quarta-feira, 17 de julho de 2013

Renan volta a negar erro no uso do ‘Bolsa FAB’

Via blog do Josias de Souza
16.07.2013

Renan Calheiros insiste em dizer que não fez nada de errado ao voar nas asas do contribuinte de Alagoas para uma festa de casamento na Bahia. “Todos sabem, e isso foi público, tão logo houve a informação da utilização do avião da FAB, nós respondemos que não houve erro, absolutamente nenhum, porque isso é uma prática, é uma praxe.”  CONTINUA!

Médicos voltam a bloquear a Avenida Paulista

Via blog do Josias de Souza
16.07.2013





terça-feira, 16 de julho de 2013

Mais médicos ou menos indecências, por Miguel Srougi


JC e-mail 4769, de 16 de Julho de 2013.
Mais médicos ou menos indecências


Folha publica artigo assinado por Miguel Srougi

Os estágios no SUS terão início em 2021. Quantos corpos sucumbirão até lá, vítimas da ventura sempre prometida e nunca concretizada?

Não vale mais a pena discutir a vinda de médicos estrangeiros. Proposta falaciosa, destinada ao fracasso. O governo percebeu a indecência e descartou os médicos cubanos. Deu-se conta de que eles aqui atuariam em regime de escravidão, como bem demonstrou Flávia Marrero, da Folha.

Tampouco vale a pena discorrer sobre os médicos portugueses e espanhóis. Criados com padrão de vida inatingível para a maioria dos brasileiros, nunca se adaptariam aos rincões abandonados e carentes da nação. Teriam que praticar em condições desprovidas de dignidade e sem chance de propiciar vida honrada para si e seus familiares.

Ademais, dificilmente receberíamos profissionais competentes, prósperos em seus países. Sem um exame de competência, para cá viriam muitos médicos desqualificados, desconfio que até alguns insanos ou foragidos.

Modificando radicalmente o seu discurso, o governo fez novo anúncio: curso de medicina de oito anos, dois deles dedicados ao trabalho no SUS. Simpatizei inicialmente com a ideia, menos desvairada do que trazer médicos estrangeiros, mais justa com a sociedade, que custeia a formação dos médicos da nação.

Ressabiado com os recentes disparates oficiais, debrucei-me em reflexões e terminei desconsolado. Esse estágio coercitivo é compatível com a prerrogativa de liberdade, direito inegociável da existência humana? Será que estagiários inexperientes conseguirão atuar num sistema público devastado pelo descaso e pelos malfeitos e assumir a responsabilidade de resgatar seres para a vida?

Instrutores e professores qualificados aceitarão migrar com suas famílias para os grotões remotos do país, amparando os estagiários? É justo obrigar um médico a estudar 12 ou 13 anos (curso: oito anos, residência: quatro a cinco anos) para poder exercer sua profissão e dar suporte à sua vida e da sua família?

O programa começará em 2015 e os estagiários iniciarão sua prática no SUS em 2021. Quantos corpos desassistidos sucumbirão até lá, vítimas da ventura sempre prometida e nunca concretizada?

Além dessas imperfeições na nova proposta, incomodaram-me a completa falta de discussão com os seus protagonistas e o ardor incontido com que ela foi apresentada. Fez-se crer que toda a indecência na saúde deve-se à falta de médicos. Um embuste, já que a Organização Mundial de Saúde recomenda como padrão assistencial ideal 1 médico para cada 1.000 habitantes e no Brasil essa relação atual é de 1,76/1.000 habitantes.

A realidade é que a saúde da nação está subjugada a um sistema governamental insensível, que vetou em 2011 lei que destinava 10% do Orçamento da União a essa área --a Argentina aplica mais de 20% ao ano em saúde.

Esse é um dos motivos --não a falta de médicos-- pelos quais existem 1.200 pacientes aguardando internação para cirurgia no setor de Urologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, cerca de 200 deles com câncer e 140 crianças. O mesmo motivo impede outros hospitais públicos de cumprirem a sua missão. Quando um paciente é operado de apendicite, essas instituições gastam cerca de R$ 3.900 e são ressarcidas pelo SUS com R$ 414,62!

Senhora presidente, mais um clamor, respeitoso. Assuma a determinação política de priorizar recursos para as áreas sociais. Atue na saúde com competência e sensatez, não com respostas transloucadas aos gritos indignados da nação. Para que os brasileiros possam vislumbrar o alvorecer com esperança.

E combata com arrojo o grupo de ímprobos e incompetentes instalados no teu entorno. Sem esquecer o arcebispo Desmond Tutu: "Se ficarmos neutros numa situação de injustiça, teremos escolhido o lado do opressor".

Miguel Srougi é pós-graduado em urologia pela Universidade de Harvard (Boston), é professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente do conselho do Instituto Criança é Vida

(Folha de S.Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/119097-mais-medicos-ou-menos-indecencias.shtml



Veja também:
Alunos de Medicina farão Revalida dia 25 de agosto

Dois anos no SUS: médicos especialistas em gente, por Alexandre Padilha

Faculdade de Medicina da USP critica projeto sobre médicos

Hospital Albert Einstein, em SP, terá curso de medicina em 2015

'Brasil forma muito mal seus professores', diz pesquisadora


JC e-mail 4768, de 15 de Julho de 2013.
'Brasil forma muito mal seus professores', diz pesquisadora

Para a doutora em Educação pela Universidade de Harvard, o país erra ao ser pouco específico nas diretrizes curriculares

Em comparação com países que obtêm bons resultados na Educação, o Brasil comete um grave erro ao ser pouco claro na definição do currículo da educação básica. Este equívoco é agravado pelo fato de que, por aqui, orientações pouco claras sobre o que e como ensinar acabam caindo nas mãos de professores muitas vezes mal formados, mas com autonomia total para escolher como trabalhar conteúdos em sala de aula.

Este é o diagnóstico de Paula Louzano, professora da USP e doutora em Educação pela Universidade de Harvard, que apresentou há dez dias, no Conselho Nacional de Educação, um estudo comparativo sobre a organização do currículo brasileiro e a de outros oito países: Austrália, Cuba, Chile, Estados Unidos, Finlândia, Portugal, México e Nova Zelândia.

O que distingue o currículo brasileiro daqueles dos países que você pesquisou?
É o grau de especificação pelo governo (nacional, estadual ou municipal) do que deve ser ensinado em comparação com o que é definido pelo professor ou pelas escolas. No âmbito internacional, os países que outorgam maior autonomia a seus professores e escolas são Finlândia e Nova Zelândia. E estes países especificam muito mais o que deve ser ensinado em sala de aula em seus documentos nacionais do que nós fazemos. É verdade que no Brasil alguns estados e municípios definem o que deve ser ensinado em suas orientações curriculares, mas este não é um esforço nacional, e portanto depende da capacidade técnica e dos recursos disponíveis em cada ente federado. Isso gera desigualdade, já que os estados e municípios maiores e mais ricos foram justamente os que conseguiram realizar esta tarefa. Além disso, a nossa legislação determina que devemos ter uma base curricular comum a nível nacional, e este modelo de especificação do currículo pelos entes federados não necessariamente representa isso.

O país com melhores resultados na Educação no mundo é a Finlândia. E, lá, professores e escolas têm alto grau de autonomia na hora de elaborar o plano de aula. Por que lá dá certo e aqui não?
Sim, é fato que a Finlândia é o país que outorga maior autonomia a seus professores e escolas. No entanto, se nos atemos à legislação vigente, há no geral mais autonomia curricular no Brasil que na Finlândia. Nossas diretrizes curriculares nacionais não definem o que deve ser ensinado com o nível de especificação do currículo nacional finlandês. Além disso, o currículo nacional finlandês estabelece o que é considerado um desempenho adequado no final de cada ano, em cada uma das disciplinas. Com esta informação, o professor avalia o desempenho de seus alunos, e por isso não há avaliação externa lá. O professor avalia o aluno, mas o critério é comum.

Vale lembrar que há 20 anos a Finlândia especificava muito mais seu currículo centralmente, e portanto dava menos autonomia aos professores. Naquele momento, o país decidiu que queria investir na construção desta autonomia docente e o fez progressivamente, aumentando o rigor e a qualidade dos cursos de formação inicial de professores e, simultaneamente, diminuindo a especificação curricular e colocando a avaliação na mão do docente. Para ser professor na Finlândia, hoje, é necessário um curso de nove mil horas, com sete anos de duração, sendo que um terço delas corresponde a uma espécie de residência pedagógica: o futuro professor estagia em uma escola onde um professor tutor se responsabiliza junto com a universidade por sua formação.

O Brasil especifica pouco seu currículo e forma muito mal seus professores - hoje 30% das matrículas nos cursos de formação de professores são à distância -, ou seja, esperamos que professores mal formados, que muitas vezes têm pouco domínio do conteúdo ser ensinado, tenham autonomia total.

Na América Latina, Chile e Cuba são os mais citados como modelos na Educação. Como é o currículo nestes países e em que eles diferem do Brasil?
O Chile especifica o que deve ser ensinado a nível nacional e deixa pouco ou quase nenhum espaço para a escola. No entanto, não especifica centralmente como ensinar. Esta é uma decisão dos professores e das escolas.

Em Cuba, o governo define e especifica em detalhes o que e como se deve ensinar em cada uma das disciplinas, incluindo a sequência em que os conteúdos são apresentados e o tempo dedicado a cada um deles.

Estes dois países são unitários, o que deve ser levado em conta, já que o Brasil é federativo. Não digo que isto impede definições nacionais. Austrália, México e Estados Unidos, também federativos, fizeram especificações curriculares nacionais. Mas, nestes países, a especificação tende a ser menor: há mais espaço para outras instâncias intermediárias, como estados e municípios, intervirem.

Você acha que seria adaptável ao Brasil este modelo existente em alguns países, como Cuba, em que os documentos de orientação aos professores não apenas dizem o que ensinar, mas como ensinar?
Não acredito neste modelo de controle total do trabalho docente nem que ele caiba no nosso país. Isto não quer dizer que o que temos seja suficiente.

Devemos nos aproximar do modelo de países como Finlândia, Nova Zelândia e Austrália, ou mesmo Estados Unidos, onde há uma especificação nacional sobre o que ensinar, mas que é flexível e deixa espaço para a diversidade de métodos e caminhos. Por exemplo, a Finlândia determina que o aluno no final do segundo ano deve saber frações simples como metade, um terço e um quarto. Como o professor ensina isso e quando é uma decisão dele. Mas é importante frisar que estamos longe disso, já que nossas diretrizes curriculares nacionais não fazem nem isso.

A reforma curricular teria impactos imediatos na qualidade do ensino ou seria preciso esperar uma geração de professores formados a partir de uma nova base para colher os frutos?
O currículo por si não garante a melhoria da qualidade da Educação, e sua definição não vai trazer impacto imediato se não vier acompanhada de sua implementação, o que envolve capacitação dos professores para implementá-lo.

Este tem sido o problema nos Estados Unidos. O Common Core (currículo base) estabeleceu habilidades pouco trabalhadas pelos professores antes de sua adoção - como, por exemplo, a complexidade textual. Os profissionais não estavam preparados para ensinar esta habilidade, e não havia material didático. Isto tem dificultado a implementação deste novo currículo. Por melhor que seja um currículo, sem a sua implementação na sala de aula ele não vale nada. Segundo Michael Fullan (pesquisador em Educação da Universidade de Toronto), 25% do sucesso de uma reforma dependem da sua aprovação ou desenho e 75%, de sua implementação.

Apesar de não garantir a melhoria, o currículo é uma base fundamental e um norte para as demais políticas, como a avaliação, os materiais didáticos e a formação dos professores. Como avaliamos nossos alunos com uma prova padronizada se não temos currículo? Isso é um contrassenso e explica por que a avaliação tem se transformado em currículo no Brasil.

No caso brasileiro, já que somos uma federação com tanta diversidade regional e cultural, faz sentido exigir um currículo mínimo para todas as escolas?
Sim, por um tema de equidade e igualdade de oportunidades. Não é possível que alguns brasileiros tenham acesso a um conjunto de conhecimentos acumulados pela sociedade e outros não. E que o local, a família e o grupo social em que uma criança nasça determinem o tipo de conhecimento a que ela vai ter acesso. A diminuição das desigualdades é a força motriz por trás desta política na maioria dos países, e deveria ser ainda mais forte aqui no Brasil, já que somos um dos países mais desiguais do mundo.

(Antônio Gois / O Globo)
http://oglobo.globo.com/educacao/brasil-forma-muito-mal-seus-professores-diz-pesquisadora-9033784#ixzz2Z7Un9Ylp

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Milhares de brasileiros compraram carros inseguros em 2012

Via IG
Por Thiago Vinholes
15.07.2013

Veja aqui:

Manifestantes acampam em frente à Prefeitura de SP e pedem moradias

No Estadão
15.07.2013

Cerca de 150 famílias cobram prefeito, que afirma 'não poder destinar moradias só ao movimento sem-teto'

Veja:

Manifestantes acampam em frente à Prefeitura de SP e pedem moradias

Galeria: veja imagens do acampamento em SP


Veja também - No G1:

Movimento por moradia acampa em frente à Prefeitura de SP

Como o avião aterrissou. E como deveria ter aterrissado

Via blog do Noblat
15.07.2013

Blog de Ricardo Setti

O avião “real” na animação do vídeo abaixo é o Boeing 777 da empresa aérea sul-coreana Asiana Airlines que se acidentou no sábado, 6, em San Francisco, nos Estados Unidos, causando a morte de três pessoas e ferimentos em 181. A animação mostra a aproximação que o aparelho fez no aeroporto, ao passo que o avião “fantasma” realiza a manobra como ela deveria ter sido.

É o modo mais claro de entender o acidente que pude ver na mídia internacional.

A indicação é mais uma gentileza do leitor e amigo do blog José Carlos Bolognese. Vejam só:




O Tietê é um dos rios maiores do Brasil e um dos mais poluídos do mundo

Domingo Espetacular
14.07.2013



 
Pedido básico:
Socooooooorrrrroooooooo!!!!!
Adelidia Chiarelli


Descubren un exoplaneta azul, como la Tierra

Via Tendencias 21
Hubblesite.org/T21
12.07.2013


clique no texto acima para ler a matéria completa

domingo, 14 de julho de 2013

Mestres do Renascimento – Obras-primas Italianas
Obras que nunca saíram da Europa estão no Brasil

Jornal Nacional
13.07.2013


Cinquenta e sete obras-primas do renascimento italiano podem ser vistas a partir de hoje no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo.

É a oportunidade para conhecer o trabalho dos mestres que fizeram a história da arte no mundo. Muitas dessas obras nunca tinham saído da Europa. São 57 obras-primas do renascimento italiano que podem ser vistas a partir de hoje no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo.

Descobrir Rafael. Cristo abençoando é examinado milimetricamente para conferir se tudo permanece como quinhentos anos atrás, quando Rafael fez a pintura aos 23 anos de idade.

Santo Agostinho estava no muro de uma igreja em Florença. Foi lá que Botticelli, em 1480 pintou o afresco, típico representante da escola florentina.

“Algumas dessa obras nunca tinham saído da Itália. A idéia era mostrar como esse renascimento se deu em diferentes regiões; na região de Milão, de Roma, de Firenze”, explica Arnaldo Spindel, diretor de produção.

Veja a matéria completa. Veja o vídeo.


***

Do site do Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo:

Mestres do Renascimento – Obras-primas Italianas
13 Jul a 23 Set
Local: Subsolo, 1º, 2º, 3º e 4º andares | CCBB SP
Horário: Quarta a segunda das 9h as 21h
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro - Telefone: (11) 3113-3651/52

ENTRADA FRANCA


Diretor da Unicamp defende aluno no SUS


JC e-mail 4767, de 12 de Julho de 2013.
Diretor da Unicamp defende aluno no SUS

Para dirigente do curso de medicina, recém-formados de universidade devem trabalhar na rede pública de saúde

Diferentemente das entidades representativas dos médicos, o diretor e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Mario Saad, concorda com a ideia de obrigar alunos a trabalharem na rede pública.

Para Saad, faltam somente "ajustes" para que a proposta do governo federal fique satisfatória em relação às obrigações aos jovens médicos.

Nesta semana, a presidente Dilma Rousseff apresentou projeto para melhorar a saúde pública no país. Entre as medidas estão a ampliação do curso de medicina de seis para oito anos. Nos dois anos adicionais, os estudantes terão de atuar no SUS.

Folha - O que o sr. achou do plano?
Mario Saad - É desnecessário aumentar a duração do curso. Mas, na minha opinião, é dever de todo aluno que estuda em universidade pública retribuir o investimento à sociedade.

Assim, defendo que quem estudou em universidade pública trabalhe na rede pública, por um ou dois anos, na forma de serviço social obrigatório. Mas já como médico formado, que pode ser remunerado como tal e responder pelos seus atos.

Além disso, pode trazer insegurança à população dizer que ela está sendo atendida por um estudante. Mas para esse modelo funcionar, precisamos reformular os currículos dos cursos de medicina. Hoje, formamos bons candidatos à residência médica, às especialidades. Com algumas mudanças, podemos formar também ótimos médicos gerais.

O que o sr. acha da ampliação das vagas em medicina, proposta pelo governo?
Discordo. É desnecessário criar 12 mil vagas de medicina. Daqui a pouco teremos profissionais desempregados, porque estaremos formando excessivamente.

É uma falácia dizer que temos poucos médicos; há 1,9 médico por 1.000 habitantes no país. Não é pouco. Eles estão mal distribuídos.

Mas o Reino Unido, por exemplo, tem 2,7...
Com a expansão de vagas que houve recentemente, rapidamente chegaremos a esse patamar. O problema é a qualidade desses médicos.

Proponho que as boas faculdades, como USP, Unicamp, Unesp e Unifesp, possam ampliar suas vagas, com ajuda do governo federal, desde que ele se comprometesse a fechar os cursos ruins. De qualquer forma, o governo teve o mérito de trazer à discussão a falta de médicos que existe em algumas regiões do país.

Muitas entidades médicas defendem que o maior problema é a falta de estrutura, não de médicos. O sr. concorda?
Concordo. Você precisa, por exemplo, de enfermeiro, educador físico, fisioterapeuta. Mas também não acho que precisamos esperar as condições melhorarem para mandar um médico para essas regiões [carentes]. As coisas têm de ser juntas. O médico vai até ajudar a reivindicar melhores condições.

(Fábio Takahashi/ Folha de S.Paulo)
http://app.folha.com/m/noticia/281980

Consea pede proibição de agrotóxicos vedados em outros países

Via EcoDebate
12.07.2013

O Brasil tornou-se o maior consumidor de agrotóxicos do mundo com 19% do mercado mundial. A taxa de crescimento do mercado brasileiro de agrotóxicos, entre 2000 e 2010, foi de 190% contra 93% do mercado mundial.

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) encaminhou à presidenta da República, Dilma Rousseff, Exposição de Motivos (EM) com as propostas elaboradas pela Mesa de Controvérsias sobre Agrotóxicos, realizada em Brasília, nos dias 20 e 21 de setembro de 2012. A EM foi aprovada na Plenária do Conselho de junho deste ano, depois de ter sido discutida nas Comissões Permanentes.

O documento é uma crítica ao processo de “modernização” agrícola conhecido como “Revolução Verde”. Esta “modernização” transformou o modelo de produção agrícola e o país em uma grande fazenda monocultora e dependente de insumos químico-industriais. O governo de Ernesto Geisel estimulou a “Revolução Verde” e esse padrão se mantém, sendo a diretriz das políticas agrícolas governamentais.

Em 2007, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) realizou a Conferência Internacional sobre a “Agricultura Orgânica e Segurança Alimentar” e concluiu que a agricultura convencional esgotou sua capacidade de alimentar a população global e que existe a necessidade de substituição pela agricultura ecológica.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), realizada em 2010, recomendou que os governos estimulassem o uso de diferentes formas de agricultura sustentável, entre elas a orgânica. Por sua vez, o Relator Especial sobre o Direito Humano à Alimentação, Olivier de Schutter, afirmou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que a agroecologia é um novo paradigma de desenvolvimento agrícola que pode efetivar rapidamente o direito humano à alimentação adequada.

O Brasil tornou-se o maior consumidor de agrotóxicos do mundo com 19% do mercado mundial. A taxa de crescimento do mercado brasileiro de agrotóxicos, entre 2000 e 2010, foi de 190% contra 93% do mercado mundial.

A evolução da taxa de consumo de agrotóxicos, em 2005, cresceu de 7,5 quilos por hectare para 15,8 quilos por hectare em 2010. O percentual mais elevado se encontra entre os estabelecimentos com mais de 100 hectares dos quais 80% usam agrotóxicos

A Exposição de Motivos avalia o peso dos agrotóxicos nos custos de produção, os incentivos e das isenções tributárias aos produtos químicos que reduziu a zero as alíquotas, o impacto agroquímico dos produtos transgênicos.

O documento coloca em dúvida a legitimidade dos estudos que são feitos pelas próprias empresas solicitantes, para o registro de produtos agrotóxicos.

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional apresentou à presidenta Dilma Rousseff uma série de propostas, entre as quais se podem destacar a de Proibir no Brasil os agrotóxicos já vedados em outros países; Proibir as pulverizações aéreas de agrotóxicos; Definir metodologia única de monitoramento em todos os órgãos ambientais nas três esferas federativas; Criar penalidades, incluindo o pagamento de ressarcimento financeiro, para os responsáveis pela contaminação por agrotóxicos e por transgênicos de sistemas agroecológicos, entre outras.

Confira aqui a EM enviada à Presidenta

O INESC faz parte da coordenação da Comissão Permanente 1 do Consea, que trata do Sistema e da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O Instituto contribuiu para a elaboração da Exposição de Motivos e tem se posicionado nos diversos espaços institucionais contra a maciça utilização de agrotóxicos e sementes transgênicas.

Edélcio Vigna (Consultor do Inesc)

Informe do Inesc, publicado pelo EcoDebate, 12/07/2013

Las vacunas no llegarían a los países más pobres en caso de pandemia

Via Materia
Por Manuel Ansede
11.07.2013

 
clique no texto acima para ler a matéria

El "hombre de las flores" fue una especie distinta y no un humano moderno enfermo

Tendencias 21
Universidad Stony Brook/T21
11.07.2013


clique no texto acima para ler a matéria

sábado, 13 de julho de 2013

RJ: Após denúncias, Cabral vai deixar de usar helicóptero todo dia

Via Portal Terra
Por Giuliander Carpes
13.07.2013

Governador manterá utilização de aeronave no trajeto até casa de Mangaratiba, onde passa os finais de semana

Veja a matéria completa.

Sob Dilma, o uso de jatos da FAB cresceu 39%

Via blog do Josias de Souza
13.07.2013

O ser humano, quando vira autoridade em Brasília, experimenta uma mutação anatômica. Dividindo-se seu corpo em três, verifica-se que é composto de cabeça, tronco e asas. É como se trouxesse um jato da FAB grudado ao dorso desde a palmada inaugural, na maternidade. Nos últimos seis meses, uma média de nove autoridades decolaram diariamente em aviões da Força Aérea Brasileira.

Após manusear dados oficiais, o repórter Fábio Fabrini informa: no primeiro semestre de 2013, a FAB recebeu requisições de voo de 42 órgãos públicos. Resultaram em 1.664 decolagens. Comparando-se com os primeiros seis meses do governo Dilma Rousseff, houve um aumento de 39% na quantidade de viagens. Naquele ano, houve 1.201 voos de autoridades. Em 2012, 1.471.

Veja a matéria completa

CFM diz que vetos são agressão e traição aos médicos - Ato Médico


JC e-mail 4767, de 12 de Julho de 2013.
CFM diz que vetos são agressão e traição aos médicos


De acordo com reportagem da Agência Brasil, Ato Médico sempre foi defendido pela categoria médica, mas contestado pelos demais profissionais de saúde

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d'Ávila, considera que o veto parcial da lei que regulamenta o exercício da medicina, conhecida como Ato Médico, foi uma agressão aos médicos. Segundo ele, a presidenta Dilma Rousseff, que vetou partes da lei, foi mal assessorada e criticou a atuação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. "Fomos traídos pelo ministro da Saúde", disse d'Ávila.

"Nós [médicos] estamos sendo agredidos, o Congresso desautorizado e a população está desprotegida", acrescentou.

A presidenta vetou trecho da lei que estabelecia ser exclusivo dos médicos o diagnóstico e tratamento de doenças. Ao justificar o veto, o governo alegou que a medida iria afetar programas da rede pública de saúde, que funcionam com atuação de diversos profissionais de saúde. O Ato Médico sempre foi defendido pela categoria médica, mas contestado pelos demais profissionais de saúde, como fisioterapeutas, enfermeiros e psicólogos.

"Na nossa visão [o Ato Médico] não significa mais nada. O veto fere de morte o projeto", avaliou o presidente do CFM. Ele defende que os médicos são os profissionais preparados para fazer diagnósticos e indicar tratamento, e cada profissão deve ter uma relação de atividades.

Com o veto, d'Ávila avalia que o atendimento aos usuários da rede pública será prejudicado, pois parte da população que tem condições de pagar por uma consulta vai continuar a procurar um médico para ter um diganóstico. "Para o povo do SUS pode ser qualquer profissional", disse.

Segundo o presidente, a classe médica vive uma crise com o governo e "é a segunda agressão da semana", se referindo ao lançamento do Programa Mais Médicos, que prevê a contratação de médicos estrangeiros para atuarem nas periferias e no interior do país e trabalho obrigatório de dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para estudantes de medicina. Medidas contestadas pelo CFM.

O presidente disse que vai sugerir ao plenário do CFM que retire todas as suas representações nas câmaras técnicas do governo. Para d'Ávila, ao vetar parcialmente o Ato Médico, o governo desprezou 12 anos de discussão, 27 audiências e três votações nas quais o projeto foi aprovado no Parlamento. Em nota publicada em seu site, o Ministério da Saúde alega que em todo o processo de debate foi levado em consideração as manifestações do Congresso Nacional, de secretarias municipais de saúde e das entidades nacionais municipalistas.

Os vetos presidenciais serão apreciados pelo Congresso Nacional. Roberto d'Ávila disse que a cateogira vai se mobilizar para derrubá-los."Vamos lutar para derrubar esses vetos", destacou. O CFM é contra uma greve, mas não descarta a possibilidade de protestos.

As categorias de profissionais da saúde, que não são médicos, comemoraram a decisão da presidenta de vetar trechos do projeto. Para eles, os vetos foram uma vitória para o SUS e os brasileiros.

O governo informou que vai consultar as entidades representativas de profissionais da saúde para depois apresentar novo projeto de lei que assegure as competências de cada profissão.

O Ministério da Saúde informou que não vai se manifestar sobre as declarações do presidente do CFM.

(Aline Leal / Agência Brasil)
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-11/cfm-diz-que-vetos-sao-agressao-e-traicao-aos-medicos


Mais sobre o assunto:

Agência Senado

Senadores defendem derrubada de vetos presidenciais ao Ato Médico
http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/07/11/senadores-defendem-derrubada-de-vetos-presidenciais-ao-ato-medico


Agência Brasil

Vetos ao Ato Médico são vitória do SUS e da população, avaliam profissionais de saúde
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-11/vetos-ao-ato-medico-sao-vitoria-do-sus-e-da-populacao-avaliam-profissionais-de-saude

Dilma sanciona Ato Médico com vetos
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-11/dilma-sanciona-ato-medico-com-vetos

Revalida, exame para médicos de fora, será aplicado a alunos do Brasil


JC e-mail 4767, de 12 de Julho de 2013.
Revalida, exame para médicos de fora, será aplicado a alunos do Brasil

Teste é única porta de entrada para formados no exterior trabalharem aqui. Hoje, Revalida reprova 91%. Inep quer saber como brasileiros se sairiam

O Ministério da Educação decidiu aplicar o Revalida, exame obrigatório para quem cursou medicina fora do Brasil poder atuar como médico no país, também para estudantes da carreira matriculados em instituições brasileiras, de acordo com pessoas ligadas à área médica ouvidas pelo G1.

Procurado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou nesta quinta-feira (11) que uma edição do exame será aplicado para uma amostra de estudantes do sexto (e último) ano de cursos de medicina no Brasil como um "pré-teste", mas não detalhou quantos alunos farão avaliação, de quais universidades, a data, nem se será um exame pontual ou permanente. O G1 apurou que a prova deve ser aplicada ainda neste semestre.

Como o índice de reprovação do exame é muito alto (veja tabela ao lado), a intenção do governo é aplicar entre os alunos brasileiros que estudam no país para testar habilidades e competências.

O Revalida é um exame nacional criado pelo Ministério de Educação que representa a porta de entrada tanto para estrangeiros quanto brasileiros que se formaram no exterior exercerem a medicina no Brasil. Ele é uma exigência para que o diploma seja válido no país.

Pelo exame, enquanto o médico não for aprovado e não obtiver a revalidação do diploma pelas instituições do ensino público, ele fica impedido de atuar no país. Se um médico for reprovado no Revalida, ele pode se inscrever para fazer o exame do ano seguinte.

Em 2012, 884 pessoas de várias partes do mundo se inscreveram para o Revalida, e apenas 77 (menos de 9%) conseguiram a aprovação no exame (veja na tabela ao lado).

O Brasil respondeu pela grande maioria dos inscritos (560), mas apenas 7% dos candidatos foram aprovados. O país ficou na sexta colocação no ranking de índices de aprovação. Os países que obtiveram o maior êxito neste quesito foram Venezuela (27%) e Cuba (25%), apesar de o número absoluto de inscritos ter sido pequeno. Nenhum candidato com nacionalidade de países da Ásia, África ou América do Norte conseguiu passar na prova do MEC.

Diplomas que mais ajudam no Revalida
Os dados do Inep sobre as provas aplicadas em 2012 indicam que os cursos de medicina de Portugal são os que melhor preparam os médicos para a aprovação no Revalida. No ano passado, dos oito diplomados no país incritos na prova, três conseguiram passar, o equivalente a 37%.

No lado oposto da tabela estão as universidades bolivianas, que expediram a maioria dos diplomas de quem se inscreveu no Revalida mais recente. Apenas 4% dos 411 inscritos na prova formados em instituições bolivianas conseguiram a permissão do governo federal para exercer a medicina no Brasil. (veja na tabela abaixo).

A Venezuela ficou na segunda posição no ano passado. As instituições do país aprovaram 27% de seus estudantes que participaram da prova.

Entre os 26 candidatos que se formaram em medicina na Espanha, 19% conseguiram a aprovação. Na edição de 2011 do Revalida, porém, todos os 16 candidatos formados em instituições espanholas foram reprovados. Estudantes de instituições de outros dez países europeus não especificados pelo Inep tiveram índice de aprovação de 24%.

O Brasil não figura na tabela porque quem se formou no país não é obrigado a prestar o exame para exercer a profissão.

Padronização do teste
O exame foi criado em 2011 com o objetivo de unificar o processo de revalidação em consonância com as diretrizes curriculares nacionais dos cursos de medicina. Antes do Revalida, cada instituição de ensino superior estabelecia os processos de análise seguindo a legislação.

Segundo informações divulgadas no site do Inep, o exame cobra habilidades e competências das cinco grandes áreas da medicina: cirurgia; medicina de família e comunidade; pediatria; ginecologia-obstetrícia e clínica médica. Há níveis de desempenho esperados para as habilidades específicas de cada área.

O exame é aplicado em duas etapas: avaliação escrita, composta por uma prova objetiva, com questões de múltipla escolha, e uma prova discursiva. Numa segunda etapa, é realizada a avaliação de habilidades clínicas.

(Ana Carolina Moreno e Vanessa Fajardo/ Portal G1)
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/07/revalida-exame-para-medicos-de-fora-sera-aplicado-alunos-do-brasil.html

Mais sobre o assunto:

Alunos de Medicina de instituições brasileiras farão o Revalida
http://oglobo.globo.com/educacao/alunos-de-medicina-de-instituicoes-brasileiras-farao-revalida-9008270#ixzz2Yq5JR9YV




Jornal Nacional
12.07.2013

Governo vai aplicar Revalida para alunos formados no Brasil

Ele é usado para permitir que médicos formados no exterior possam trabalhar no país. A prova será igual para brasileiros e estrangeiros.

O Governo Federal decidiu aplicar o Revalida para alunos do último ano de medicina formados aqui no Brasil. Ele é usado para permitir que médicos formados no exterior possam trabalhar no país. A prova será igual para brasileiros e estrangeiros.

Cerca de três mil alunos de instituições de ensino superior, públicas e privadas, vão participar do teste, que deve ser aplicado em agosto e não será obrigatório.

Eles vão responder a 110 questões objetivas e cinco discursivas nas áreas de: cirurgia; medicina de família e comunidade; pediatria; ginecologia e obstetrícia e clínica médica. E, depois, fazer uma prova prática sobre habilidades clínicas.

Veja a matéria completa. Veja o vídeo.

SBPC e ABC encaminham carta aos deputados pedindo que seja interrompida a tramitação do projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador


JC e-mail 4767, de 12 de Julho de 2013.  
SBPC e ABC encaminham carta aos deputados pedindo que seja interrompida a tramitação do projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador

O posicionamento é em apoio a diversas sociedades científicas e associações profissionais, que também se manifestaram contra a proposta

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) encaminharam no dia 10 de julho carta aos deputados federais em que se posicionam sobre o Projeto de Lei 4699 de 2012, que regulamenta a profissão de historiador. As entidades solicitam que a tramitação seja imediatamente interrompida, para que debates amplos e audiências públicas possam ser realizados com toda a sociedade brasileira.

De acordo com o texto, o projeto poderá trazer sérios prejuízos ao Brasil e ao ensino superior de inúmeras disciplinas. O PL 4699/2012 estabelece que apenas portadores de diploma de história poderão ministrar disciplinas ligadas à área, em qualquer nível, bem como elaborar trabalhos sobre temas históricos. Diversas áreas de pesquisa e ensino ligadas ao assunto, no entanto, são atividades que podem ser desenvolvidas por profissionais de outras áreas que não tenham diploma em história. Entre outros exemplos, a carta cita a História da Medicina, a História da Física e a História da Educação.

"Para aumentar nossa preocupação em relação ao impacto deste projeto, informamos aos senhores deputados que os cursos de graduação em História não incluem qualquer daquelas disciplinas; e raramente os cursos de pós-graduação em História incluem alguma delas. Portanto, senhores deputados, ter um diploma de História não garante o domínio do conhecimento das áreas mencionadas, podendo consequentemente, comprometer a qualidade do ensino e da pesquisa de tais áreas", diz a carta que faz ainda outras considerações sobre o texto legal e suas possíveis conseqüências.

Veja o documento na íntegra: www.jornaldaciencia.org.br/links/cartaDeputados.pdf

O posicionamento da SBPC e da ABC é em apoio a diversas sociedades científicas e associações profissionais, que também se manifestaram contra o projeto. A seguir, algumas matérias sobre o assunto publicadas neste mês pelo Jornal da Ciência:

Comitê Brasileiro de História da Arte encaminha carta aos deputados federais pedindo emendas à lei que regulamenta a profissão de historiador
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=88086

Sociedade Brasileira de História da Educação divulga manifesto contra projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=88040

Sociedade Brasileira de História da Ciência divulga carta aberta sobre regulamentação da profissão de historiador
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=87891

(Jornal da Ciência)
http://www.jornaldaciencia.org.br/impresso/JC740.pdf

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Un mecanismo desconocido permite a los mamíferos determinar el sexo de sus crías

Tendencias 21
Stanford School of Medicine/T21
12.07.2013



clique no texto acima para ler a matéria completa

"Os americanos são ignorantes sobre o Brasil"

Via Clipping Planejamento
Correio Braziliense - 11/06/2013

No fim dos anos 1980, a brasilianista americana Maxine Margolis já conhecia bastante sobre o Brasil, mas ainda se surpreendeu com o número de pessoas falando português em lugares não turísticos de Nova York. Ao mesmo tempo, notou que a mão de obra brasileira no país, especialmente de mulheres, aumentava a cada dia. Foi então que decidiu ir atrás do tema. Aliando os conhecimentos e a fluência no português, a antropóloga e professora emérita da Universidade da Flórida iniciou um longo estudo, que resultou em uma série de trabalhos sobre a imigração brasileira nos Estados Unidos. Recentemente, ela decidiu ampliar a pesquisa e lançou, nos EUA, um livro que traça o perfil do imigrante brasileiro. Goodbye, Brazil — Émigrés from the land of soccer and Samba se soma a sua vasta bibliografia e chegará ao Brasil até o fim do ano, sob o título Goodbye, Brasil: Emigrantes brasileiros no mundo (Editora Contexto).

Orientadora do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Columbia University, Maxine relata, de Nova York, em entrevista exclusiva ao Correio, as transformações no perfil do imigrante brasileiro e explica por que considera a comunidade uma "minoria invisível" em seu país. Ela acredita que este é o momento ideal para uma reforma migratória nos EUA e se diz otimista. "É muito triste o fato de eles não poderem voltar para seus países." CONTINUA!

Com 'quase 100%' de estudantes do Bolsa Família, colégio tem baixo desempenho

Via Clipping Planejamento
Valor Econômico - 11/06/2013

 
A garota Manoela folheia livro em biblioteca instalada no banheiro da Escola Municipal José Mendes de Almeida, em Tamboril

Diretora, professores e funcionários da Escola Municipal Olavo Bilac, em Crateús, "fazem o que podem" para, dia a dia, garantir um bom aprendizado aos 625 alunos de ensino fundamental. Os mesmos profissionais admitem, contudo, que o objetivo nem sempre é alcançado. A lista de obstáculos é extensa: pouco apoio da prefeitura, espaço inadequado para atividades pedagógicas e recreativas, indisciplina, pobreza dos estudantes, desinteresse dos pais, falta de pessoal, inclusive de psicólogo.

A Olavo Bilac é uma escola tradicional, fica na principal avenida de Crateús, uma das cidades do Semiárido cearense mais afetadas pela seca, a 350 km de Fortaleza. O município, de 72 mil habitantes, é polo comercial do Sertão dos Inhamuns, região que abrange 15 outros municípios e uma população de mais de 500 mil habitantes.

O Valor passou uma tarde no colégio e a impressão que fica é a de um local confuso. Vaivém de alunos e adolescentes não matriculados em horário de aula, discussões na hora da merenda, docentes desmotivados. A "atividade" de tempo integral da escola, paga com recursos federais do Mais Educação, é outro exemplo de caos: dois grupos fazem reforço de português e matemática, outro tem aula de violão e o quarto assiste a "O Auto da Compadecida", de Guel Arraes, sem a presença de um monitor. Tudo isso acontece simultaneamente no mesmo galpão, do tamanho de duas classes. CONTINUA!
 

Manifestações causam bloqueios em 50 rodovias de 18 Estados

Via blog do Noblat
12.07.2013

Estadão

Os protestos bloquearam 50 rodovias em 18 Estados. A maior parte das interdições ocorreu pela manhã - às 23h não havia mais bloqueios. O maior alvo das manifestações foram rodovias federais - 32. Apesar de o governo admitir até uso da força pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), optou-se pelo diálogo. Os manifestantes liberaram espontaneamente as pistas.

Os protestos atingiram algumas das principais estradas do País, como a BR-101, que cruza do Sul ao Nordeste. Houve problemas na Bahia, na Paraíba, em Sergipe e Santa Catarina, com filas nos dois sentidos. No maior protesto, que reuniu 12 entidades sindicais catarinenses às 15h30, cerca de 1.500 manifestantes de Joinville, Brusque, Blumenau e de outras cidades do litoral bloquearam a rodovia no km 117, em Itajaí.

Leia mais em Manifestações causam bloqueios em 50 rodovias de 18 Estados

Leia também:
 Sindicatos têm baixa adesão em seu dia de manifestações
Centrais pagam claques para engrossar mobilização
PT participa timidamente de protesto em SP para evitar conflito com sindicalistas

Comitê Brasileiro de História da Arte encaminha carta aos deputados federais pedindo emendas à lei que regulamenta a profissão de historiador


JC e-mail 4766, de 11 de Julho de 2013.
Comitê Brasileiro de História da Arte encaminha carta aos deputados federais pedindo emendas à lei que regulamenta a profissão de historiador


Para a entidade o Projeto de Lei 4699/2012 viola os direitos de grande número de cidadãos brasileiros

Depois da Sociedade Brasileira de História da Educação e da Sociedade Brasileira de História da Ciência terem se manifestado contra o Projeto de Lei 4699/2012 - que regulamenta a profissão do historiador - o Comitê Brasileiro de História da Arte também se posicionou sobre o assunto. A entidade encaminhou carta aos deputados federais com críticas à proposta.

De acordo com a carta, o projeto de lei viola os direitos de grande número de cidadãos brasileiros e não pode ser aprovado. O texto pede reflexões cuidadosas dos deputados e pede apoio para que sejam feitas emendas ao projeto. Veja o documento na íntegra: http://www.jornaldaciencia.org.br/links/CBHA-Carta_aos_Deputados_projeto_lei_historiadores.pdf

(Jornal da Ciência)
http://www.jornaldaciencia.org.br/impresso/JC740.pdf

Foco nos sinais de vida em Marte


JC e-mail 4766, de 11 de Julho de 2013.
Foco nos sinais de vida em Marte


Novo veículo-robô que a Nasa pretende enviar para o planeta em 2020 terá instrumentos que vão buscar por carbono de origem orgânica

Um painel de especialistas escolhidos pela Nasa apresentou esta semana quais deverão ser as características do novo veículo-robô que a agência espacial americana pretende enviar a Marte em 2020. O equipamento será praticamente um "gêmeo" do Curiosity, que explora a superfície do planeta vermelho desde agosto do ano passado, mas com um detalhe fundamental: no lugar de um laboratório de geologia sobre rodas para avaliar se Marte já teve condições de abrigar vida, como foi desenhado seu irmão, o novo veículo terá instrumentos que vão buscar por sinais de que de fato organismos se desenvolveram lá no passado. Além disso, o sucessor do Curiosity poderá recolher e guardar amostras de rochas e solo que futuramente seriam enviadas para a Terra.

- O conceito para a missão Marte 2020 não pressupõe que alguma vez a vida já existiu em Marte - disse John Mustard, presidente do painel composto por 19 cientistas e engenheiros de diversas universidades e instituições de pesquisa americanas. - Mas, dadas as recentes descobertas do Curiosity, vida passada em Marte parece possível, e devemos começar a difícil saga de procurar por sinais desta vida. Independentemente do que aprendermos, vamos fazer progressos significativos na compreensão das origens da vida na Terra e a possibilidade de existência de vida extraterrestre.

Ainda sem nome, o novo veículo-robô da Nasa vai aproveitar as lições aprendidas com a construção do Curiosity, o que permitirá reduzir seu custo para US$ 1,5 bilhão, contra os cerca de US$ 2,5 bilhões gastos com seu "irmão". Esta economia, sem prejuízo aos objetivos científicos, vem em boa hora para a agência espacial, que enfrenta cortes em um orçamento já apertado por outras ambiciosas missões de estudo do Sistema Solar e as demandas de projetos que lhe restituirão a capacidade de enviar astronautas ao espaço por conta própria, perdida com a aposentadoria de sua frota de ônibus espaciais em 2011.

De acordo com as recomendações do painel, o novo veículo-robô terá câmeras que não só capturarão imagens amplas da superfície, como o Curiosity está fazendo, como poderão registrar detalhes de rochas e outras formações geológicas de interesse. A bordo também deverão ser instalados instrumentos para minuciosas análises mineralógicas, especialmente de rochas que água pode ter banhado no passado do planeta. Mas as peças centrais da missão deverão ser mesmo equipamentos de análises químicas capazes de detectar carbono de origem orgânica, isto é, resultante de processos biológicos. Mas como estes aparelhos não poderão diferenciar carbono orgânico nativo de Marte de átomos que tenham sido levados para o planeta por cometas e asteroides, por exemplo, é que entra a ideia de recolher e guardar pelos menos 31 amostras para futuro envio para a Terra.

- A missão Marte 2020 nos dará a capacidade única de responder grandes questões sobre a habitabilidade e a vida no Sistema Solar - comentou Jim Green, diretor da Divisão de Ciências Planetárias da Nasa. - Esta missão representa um grande passo em direção da criação de valiosos métodos de recolhimento e análise de amostras como parte de uma estratégia mais ampla de envio de amostras por missões planetárias.

A Nasa, no entanto, não tem previsão sobre se e quando estas amostras serão buscadas.

- Muitas considerações têm que ser feitas sobre isso, inclusive de defesa planetária: como protegeríamos a Terra de qualquer coisa que talvez esteja em Marte. Tudo isso é parte para um trabalho futuro - complementou John Grunsfeld, vice-administrador da Nasa para a área de ciências.

Por fim, o novo veículo-robô também deverá ajudar a Nasa no planejamento para uma eventual missão tripulada a Marte, anunciada pelo presidente Barack Obama para a década de 2030. Ele poderá realizar medições e testar tecnologias que darão aos projetistas uma melhor compreensão dos potenciais riscos trazidos pela poeira marciana para os equipamentos, assim como demonstrar métodos para captura de dióxido de carbono que poderá ser usado para obtenção de oxigênio e combustível pelos futuros astronautas pioneiros na exploração do planeta.

(Cesar Baima / O Globo)
http://oglobo.globo.com/ciencia/foco-nos-sinais-de-vida-em-marte-8990847#ixzz2YkBF178f