segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O homem quase foi extinto

Via Estadão
Por Fernando Reinach
04 de agosto de 2011

Quando sobram poucos indivíduos de uma espécie, ela é listada como ameaçada de extinção. É o caso do tigre-asiático e do mico-leão-dourado. Agora, um grupo de cientistas descobriu que nós também passamos perto da extinção.

Essa descoberta é um subproduto do sequenciamento completo do genoma humano. Mas como é possível decifrar nossa história analisando a sequência de nosso genoma?

Imagine um saco contendo 100 bolas, 25 vermelhas, 25 amarelas, 25 azuis e 25 verdes. Imagine agora que cada uma dessas bolas se divida a cada 24 horas, dando origem a duas bolas da mesma cor que a bola mãe.

Ao longo do tempo, a população de bolas no saco vai aumentar, mas a proporção entre as bolas vai se manter. Se um número pequeno de bolas "morrerem" (forem tiradas do saco), a proporção entre as cores pode mudar um pouco, mas deve se manter aproximadamente a mesma.

Imagine que, em dado momento, exista uma mortandade em massa dessas bolas e que só sobrem duas bolas dentro do saco. Essas duas podem ser da mesma cor ou de cores diferentes - de qualquer maneira, duas das quatro cores deixarão de existir. Imagine agora que depois desse evento catastrófico as bolas continuem a se reproduzir.

Anos depois, examinemos o saco. Vamos encontrar somente duas cores, descendentes dos poucos indivíduos que sobreviveram à catástrofe. Esse efeito é o que os geneticistas chamam de "efeito fundador", ou seja, uma redução drástica na diversidade genética (o número de cores existentes) de uma população resultante de um afunilamento brutal do número de indivíduos da população em algum momento do passado. Quando o "efeito fundador" é detectado, podemos deduzir que a espécie, por um período, teve pouco indivíduos e portanto correu o risco de ser extinta.

Na verdade, a genética humana é mais complicada, pois não existe somente uma característica (cor), mas milhões delas. Além disso, como a reprodução é sexual, as características se misturam a cada geração. E, o que é importante para esse tipo de análise, surgem novas variantes de cada característica ao longo do tempo (é como se de vez em quando uma bola vermelha tivesse um filho mutante cor-de-rosa, dando origem a uma subpopulação de bolas rosas). O importante é que, analisando o genoma completo de diversos indivíduos e assumindo a duração de cada geração e a taxa de mutação (com que frequência surge uma nova variável, como a bola rosa), esse novo método permite estimar o tamanho da população em cada momento do nosso passado. Continua

domingo, 7 de agosto de 2011

O QUE TOCAVA NA RÁDIO AMERICANA QUANDO VOCE NASCEU

Recebi por e-mail.
Valeu, Carlinhos, mon amour!



Músicas a partir de 1940
Clique no ano do teu nascimento
CLIC AT YOUR BORN YEAR

Trata-se de un jukebox que recupera 60 anos de músicas e que te permite ouvir as melodias do ano de teu nascimento ou de qualquer outro ano entre 1940 e 1999.



AQUI!


Lei estadual que obriga estrada a ter ciclovia é ignorada

Via Estadão
Por Rodrigo Burgarelli e Felipe Frazão
07 de agosto de 2011

Trecho Sul do Rodoanel é apenas um exemplo de rodovia em São Paulo que, de acordo com a legislação, deveria contar com rota para bicicletas

Lei estadual de 1998 que obriga a incluir ciclovias em todas as rodovias paulistas construídas desde então está praticamente esquecida pelo governo e pelas concessionárias. Daquele ano para cá, São Paulo ganhou 4.542 novos quilômetros de estrada, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). As ciclovias, porém, somam apenas 17,4 km em três pequenos trechos de rodovias no Estado.

Também conhecida como Plano Cicloviário do Estado de São Paulo, a Lei 10.095 determina que as ciclovias sejam construídas em todos os trechos urbanos, de conurbação e onde há locais de atração de pessoas, como indústrias, escolas e comércios.

Também exige construção de vias exclusivas para ciclistas em pontes, viadutos e túneis. Não há dados sobre o quanto a lei foi respeitada nesse tipo de construções, mas até obras em cartões-postais paulistanos, como a Ponte Octávio Frias de Oliveira, desrespeitaram a legislação.

"Essa diferença (entre os quilômetros novos e os trechos de ciclovias) é uma vergonha! Mostra qual é o enfoque do governo: priorizar o transporte motorizado e só", diz o cicloativista Felipe Aragonez. "Isso tinha de ser feito principalmente em trechos urbanos", afirma.

Entre as rodovias construídas desde que a lei entrou em vigor estão os Trechos Oeste (2001) e Sul (2010) do Rodoanel, a extensão da Bandeirantes até Cordeirópolis (2001) e as novas pistas da Imigrantes (2002), além de 2.986 km de rodovias vicinais.

Outra obrigação é a formulação de um programa para a construção de ciclovias e ciclofaixas nas estradas existentes antes da lei. Isso, porém, ainda não foi feito e mesmo obras a serem iniciadas não preveem ciclovias. É o caso dos novos trechos do Rodoanel - Leste e Norte - e da duplicação de 42,9 km da Raposo Tavares.

Enquanto isso, concessionárias proíbem bicicletas de trafegar no acostamento de rodovias. A Ecovias, que administra a Imigrantes, por exemplo, afirma que o objetivo da restrição é garantir a segurança dos ciclistas. A empresa não informou a razão de a Nova Imigrantes não ter ciclovia. Já a CCR SPvias, responsável pela duplicação da Raposo Tavares, afirmou que o projeto não contempla ciclovias porque o Executivo não regulamentou o programa.

Já a Secretaria de Transportes afirmou que vai criar neste ano um grupo de estudo para a elaboração desse plano. A pasta afirmou também que existem projetos de ciclovias em duas estradas e uma terceira está em construção entre Salto e Itu.

fonte

Uma epidemia que mata 100 por dia

Via Época
Por RUTH DE AQUINO
03/08/2011


Olhe seu relógio e pense:
uma vida se perde a cada 15 minutos
em acidentes de trânsito no Brasil


A causa não é fome, guerra, vírus ou bactéria. Uma vida se perde a cada 15 minutos em acidentes de trânsito no Brasil. Olhe seu relógio e pense: “100 brasileiros morrem a cada 24 horas em ferragens, no asfalto e na calçada”. Por ano, são 36 mil – no cálculo mais conservador. Esses são os mortos. Sem contar os amputados e paraplégicos. Motoristas, passageiros, pedestres, ciclistas, motociclistas. Eu sei, você sabe. E quem dirige carros potentes, alcoolizado e a 150 quilômetros por hora também sabe.

Desastres recentes, no Estado de São Paulo, envolveram gente de muita grana e na idade mais perigosa segundo as estatísticas da violência sobre rodas: entre 20 e 30 anos.

A nutricionista Gabriella Guerrero Pereira, de 28 anos, perdeu o controle do Land Rover blindado e atropelou na calçada o administrador Vítor Gurman, de 24, na Rua Natingui, na Vila Madalena, bairro com bares e restaurantes lotados à noite. Gabriella deu entrevista, chorou, disse que assumiu a direção do carro “robusto mas instável” porque o namorado estava bêbado. “A rua é muito estreita para a proporção do carro. O acidente aconteceu”, disse ela. Gabriella não fez exame de bafômetro “porque o PM não pediu”. O PM desmentiu. Disse que ela se recusou. Vítor morreu dias depois do atropelamento.

O engenheiro Marcelo Malvio Alvez de Lima, de 36 anos, dirigia um Porsche na Rua Tabapuã, no bairro Itaim Bibi. Num cruzamento, chocou-se com o Tucson da advogada Carolina Menezes Cintra Santos, de 28 anos. Carolina tinha cometido um erro: ela passava o sinal vermelho lentamente, quando foi atingida pelo Porsche de Marcelo. O engenheiro foi acusado de estar a 150 quilômetros por hora, numa rua que permite velocidade máxima de 60 quilômetros por hora. Ele nega. “Não sou bandido”, disse, em entrevista. Tinha bebido, segundo ele, “não mais do que duas taças de vinho”. Não gostou de ficar conhecido como o “dono do Porsche”. Sobre o desastre, afirmou: “Aconteceu um acidente, ela faleceu, com certeza isso estava nos planos de Deus”. Marcelo pagou R$ 300 mil de fiança. Carolina morreu no instante da colisão.

O administrador João Luís Raiza Filho, de 30 anos, perdeu o controle de seu Chevrolet Camaro, subiu no canteiro de uma praça em São Bernardo do Campo, bateu em árvores e derrubou um muro. Como estava nu da cintura para baixo, um PM precisou emprestar a ele uma cueca para sair do carro. No banco ao lado do motorista, havia uma garrafa vazia de uísque. Raiza Filho já foi personagem de “Nossa Antena”. Em outubro de 2007, o playboy, então com 27 anos, destruiu sua Ferrari na véspera do GP de Fórmula 1 em São Paulo. Bateu sob um viaduto. Deu cabeçada na boca de um cinegrafista. Teve de pagar R$ 3 mil pela agressão. Há quatro anos, esta coluna dizia o seguinte: “Numa sociedade em que nossos atos têm consequência, esse rapaz seria condenado a prestar serviços à comunidade. Se seu castigo for apenas trocar uma Ferrari por um Mercedes, nada mudará em sua vida”. E não mudou mesmo. Errei na marca do novo carro.

Raiza Filho não matou ninguém ainda. Mas é evidente que ele e milhões de motoristas são um perigo real para si e para a sociedade. Pilotam estimulados por álcool, deprimidos por drogas ou excitados pela sensação de onipotência. Ainda há os que simplesmente não sabem dirigir e não poderiam ter carteira de habilitação. Temos ao volante um exército de homicidas e suicidas em potencial. O trânsito brasileiro mata 2,5 vezes mais que nos Estados Unidos e 3,7 vezes mais que na Europa, segundo um estudo divulgado em dezembro de 2009.

“Não é possível que haja no Brasil muitos problemas mais graves do que 100 mortos em acidentes a cada dia.” A declaração é do diretor-geral de trânsito na Espanha, Pere Navarro Olivella, de 59 anos. A Espanha reduziu em 57% as mortes nas estradas. Não basta educar, é preciso vigiar e punir. As campanhas devem ser duras, segundo ele: “Ridicularizar infratores reincidentes, mostrar deficientes e crianças acidentadas na TV”. Acidente de trânsito “não é maldição divina e deve ser combatido como doença grave”, disse Olivella. Chega de culpar o destino e Deus.

fonte

É preciso muito mais para formar cidadãos mais politizados

Via blog do Noblat
07.08.2011

Silvia Amorim, O Globo

A universalização do acesso à escola e o aumento da escolaridade média do brasileiro nos últimos anos não levaram à formação de cidadãos mais politizados. Essa é a conclusão de uma tese apresentada ano passado na Universidade de São Paulo (USP) pelo doutor em ciência política e pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole, Rogério Schlegel. A baixa qualidade do ensino é apontada por Schlegel como a responsável por essa situação.

- Quando você aumenta a escolaridade das pessoas não quer dizer que isso vai se reverter em mais participação - explica o pesquisador.

Décadas de pesquisas disseminaram a tese de que quanto mais escolarizado um povo mais engajados e politizados são seus cidadãos. A sua dissertação rompe com isso?

Sim. Constatei que, no caso brasileiro, o efeito esperado, que chamo de perspectiva convencional, não se confirmou. São 50 anos de pesquisas mostrando que os mais escolarizados tendem a ser mais mobilizados, ativos politicamente, mais democratas. Acontece que há, entre aspas, um defeito de fabricação nessa teoria. Essas análises ficaram concentradas em um ponto no tempo. Ou seja, quando você analisava se num determinado momento os mais escolarizados eram mais engajados, a resposta era sempre sim. A partir disso, concluiu-se que o aumento da escolaridade média formaria automaticamente uma massa de cidadão mais democrata e engajada. O que minha tese mostra é que, no caso brasileiro, não é assim. Quando você aumenta a escolaridade das pessoas não quer dizer que automaticamente vai se reverter em mais participação e mais apoio à democracia.

Por quê?

Digo que a educação não é panaceia em que você tem esse efeito linear automático. Temos que desmistificar a educação. O impacto político dela é limitado. É forte, mas limitado. No caso brasileiro, um ingrediente que mina e faz com que aquela expectativa tradicional não se realize é a baixa qualidade da educação. Muitos estudos já constataram que a expansão espetacular da rede de ensino brasileiro veio acompanhada de uma queda na qualidade do sistema educacional. Minha tese indica que isso teve um impacto no efeito político da educação.

Como concluiu isso?

Comparei pesquisas de opinião de 1989 a 2006 para identificar quanto cada nível de escolaridade estatisticamente agregou em termos de comportamento político. Constatei o seguinte: quem tinha grau de escolaridade acima do superior incompleto em 1989 tinha 3,6 vezes a chance de declarar que tinha muito interesse em política, comparado a alguém com diploma do ensino fundamental. Em 2006, (essa relação) era de 1,6. É o que chamo de retorno político decrescente da educação.

O que o senhor considera um cidadão engajado?

Não estou falando em formar pessoas para serem políticos. Estou falando da participação mais cotidiana que se traduz em hábitos simples, como discutir política com amigos, participar de ONGs, associações de moradores ou religiosas, abaixo-assinado... O ideal é que todo o tempo as pessoas participem, fiscalizando desde a escola do seu filho até o trabalho das autoridades. Isso é ser um cidadão engajado. Agora, o comportamento político depende de outros fatores. Continua

sábado, 6 de agosto de 2011

DESENVOLVIMENTO: PARA ONDE? PARA QUÊ? PARA QUEM?

Via Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/FIOCRUZ
Radis nº 108 – Agosto de 2011
Por Adriano de Lavor e Katia Machado


Modelo que vigora no mundo globalizado expõe sistema produtivo predador, ignora direitos e gera exclusão

Regimes de trabalho com foco apenas na produção, sem considerar o trabalhador e as demandas sociais; populações que são deslocadas ou atropeladas por conta de grandes empreendimentos; mau planejamento das cidades e as catástrofes urbanas daí decorrentes; a produção voltada cada vez menos a atender necessidades e cada vez mais a gerar mais riqueza; alimentos e até mesmo pessoas tomados como commodities. São marcas do modelo de desenvolvimento hoje em vigor no mundo globalizado, um modelo que autoriza a exploração do ser humano e a busca por se dominar a natureza, ainda que daí resulte exclusão, pobreza, desigualdade e um futuro incerto para as próximas gerações. Vislumbrar essas consequências, no entanto, não tem sido suficiente para frear essa trajetória, o que tem levado pesquisadores, cientistas sociais, gestores e detentores de cargos políticos a levantar as questões: para onde caminha o desenvolvimento? Para quê? Para quem?

Esse mundo pautado pela ideologia do capital, movimenta-se pela concorrência entre as grandes corporações, como aponta o sociólogo Ricardo Antunes, professor titular de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. “As corporações não se contentam mais com os nichos nacionais. Querem amplitude global e, para isso, reduzem direitos e salários e amplificam intensidade e ritmo do trabalho”, analisa, dando clara pista para as respostas às questões que abrem esta reportagem.

COMPETIÇÃO GLOBAL

A vida humana como extensão ilimitada da
produção e do consumo : ideologia do crescimento
 em cenário de competição global
Foto: Cícero R. C. Omena/flickr

Antunes explica que, no cenário de competição global, as empresas não somente se apropriam da dimensão manual do trabalho, como ocorria no taylorismo e no fordismo, como do seu caráter intelectual. No livro O caracol e sua concha — ensaios sobre a nova morfologia do trabalho, entre tantos que escreveu sobre o tema, ele diz que o trabalho assumiu uma forma completamente diferente daquela de 40 ou 50 anos atrás. Sua tese é que hoje o mundo do trabalho oscila entre as dimensões perene e supérflua. “Perene, na medida em que uma parcela da população consegue se manter no mercado de trabalho, cumprindo jornadas cada vez maiores e realizando múltiplas atividades. E, supérfluo, dado que cada vez mais pessoas vivem a condição do desemprego estrutural, em que a vaga do trabalhador foi substituída por máquinas ou processos produtivos mais modernos, ou foram empurradas para a informalidade e a precariedade”, escreve.

Antunes aponta um “padrão chinês” de produção, sintonizado com a ideologia do capital, que vigora na China e que vem sendo exportado para o mundo. “Esse padrão se caracteriza por baixíssima remuneração da força de trabalho, alta intensificação da sua exploração e, se possível, pela exigência de qualidade da mão de obra”, observa. “Não pode haver desastre maior do que uma sociedade que viveu uma revolução socialista ser hoje modelo de exploração do trabalho”. Continua

É discutível a estabilidade dos prédios do 'Minha Casa, minha vida'

Via blog do Noblat
06.08.2011

Letícia Lins, O Globo

Os primeiros moradores do Residencial São Francisco, conjunto habitacional do "Minha Casa Minha Vida" inaugurado [ontem] pela presidente Dilma Rousseff em Juazeiro (BA), encontraram na entrada de cada bloco de prédios uma placa advertindo para que não façam reformas, sob risco de "danos à solidez".

É que os prédios foram construídos com a tecnologia "alvenaria estrutural", que os levou a serem conhecidos no Nordeste como "prédios-caixão" - sem pilotis e com alicerces em alvenaria, mas de estabilidade discutível.

O sistema é muito adotado na Região Metropolitana de Recife, mas tornou-se um problema para os mutuários e para o governo do estado. Na Grande Recife, existem dez mil prédios do tipo "caixão", mas estudos acadêmicos revelam que cerca de 60% deles apresentam algum tipo de risco. Destes, 12 já desabaram, inclusive fazendo vítimas fatais.

Um diagnóstico recente feito pelo governo de Pernambuco indicou que 340 desses imóveis estão com alto risco de desabamento, e dezenas foram interditados, a maior parte nos municípios de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, os mais importantes da Região Metropolitana.

Leia mais em Residencial entregue por Dilma na Bahia usa tecnologia de alvenaria que impede reformas, pois haveria risco de desabamento

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Maria da Penha levou 12 anos para punir homem que a deixou paraplégica

Via IG
Por Daniel Aderaldo, iG Ceará
04.08.2011



Maria da Penha: "As mulheres agora sabem
o que fazer, mas, quando se encorajam
para denunciar, falta o aparato do Estado".
Foto: Divulgação

Farmacêutica levou o Brasil a ser condenado pela Organização dos Estados Americanos. Com isso, governo propôs lei contra a violência doméstica

A Lei Maria da Penha completa cinco anos no próximo domingo (7). Desde que foi sancionada, aproximadamente 77 mil sentenças foram proferidas com base nela. A cearense Maria da Penha Maia Rodrigues, que deu nome a lei, e não contava com essa legislação especifica quando seu ex-marido a deixou paraplégica, precisou brigar por 12 anos na justiça até ver seu agressor punido.

No ano de 1983, Maria da Penha recebeu um tiro de seu ex-marido, o professor universitário colombiano Marco Antônio Heredia Viveiros, enquanto dormia. Ela ficou paraplégica e o agressor tentou acobertar o crime, afirmando que o disparo foi dado por um ladrão. Após um longo período no hospital, a cearense retornou para casa. As agressões continuaram até que uma nova tentativa de assassinato a fez procurar ajuda e iniciar uma jornada de 12 anos na justiça até que seu ex-marido fosse punido. A condenação aconteceu em 1996. Ele ficou preso por dois anos, em regime fechado, e hoje está livre.

Durante o processo, Maria da Penha escreveu um relato sobre as agressões que sofreu e a luta para condenar o agressor. Em 1994, ela publicou o livro “Sobrevivi... posso contar...”. Quatro anos depois, o relato serviu de instrumento para denunciar o Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Essa denúncia resultou na condenação internacional do Brasil, pela tolerância e omissão estatal, com que eram tratados os casos de violência contra a mulher pela justiça brasileira. Continua

Liminar proíbe divulgação de material que compara ensino a distância a fast food

Via Estadão
Por Carolina Stanisci
03.08.2011

Intitulada 'Educação não é fast food - diga não à graduação à distância em Serviço Social', campanha era veiculada em rádios e na internet

Uma liminar da Justiça Federal proibiu a veiculação da campanha do Conselho Federal do Serviço Social (CFESS) que compara o ensino a distância de Serviço Social à alimentação fast food. A liminar foi concedida pelo juiz federal Haroldo Nader, da 8ª Vara da subseção judiciária de Campinas, em uma ação cautelar movida pela Associação Nacional dos Tutores de Ensino a Distância (Anated).

Intitulada "Educação não é fast food - diga não à graduação à distância em Serviço Social", a campanha começou a ser veiculada em maio. Além de um hotsite, com 13 filmes publicados no Youtube, foram divulgados spots em rádios comunitárias, além de material gráfico, como adesivos e cartazes associando o ensino a distância à alimentação fast food.

Num filme, um atendente recebe uma moça em uma lanchonete para oferecer um "combo" educacional.

Para o magistrado, o modo como estudantes e professores - tutores, no caso - são tratados no material publicitário é "pejorativo". O descumprimento pode levar a uma multa diária de R$ 1 mil. Continua

MEC não vai mais reconhecer cursos de pós de mais de 400 instituições

Via Estadão
Por Agência Brasil
03.08.2010

Cursos de sindicatos, ONGs, conselhos de classe, universidades corporativas e hospitais não serão reconhecidos pelo MEC

O Ministério da Educação (MEC) vai publicar nesta quinta-feira, 4, novas regras que restringem a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu. A partir de agora, instituições não educacionais – como sindicatos, organizações não governamentais (ONGs), conselhos de classe, universidades corporativas e hospitais –, que antes eram autorizadas a oferecer especialização, não receberão mais o reconhecimento do ministério.

Cerca de 400 instituições não educacionais tinham esses cursos e 134 esperavam autorização do MEC para funcionar. A resolução que determinou as mudanças foi elaborada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada pelo ministro Fernando Haddad.

“O que essas instituições buscavam sempre era o carimbo do MEC, transformando o credenciamento da instituição em um aval de qualidade do ministério em relação aos cursos que elas ofereciam”, diz o secretário de regulação e supervisão da educação superior do MEC, Luís Fernando Massonetto. “E isso causava sempre um certo incômodo por parte do MEC, porque o fato de você autorizar o funcionamento não significa que chancela o curso, no sentido de indicar que ele seja feito por alguém.”

As organizações continuarão podendo oferecer os seus cursos. No entanto, eles serão considerados cursos livres, e não uma pós-graduação. A matrícula e o diploma de especialização serão assegurados aos alunos matriculados nesses cursos até 31 de julho passado. “O valor da pós-graduação lato sensu é muito dado pelo o que o mercado considera sobre aquele título. Em algumas áreas, o curso livre hoje é mais valorizado do que um de especialização”, assinala o secretário. Continua

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

É perverso expor uma garota ingênua a comparações com Liz Taylor

Via blog do Noblat
Por Augusto Nunes
04.08.2011

Interpretar personagens de William Shakespeare não é coisa para qualquer ator, muito menos para principiantes: todas as criaturas do genial dramaturgo inglês são complexas demais para que artistas apenas esforçados possam incorporá-las.

Interpretar uma figura como Katharina, protagonista da comédia The Taming of the Shrew (“A Megera Domada”, na tradução brasileira), é coisa para gente grande. Só atrizes do primeiro time aceitam o papel, sobretudo depois da versão cinematográfica dirigida por Franco Zefirelli e estrelada por Elizabeth Taylor.

Ser Katharina sempre foi difícil. Ser a Katharina que Liz Taylor foi é impossível.

Caso a peça fosse encenada por um grupo de teatro de colégio, a complacência que merecem adolescentes que sonham com a carreira teatral autorizaria Bia Lula a acreditar que pode transformar-se na Katharina de Shakespeare, em Catarina da Rússia ou em Katherine Hepburn.

Os R$ 300 mil bancados pelos contribuintes e repassados pela Oi a título de patrocínio mudam tudo. Verbas desse porte não contemplam amadores que ainda engatinham no palco. São reservadas a nomes consagrados, e com eles a neta de Lula será confrontada.

O avô decerto dirá que comparar Bia a Liz é coisa de gente perversa. Perverso é quem estimula uma jovem de 16 anos a correr o risco de ser comparada a Elizabeth Taylor.

Desses perigos minha gente me livrou. Somados os quatro mandatos obtidos nas urnas, Adail Nunes da Silva foi prefeito de Taquaritinga durante 16 anos ─ e prefeito, numa cidade com 30 mil habitantes, é mais que presidente. (No fim dos anos 50, uma tia professora perguntou, numa prova de conhecimentos gerais, quais eram os três Poderes da República . “Adail”, “Nunes” e “Silva”, escreveu um aluno).

Mas ele me ensinou muito cedo que quem é prefeito também deixa de sê-lo, que o poder é efêmero, que a passagem pelo planalto precede a volta à planície, que nenhuma trajetória política desenha curvas sempre ascendentes.

Não aceitem convites para fazer o que vocês não sabem, vivia dizendo aos três meninos. Quem faz isso está enganando o filho para iludir o pai. Minha mãe era ainda mais direta: “Não façam papel de bobo nem andem com o rei na barriga”.

Professora primária, dona Biloca nunca permitiu que algum de nós levasse lanche para o grupo escolar. “Vocês comem antes e depois das aulas, os meninos da roça não comem quase nada o dia inteiro”, resumia.

Leia a íntegra em A perversidade dos que expõem uma garota ingênua a comparações com Liz Taylor


Leia também:
- Oi banca R$ 300 mil de peça estrelada por neta de Lula
- A Oi apostou na neta ou investiu no avô?

O psiquiatra Valentim Gentil Filho, no Roda Viva


Do site do Roda Viva:

O Roda Viva dessa segunda-feira [21 de Fevereiro de 2011] trouxe para o centro da nossa conversa um médico que pesquisa gente normal, mas que já encontrou muitos loucos em seu consultório. O psiquiatra Valentim Gentil Filho é um estudioso do cérebro humano, que ele considera ser "o ápice da perfeição". O Dr. Valentim se interessa por nossas emoções e isso, nos dias de hoje, significa conhecer profundamente as causas e efeitos da depressão - a doença da moda, o mal da civilização, a herança maldita do século 20. Valentim Gentil Filho fez medicina na Universidade de São Paulo e doutorado no instituto de psiquiatria da Universidade de Londres. Hoje é chefe do departamento de psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e um dos mais influentes profissionais da moderna psiquiatria brasileira. Valentim Gentil tem um interesse especial pelas políticas públicas de saúde mental, que ele crítica com poderosos argumentos: o atendimento a doentes mentais ou é ruim ou é inexistente.


Bloco I


Bloco II   Bloco III   Bloco IV


‘Operação Cidadania’ do governo mascara Belo Monte

Via O ECO
Por Nathália Clark
28.07.2011



Comunidades indígenas e ribeirinhas que serão
alagadas com a construção da usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Crédito: Renata S. Pinheiro/MXVPS


Nesta segunda-feira (18), o governo federal iniciou o plano de ação para a chamada Operação Cidadania Xingu, que pretende levar desenvolvimento sustentável aos 11 municípios do entorno da futura hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Oficialmente, a intenção é reduzir os impactos socioambientais causados pela obra, mas, para as comunidades locais, é mais uma tentativa de “mascarar o crime que esse governo, que se diz popular, está cometendo contra a sua população. Não só a do Xingu, mas a brasileira”.

Essa foi uma fala da líder comunitária e coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antonia Melo. Segundo ela, nenhuma das entidades que compõem a frente de resistência a Belo Monte se propôs a participar das ações do governo por acreditar que o projeto é inaceitável e desastroso. “Estão gastando dinheiro público e colocando no bolso de empreiteiras e políticos. E para ‘seduzir’ e enganar a população, além de ganhar o respaldo da justiça, criam projetos mirabolantes para fingir que compensam os danos causados por eles”, defendeu ela.

De um lado, o governo intitula suas ações de “Operação Cidadania” e, de outro, o que se escuta dos relatos das comunidades é que só vêm crescendo a insegurança e violência, os postos de saúde não têm dado conta do contingente populacional, tampouco as escolas, além das 90 mil casas sem tratamento de água e esgoto. “A população não acredita mais no governo. Queremos apenas que as políticas públicas sejam implementadas a rigor, como manda a lei”, concluiu Antonia. Continua

Semana Anti Nuclear no Recife

Via Eco Debate
04.08.2011

Neste mês de agosto ocorrerá em Recife a Semana Anti Nuclear, organizada pelo Movimento Ecossocialista de Pernambuco (www.mespe2011.ning.com) com o apoio da Fundação Lauro Campos, Fundação Heinrich Böll, Greenpeace, Centro Cultural Correios, Simples Consultoria e Articulação Anti Nuclear Brasileira.

Na quarta-feira dia 10, as 19 horas, no Centro Cultural Correios haverá o lançamento da Revista Ecoss de Pernambuco com o tema “Reflexões sobre Energia Nuclear”, reunindo textos de autores do mundo acadêmico, político e de organizações sociais. Em seguida ocorrerá o debate Pernambuco: Energia Nuclear e Desenvolvimento, tendo com debatedores o professor Claudio Ubiratan Gonçalves (UFPE), o professor Heitor Scalambrini Costa (UFPE/Mespe) e Roberto Malvezzi, conhecido como Gogó, militante social e escritor.

As 19:30 horas, da sexta-feira dia 12 de agosto, no teatro Hermílio Borba Filho (Teatro Apolo) será apresentado o espetáculo Poético Musical de Educação Ambiental Bicho Homem, com textos de literatura de cordel e músicas de Allan Sales e Trupe. Na ocasião será lançado o cordel “Não queremos usina nuclear em Pernambuco, no Nordeste e no Brasil”, de autoria de Allan Sales. Continua


Metade das famílias abordadas ainda se recusa a doar órgãos no Brasil

Via Estadão
Por Fernanda Bassette
04.08.2010

Para ABTO, que pela primeira vez analisou casos de negativa familiar, número reflete falta de informação dos brasileiros sobre o que é a morte cerebral e despreparo das equipes no momento de abordar parentes

Apesar das inúmeras campanhas de incentivo à doação de órgãos no Brasil, metade das 1.736 famílias abordadas no primeiro semestre deste ano se recusou a efetivar a doação, segundo dados mais recentes da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

Segundo a ABTO, o número reforça a importância de programas educacionais para a população e de treinamento para os entrevistadores. Essa é a primeira vez que a associação analisa os casos de negativa familiar levando em consideração o número exato de entrevistas feitas e não o número de potenciais doadores - já que nem todas as famílias chegam a ser consultadas.

Por exemplo: no ano passado, a Bahia registrou 346 potenciais doadores e 107 famílias negaram a doação: 30,9%. Se for considerado o número de entrevistas feitas, o porcentual aumenta. No primeiro semestre de 2011, foram registrados 174 potenciais doadores, mas apenas 102 entrevistas foram feitas. Houve 66 recusas familiares - 64,7%.

O Maranhão é outro exemplo. Em 2010, eram 111 potenciais doadores e 37 negaram a doação, o que gerou 33,3% de recusa. Nos primeiros seis meses de 2011, foram identificados 40 potenciais doadores, mas apenas 14 famílias foram entrevistadas. Dessas, 11 negaram a doação - o que elevou a negativa para 78,6%. Continua

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Manifestação pacífica contra Código Florestal em frente ao Congresso acaba em prisão

Via EcoDebate
03.08.2011

Jovens reuniram-se ontem (2) em frente ao Congresso Nacional para protestar contra a aprovação do novo Código Florestal e contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Os manifestantes estão acampados em Brasília desde domingo (31) e têm o objetivo de plantar mudas de árvores nativas do cerrado, no gramado em frente ao Congresso.

No domingo, três mudas foram plantadas: uma de Copaíba, uma de Ipê Roxo e outra de Aroeira, mas a Polícia Senado retirou todas. “Isso é um crime previsto em lei e, para cada muda retirada, 30 devem ser replantadas no lugar, ou seja, o Senado nos deve 90 mudas de plantas”, disse o historiador Leandro Cruz, de 28 anos, que participava do manifesto. Às 16h, o grupo reuniu-se, plantou uma das mudas no gramado e, posteriormente, as polícias Federal e Militar foram acionadas.

“No domingo, fomos tratados com violência. A polícia veio e arrancou as mudas e, não satisfeitos, [os policiais] partiram para a agressão”, afirma Augusto André, de 20 anos, do Rio Grande do Sul. Os policiais respeitaram uma espécie de culto que os manifestantes fizeram informalmente em torno da muda plantada, mas, logo depois, os jovens foram levados para a Delegacia do Senado, sob a alegação de que a perfuração do solo em frente ao Congresso era crime ambiental.

“Estamos aqui com plantas e não com armas. Queremos alertar a população que, com a aprovação do novo código, muito sangue será derramado”, ressaltou Leandro. “Temos vídeo com a ação dos policiais, que pode ser visualizado no blog que criamos para o movimento [jardimdaliberdade.wordpress.com]“, acrescenta. A bancada do P-SOL na Câmara dos Deputados se diz favorável ao movimento e ofereceu dois advogados do partido para representar os manifestantes.

Além de protestar contra o Código Florestal, os manifestantes querem manter o diálogo com a sociedade que, pare eles, está mal informada em relação ao projeto. “O novo Código Florestal nos faz ver que esse é um dos maiores escândalos governamentais desde a guerra do Iraque. Isso se não for mais. E a população precisa saber disso, uma vez que essa aprovação irá alterar suas vidas no futuro”, acrescenta Leandro.

Reportagem da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 03/08/2011

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A amnésia dos 40


E o que ela pode nos lembrar

Por Eliane Brum
Época
01.08.2011

Em uma noite, a inglesa Naomi Jacobs foi dormir com 32 anos. Na manhã seguinte, acordou com 15. Naomi tinha perdido 17 anos de memória em um caso raríssimo de amnésia. Quando despertou, pronta para encontrar as amigas e paquerar os meninos na escola, descobriu que tudo havia mudado. Horrorizou-se com o fato de ainda morar em Manchester, ter se tornado psicóloga e ser a mãe solteira de um filho de 11 anos que não reconhecia. Não tinha familiaridade com celular nem internet, não sabia que o mundo mudara depois do 11 de setembro. Acordou pensando estar no século XX e deparou-se com o século XXI. Despertou pensando que era jovem e tinha todas as possibilidades diante dela. E descobriu que a juventude tinha passado. Em suas palavras:

– Era como se eu tivesse dormido em 1992, como uma garota atrevida e autoconfiante de 15 anos, e acordado como uma mãe solteira de 32 anos. Quando acordei, olhei no espelho e levei o maior susto quando vi uma mulher com rugas me encarando. Não foi engraçado como Michael J. Fox em “De volta para o Futuro”. Eu havia adormecido num mundo de infinitas possibilidades e acordado num pesadelo.

Naomi acordou com uma memória de 15 anos em um corpo e numa vida de 32 no ano de 2008. Mas só agora contou sua história à imprensa britânica. Ela já recuperou a maior parte das lembranças e está escrevendo um livro sobre sua extraordinária – e aterradora – experiência.

Sua história lembra uma tirinha antológica do cartunista Laerte, publicada na Folha de S. Paulo. Nela, uma adolescente entra na tenda de uma cigana para saber do seu futuro. No último quadrinho, a jovem tinha se transformado em uma velha. Este, afinal, é o futuro de todos nós – pelo menos dos mais sortudos entre nós, daqueles não tiverem a vida interrompida por bala perdida, acidente ou doença. E não é necessário nenhuma bola de cristal para saber. Apenas que, para viver, preferimos nos esquecer desta que é uma das poucas certezas com que se pode contar na vida.

Conversando com amigos sobre a extraordinária história de Naomi Jacobs, percebo que o pesadelo é recorrente. Em geral, acho que esse despertar, que ela antecipou com violenta literalidade, acontece por volta dos 40 anos. É quando compreendemos que a juventude se foi. E o que é a juventude? É o tempo das possibilidades. Quando a máquina do mundo está aberta em todo o seu esplendor. E o horror que se oculta nas engrenagens é minimizado pela nossa potência. Aos 15 ou aos 20 anos, tanto a morte quanto a velhice pertencem à vida do outro. Ser jovem é ser imortal. E é tão bom ser imortal. Não faço o tipo saudosista. Mas, se me perguntarem do que tenho saudades dos meus 20 anos, era disso: da ilusão da imortalidade. Continua


Ex-reitor é acusado de desviar recursos da UnB

Via Estadão
Por Mariângela Gallucci
03.08.2011

Procuradores da República no Distrito Federal acusam o ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) Timothy Mulholland de envolvimento num esquema de desvio de R$ 2,1 milhões da instituição. Numa ação protocolada em julho na Justiça Federal, eles afirmam que o ex-reitor e outras dez pessoas praticaram ato de improbidade administrativa.
Os procuradores querem que o grupo seja condenado ao ressarcimento dos valores supostamente desviados, à perda de funções públicas, à suspensão de direitos políticos e à proibição de contratação com o poder público. De acordo com a acusação, o suposto esquema tinha como comandantes Mulholland e o ex-diretor da editora da UnB Alexandre Lima.
Num primeiro momento, contratos e convênios eram firmados sem amparo em lei, segundo os procuradores. Depois, eram geridos como projetos cuja execução era subcontratada total ou parcialmente por fundações privadas de apoio.
Segundo os procuradores, isso permitia a transferência do controle da gestão para uma estrutura paralela. A prática foi descoberta em 2008, ano em que foi revelada uma suntuosa reforma feita no apartamento em que Mulholland residia na época. O ex-reitor foi procurado pelo Estado, mas não foi encontrado.

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

José Maria de Abreu: alguém como tu

78RPM
Apresentado originalmente na RCB
Apresentação: Roberta Martinelli
Produção e roteiro: Eduardo Weber
3 de julho de 2011




AQUI!



Celular será extensão do cérebro, aponta inventor

JC e-mail 4312, de 01 de Agosto de 2011.
Celular será extensão do cérebro, aponta inventor


Um aparelho que reconhece com quem você está falando e lista as últimas vezes que encontrou essa pessoa. Ou que permite conversar em português com alguém que só se comunica em inglês. E que, de quebra, armazena e reproduz filmes.

Mais e mais, todas essas funções estarão agregadas num único e velho conhecido: o celular. É o que sinaliza Irwin Jacobs, um pioneiro dessa tecnologia. Ele inventou o CDMA, um dos mais importantes padrões de transmissão dos celulares. Criou a Qualcomm, empresa que é a maior desenvolvedora mundial de chips para aparelhos móveis.

Ex-professor universitário, Jacobs estabeleceu-se há anos na lista das pessoas mais ricas do mundo (a revista "Forbes" estima sua fortuna em US$ 1,6 bilhão). E, sobrevivente de uma forma rara de câncer na glândula parótida, diz não ser possível afirmar com segurança que a tecnologia móvel é segura para a saúde - neste ano, a OMS listou o celular como um possível agente cancerígeno. Continua

Genes podem ser patenteados, decide Justiça dos EUA

JC e-mail 4312, de 01 de Agosto de 2011.
Genes podem ser patenteados, decide Justiça dos EUA


Argumento vitorioso é de que estrutura química de DNA isolado é diferente da existente nos cromossomos de um corpo.

Em um caso atentamente acompanhado, um tribunal federal de recursos dos EUA decidiu na sexta-feira (29), por dois votos a um, que genes podem ser patenteados, derrubando uma decisão de instância inferior que havia chocado a indústria de biotecnologia.

O Tribunal de Apelações da Vara Federal, especializado em casos de patentes, decidiu que a Myriad Genetics tinha direito às patentes de dois genes humanos usados para prever se mulheres têm um risco aumentado de desenvolver câncer de mama e de ovário.

O tribunal decidiu que DNA isolado do corpo era passível de patentes porque era "nitidamente diferente" em sua estrutura química do DNA que existe dentro dos cromossomos de um corpo. Por conseguinte, o DNA isolado não é um simples produto da natureza, que não seria candidato a patente.

A decisão sobre a questão do patenteamento de genes foi também uma rejeição de argumentos feitos pelo governo de Barack Obama, que havia encaminhado um informe argumentando que DNA isolado não deveria ser patenteado. Esse informe foi contra a política desde há muito em vigor do Escritório de Marcas e Patentes dos EUA de conceder essas patentes.

O tribunal de recursos, porém, se manifestou contra a Myriad em outra parte do caso. Ele decidiu que os pedidos de patente sobre o processo de analisar se os genes de uma paciente tiveram mutações que elevavam o risco de câncer não era patenteável porque envolvia somente "etapas mentais abstratas não elegíveis a patente". O caso poderá chegar à Suprema Corte.

Inovação - A decisão sobre a patente de genes e DNA alegrou boa parte da indústria de biotecnologia. Milhares de genes humanos foram patenteados, e alguns executivos de biotecnologia dizem que essas patentes são fundamentais para estimular a inovação.

"A decisão basicamente aderiu à política que o Escritório de Patentes seguiu desde o início dos anos 80, quando a indústria de biotecnologia nasceu" disse Gerald J. Flattmann Jr., advogado especializado que representa companhias farmacêuticas. "Patentes de genes isolados são a pedra fundamental da indústria de biotecnologia."

Os críticos dizem que é antiético patentear algo que é parte do corpo humano ou do mundo natural. Alguns dizem também que o custo do teste poderia ser reduzido se as companhias não detivessem monopólios de testes em razão de patentes. A Myriad, que possui as patentes dos genes chamados BRCA1 e BRCA2 junto com a Fundação de Pesquisa da Universidade de Utah, cobra mais de US$ 3 mil por seu teste de risco de câncer de mama.

Uma ação questionando as patentes sobre genes do risco de câncer de mama foi movida em 2009 pela União Americana pelas Liberdades Civis e a Fundação de Patentes Públicas, atuando como defensoras de vários pacientes de câncer e de sociedades médicas.

(O Estado de São Paulo)

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Comentário básico:

ABSURDO!!!!!!!


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mansões e hotéis de luxo desrespeitam lei ambiental no Brasil

Fantástico
31.07.2011


Curso de rio é desviado para decorar sala de mansão




texto


Pedido básico:
DEMOLIÇÃO JÁ!!!!


62% das escolas estaduais de São Paulo tiveram episódios de violência em 2010

Via Estadão
Por Mariana Mandelli
01.08.2011

Meta do governo é reduzir índice para 52% até 2015; dado inclui problemas diversos registrados por diretores no ambiente escolar

Cerca de 62% das escolas estaduais de São Paulo registraram, durante o ano passado, situações diversas de violência dentro do ambiente escolar, de acordo com relatos dos próprios diretores. São roubos, depredações, pichações, violência contra alunos, professores e funcionários e até brigas entre estudantes. A meta do governo é reduzir esse número para 52% até 2015.

O cenário atual e a meta a ser atingida constam do novo Plano Plurianual (PPA) para o período 2012-2015, ao qual o Estado teve acesso. O documento, que contém os objetivos e os investimentos até o próximo mandato, deveria ter sido concluído na sexta-feira, de acordo com o cronograma oficial. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve enviar o projeto à Assembleia Legislativa neste mês.

O PPA prevê, para amenizar as situações de roubos, depredações, pichações e violência física contra alunos, professores e funcionários, além das brigas entre estudantes, um orçamento total de R$ 573.578.940 para o período 2012-2015. Continua

Arte via correio

Via Agência FAPESP
Por Elton Alisson
28.07.2011


MAC USP reuniu a mais importante coleção de arte conceitual internacional no Brasil
ao ser um dos destinatários de uma rede postal  que artistas da América Latina e
do Leste Europeu estabeleceram quando seus países enfrentavam  regimes ditatoriais, indica
 pesquisa (Féliks Podsiadly)


Agência FAPESP – O Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo (USP) guarda em seu acervo a mais importante coleção de arte conceitual internacional no Brasil.

Composta por obras de artistas europeus, especialmente do leste da Europa, que são extremamente importantes hoje no cenário de arte contemporânea mundial, o acervo foi formado pelo MAC USP por meio da atuação da instituição como um dos destinatários de uma rede de arte postal que artistas latino-americanos e europeus estabeleceram pelo correio nas décadas de 1960 e 1970, quando seus países enfrentavam regimes ditatoriais.

A constatação foi feita por Maria Cristina Machado Freire, professora associada e vice-diretora do MAC USP, por meio de pesquisas que realizou nos últimos anos no acervo do museu, com apoio da FAPESP. Continua

Por uma agricultura sem agrotóxicos: ‘O veneno está na mesa’, entrevista com Silvio Tendler

Via EcoDebate
01.08.2011

Documentário de Silvio Tendler denuncia os altos níveis de agrotóxicos usados no país e os riscos dessa utilização para a saúde humana e ambiental. Em entrevista exclusiva, diretor convida a construir uma agricultura sem agrotóxicos.

No último dia 25 de julho, foi lançado no Rio de Janeiro o documentário “O Veneno está na Mesa”, de Silvio Tendler. Em cerca de 60 minutos, o filme mostra como o país facilita o consumo dos agrotóxicos e como movimentos sociais e setores do próprio governo como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) têm tentado, de formas distintas, alertar sobre o problema. Com entrevistas de trabalhadores rurais, pesquisadores da área da saúde e diversos dados e informações inéditas, o documentário denuncia casos de contaminação pelo uso de agrotóxicos, inclusive com a morte de um trabalhador, e mostra como é possível estabelecer outro modelo de produção sem o uso de venenos, baseado na agroecologia. Em estreia lotada, com a presença de mais de 700 pessoas, Silvio Tendler pede que o filme circule por todo o país. Como as cópias não serão vendidas, ele autoriza as pessoas a reproduzirem o documentário para que o sinal de alerta chegue a todos os cantos do país e anuncia que em breve o filme também estará disponível na internet. Antes da sessão, realizada no espaço Oi Casa Grande, Silvio Tendler concedeu esta rápida entrevista à EPSJV/Fiocruz, que foi uma das parceiras na realização do documentário. Confira a entrevista. Continua