domingo, 22 de junho de 2014

La acidificación y el calentamiento amenazan especies del Mediterráneo

Via Universitat Autònoma de Barcelona   
12.06.2014

Más de 100 investigadores de 12 países han participado en el proyecto MEDSEA, sobre los efectos del calentamiento y la acidificación del mar Mediterráneo en las especies y ecosistemas clave de la región. Tras tres años y medio de trabajo, los científicos han presentado hoy las principales conclusiones en la sede de la Representación de la Comisión Europea en Barcelona.

Los investigadores han constatado que el Mediterráneo se está calentando y acidificando a un ritmo sin precedentes, principalmente a causa de las emisiones de dióxido de carbono a la atmósfera por la quema de combustibles fósiles. El incremento del CO2 provoca el calentamiento de la atmósfera y del océano, así como la acidificación del mar por la incorporación de dióxido de carbono en las aguas superficiales.

Continua

Papel supera telas em compreensão de texto, dizem cientistas


JC e-mail 4974, de 17 de junho de 2014
Papel supera telas em compreensão de texto, dizem cientistas


Pesquisas sugerem que telas virtuais ainda são inferiores ao papel para a compreensão e a retenção de textos longos e complexos

Machado no papel e Machado no tablet não são o mesmo Machado. O de tinta se imprime na lembrança; o de pixel passa ao largo da memória e, entre a publicidade, as abas e os links, some como fantasma entre fantasmas.

Não que ler nas telas eletrônicas seja sempre uma tragédia. É que cresce a turma de cientistas avisando que o cérebro prefere guardar texto folheado, tocado, cheirado. A tela que imita papel e tinta, vantagem de leitores de e-books como o Kindle, já evoluiu a ponto de ombrear o material impresso em testes de velocidade e precisão de leitura, mas ainda come poeira nos quesitos compreensão e memória.

Em 2002, pesquisadores das universidades britânicas de Plymouth e Bristol sugeriam que lembramos melhor daquilo que lemos em papel. Dois anos depois, psicólogos das universidades suecas de Karlstad e Gothenburg emendaram: monitores eletrônicos são lanternas de estresse, e rolar páginas virtuais distrai mais do que virar páginas reais. Ainda em 2004, um estudo da universidade francesa de Bretagne-Sud apontava que o e-book "dificulta a recordação de informação assimilada", enquanto o papel "tende a facilitá-la". Haveria uma "relação crítica" entre o manejo do objeto e o processamento mental do texto.

Essas observações foram decerto antecipadas pela sabedoria popular, sendo pouca a gente que, em literatura, favorece o computador. O problema é que, como o cérebro se molda às tarefas que mais executa, a nossa capacidade de sacar passagens longas e complexas pode estar sofrendo com o alto consumo de "leitura fastfood" nos badulaques digitais.

A neurocientista e escritora britânica Susan Greenfield cunhou o termo "mudanças mentais", segundo ela tão importante quanto o correlato climático, para descrever a transformação do cérebro treinado para a internet. Essas mudanças, no que afetam a nossa relação com a palavra, vêm sendo rastreadas por pesquisadores como Maryanne Wolf, professora da universidade americana de Tufts e autora de Proust e a Lula: História e Ciência do Cérebro Leitor.

Em seu trabalho "arqueoneurológico", Wolf diz que não há gene ou parte do cérebro que se devotem especificamente ao ato de ler. Em vez disso, a atividade teria sido lapidada aos poucos na estrutura do órgão, em um processo de aprendizagem que, rascunhado nas argilas dos sumérios e nas paredes dos egípcios, estaria agora garranchado pela internet. Não sem alguma ironia, o livro de Wolf achou sucesso, e departamentos de Inglês passaram a procurá-la, apavorados com a dificuldade de alunos em compreender obras clássicas.

Tanto Wolf quanto Nicholas Carr, autor do best-seller Geração Superficial, consideram que os debates atuais ratificam a filosofia de Marshall McLuhan, famoso por declamar, ainda nos anos 1960, que "o meio é a mensagem". A própria tecnologia, versa McLuhan, é portadora de ideologia, e Carr argumenta que na internet passeia uma ética industrial: rápida, eficiente, otimizadora da produção e do consumo, adversária da contemplação.

- Os fornecedores de conteúdo sabem disso e produzem de acordo. Acrescente a isso a entrega de material digital em uma plataforma multitarefas sempre em atualização, e o resultado é uma série de ações breves de reação a mensagens e textos curtos que quebram a progressão normal da leitura em profundidade - afirma Andrew Dillon, da Universidade do Texas.

Separando 72 estudantes do primário em dois grupos, Anne Mangen, da universidade norueguesa de Stavanger, pôde observar que narrativas lineares ganhavam leituras mais pobres quando digitalizadas em PDF. Entre as possíveis causas estaria a "fisicalidade" do papel, contra a excitação meramente visual dos monitores.

Mangen diz que é cedo para restringir as diferenças a aspectos táteis, já que a experiência com a palavra depende também de "subdimensões" como a diagramação da página, o tipo de texto, o propósito e o local de leitura. Ainda assim, ao entrevistar leitores, ela ouviu muito aplauso ao manuseio do objeto, como o "prazer de ter um livro em mãos" e a "possibilidade de fazer anotações na margem".

- Além disso, já está relativamente aceito que não somos muito bons em executar várias tarefas ao mesmo tempo. Isso vem a um custo não apenas cognitivo, como a perda da habilidade de manter o foco por longos períodos, mas também em diversos outros níveis - afirma a professora, mencionando a preocupação da comunidade científica com a formação de crianças mais acostumadas a telas virtuais do que ao toque físico.

NOVOS CAMINHOS
Depois de conduzir estudo sobre a aprendizagem com audiobooks, a professora Vera Wannmacher Pereira, da Faculdade de Letras da PUCRS, agora fará parte de um grupo que vai comparar o processamento cognitivo de textos eletrônicos em relação aos impressos. A pesquisadora ressalta que o processamento da leitura se modifica não apenas em função do suporte, dependendo ainda do objetivo do leitor, do seu conhecimento prévio e do tipo de texto. No caso da palavra falada, por exemplo, o "leitor" adota artimanhas diferentes.

- Mesmo com o livro virtual, é possível rolar a barra, pular, ir adiante e voltar. O audiobook é muito mais sutil. O leitor sabe que não haverá repetição, então dá preferência a uma estratégia de compreensão detalhada. Como o processamento é diferente, e como a leitura é mais minuciosa, observamos resultados melhores de compreensão e de aprendizagem no audiobook - diz Vera.

A professora afasta a tese de que os jovens hoje se desarranjam diante de obras clássicas, apontando que "a socialização do conhecimento é complexa, demorada e mexe com convicções".

- Hoje temos um mundo do movimento, da cor. Isso modifica tudo, e não significa que algo vá tombar. O que vai ocorrer, provavelmente, é uma acomodação de todos os suportes. O e-mail trouxe uma transformação social muito grande, e não adianta se apavorar porque antes se escrevia uma carta com zelo e, hoje, a mensagem vem abreviada e rápida. Temos que saber nos ajustar, construir novos caminhos para este mundo, e não para o mundo que já foi - sustenta.

Vera também alerta que o maior acesso à educação apresenta desafios para a avaliação da aprendizagem:

- Poucos iam à escola na minha geração, e é claro que esse grupo, tão selecionado em testes para entrar no primeiro ano, no ginásio, no Ensino Médio, acabaria lendo e escrevendo bem. Hoje temos quase todas as crianças nas escolas, com condições, buscas, situações econômicas muito diferentes. Vivemos no mundo da heterogeneidade. Antes, os processos seletivos davam uma aparência de homogeneidade - completa.

A REDE NÃO É RASA
Decano da Escola de Informação da Universidade do Texas, Andrew Dillon repara que os avanços tecnológicos disparam muitos outros alertas vermelhos, para além da nossa relação com a palavra escrita. Grita-se, por exemplo, que os serviços de nuvem e busca vão detonar a memória humana como se fosse aplicativo dispensável para a espécie. Dillon concorda que devemos segurar firme a habilidade de apreciar os benefícios de textos longos, mas diz que não vale gastar muito tempo pensando em um "iminente colapso da cultura":

- Olha, a tecnologia vai sempre nos arruinar, então por que a web seria diferente?

Porque, para trincheira mais otimista, a internet foge do dilema do copo meio cheio ou meio vazio. A manobra é surfar na onda braba da rede e desaguar, vez que outra, em água parada.

- O autor de Geração Superficial diz que não pensamos mais. Mas eu não preciso mais lembrar do teu telefone, uso a cabeça para outras coisas. Isso passa pelo estímulo ao aprendizado. A gurizada chega à sala de aula muito estimulada pela internet, a TV, o rádio. É questão de ajustar o foco, conseguir provocar o aluno a entrar no ritmo de um livro. Conseguir equilibrar é uma parte do problema - afirma André Pase, da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS.

O professor lembra que tivemos de aprender a lidar com o surgimento das redes sociais e, mais recentemente, do Twitter, ferramentas que apresentaram um jeito novo de tratar a informação.

- Quando falamos em "o meio é a mensagem", precisamos saber, no caso da internet, que falamos de um meio superadaptável, com muitas lógicas e formas de comunicação. A natureza da internet está em constante mutação, e isso bagunça um pouco a nossa percepção - afirma Pase.

O pesquisador avalia que as telas eletrônicas tendem a escantear o papel à condição de ingrediente de encadernações especiais, com forte apelo gráfico, defendendo que a herança de lentidão da era Gutenberg não precisa vir abaixo com a predominância dos monitores.

- Vivemos em um tempo muito fracionado. Hoje se joga Angry Birds na sala de espera do consultório médico, mas antes havia revistas, já estávamos bombardeados de informação. O que acontece agora é que começamos a trazer isso para a rotina, e passa a ser necessário refletir sobre o que lemos. Chega um momento em que o usuário das redes sociais já nem acompanha o que faz, então é preciso dar uma freada, fazer o exercício de buscar outros materiais - pondera.

Colega de Pase na Famecos, o professor Eduardo Pellanda também vai na contramão do alarmismo, enxergando no acesso a um espectro maior e mais diverso de informação o potencial de aperfeiçoar o conhecimento.

- Olhando somente a leitura fragmentada, aparentemente dá a impressão de que estamos nos aprofundando menos. Mas a minha questão é entender o que fazíamos com este tempo antes? Me parece que não consumíamos informação. É preciso aprofundar mais para saber se estamos fragmentados ou presenciando uma nova forma de cognição - afirma Pellanda.

À apropriação de McLuhan que veste traje apocalíptico na internet, Pellanda opõe que "não podemos pensar de maneira determinista sobre o meio".

- Não se pode levar ao pé da letra a frase do McLuhan. O meio influencia a mensagem, que entra em um ambiente de novas apropriações. O contexto de um vídeo no YouTube é diferente deste mesmo vídeo na TV. A internet não tem uma mensagem. Ela é múltipla, é um ambiente. Ela é e não é meio de comunicação. A rede assume mais a forma da mensagem e do sistema de comunicação, diferente dos meios originais nos quais McLuhan se espelhou para cunhar a frase - diz o professor.

Porque insistimos em "pensar o papel na tela", Pellanda avalia que os monitores ainda não desdobraram as melhores interfaces para receber o texto "vivo e mutável" do ambiente eletrônico. Mas a letra pixelada, ele avisa, veio para tomar conta.

- O papel tem a tangibilidade e a cultura milenar por trás dele. Não podemos ignorar que isso é um valor simbólico importante. Mas, do ponto de vista técnico, não há mais por que um texto estar no papel. Salvo pela expressão artística, não há como pensar em todo o ciclo industrial que significa a impressão nos dias de hoje - conclui.

(Demétrio Rocha Pereira / Zero Hora)
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/planeta-ciencia/noticia/2014/06/papel-supera-telas-em-compreensao-de-texto-dizem-cientistas-4528110.html

Hombrecillos verdes y estrellas de neutrones, la historia de lo que pudo ser el primer contacto con extraterrestres

Via Materia
Por      
17.02.2013

En 1967, una extraña señal de radio procedente del espacio exterior hizo que durante unas semanas se plantease la posibilidad de que se había contactado con alienígenas

En el invierno de 1967, un grupo de investigadores de la Universidad de Cambridge se enfrentó por primera vez a la posibilidad de un contacto con extraterrestres. Jocelyn Bell, una joven estudiante de doctorado, llevaba varias semanas observando el cielo con un gran radiotelescopio diseñado por su mentor, Anthony Hewish. El instrumento, una plantación de dos hectáreas de varas unidas entre sí por cables, debía permitir comprender mejor la naturaleza de algunos misteriosos fenómenos cósmicos, como los recién descubiertos quásares. Un día de agosto de 1967, Bell observó una señal extraña, que no parecía una de las frecuentes interferencias que producían las fuentes de radio terrestres ni ninguna de las señales provenientes del universo que se conocían. Tras unas semanas de estudio, descubrió que aquel titileo reaparecía cuando se orientaba el telescopio en una dirección particular.

Continua

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Apesar de todos os horrores,
é a vida explodindo em cores!




Ipê-roxo

Agressão física encabeça atendimentos de violência contra a mulher no SUS

Via Agência Patrícia Galvão
15.06.2014

(O Globo – 15/06/2014) Se até os 14 anos meninas e adolescentes são vítimas principalmente de violência sexual, a partir dos 15 anos de idade é a agressão física que encabeça a lista da violência contra a mulher no país. Um levantamento feito a pedido do GLOBO pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e responsável pelo Mapa da Violência, mostra que 46% dos atendimentos prestados pelo SUS a mulheres vítimas de violência correspondem a espancamentos. Na faixa etária de 15 a 59 anos, lesões provocadas por violência física superam 50% dos atendimentos. Quando se trata de mulheres acima de 60 anos, a agressão física segue alta (41,3%), e aumentam as ocorrências por negligência e abandono (19,1%).

Acesse a íntegra no Portal Compromisso e Atitude:

Agressão física encabeça violência contra a mulher

Quase metade dos ecossistemas de água doce europeus estaria ameaçada


JC e-mail 4975, de 18 de junho de 2014
Quase metade dos ecossistemas de água doce europeus estaria ameaçada


Os riscos reais são "provavelmente sub-avaliados", em vista das limitações dos programas de vigilância das agências governamentais em diferentes países

Leia a matéria aqui!


JC e-mail, Via Portal Terra

O paradoxo da segurança no Maracanã

El País
Via blog do Noblat
20.06.2014

Pedro Cifuentes, El País

“Isto não é uma festa do esporte? Mas está cheio de metralhadoras e não tem cerveja!”, dizia na quarta-feira à tarde diante do Maracanã Alberto R., um espanhol de Cádiz residente no Rio há um ano e que nunca tinha visitado o templo do futebol brasileiro. Centenas de policiais armados até os dentes, distribuídos em fileiras, vigiavam as redondezas do estádio minuciosamente. A sua presença por si só já havia dissuadido os habituais vendedores de latinhas de cerveja que acompanham qualquer aglomeração festiva no Rio de Janeiro.

Os proprietários de bares limítrofes apontavam para os agentes e repetiam “Não posso, não posso, só refrigerantes...” diante dos milhares de pedidos recebidos. Vários helicópteros da polícia sulcavam o céu do Maracanã, e a fragata do Exército permanecia ancorada em Copacabana. As baterias de mísseis terra-ar continuavam em alguns terraços do bairro. O tráfico estava interrompido havia seis horas.

Leia mais em O paradoxo da segurança no Maracanã

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O doce veneno nos campos do senhor
Roberto Cabrini

Via SBT/Conexão Repórter
19.06.2014

Imagem: SBT


No Conexão Repórter de quarta-feira, 18 de junho, Roberto Cabrini comandou uma investigação exclusiva e revelou as graves consequências do uso indiscriminado de agrotóxicos. No sertão nordestino, o programa encontrou trabalhadores desprotegidos que se contaminam todos os dias. Uma região onde a incidência de câncer chega a ser 30% maior do que o normal.

Assista na íntegra aqui!

Comunidade pobre ao redor do Castelão assistiu à elite desfilar

Por Eliane Brum
17.06.2014

AQUI!

Hospital Universitário da USP entra em greve a partir desta segunda


JC e-mail 4974, de 17 de junho de 2014
Hospital Universitário da USP entra em greve a partir desta segunda

 
Funcionários e professores da USP estão parados desde 27 de maio contra a proposta da reitoria de congelar a discussão sobre reajuste de salários ao menos até setembro

O Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo) aderiu à greve dos servidores da universidade às 12h desta segunda-feira (16). De acordo com a organização, todos os atendimentos de emergência e urgência serão mantidos. Serão suspensos apenas consultas e cirurgias eletivas.
 
Esta é a primeira vez que o HU entra em greve em 19 anos. Funcionários e professores da USP estão parados desde o dia 27 de maio contra a proposta da reitoria de congelar a discussão sobre reajuste de salários ao menos até setembro.
 
As duas categorias pedem 9,78% de aumento -inflação (6,78%) mais recomposição de perdas históricas. Tradicionalmente, a reposição salarial ocorre em maio -em 2013, foi de 5,39%.
 
De acordo com funcionários do HU, a capacidade do hospital é de atender cerca de 700 pacientes por dia, mas a demanda real tem sido de até 1.400 atendimentos. Isso acontece, segundo eles, porque há uma carência de serviços de atenção primária na região do Butantã, zona oeste.

Em Ribeirão Preto, o Hospital das Clínicas da USP está paralisado desde o dia 2 de junho. Os médicos não participam do movimento, formado apenas por enfermeiros, auxiliares de enfermagem e atendentes administrativos.
 
(Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/06/1471212-hospital-universitario-da-usp-entra-em-greve-a-partir-desta-segunda.shtml

Servidora da Saúde é presa recebendo propina

Via blog do Josias de Souza
Por Josias de Souza
18.06.2014

A Polícia Federal prendeu em flagrante, na noite de terça-feira (17), uma servidora terceirizada do Ministério da Saúde que cobrava propinas para liberar verbas destinadas à aquisiçao de equipamentos hospitalares. A prisão foi feita no instante em que a personagem recebia R$ 100 mil em cheques de Carlos Coimbra, diretor do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, na cidade de Campo Grande (MS).

Continua!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

El maltrato en la infancia se asocia con anomalías en la sustancia gris del cerebro

Via SINC
17.06.2014

Un estudio internacional analiza mediante técnicas de neuroimagen si el hecho de sufrir maltrato infantil se relaciona con el volumen de sustancia gris del cerebro, encargada del procesamiento de la información. Los resultados desvelan un déficit significativo en varias regiones cerebrales después del abuso.

Veja a matéria completa aqui!

Campanha pelo desmatamento zero no Brasil atinge
1 milhão de assinaturas


JC e-mail 4974, de 17 de junho de 2014
Campanha pelo desmatamento zero no Brasil atinge 1 milhão de assinaturas


Faltam cerca de 400 mil para o texto da mobilização se transformar em projeto de lei

A campanha pelo desmatamento zero no Brasil alcançou nesta segunda-feira 1 milhão de assinaturas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo Greenpeace, uma das entidades que trabalham pelo fim do desmatamento no país. Para que seja encaminhado o projeto de lei ao Congresso Nacional faltam agora 400 mil assinaturas. Pelo texto da proposta popular, fica proibida a supressão de florestas nativas em todo o território nacional e União, Estados e municípios serão proibidos de autorizar novos desmatamentos. O projeto de lei permite o desmatamento em planos deplanejo florestal, em questões de defesa civil e segurança nacional, para pesquisa e atividades de utilidade pública e interesse social.

As propriedades rurais destinadas à agricultura familiar terão autorização para desmatar por cinco anos contados após a aprovação da lei, condicionada à implementação de programas de assistência técnica rural, recuperação de matas nativas, transferência de tecnologia e de renda. O desmatamento em terras indígenas e em locais de populações tradicionais continuarão a ser regidos por legislação específica.

Para que o Congresso Nacional aprecie uma lei de iniciativa popular é preciso que o projeto seja acompanhado por assinaturas equivalentes a 1% do eleitorado brasileiro.

A campanha pelo desmatamento zero foi lançada pela ONG Greenpeace em março de 2012. Segundo Cristiane Mazzetti, o Brasil precisa pensar num modelo de desenvolvimento que respeite as florestas e o meio ambiente.

Cristiane afirma que, embora o país comemore a queda do desmatamento na Amazonia, apenas no ano passado foram eliminados cerca de 580 mil hectares de florestas nativas no bioma. Também segue o desmatamento nas áreas de Mata Atlântica e de cerrado.

De acordo com Cristiane, além de alcançar o número de assinaturas necessárias, o projeto pelo desmatamento zero só será entregue ao Congresso Nacional quando a população estiver mobilizada, para que exerça pressão política.

- Um projeto como este pode ser encaminhado e não passar. Por isso, é preciso conscientizar as pessoas para que elas cobrem dos políticos a aprovação - diz ela.

Na avaliação dela, embora a população tenha ficado mais consciente, o Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional foi um retrocesso por anistiar os que haviam desmatado irregularmente antes de 2008. A falta de punição, diz Cristiane, acaba estimulando o crime ambiental.

A mais conhecida lei criada por projeto de iniciativa popular foi a Lei da Ficha Limpa. Outras três leis de iniciativa popular aprovadas pelo Congresso foram a lei que transformou as chacinas em crime hediondo, a que prevê a cassação do mandato de político que tenha comprado votos para se eleger e a que instituiu o Fundo Nacional de Habitação.

(O Globo)
http://oglobo.globo.com/sociedade/campanha-pelo-desmatamento-zero-no-brasil-atinge-1-milhao-de-assinaturas-12882806#ixzz34tlaDwON



 
Pessoal, quem quiser assinar pelo
Desmatamento Zero é só clicar:

AQUI!

Grande abraço,
Adelidia Chiarelli


terça-feira, 17 de junho de 2014

O Mundial 2014 e a Casa da Mãe Joana,
por Gil Castello Branco

Via blog do Noblat
17.06.2014

Gil Castello Branco, O Globo

No século XIV, a rainha de Nápoles, Joana, após envolver-se em conspiração para a morte do marido, fugiu e foi morar em Avignon, na França. Lá, se instalou em um palácio e passou a mandar e desmandar na cidade, a ponto de regulamentar até os bordéis. A partir daí, cada prostíbulo passou a ser conhecido como “Paço da Mãe Joana”. No Brasil, a expressão foi alterada para “Casa da Mãe Joana”, sinônimo de lugar ou situação em que predominam o vale-tudo, a balbúrdia e a desorganização.

Associo a história à Copa. Desde 2007, quando o Brasil foi anunciado como país-sede, venderam-nos gato por lebre. À época, o então ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou: “Os estádios para a Copa serão construídos com dinheiro privado. Não haverá um centavo de dinheiro público.” Na mesma linha, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira disse: “Faço questão absoluta de garantir que será uma Copa em que o poder público nada gastará em atividades desportivas.” O ex-presidente Lula confirmou: “Tudo será bancado pela iniciativa privada.”

Se fosse verdade, ninguém criticaria as arenas de Manaus, Natal, Cuiabá e Brasília — uma manada de elefantes brancos —, construídas pela iniciativa privada, por sua própria conta e risco. Curiosamente, porém, a maioria dos empresários não se interessou pelos estádios padrão Fifa. A fatura de R$ 8 bilhões, em sua quase totalidade, caiu mesmo no colo da viúva.
Afirmar que a metade desse valor decorre de financiamentos que serão cobrados com rigor pelos bancos é, no mínimo, uma falácia. Em sete arenas, os próprios governos estaduais assumiram dívidas de R$ 2,3 bilhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Sendo empréstimos contraídos pelos estados, adivinhe, leitor, de onde sairá o dinheiro para quitá-los?

Leia a íntegra em O Mundial 2014 e a Casa da Mãe Joana

Gil Castello Branco é economista e fundador da organização não-governamental Associação Contas Abertas.

O show do exoesqueleto


JC e-mail 4973, de 16 de junho de 2014
O show do exoesqueleto


Artigo de Roberto Lent publicado em O Globo de 14/6. A prévia publicação nas revistas especializadas é o selo de qualidade do produto científico, como o selo do Inmetro o é para os produtos industriais

Não deve ter sido por acaso que a Fifa reduziu para poucos segundos a exibição do exoesqueleto do cientista Miguel Nicolelis na abertura da Copa do Mundo. Talvez a prudência lhe tenha imposto essa medida.

Em torno desse polêmico episódio, há várias questões a considerar. Primeiro: não é possível aferir a originalidade e o impacto científico e prático da propalada tecnologia de comando cerebral do exoesqueleto sob feedback sensorial eletrônico. A razão é simples: Nicolelis ainda não a publicou em revistas especializadas. Sua produção científica e sua capacidade de trabalho permitem supor que o fará brevemente para a avaliação da comunidade científica da área. Ficaremos aguardando. Mas o fato é que até o momento pouco se pode comentar sobre o experimento da Copa que não sejam especulações.

Segundo: a exibição pública, para milhões de pessoas em todo o mundo, do chute à bola efetuado por um paraplégico vestindo o exoesqueleto é em si uma iniciativa importante para valorizar a ciência perante a sociedade. No entanto, do modo como foi feita, viola um princípio ético básico da divulgação científica - só se deve divulgar ao público leigo o que antes se publica nas revistas especializadas. Elitismo? Falta de espírito democrático? Não, responsabilidade social. A prévia publicação nas revistas especializadas é o selo de qualidade do produto científico, como o selo do Inmetro o é para os produtos industriais, a licença da Anvisa para os medicamentos, o carimbo do Ministério da Agricultura para os produtos agrícolas. Essas revistas, antes de publicar qualquer artigo, submetem-no a uma rigorosa revisão por especialistas. Além disso, os autores têm que apresentar todos os detalhes dos métodos que empregaram e dos resultados que obtiveram. Na abertura da Copa, o show do exoesqueleto representou uma ruptura com esse princípio. Talvez tenha sido isso que a Fifa percebeu a tempo.

Mas há outras questões em jogo: uma delas é o contraste entre o financiamento que o projeto Nicolelis obteve e o que conseguem obter os pesquisadores brasileiros de nossas universidades, com todo o crescimento dos recursos conseguido nos últimos anos. A Finep, agência de financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, colocou R$ 33 milhões no exoesqueleto. Nada errado nisso: trata-se de uma agência de inovação, cuja missão é justamente investir em projetos ousados, assumindo os riscos, que de resto são inerentes a todos os projetos científicos. Mas é inevitável comparar: o edital recentemente lançado por outras agências do mesmo ministério para a criação de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia anunciou que proverá no máximo R$ 10 milhões para cada um dos grupos que vencerem uma acirrada concorrência. Como esses R$ 10 milhões se destinam a grupos que associam vários pesquisadores independentes, cada pesquisador contará com algo em torno de R$ 1 milhão para o seu projeto.

Três a um foi a vitória da seleção brasileira; 33 a 1 foi a vitória de Nicolelis sobre a comunidade científica brasileira.

Roberto Lent é professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro

(O Globo)
http://oglobo.globo.com/opiniao/o-show-do-exoesqueleto-12856030#ixzz34nrMrffx

Ativistas protestam contra gastos na Copa e por mais investimentos na educação


JC e-mail 4973, de 16 de junho de 2014
Ativistas protestam contra gastos na Copa e por mais investimentos na educação


Os trabalhadores também pedem a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação já no próximo ano
Trabalhadores da educação e integrantes do Comitê Popular da Copa fizeram neste domingo (15) um protesto nas proximidades do Estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha, contra os gastos na Copa do Mundo no país. A concentração foi na Rodoviária do Plano Piloto, no final da manhã, e reuniu cerca de 250 manifestantes, segundo os organizadores, e 200, de acordo com a Polícia Militar.

Os manifestantes questionaram o investimento de recursos públicos na construção do estádio e pediram mais recursos para a saúde e educação e melhores serviços públicos.

"Esse foi o tema escolhido porque são dois direitos básicos [saúde e educação] que são desrespeitados. A cada manifestação temos um tema, escolhemos esse porque a Suíça é um país com IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] alto e que investe forte na educação e saúde", disse o integrante do Comitê Popular da Copa, Thiago Ávila.

De acordo com Ávila, "o Equador, apesar de não ter os mesmos índices, resolveu fazer uma auditoria na sua dívida pública. Aqui, nós usamos cerca de 44% para pagar juros da dívida e acreditamos que se houvesse uma auditoria veríamos que já pagamos essa dívida", observou. "E poderíamos aplicar estes recursos em saúde, educação e melhores serviços para a população", acrescentou.

Após a concentração, os manifestantes iniciaram uma caminhada em direção ao estádio. Com faixas, cartazes e gritos de luta pediam por mais dinheiro para a educação. Os policiais militares fizeram um cordão de isolamento no Eixo Monumental, via que passa ao lado do estádio, para que os manifestantes não chegassem perto do Mané Garrincha. "Estamos tendo o nosso direito à livre manifestação tolhido. É um absurdo a polícia impedir que a gente se desloque de forma pacífica e tranquila", criticou Ávila. Os manifestantes retornaram para a rodoviária onde encerraram o protesto.

Em greve há 52 dias, servidores (professores e técnicos administrativos) da rede federal de educação básica, profissional e tecnológica resolveram aderir ao ato convocado pelo Comitê Popular da Copa.

Eles reivindicam o cumprimento dos acordos assinados em greves anteriores, como o estabelecimento de uma data-base para os servidores públicos federais, isonomia dos benefícios com servidores de outros poderes e antecipação, em 2014, da parcela do aumento previsto para 2015.

Os trabalhadores também pedem a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação já no próximo ano. No último dia 6, a Câmara dos Deputados concluiu a votação do Plano Nacional de Educação (PNE), que assegura que o país deve investir os 10% até 2024. "Queremos os 10% do PIB para já e que sejam investidos somente em educação pública. Da forma como foi aprovado somos contra, pois os recursos vão servir para financiar a educação privada e não concordamos com isto", disse a coordenadora do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Silvana Pineda.

A servidora Caroline Soares do Santos, do comando nacional de greve, disse que os trabalhadores também estão lutando por uma expansão responsável da rede de institutos federais de educação. Segundo ela, "tem havido uma expansão, mas de forma desordenada. A estrutura de muitos institutos às vezes é precária, faltam salas de aulas, refeitórios, entre outras coisas. Além disso, técnicos e professores estão sobrecarregados, uma vez que há carência de pessoal", completou.

De acordo com o Sinasefe, o governo ainda não sentou para negociar e, até o momento, 161 institutos estão com as atividades paralisadas.

(Luciano Nascimento / Agência Brasil)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Faltam recursos para preservar o mascote da Copa


JC e-mail 4973, de 16 de junho de 2014
Faltam recursos para preservar o mascote da Copa


Para driblar a extinção, tatu-bola ganha um plano nacional de conservação


O tatu-bola, escolhido como mascote da Copa no Brasil, é um animal em extinção devido à destruição de seus habitats na Caatinga e no Cerrado, além de sofrer com a caça. O pequeno mamífero também está correndo o risco de perder um importante reforço na luta por sua preservação. O trabalho desenvolvido pela Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM) no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, está ameaçado por falta de recursos.

De acordo com a professora Rute Maria Gonçalves de Andrade, do conselho fiscal da FUMDHAM, todo o trabalho que vem sendo realizado em mais de 40 anos está ameaçado, além das espécies animais que ficarão desamparadas, mais de100 pessoas podem ficar desempregadas. "Infelizmente a fundação não tem recebido os recursos do ICMBio, nem do IPHAN já que o Parque é declarado pela UNESCO como Patrimônio Natural e Histórico da Humanidade, em quantidade suficiente e nos prazos devidos para fazer esta gestão", desabafou.

Por meio de sua Divisão de Comunicação, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que "não houve nenhuma interrupção de repasses para a Fundação Museu do Homem Americano. Em 2014, foram repassados R$ 400 mil de recursos de compensação ambiental e há a previsão de mais R$ 300 mil, oriundos de emenda parlamentar". Já o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão do Ministério da Cultura (MinC), não se pronunciou até o fechamento desta edição por conta de uma greve de seus funcionários.

Desde os anos 90, a equipe da FUMDHAM, liderada por sua presidente a arqueóloga Niède Guidon desenvolve ações de preservação da fauna local, o que tem sido decisivo para manter o equilíbrio da densidade populacional no parque de muitos vertebrados. Este trabalho consiste em manter limpos e cheios os reservatórios naturais de água existentes no Parque conhecidos como caldeirões, além de outros que foram construídos, para que os animais tivessem água na época da seca.

Para Rute esse é o momento ideal para chamar a atenção para os esforços de preservação da fauna e flora brasileira. "Talvez fosse importante que a partir da Copa fosse lançada uma grande campanha nacional em favor das Unidades de Conservação que preservam a duras penas o tatu-bola", sugeriu.


Até o momento o trabalho de conservação do tatu-bola - cujo nome científico é Tolypeutestricinctus - está dando bons resultados. Segundo a professora Rute ele é um dos animais que compõem a fauna do Parque. "Após a fiscalização relativa à caça e o trabalho de fornecimento de água na época da seca possibilitaram manter a população desta espécie de mamífero, endêmico do Bioma caatinga", afirmou.

Plano Nacional de Conservação - O biólogo Leandro Jerusalinsky, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB/ICMBio), em João Pessoa (PB), faz parte do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Tatu-bola (PAN Tatu-bola). A ideia é consolidar uma estratégia para diminuir o risco de extinção de duas espécies. "O plano tem como objetivo geral a redução do risco de extinção do Tolypeutestricinctus, que habita a Caatinga e o Cerrado, para a categoria Vulnerável e avaliação adequada do estado de conservação do Tolypeutesmatacus, encontrado no Pantanal e Cerrado, em cinco anos", explicou.
Ainda segundo Jerusalinsky, o PAN Tatu-bola vai ajudar na conservação destas espécies por estabelecer de forma clara quais são as ações prioritárias para reverter ou atenuar os principais impactos sobre elas, que consistem na perda e fragmentação de habitats, caça e falta de conhecimento. "Desta forma, as diversas instituições envolvidas em pesquisa, fiscalização e licenciamento ambiental, por exemplo, poderão adotar essas ações em sua atuação, ajudando a conhecer e a proteger os tatus-bola", detalhou.


O PAN foi elaborado por um conjunto de especialistas nestas espécies, sediados em instituições de ensino e pesquisa como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Vale do Rio São Francisco (UNIVASF), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Estadual do Mato Grosso (UNEMAT), EMBRAPA Pantanal, além do próprio ICMBio.

(Edna Ferreira)
Essa matéria está na página 12 da última edição do Jornal da Ciência. Essa e outras reportagens podem ser acessadas em http://www.jornaldaciencia.org.br/impresso/JC760.pdf


REPORTAGENS E NOTÍCIAS MAIS LIDAS DO MÊS - AGÊNCIA FAPESP

Via Agência FAPESP



domingo, 15 de junho de 2014

O jogo lucrativo da Copa

Via Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz)
Por Viviane Tavares
11.06.2014

Relatório apresenta legados dos mundiais no Brasil, África do Sul e Alemanha, aponta os verdadeiros interesses e interessados pela Copa do Mundo no país do futebol.

No final do mês de maio foi publicado o relatório ‘Um olhar sobre os legados dos mundiais no Brasil, África do Sul e Alemanha' da Fundação Heinrich Böll - Brasil, no qual abordou o legado deixado em países que receberam a Copa do Mundo em anos anteriores e como o Brasil se preparou para este mundial. O relatório não só aponta a estratégia da FIFA e do empresariado no jogo de disputa de interesses em receber o evento como também divulga como o poder e o financiamento público vão, aos poucos e em números exorbitantes, financiando este acontecimento.
 
No caso do Brasil, o investimento chegou atualmente a € 8,5 bilhões - o equivalente a R$ 26 bilhões - dos quais 85% saem dos cofres públicos, segundo o relatório. O investimento público tinha a justificativa de gerar empregos e uma injeção na economia brasileira. Os números previstos eram de que a Copa injetaria R$ 142 bilhões na economia brasileira e geraria 3,63 milhões de empregos por ano entre 2010 e 2014, além de R$ 63 bilhões de renda para a população. A realidade, no entanto, como mostra o organizador da edição Dawid Danilo Bartelt é outra. "Teixeira prometeu uma Copa do Mundo com amplos recursos privados, o que ao longo dos sete anos de preparação para o evento não se efetivou. O mesmo ocorreu com a previsão de gastos, que era de R$ 5 bilhões. O valor, no início de 2014, já beira os R$ 30 bilhões", explica o diretor no relatório.
 
O relatório vai além e aponta que mesmo sendo uma entidade sem fins lucrativos, a FIFA divulgou em seu balanço de 2012 um lucro de R$ 178 milhões, além de uma reserva financeira de R$ 2,6 bilhões. A organização da Copa do Mundo no Brasil deverá garantir um faturamento de R$ 9,7 bilhões. Na África do Sul essa quantia foi de R$ 7 bilhões em 2010, e, na Alemanha, de R$ 4,4 bilhões em 2006.
 
Para que o país conseguisse o direito de sediar o torneio e alcançar tal lucratividade, a FIFA exigiu, por exemplo, que houvesse uma isenção de impostos nos contratos. Estima-se que só com isso, a federação economizasse cerca de R$ 1 bilhão. A lei da Copa (12663/12), que determina essa e outras regalias para a FIFA diz ainda que deve ser do governo a garantia com segurança, saúde e vigilância sanitária, além de, caso não consiga realizar o evento, será responsabilizada por quaisquer danos que vierem a acontecer.
 
O documento ainda contesta os legados socioeconômicos, que, segundo o texto, apresentam uma série de problemas metodológicos. "As obras de infraestrutura viária são obras específicas para a Copa ou teriam sido realizadas de qualquer forma? Os gastos elevados comprometem outros itens dos orçamentos municipais, estaduais ou federal ou são compensados, por exemplo, através de investimentos privados? Como computar formas indiretas de financiamento, como isenções fiscais (das quais a FIFA goza quase que plenamente) ou subsídios?", indaga.

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Las 115.000 toneladas de basura radiactiva olvidadas en el Atlántico Nordeste

Via Matéria
Por
07.05.2014

Los 223.000 bidones con residuos nucleares lanzados en alta mar hasta 1982 no se controlan desde hace dos décadas, pese a las evidencias de fugas. Los países europeos estudiarán en 2014 si es necesario establecer un nuevo programa de vigilância

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Las radiaciones de los móviles afectan negativamente a la fertilidad masculina

Via Tendências 21
Por Universidad de Exeter/T21
10.06.2014

Un estudio de la Universidad de Exeter, en el Reino Unido, revela que reducen en un 8% la motilidad y la viabilidad de los espermatozoides

Los hombres que llevan el teléfono móvil en el bolsillo del pantalón podrían estar perjudicando sin darse cuenta sus posibilidades de ser padre, según un estudio dirigido por la Universidad de Exeter, en el Reino Unido. La investigación reveló que las Radiaciones Electromagnéticas de Radiofrecuencia emitidas por estos dispositivos reducen en ocho puntos porcentuales de media la motilidad y la viabilidad de los espermatozoides.

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sábado, 14 de junho de 2014

A festa dos excluídos do Itaquerão

Via El País
Por
12.06.2014

. Os moradores do bairro de Itaquera, onde fica o estádio da abertura, foram impedidos de chegar próximo ao local onde acontecia o jogo de estreia


Tainá Salustiano e mais cinco amigos, com idades entre dez e 17 anos, andaram por quase quarenta minutos do centro de Itaquera, onde moram, até a avenida Doutor Luís Aires, a menos de um quilômetro da Arena Corinthians, para onde pretendiam seguir. O objetivo era assistir a disputa entre Brasil e Croácia de um telão que, segundo os boatos espalhados pelas crianças do bairro, havia sido montado ao lado do estádio. A aventura, no entanto, parou por ali. No meio do caminho tinha um bloqueio de Policiais Militares para impedir qualquer passo a mais em direção à arena de pessoas que não tivessem em mãos um ingresso, cujo preço começava em 160 reais –quase um quarto do salário mínimo.

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Xingamentos não vão me intimidar, diz Dilma

Via blog do Noblat
14.06.2014

Cristina Alencastro, O Globo

A presidente Dilma Rousseff aproveitou seu discurso de lançamento do corredor expresso de ônibus em Brasília para dizer que não se abaterá com as vaias e xingamentos que sofreu ontem durante a abertura da Copa do Mundo. Ela disse que as agressões não são partilhadas pela maioria do povo brasileiro, que é educado, e que as palavras proferidas por parte dos torcedores não deveriam sequer ser ouvidas pelas crianças.
Dilma afirmou que o Brasil superou todos os desafios para realizar o mundial e não vai ser isso que a vai atemorizar. Ela lembrou que na época da ditadura foi torturada e suportou agressões físicas insuportáveis e que portanto não vai se intimidar com os xingamentos. Ontem, ao ter sua imagem exibida no telão da Arena Corinthians, na abertura da Copa, boa parte do estádio começou a dizer: "Ô Dilma, vai tomar no c..."

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sexta-feira, 13 de junho de 2014


Morre Marlene





Sobre Marlene


Cientistas pedem a suspensão dos transgênicos
em todo o mundo

Via EcoDebate
13.06.2014

Carta aberta de cientistas de todo o mundo a todos os governos sobre os organismos geneticamente modificados (OGM).

– Os cientistas estão extremamente preocupados com os perigos que os transgênicos representam para a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde humana e animal, e, portanto, exigem uma moratória imediata sobre este tipo de cultivo em conformidade com o princípio da precaução.

– Eles se opõem aos cultivos transgênicos que intensificam o monopólio corporativo, exacerbam as desigualdades e impedem a mudança para uma agricultura sustentável que garanta a segurança alimentar e a saúde em todo o mundo.

– Eles fazem um apelo à proibição de qualquer tipo de patentes de formas de vida e processos vivos que ameaçam a segurança alimentar e violam os direitos humanos básicos e a dignidade.

– Eles querem apoio maior à pesquisa e ao desenvolvimento de uma agricultura não corporativa, sustentável, que possa beneficiar as famílias de agricultores em todo o mundo.

A carta aberta está publicada no sítio Ecocosas, 07-06-2014. A tradução é de André Langer.

A carta é assinada por 815 cientistas de 82 países, entre os quais estão:

Dr. David Bellamy, Biólogo e artista, Londres, Reino Unido;
Prof. Liebe Cavalieri, Matemática Ecologista, Univ. Minnesota, EE.UU.;
Dr. Thomas S. Cox, geneticista, Departamento de Agricultura de EE.UU. (aposentado), Índia;
Dr. Tewolde Egziabher, porta-voz para a Região da África, Etiópia Dr. David Ehrenfeld, biólogo / ecólogo da Universidade de Rutgers, EE.UU.;
Dr. Vladimir Zajac, Oncovirologista, Geneticista, Cancer Reseach Inst., República Checa;
Dr. Brian Hursey, ex-oficial superior da FAO para as doenças transmitidas por vetores, Reino Unido;
Prof. Ruth Hubbard, geneticista da Universidade de Harvard, EE.UU. Prof. Jonathan King, biólogo molecular, MIT, Cambridge, EE.UU.;
Prof. Gilles-Eric Seralini, Laboratoire de Biochimie y Moleculaire, Univ. Caen, França;
Dr. David Suzuki, geneticista, David Suzuki Foundation, Univ. Columbia Britânica, Canadá;
Dra. Vandana Shiva, física teórica e ecologista, Índia;
Dr. George Woodwell, Diretor, Centro de Pesquisa Woods Hole, EE.UU.;
Prof. Oscar B. Zamora, Agrônomo, U. de Filipinas, Los Baños, Filipinas.

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