boas também!". Os infelizes gostavam mais ou menos das suas sobremesas, mas indicavam estar extremamente aliviados por não terem recebido a "horrível" sobremesa não escolhida. "Em outras palavras, as pessoas infelizes menosprezavam a sobremesa que não tinham recebido, ao passo que as pessoas felizes não sentiam a necessidade de fazer isso. A implicação é que pessoas infelizes fazem mais trabalho mental."

Em janeiro de 1999, Seligman e Mihaly Csikszentmihalyi, autor de "A Psicologia da Felicidade", convidaram Lyubomirsky e alguns outros psicólogos acadêmicos com menos de 40 anos para irem a Akumal, no México.

Numa praia perto de Tulum, o grupo redigiu um manifesto da Psicologia Positiva.

Eles definiram esse campo como "o estudo científico do ótimo funcionamento humano" e proferiram "um novo compromisso por parte dos psicólogos pesquisadores de focar atenção sobre as fontes da saúde psicológica, indo assim além da ênfase anterior na doença e no distúrbio".

Hoje, Lyubomirsky não se considera uma psicóloga positiva e acha que a palavra "positiva" é desnecessária.

"Realmente não estou interessada nas pessoas felizes", insistiu ela. "Estou interessada em como a felicidade muda no decorrer do tempo e quais estratégias podem aumentar a felicidade."

Ela disse que, numa recente mudança familiar, seu marido, Peter Del Greco,queria comprar uma grande TV de alta definição. "Eu disse a ele: 'você vai se adaptar a ela'. É claro que ele continuou querendo. E se adaptou a ela."

Lyubomirsky não acha que as pessoas irão aprender a não se adaptar.

"Estamos focados demais no agora", disse ela. "O presente é tão chamativo. É inerente."