terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nem tudo está perdido






Exploração mineral, aqui não!

Via O ECO AMAZÔNIA
Por Aretha Francis
24.11.2010


Tambogrande marcou o ponto de partida. Desde que no ano 2000 os moradores desta comunidade no norte do Peru se organizaram em uma consulta popular para bloquear as atividades minerais da empresa Manhattan, mais episódios foram acontecendo.

Sete anos depois, numa consulta popular nos municípios de Pacaipampa, Ayabaca e Carmen de la Frontera, a comunidade piurana (do departamento de Piura) se perguntava sobre o projeto Rio Branco. Você quer mineração nas suas terras? Exatos 94,53% da comunidade gritaram que não. No dia 16 de setembro, dava-se um passo mais: as províncias de Ayabaca, Huancabamba, Jaén e San Ignacio se declaravam áreas livres de mineração.

O Peru viu como nos últimos anos, e graças às políticas de Alan García, as concessões minerais dispararam, até cobrirem 16% do território. No norte do país, as concessões nestas quatro províncias ocupam até 25% da área e, se iniciados projetos de exploração, criarão um grande distrito de mineração.

O Projeto Rio Branco, iniciado com capital britânico e atualmente em mãos do complexo chinês Zijing representa todos os medos da população. Ecologicamente, a mina ameaça a agricultura da zona e as bacias hidrológicas do Amazonas. “Aqui em Ayabaca nos estamos em um paraíso, em um ambiente tão saudável, onde nascem as águas puras e limpas da cordilheira. Decidimos que não aceitamos a mineração aqui”, expressa Natividad Vicente Gonza, ex-vice-presidente da Federação Provincial de Rondas Campesinas da província de Ayabaca. Continua


Conferência do Clima da ONU começa sem esperança de tratado com metas

Via Estadão, há 487 dias sob censura
Por Afra Balazina
29.11.2010


Ninguém espera que saia de Cancún, durante a Conferência do Clima da ONU (a COP-16), um tratado global com as metas obrigatórias para os países cortarem suas emissões dos gases que provocam o aquecimento global. A crise econômica que atinge a Europa e a falta de uma lei nacional de mudanças climáticas nos Estados Unidos são um grave entrave para as negociações.

"As condições internacionais não se tornaram mais favoráveis a um acordo. Nada leva a crer que nós temos condições de concretizar o que não foi possível em Copenhague", disse o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado.

Apesar de ser praticamente impossível firmar em Cancún um acordo válido juridicamente para limitar o aumento da temperatura a 2°C - considerado pelos cientistas como um patamar relativamente seguro -, há avanços que podem ocorrer no México a partir de hoje, quando tem início a reunião que sucede o fracasso da COP-15, em Copenhague. E, por isso, ambientalistas cobram seriedade nos trabalhos - eles temem que os representantes das 194 nações encarem o evento no balneário como um "passeio na praia". Continua

Por uma infância sem racismo






Unicef lança campanha para combate ao racismo contra crianças

Via Agência Brasil
Por Amanda Cieglinski
29.11.2010

Brasília – Trinta e um milhões de crianças negras e 150 mil indígenas que vivem hoje no Brasil são o alvo de uma campanha que será lançada hoje (29) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O objetivo é combater a discriminação racial contra a população dessa faixa etária.

Os números mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as crianças negras e indígenas são mais vulneráveis em diversos aspectos. Mais de 60% da população de 7 a 14 anos que não frequenta a escola são negros. O índice de mortalidade infantil entre os indígenas é duas vezes maior do que a taxa nacional: 41 mortes para cada mil nascidos vivos contra 19/1000 no total da população.

Para a especialista de Programas de Proteção à Infância do Unicef no Brasil, Helena Oliveira Silva, os números mostram que a raiz do problema da desigualdade está além da questão socioeconômica. “Apesar do avanço das políticas públicas brasileiras, alguns grupos de famílias e crianças continuam em situação de vulnerabilidade. Grupos que historicamente vinham sendo ausentes na políticas, permanecem na mesma condição”, destaca.

Helena aponta que o preconceito ocupa uma dimensão “muito subjetiva” no dia a dia da criança, seja na escola ou em outros ambientes. Pela vulnerabilidade da própria idade, o preconceito causa impacto nesse público com mais força. “A criança vítima de preconceito, que é estereotipada, tem o desenvolvimento da sua identidade afetado. Isso marca a infância dela”, afirma.

Apesar de tratar da população negra e indígena, Helena lembra que o alerta da campanha é para toda a sociedade. “Nossa responsabilidade como adulto é trabalhar para que a situação não se perpetue. Diante de uma situação de discriminação no cotidiano, muitos não sabem como explicar de forma adequada a questão da diversidade para uma criança, seja ela branca, negra ou indígena”, explica a representante do Unicef.

Para chamar a atenção sobre o problema, além de peças publicitárias o fundo vai lançar um blog e uma cartilha com orientações para a população. O material mostra dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo.

Edição: Graça Adjuto

Moradores do Alemão denunciam abusos cometidos durante operação

Jornal Nacional
29.11.2010







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- Paradeiro de traficantes do Complexo do Alemão intriga a população
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Censo 2010: população do Brasil é de 190.732.694 pessoas

Via IBGE
29.11.2010





Após cerca de quatro meses de trabalho de coleta e supervisão, durante os quais trabalharam 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores, o resultado do Censo 2010 indica 190.732.694 pessoas para a população brasileira em 1º de agosto, data de referência. Em comparação com o Censo 2000, ocorreu um aumento de 20.933.524 pessoas. Esse número demonstra que o crescimento da população brasileira no período foi de 12,3%, inferior ao observado na década anterior (15,6% entre 1991 e 2000). O Censo 2010 mostra também que a população é mais urbanizada que há 10 anos: em 2000, 81% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, agora são 84%.

A região Sudeste segue sendo a região mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas. Entre 2000 e 2010, perderam participação as regiões Sudeste (de 42,8% para 42,1%), Nordeste (de 28,2% para 27,8%) e Sul (de 14,8% para 14,4%). Por outro lado, aumentaram seus percentuais de população brasileira as regiões Norte (de 7,6% para 8,3%) e Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%).

Entre as unidades da federação, São Paulo lidera com 41.252.160 pessoas. Por outro lado, Roraima é o estado menos populoso, com 451.227 pessoas. Houve mudanças no ranking dos maiores municípios do país, com Brasília (de 6º para 4º) e Manaus (de 9º para 7º) ganhando posições. Por outro lado, Belo Horizonte (de 4º para 6º), Curitiba (de 7º para 8º) e Recife (8º para 9º) perderam posições.

Os resultados mostram que existem 95,9 homens para cada 100 mulheres, ou seja existem mais 3,9 milhões de mulheres a mais que homens no Brasil. Em 2000, para cada 100 mulheres, havia 96,9 homens. A população brasileira é composta por 97.342.162 mulheres e 93.390.532 homens.

Entre os municípios, o que tinha maior percentual de homens era Balbinos (SP). Já o que tinha maior percentual de mulheres era Santos (SP). O Censo 2010 apurou ainda que existiam 23.760 brasileiros com mais de 100 anos. Bahia é a unidade da federação a contar com mais brasileiros centenários (3.525), São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597). Continua

Mar, petróleo e biodiversidade (ATLAS)

Via Greenpeace
Publicação: 25.11.2010

Greenpeace mapeia o litoral brasileiro para mostrar que a conservação marinha e o desenvolvimento da indústria de petróleo entraram, de uma vez por todas, em rota de colisão. O mapeamento, dividido por 4 regiões da nossa costa, conta uma história de descaso com a conservação diametralmente oposto ao incentivo para o crescimento da exploração petrolífera.



Faça o download do Atlas (PDF - 6 MB)



Insegurança alimentar diminui, mas ainda atinge 30,2% dos domicílios brasileiros

Via IBGE
26.11.2010

O número de domicílios brasileiros que se encontrava em algum grau de insegurança alimentar caiu de 34,9% para 30,2% entre 2004 e 2009. Isso significa que, no ano passado, 65,6 milhões de pessoas residentes em 17,7 milhões de domicílios apresentavam alguma restrição alimentar ou, pelo menos, alguma preocupação com a possibilidade de ocorrer restrição devido à falta de recursos para adquirir alimentos. Estes dados são revelados pelo levantamento suplementar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009 sobre segurança alimentar, que registrou, ainda, que 69,8% dos 58,6 milhões domicílios particulares no Brasil estavam em situação de segurança alimentar. Eram 40,9 milhões de residências com 126,2 milhões de pessoas, o equivalente a 65,8% dos moradores em domicílios particulares do país.

A pesquisa constatou, ainda, que a insegurança de alimentos era mais aguda nas regiões Norte e Nordeste, atingindo, respectivamente, 40,3% e 46,1% dos domicílios. Além disso, segundo algumas variáveis socioeconômicas, a insegurança alimentar era maior em domicílios com rendimento mensal domiciliar per capita inferior a meio salário mínimo por pessoa (55%), naqueles onde residiam menores de 18 anos (37,2%), entre os pretos e pardos (43,4%) e para aqueles com menos de 1 ano de estudo (20,2% - moderada ou grave).

Assim como a edição de 2004, o levantamento de 2009 foi realizado em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

A pesquisa utiliza a classificação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), considerando o período de referência dos três últimos meses anteriores à data da entrevista. São domicílios em condição de segurança alimentar aqueles onde os moradores tiveram acesso aos alimentos em quantidade e qualidade adequadas e sequer se sentiam na iminência de sofrer qualquer restrição no futuro próximo. Nos domicílios com insegurança alimentar leve, foi detectada alguma preocupação com a quantidade de alimentos no futuro e nos quais há comprometimento com a qualidade dos alimentos. A insegurança alimentar moderadacaracteriza-se quando os moradores conviveram, no período de referência, com a restrição quantitativa de alimento. Por fim, nos domicílios com insegurança alimentar grave, além dos membros adultos, as crianças, quando havia, também passaram pela privação de alimentos, podendo chegar à sua expressão mais grave, a fome.

A proporção de domicílios com insegurança alimentar leve foi estimada em 18,7%, ou 11,0 milhões, onde viviam 40,1 milhões de pessoas (20,9% da população). A proporção de domicílios com insegurança alimentar moderada foi 6,5%, o equivalente a 3,8 milhões, onde moravam 14,3 milhões de pessoas (7,4% do total). Do total de domicílios, 5,0% (2,9 milhões) foram classificados como insegurança alimentar grave. Esta situação atingia 11,2 milhões de pessoas (5,8% dos moradores de domicílios particulares). Continua


Leia também:
- Lula terá direito a oito funcionários quando deixar a Presidência


domingo, 28 de novembro de 2010

Educação moral e tédio (Do Tédio ao Respeito de Si: Educação Moral e Formação Ética) – Yves de La Taille



Café Filosófico,
com Yves de La Taille
 



Yves de La Taille
clique na imagem para assistir à palestra



Yves de La Taille é psicólogo.


Links para outras palestras do Café Filosófico
podem ser encontrados aqui neste blog, à esquerda, em ET C.



A esperança como dever ético

Via Contemporânea
Por Carla Rodrigues

Nesse artigo brilhante, o antropólogo Luiz Eduardo Soares afirmar que sempre manteve com jornalistas uma relação de respeito e cooperação.

É tudo verdade.

Acessível, gentil, e professoral sem ser por isso pretensioso, ele sempre esteve disponível para conversar sobre a situação da violência no Rio de Janeiro. Tive o privilégio de entrevistá-lo a respeito na época do lançamento de “Cabeça de porco”, um dos muitos livros dele que ocupam a minha estante. Recupero aqui não apenas por me parecer que suas afirmações de cinco anos atrás ainda são pertinentes, mas sobretudo por ter estar estarrecida com a conjugação entre espetacularização da violência, governo forte, classe média assustada e um impressionante desejo de morte.

Talvez porque me recuse a acreditar que os esfarrapados que fugiram da Vila Cruzeiro sejam o único problema, e certamente por compartilhar com Luiz Eduardo da percepção de que, como aqueles, há um imenso estoque de reposição: jovens entre 15 e 24 anos, pobres, negros, moradores de favelas e periferias são o alvo principal dos 45 mil homicídios dolososos que o país registra por ano.

Nesta entrevista concedida em 2005, ele explicava como funciona o mecanismo que mantém invisíveis os jovens pobres que se alinham ao tráfico, aos quais a sociedade não tem poder de atrair e afirma que o Estado não tem o direito de apostar na reincidência, negando o direito de recuperação a estes meninos. Repetindo o título de um capítulo de “Cabeça de porco”, ele diz: “A esperança é um dever ético.”

Como a violência pode ser explicada pela invisibilidade?

É claro que todos esses processos são muito mais complexos e envolvem outras variáveis, mas é possível descrever o fenômeno que interessa com mais simplicidade, chamando atenção para alguns fatores que são mais relevantes e têm sido negligenciados sempre, porque a nossa leitura tende a ser muito economicista e muito unidimensional. Estamos falando do fenômeno decisivo para a violência criminal letal no Brasil que é a reprodução do tráfico. Não é propriamente o tráfico de armas e drogas, mas sua extraordinária capacidade de se manter, revigorando-se, fortalecendo-se no processo, recrutando jovens todos os dias. Esse é o ponto chave. O tráfico de armas e drogas é a matriz criminal letal mais grave, a que se tem se expandido com maior velocidade, provocando as conseqüências mais dramáticas. O tráfico se nutre dessa garotada, que é seu exército de reserva. Como é possível recrutar tanta garotada todos os dias? Se nós entendermos isso, talvez sejamos capazes de interceptar essa dinâmica, impedindo que ela se desdobre, interrompendo a realimentação, esfriando o tráfico, mesmo sem propriamente combatê-lo de frente. De tal modo que nos credenciamos a disputar com o tráfico, constituindo focos de atração, de sedução, de cooptação alternativos, na direção positiva, como se fossem focos gravitacionais alternativos em competição. Se pudermos constituir essas fontes de atração nós também nos credenciaremos a vencer essa batalha, sem a batalha.

Qual é a cena chave dessa invisilibidade?

Em geral é um menino, um menino mesmo, não é menina, bem jovem, pela primeira vez aponta uma arma para alguém. Já conversei com muitos desses meninos. A cena é previsível e pode ser desenhada de uma forma caricata assim: esse menino, que recebe essa arma do traficante, é um ser socialmente invisível por duas razões. Porque nós não o vemos, nós sociedade o negligenciamos, acho que todos reconhecemos que isso acontece. Passamos pelas ruas como se eles não existissem, mesmo que eles dirijam a nós a palavra, fechamos o vidro do carro, negligenciamos a sua presença. Ou projetamos sobre eles um estigma, um preconceito, um rótulo, que é uma outra forma de negar sua existência enquanto pessoa. Quando projetamos sobre alguém um preconceito vemos o reflexo da nossa intolerância, o retrato da nossa própria limitação e não a pessoa, que está ali sendo dissolvida e substituída pelo ódio. Continua

Moradores do Complexo do Alemão vivem dia de terror

Jornal Nacional
27.11.2010






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- Tráfico "emprega" 16 mil pessoas no Rio de Janeiro, diz estudo
- POLÍCIA INVADE COMPLEXO DO ALEMÃO

Rio - Ao Vivo:
- Câmeras do Globocop
- Cobertura da Globo News
- Transmissão da rádio CBN

Atualização - 29.11.2010:
- Traficantes da Rocinha estariam montando barricadas contra possível invasão da polícia
- Exército vai policiar o Complexo do Alemão até a chegada da UPP
- A cronologia da tomada do Complexo do Alemão


sábado, 27 de novembro de 2010

Apontada alta incidência de violência contra idosos com base em dados de IML

Via Agência Fiocruz de Notícias
Por Renata Moehlecke
19.11.2010


Em artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) apontaram o perfil de violência física em pessoas de terceira idade moradoras da capital pernambucana. A pesquisa teve como base a consulta de 1.027 idosos submetidos à perícia traumatológica no Instituto de Medicina Legal do Recife. Os resultados, descritos de acordo com as características do evento, da vítima e do agressor, indicaram que a violência foi produzida com maior frequência por energia mecânica (socos e pontapés), ocorreu em um domingo, à noite e na residência da vítima, acometendo mais de uma parte do corpo e sendo as lesões leves. Prevaleceram como vítimas os homens, com idade entre 60 e 69 anos, pardos, casados e aposentados. A maioria dos agressores era homem, conhecido da vítima e a agrediu desacompanhado.


Segundo os pesquisadores, apesar de o estudo não medir a magnitude do abuso a pessoas de idade, os
 resultados revelam que o fenômeno da violência contra idosos é um problema de saúde pública

Segundo os pesquisadores, no que se refere ao abuso físico, 89,5% envolveram traumas sem cortes e 40,4% das vítimas relataram machucados nos membros superiores e na face. A maior parte dos ferimentos foi considerada branda e 1,9% classificada como graves. “A alta proporção de agressões físicas, seguida pelo uso de armas, demonstra a fragilidade dos idosos, dado que o ataque foi realizado sem qualquer tipo de objeto”, comentam os estudiosos. “A transcendência social do problema torna imperativo o investimento em programas para seu enfrentamento, possibilitando uma melhor qualidade de vida para o idoso”.

Os agressores apresentaram 2,4 vezes mais chances de serem homens do que mulheres. Em 54,3% dos casos, eles não eram parentes da vítima, mas esses, em sua maioria (73,3%), eram conhecidos por elas. Em casos em que há parentesco, 83,7% das agressões foram efetuadas por filhos das vítimas. Os pesquisadores ainda explicam que a maior ocorrência de casos nos fins de semana pode ser explicada pelo aumento do contato familiar no período ou pelo fato de que os agressores em potencial têm mais possibilidades de terem consumido álcool. “A alta incidência de abuso no período noturno pode ser parcialmente explicada pelo fato de que muitos idosos sofrem de insônia, potencialmente irritando outras pessoas que vivem junto com eles”, acrescentam.

“Apesar de o estudo não medir a magnitude do abuso a pessoas de idade, o que os resultados revelam é suficiente para tratar o fenômeno da violência contra idosos como um problema de saúde pública, devido a sua transcendência social, já que envolve consequências físicas e psicológicas”, destacam os pesquisadores. “É necessário encorajar idosos e a sociedade a prestar queixas contra casos de abuso, a fortalecer as redes formais e informais de suporte e proteção a vítimas, e punir os agressores. Violência contra idosos é obviamente um assunto complexo e lidar com ele é uma tarefa que requer esforços intersetoriais e investimentos”.

‘Território Retomado. Câmbio, desligo’

Via blog do Noblat
Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
26.11.2010



Perfeito. E depois?

O problema, como em tantos momentos de nossas vidas, é o depois. Na vida particular assim como na vida cidadã, a pergunta que se impõe é: e depois?

Sabem por que me preocupa o depois? Porque as autoridades e os cientistas políticos – ah! os cientistas políticos! – misturam informações e declarações do maior bom senso com frases feitas que impressionam.

Por exemplo, quem garante que esta é a primeira vez que a população está a favor da autoridade? Quem criou essa versão?

Morei 16 anos em São Conrado, bem perto da Rocinha, e moro há 12 aqui nas fraldas do Borel. E sempre vi, nas pessoas que moram nessas comunidades, uma tremenda angústia por estarem sujeitas a um comando indevido.

Além de um total descrédito nas autoridades que formam esse mesmo Estado que agora resolveu agir de forma diferente e bem planejada.

Hoje todos só vão falar nisso e não serei eu a trazer alguma informação nova, ou alguma opinião que valha ser registrada.

Mas não quero deixar de agradecer à tenacidade, persistência e coragem do secretário Beltrame; a José Padilha que deu aos meninos de hoje um herói por quem torcer (embora concordando com Merval Pereira: será um bom sinal?) e a quem respeitar; e à Marinha do Brasil que, generosa e amiga do Rio, não se furtou a ajudar nossas polícias.

Discordo de quem diz que pela primeira vez os habitantes das favelas torceram pelo lado do Bem. Tenho certeza que se dão essa impressão, é pela desilusão que está instalada em suas almas.

Meu maior medo é justamente esse: que os moradores da Vila Cruzeiro voltem a se desiludir, quando o que eles querem é aquilo que todos nós queremos: esgoto sanitário; casas seguras; água encanada; luz elétrica; acesso livre para os entregadores de botijão de gás, carteiros, ambulâncias; creches e escolas para as crianças; postos de saúde; quadras de esporte; distritos policiais acolhedores.

Eles não gostam de viver à margem da Lei, “gateando” tudo para poder sair pelo menos um bocadinho do século XVIII onde ainda sobrevivem.

Querem recuperar sua dignidade perdida. Querem ser respeitados como cidadãos e lembrados todos os dias de todos os anos e não somente nos meses que antecedem eleições.

Deus permita que desta vez o Estado, ao retomar esse território de há muito abandonado, cuide dele, zele por ele, seja correto com ele.

Que o Estado seja decente. É essa a palavra. Decente.



Globo News
Estúdio i



José Padilha, diretor do filme Tropa de Elite, fala sobre onda de violência no Rio de Janeiro e comenta operação da polícia.





Leia também:
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Bandidos continuam agindo em ataques pontuais no Rio

Jornal Nacional
26.11.2010









UOL Notícias
26.11.2010





sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Entrevistados de 11 capitais falam sobre meio ambiente, hábitos de consumo e reciclagem

Via Portal Eco Debate
Por Melissa Silva
26.11.2010

Sessenta por cento dos brasileiros são a favor de uma lei que proíba o uso de sacolas plásticas. Cinquenta e nove por cento afirmam que o meio ambiente deve ter prioridade sobre o crescimento econômico – em Brasília esse número chegou a 81%. Oitenta e cinco por cento dizem que qualquer mudança que o ser humano cause na natureza provavelmente vai piorar as coisas e 59% acreditam que só com grandes mudanças de hábito e de consumo será possível conservar os recursos naturais.

Esses são alguns dos resultados da pesquisa “Sustentabilidade: Aqui e Agora”, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Instituto Synovate e o Wal-Mart Brasil, entre os dias 27 de setembro e 13 de outubro de 2010, em 11 capitais brasileiras: Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, São Paulo/SP.

Durante o evento de lançamento da pesquisa em São Paulo nesta quinta-feira, dia 25 de novembro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, elogiou a iniciativa e disse que os dados devem ser usados para formulação de políticas públicas.

“Não adianta apenas oferecer produtos, é preciso discutir desoneração e respeitar a lógica econômica, porque é necessário criar alternativa para o consumidor com produtos que sejam mais sustentáveis, mas também mais acessíveis”, disse a ministra.

O presidente do Walmart Brasil, Marcos Samaha, ressaltou como o estudo mostra a distância entre o discurso e a prática. “Essa pesquisa vai permitir refinar as estratégias para tornar a sustentabilidade algo real e, com isso, transformar a preocupação da sociedade em uma ação efetiva de proteção do meio ambiente”, afirmou.

O estudo foi feito para identificar comportamentos, opiniões e atitudes dos brasileiros que demonstrassem maior adesão e maior proatividade no que se refere à proteção do meio ambiente e à adoção de hábitos de consumo mais responsáveis. De forma geral, a percepção dos brasileiros está mais positiva em relação ao meio ambiente, aos hábitos de consumo e às principais formas de contribuição para um futuro mais sustentável.

Esgoto (18%) e lixo (19%) aparecem entre os problemas ambientais urbanos que mais preocupam os brasileiros, mostrando que são bem reconhecidos pela população. A limpeza pública é entendida como uma dificuldade ambiental nos bairros (39%), seguida da ausência de áreas verdes (10%) e da poluição (7%).

Em relação ao que a população está disposta a fazer, as ações preferidas são separar lixo para a reciclagem (66%), eliminar o desperdício de água (63%) e participar de campanhas de redução de energia (46%), apontando alto potencial de adesão a políticas públicas nesses temas.

A pesquisa também procurou saber se as ações de sensibilização realmente chegaram aos cidadãos comuns. É o exemplo da campanha “Saco é um Saco”, para a redução de sacolas plásticas, por exemplo, que pegou tanto que mais da metade dos entrevistados apoiam a proibição do uso de sacolas plásticas e quase 70% afirmaram que carregariam suas compras em sacolas de outros materiais. Além disso, os supermercados são vistos como parceiros para a redução de sacos plásticos e pontos de coleta para a reciclagem.

Curitiba se destacou entre as 11 capitais no quesito separação do lixo seco e molhado e os catadores são identificados como principais agentes da coleta seletiva.

Mas os brasileiros não querem colocar a mão no bolso. Se mostram mais dispostos a doar tempo e trabalho comunitário, do que comprar produtos mais caros ainda que mais ecoeficientes, ou contribuir com dinheiro para fundos ou organizações ecológicas.

A pesquisa confirma a percepção de que os problemas ambientais devem ser resolvidos pelo poder público (27%), mencionando em primeiro lugar a prefeitura e em segundo o governo estadual.

A população parece apostar na escola e nas crianças e jovens, como aqueles que terão atitudes mais responsáveis em relação ao meio ambiente e ao consumo. A escola foi eleita com 63% o lugar mais adequado para se fazer educação ambiental.

Sobre a destinação correta de resíduos ainda há muito que se fazer, pois 70% jogam pilhas e baterias no lixo doméstico; 66% descartam remédios; 33% depositam tintas e solventes; 39% descartam óleo usado na pia da cozinha; e 17% possuem lixo eletrônico guardado em casa.

A pesquisa ainda revelou o baixo índice de conhecimento da população sobre as organizações e instituições que cuidam do meio ambiente ou trabalham por alguma causa ambiental. Oitenta e cinco por cento da população não soube citar nenhuma organização espontaneamente. Entre as citadas destacaram-se o órgão público de fiscalização, o Ibama e a organização internacional Greenpeace.

Histórico – O Ministério vem realizando a cada quatro anos, desde 1992, pesquisa nacional que acompanha a evolução da consciência ambiental no País. Os dados da pesquisa “O que os Brasileiros pensam do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável” (MMA-ISER, 1992, 1997, 2020, 2006) revelam que a consciência cresce em todas as classes sociais e regiões brasileiras, mas que ainda existe um abismo entre a preocupação e o comportamento efetivo.

Mais do que isso, persiste a tendência dos brasileiros considerarem como “meio am­biente” apenas flora e fauna, deixando de fora o ambiente humano por excelência que são as cidades.

Acesse, no formato PDF, a íntegra da pesquisa.

Animais também enfrentam epidemia de obesidade, diz estudo

JC e-mail 4144, de 25 de Novembro de 2010.
Animais também enfrentam epidemia de obesidade, diz estudo



Fatores ambientais podem estar encorajando o ganho de peso

Os níveis de obesidade aumentaram dramaticamente entre os animais de laboratório e outros que vivem próximos de seres humanos, sugerindo que fatores ambientais podem estar encorajando todos a ganhar peso, afirma estudo publicado no periódico científico "Proceedings of the Royal Society"

- Estes resultados mostram que a epidemia de obesidade não é tão simples como muitos pensam - diz Jennifer Kuk, bióloga da Universidade de York, no Canadá, que não está envolvida na pesquisa.

Não é segredo que a obesidade tornou-se uma epidemia entre os seres humanos. Dos adultos americanos, quase um em cada três é obeso, com um índice de massa corporal acima de 30. Os pesquisadores responsabilizam por isso desde a falta de atividade física até a comida industrializada que consumimos.

Mas e se algo no ambiente também pode estar causando isso, mesmo que parcialmente? Para investigar a questão, David Allison, geneticista estatístico da Universidade do Alabama, e seus colegas compilaram dados sobre o peso de mais de 20 mil animais adultos de 24 populações de oito diferentes espécies na América do Norte.

Os pesquisadores incluíram na lista apenas mamíferos cujos pesos foram medidos ao menos duas vezes nos últimos 50 anos e que não tenha sido manipulado em razão de outros estudos e projetos de criação.

Todas as 24 populações de animais, de primatas usados em centros de pesquisa a ratos selvagens na periferia de Baltimore, tiveram significativos acréscimos em seu peso corporal. Em média, o peso dos chimpanzés aumentou 33% a cada década, o de marmotas criadas em cativeiro subiu 9% a cada 10 anos, os camundongos de laboratório ficaram 12% mais pesados por década e os ratos nas mesmas instituições, 3%. Continua

Rio vive dia histórico no combate aos traficantes de drogas

Jornal Nacional
25.11.2010












Jornal da Record
25.11.2010








Bom dia Brasil
26.11.2010







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- Capitão Nascimento
Via blog do Noblat
Por Merval Pereira
26.11.2010

Ontem foi dia de a realidade imitar a arte. Foi dia de torcer pelo Capitão Nascimento de Tropa de Elite, que todos nós vimos em ação, ao vivo e a cores, nas reportagens das emissoras de televisão. Que o personagem de Wagner Moura tenha se tornado o novo herói nacional é um sinal dos tempos, não necessariamente um bom sinal.

Ontem entraram em ação centenas de capitães Nascimento encarnados em cada um dos soldados do BOPE, que o personagem do filme de José Padilha se orgulha de ter transformado em “uma máquina de guerra”.

E quando essa máquina de guerra conseguiu colocar em disparada várias dezenas de bandidos em fuga pela mata, em direção ao Morro do Alemão, houve comemoração do cidadão comum que assistia à TV Globo como se acompanhasse um filme de aventura em que os mocinhos eram os policiais.

Ou como se aquelas imagens em tempo real fizessem parte de um game em que o telespectador poderia interferir manejando os comandos.

Mas foi também dia de a população como um todo tomar consciência da gravidade da situação, que muitas vezes só é sentida na carne pelas comunidades mais carentes.

A ação de terrorismo distribuída por toda cidade, que já vinha sendo revelada com os arrastões na Zona Sul nos últimos dias, evidenciou que essas facções criminosas continuam ativas e bem armadas, com capacidade de levar o pânico a qualquer ponto.

O ponto positivo foi ver a reação policial, que deu a sensação de ter sido bem coordenada e comandada com extrema cautela para não colocar em risco a população. E mesmo assim eficiente.

É claro que a realidade lá fora mostrava uma cidade apavorada, quase deserta, com as pessoas escondidas dentro de casa.

Nas localidades envolvidas diretamente na guerra, era possível ver vez por outra lençóis brancos sendo acenados em pedidos desesperados de paz, enquanto as ações de guerrilha continuavam na Vila Cruzeiro, que acabou sendo dominada pelas forças públicas.

Essa verdadeira operação de guerra que se desenvolveu durante todo o dia na região da Penha mostrou uma grande ofensiva policial feita por 150 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e 30 fuzileiros navais com rostos pintados, colocando várias dezenas de bandidos em fuga, permitindo que a polícia ocupasse o alto da Vila Cruzeiro, aonde não conseguiam chegar a anos.

E tudo mostrado ao vivo pelos helicópteros das televisões, que deixaram os telespectadores espantados com o poder de fogo dos bandidos, e a quantidade de pessoas envolvidas nessa guerra. Continua

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Carlão, despojado, emociona

Via Estadão, há 482 dias sob censura
Por Luiz Zanin Oricchio/ BRASÍLIA
25.11.2010


Eu e minhas atrizes. Ecos da ditadura  impregnam
o filme, que iscila entre poesia, melodrama
 e momentos grotescos
 (Aline Arruda/Divulgação)
Na noite de abertura do 43º Festival de Brasília houve emoção. Não aquela emoção prêt-à-porter, de frases feitas e lágrimas convenientes, que infestam os festivais de cinema. Emoção legítima, improvisada, como não poderia deixar de ser quando o personagem em questão é ninguém menos que Carlos Reichenbach. "Carlão", como todo mundo o chama, é um dos mais importantes cineastas brasileiros em atividade, com extensa carreira de 33 longas-metragens. Mas não faz pose de diretor. Não faz pose de nada, às vezes para desespero de quem cultiva as aparências. Subiu ao palco com uma garrafa de água mineral na mão. "Como ele vai segurar o prêmio?", perguntam amigos do diretor.

Carlão deu um jeito. Recebeu o Candango - o prêmio tradicional do Festival de Brasília - , atrapalhou-se com a garrafa d"água e o microfone, e chamou ao palco sua trupe. Subiram as atrizes do seu filme Liliam M. Relatório Confidencial - Célia Olga Benvenutti, que interpreta a protagonista, Maracy Melo e sua mulher Lygia Reichenbach, que faz um pequeno papel; a produtora, parceira de tantos filmes, Sarah Silveira, e o montador de Liliam M., o crítico Inácio Araújo. Carlão falou muitas e boas coisas sobre o filme em si e o cinema de maneira geral. Mas o melhor estava por vir, no finalzinho da homenagem, quando todos já se preparavam para descer do palco do Teatro Nacional. Carlão pediu mais um minuto de tolerância à plateia e contou uma pequena história.

O caso é o seguinte. Liliam M. foi lançado em 1975. Um dia, Reichenbach recebe o telefonema do crítico Orlando Fassoni, muito influente na época. "Carlão, dê um jeito de ir para o Rio porque tenho informação de que a Célia Benvenutti ganhou a Coruja de Ouro." Cabe explicação: a Coruja de Ouro era, naquele tempo, o principal prêmio do cinema brasileiro, o Oscar do cinema nacional. Sem um tostão no bolso, Carlão e equipe deram um jeito e foram de carro para o Rio. A informação de Fassoni era furada. Não ganharam prêmio algum. "Nunca a Via Dutra me pareceu tão longa como naquela volta para São Paulo", lembra. Continua


Desafio e reação

Via blog do Noblat
Por Merval Pereira
25.11.2010


O que está acontecendo no Rio nos últimos dias é simplesmente terrorismo e como tal deve ser combatido, com a participação das Forças Armadas, mas não como responsáveis pelas operações, mas sim assumindo suas funções naturais.

O economista Sérgio Besserman, que foi um dos estrategistas da política de retomada dos territórios ocupados pelos bandidos no Rio, lembra que terrorismo é uma questão de segurança nacional e, portanto, mesmo sem alterar a Constituição já caiu o anteparo constitucional que sempre foi usado para evitar que as Forças Armadas se envolvessem nessa questão de segurança criminal.

O professor de História Contemporânea da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, considera um equívoco pensar que só é terrorismo aquilo que parte de grupos políticos, com um programa político, e objetivos bem estabelecidos, como libertação de um território, ou luta contra um regime.

“Terrorismo é um método de ação, não um objetivo”, ressalta Teixeira. Quando uma pessoa ou um grupo organizado usa da violência, em especial contra população civil ou autoridades constituídas num Estado de Direito, é terrorismo”.

Já Besserman lembra que terrorismo não luta para ganhar a guerra, mas para ganhar a comunicação, que no caso do Rio é instalar o pânico na população, sugerir que são capazes de impor elevados custos a todo o Rio de Janeiro, de modo a forçar algum tipo de acordo, ou explícito, ou tácito.

“E o que cabe às forças de segurança do estado, mas não apenas a elas, mas também, à União e à sociedade civil, é uma reação de não aceitar o jogo deles”, salienta Besserman, que considera que o que a Secretaria de Segurança vai fazer agora é um trabalho de inteligência, para demonstrar aos traficantes que o custo da ação terrorista é muito superior ao ocasional ganho que eles possam ter.

Para o professor Francisco Carlos Teixeira, malgrado o princípio correto praticado pelo governo estadual de restabelecer o controle territorial, com a extensão da soberania do Estado de Direito, uma política pública aprovada pela maioria esmagadora da população, o grande erro é não dar a dimensão política adequada ao combate ao narcotráfico.

“Não se trata apenas de “pedir” ou não ajuda federal. A ação federal deve, precisa, ser constante com ou sem pedidos formais”, diz ele.

Não se trataria de uma intervenção, mas de exigir que a Receita Federal, a Policia Federal e as Forças Armadas cumprissem com mais rigor e eficiência suas funções.

“Não quero dizer que são ineficientes ou incompetentes”, esclarece Teixeira, para quem “simplesmente o governo federal não deu a prioridade que o caso necessita”.

Estas instituições – típicas do Estado Moderno e expressão de sua soberania – não foram chamadas e equipadas para a uma luta direta contra o narcotráfico.

Teixeira ressalta que também por seus métodos (bombas, incêndios de carros, uso de armas de grosso calibre – chegando a atacar veículos das Forças Armadas ou derrubar helicópteros da Policia) reconhecemos um desafio direto ao Estado de Direito e, aí, a coisa é política.

“Desafiar o Estado em duas de suas condições de Estado Moderno: o monopólio da violência organizada e o acesso ao território, colocando graves problemas de exercício da soberania, é um fato político”, afirma Teixeira.

O economista Sérgio Besserman chama a atenção para o fato de que esse não é um problema apenas nosso, mas global.

O exemplo do México é o mais claro de todos. Na sua análise, o tráfico de drogas passou a ser um grande negócio global, a oferta de armas muito sofisticadas aumentou, elas ficaram muito mais baratas.

E a existência de muitos conflitos locais por todo o planeta faz com que exista uma enorme oferta de armas de segunda mão.

“Tornou-se possível a quem queira confrontar o monopólio da força por parte do Estado se armar”.

Para Francisco Carlos Teixeira envolver as Forças Armadas é um erro, e ele chama a atenção para o que está acontecendo no México, aonde cerca de 50 mil homens das Forças Armadas lutam há quatro anos contra 7 cartéis de drogas, já com 28 mil mortos, desde dezembro de 2006, na maioria civis inocentes.

“O que ocorreu lá? Ineficiência e, claro, a inadequação de função, ao lado da intrusão da corrupção e do suborno nas Forças Armadas, e forte choque entre autoridades civis e militares, inclusive no controle do espaço público”.

Segundo Teixeira, o Estado deve tomar as decisões necessárias com suas instituições republicanas, e todos já sabemos quais são estas ações: ao lado de um projeto correto e apoiado pela população precisamos que (a) a Receita Federal controle o fluxo anormal de recursos, a lavagem de dinheiro e as operações fronteiriças; (b) a PF interrompa a entrada de armas e de drogas; (c) as Forças Armadas tenham meios materiais para o efetivo controle das fronteiras, de forma organizada, permanente e com modernos recursos tecnológicos.

Além disso, as Forças Armadas podem trabalhar na formação de pessoal em logística, inteligência, preparação de ações anti-motins e demonstração e treinamento de armas e, principalmente, armamento não-letal. Segundo ele o equipamento da nossa PM é ainda muito ruim, com graves déficits de material de defesa pessoal.

O professor Francisco Carlos Teixeira dá um depoimento pessoal: “Eu próprio vi, em Rondônia, a ação exemplar do Exército no controle do fluxo de drogas na fronteira (e do desmatamento). Mas, a piada é que tais ações possuem calendário, posto que o diesel distribuído é insuficiente para patrulhas diárias durante 30 dias do mês. Assim, os bandidos ( traficantes e desmatadores ) esperam dia 15 ou 18 de cada mês para reiniciar suas operações, quando já sabem que o diesel acabou”.

Metas ameaçadas, mas ruralistas atacam

Via O Eco
Por Nathalia Clark
24.11.2010


Audiência realizada na Câmara ocorreu no mesmo dia
 em que ONGs lançaram estudo alertando que aprovação
de alterações no código impediram a redução de
emissões de gases de efeito estufa  (foto: Nathalia Clark)
Brasília - Coincidentemente nesta terça, dia 23 de novembro, dois estudos foram apresentados sobre as consequências e os efeitos da aprovação, ou não, das alterações no Código Florestal Brasileiro. Um, mais geral, com dados de diferentes órgãos como IGBE e Embrapa, foi apresentado em audiência pública na Câmara dos Deputados, convocada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural a pedido do deputado federal Paulo Piau (PMDB/MG). O outro estudo, ainda com dados preliminares, foi realizado sobre um ponto específico da discussão pelo Observatório do Clima, que é constituído por 36 organizações não governamentais (ONGs) e institutos ambientais do país.

A pesquisa realizada pelo Observatório revela que a aprovação do Projeto de Lei 1876/99, que prevê, entre outras coisas, a anistia a desmatadores e a redução de 30m para 15m as Áreas de Preservação Permanente (APP) em matas ciliares de rios com até 5 metros de largura, compromete gravemente a meta brasileira de redução de emissões estipulada na Política Nacional de Mudanças Climáticas (1 bilhão de toneladas até 2020). Com as mudanças, estima-se que cerca de 7 bilhões de toneladas de carbono acumuladas sejam lançadas na atmosfera, o que representaria 25,5 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa, mais de 13 vezes as emissões do Brasil no ano de 2007.

Segundo os dados, ainda, a isenção de manter e recuperar áreas de reserva legal em pequenas propriedades rurais (até quatro módulos), outra das medidas previstas, é a que tem maior impacto potencial nas emissões e deixaria uma área total de 69,2 milhões hectares sem proteção, extensão maior do que o estado de Minas Gerais. De acordo com André Ferretti, coordenador do Observatório do Clima, o estudo contempla apenas uma das diversas facetas das propostas de modificação do Código Florestal. Continua

Unica pede a Lula pressão por Código Florestal

JC e-mail 4143, de 24 de Novembro de 2010.
Unica pede a Lula pressão por Código Florestal


Para o presidente da União da Indústria da Cana, o tema já foi muito debatido

Com receio de perder o apoio do governo na gestão Dilma Rousseff, os usineiros pediram ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aprovar no Congresso ainda em 2010 o novo Código Florestal.

Na terça, em assinatura de contrato para a construção de rede de dutos de etanol pela Petrobras e o setor privado, Marcos Jank, presidente da maior entidade do setor, a União da Indústria da Cana (Unica), pediu interferência de Lula para que as alterações no Código Florestal passem ainda em 2010. Para Jank, é preciso "urgentemente" de solução definitiva para o tema da reserva legal, que "ameaça milhares de hectares de cana".

Jank defende a votação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ainda neste ano, antes da mudança de cadeiras no Congresso. Para o presidente da entidade, o tema já foi muito debatido.

Os conflitos decorrentes da aplicação do código geram insegurança e mudanças devem ser feitas à Câmara e ao Senado. Não podemos voltar à estaca zero. Temos a posse da nova presidente. Obrigado, presidente, se o senhor puder nos ajudar", disse Jank, durante a cerimônia de assinatura de contrato de construção de uma rede de dutos de etanol pela Petrobras - da qual também participou o presidente da empresa, José Sergio Gabrielli -, em conjunto com empresas privadas.

O relatório do deputado Aldo Rebelo fixa mudanças em linha com as demandas do setor, como a redução de áreas de reserva legal e anistia às multas impostas a desmatadores e a flexibilização da produção agropecuária em áreas de proteção permanente.

A pressão ambiental contra o Código é crescente. Estudo do Observatório do Clima, divulgado na terça-feira, indicam que as alterações no Código Florestal, propostas pelo deputado Aldo Rebelo podem representar a emissão de até 26 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa e comprometer a meta brasileira de reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões nacionais até 2020.

Às vésperas de uma nova rodada da negociação climática internacional, que começa na segunda-feira em Cancun, no México, o documento analisa os impactos de duas das principais propostas do novo código para os compromissos de redução de emissões assumidos internacionalmente pelo Brasil. Continua

Operações policiais prendem 25 e deixam 18 mortos no Rio

Jornal Nacional
24.11.2010







Bom dia Brasil
25.11.2010 - 07h42






Jornal Hoje
25.11.2010 - 14h04





Código florestal reduz até 12 vezes absorção de CO2

JC e-mail 4143, de 24 de Novembro de 2010.
Código florestal reduz até 12 vezes absorção de CO2


Redução de florestas impediria que país cumpra metas do Acordo de Copenhague

Se implementadas, as alterações no CFB (Código Florestal Brasileiro), propostas pelo deputado Aldo Rebelo e aprovadas em julho na Câmara dos Deputados, poderão levar, no longo prazo, a emissões de CO2 equivalentes a três vezes a produção anual desse gás-estufa no Brasil.

Isso num cenário otimista. Numa análise mais pessimista, em que os proprietários de terra suprimam totalmente a vegetação na áreas isentadas pelo novo CFB, as emissões poderiam ser 12 vezes o total anual brasileiro.

Os números são de um relatório técnico preliminar divulgado pelo Observatório do Clima, que calculou os impactos do novo CFB sobre as metas climáticas do país.

"É contraditório que um país com metas de redução de emissões aprove um código florestal que reduza a capacidade de armazenamento de CO2", diz André Ferretti, coordenador do Observatório do Clima.

O Brasil emite cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2 por ano. Na agropecuária, que contribui com cerca de 20% do total, o compromisso assumido pelo país no Acordo de Copenhague é de reduzir as emissões em 160 milhões de toneladas até 2020.

Dentre as principais mudanças propostas pelo novo CFB estão a dispensa de reserva florestal legal para pequenas propriedades (até quatro módulos fiscais) e a redução de 30 m para 15 m da área de preservação nas margens dos córregos (rios com até 5 metros de largura).

Chamando os biólogos que se opuseram à proposta de Aldo Rebelo de "parte ruidosa da academia", o pesquisador Luís Carlos Moraes, do Centro Universitário do Oeste Paulista, afirmou na terça-feira (23/11) na Câmara dos Deputados que, se o Código Florestal atual fosse cumprido, sobraria só 25% do território brasileiro para a agropecuária.

Moraes participou de uma audiência pública organizada pela Comissão de Agricultura da Câmara.

A SBPC e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) afirmam que a proposta de Rebelo de reforma do código não se pautou por critérios científicos. Já Moraes diz que o Conselho Federal de Biologia aprovou o relatório e que o texto de Rebelo acatou 70% das demandas da biologia. "Tem de acatar 100%?"

Segundo ele, a aplicação da lei florestal para repor todo o deficit de reserva legal do Brasil (65 milhões de hectares) demandaria R$ 260 bilhões só em mudas - o equivalente a oito anos de arrecadação de CPMF.

"Arrumem dinheiro, que eu saio plantando árvores daqui até o Amapá", disse.

(Sabine Righetti)

(Folha de SP, 24/11)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Filhos… melhor não tê-los?



Café Filosófico,
com Rosely Sayão
 


Rosely Sayão
clique na imagem para assistir à palestra


Rosely Sayão é psicóloga.


Links para outras palestras do Café Filosófico
podem ser encontrados aqui neste blog, à esquerda, em ET C



MEC e o Enem: E nem ficam vermelhos… artigo de Montserrat Martins

Via Eco Debate
Por Montserrat Martins
24.11.2010

Todos estudos científicos sobre comportamentos anti-sociais apontam que um dos fatores de previsão de reincidência é a falta de autocrítica. Quer dizer, quem prejudica aos outros com seus atos vai continuar fazendo isso se não sentir culpa, vergonha ou admitir que está errado e precisa rever sua conduta. Se isso é uma verdade inquestionável para as pessoas com personalidade anti-social, não seria diferente para as demais pessoas, mesmo que não recebam esse rótulo psiquiátrico.

Aliás, embora seja absolutamente “normal” o fato de que as pessoas habitualmente resistem a aceitar críticas, ou reconhecer erros, isso não significa que o fato de ser “normal” seja um fato positivo em si mesmo – principalmente quando seus atos, mesmo que não intencionalmente, sejam danosos aos demais.

Lembrei de uma expressão típica dos meus avós, que quando indignados com outras pessoas diziam “e nem ficam vermelhos”, no recente episódio envolvendo o Ministério da Educação e o Enem, quando li as declarações de que os problemas foram considerados “normais” e a solução seria fazer “vários exames por ano”. Qual a perspectiva de resolver os problemas ocorridos esse ano, se eles não causam indignação nas próprias autoridades responsáveis ?

Está na moda, politicamente correto, dizer que os governos tem de ser “republicanos”, o que inclui imparcialidade e isonomia de tratamento a todos setores da sociedade, sem distinção. Pois é exatamente isso que foi lesado com as falhas do Enem, a igualdade de oportunidades a todos os participantes. Se as provas vão ser refeitas apenas para alguns, como saber se elas serão mais fáceis ou difíceis do que as que serão validadas ? Onde a igualdade de condições, se grande parte dos próprios alunos estarão submetidos a um estresse extra por estarem fazendo a prova pela segunda vez ? E os que não conseguirem provar que deveriam ter direito a nova prova, haja visto os obstáculos burocráticos para o reconhecimento de que foram prejudicados ? No que resta o apelo ao Judiciário, acionado para garantir o direito de nova prova a todos prejudicados.

Mais do que a solução para todo esse “imbróglio”, preocupa a falta de iniciativas ou promessas de solução duradoura para previnir erros futuros, gerando uma grande incerteza na juventude. Aliás, pelo menos isso o Ministério da Educação conseguiu, unir os estudantes numa bandeira comum, há muito que não víamos movimentos de jovens nas ruas reinvindicando algo coletivo, em tempos de acomodação do movimento estudantil em relação aos governantes.

Montserrat Martins, colunista do EcoDebate, é Psquiatra

Professores da USP criam graduação paga

JC e-mail 4142, de 23 de Novembro de 2010.
Professores da USP criam graduação paga


Fundação dirigida por docentes ligados a curso público de administração vai cobrar R$ 2.200 mensais em nova turma

Criada por professores da USP (Universidade de São Paulo) para dar apoio à instituição, a FIA (Fundação Instituto de Administração) oferecerá a partir de 2011 um curso particular de graduação em administração, com mensalidade de R$ 2.200.

A novidade é criticada. Há o temor de que haja prejuízo ao curso público da USP, pois a maioria dos dirigentes e parte dos professores da FIA são da FEA (Faculdade de Economia e Administração), da universidade.

"Já há pouco comprometimento de alguns docentes com a nossa graduação. Há muitas faltas. Pode piorar, porque alguns deles também estão hoje na FIA", afirma Maíra Madrid, diretora do centro acadêmico da FEA.

O presidente do sindicato dos docentes da universidade, João Zanetic, sustenta que há um conflito de interesses na criação da faculdade privada.

"Por que os dirigentes da FIA que criaram curso que poderá ser até melhor do que o da FEA não fizeram o mesmo pela USP? A FIA fez nome em cima da USP. Agora ela cria um curso concorrente. Há um problema ético", afirma Zanetic.

O diretor acadêmico da FIA, James Wright -que também é docente da USP- discorda das críticas. Para ele, a relação entre as instituições é benéfica à USP.

Segundo Wright, a maioria dos docentes mais bem avaliados da FEA nos processos internos da USP atua também na FIA. "Professores adquirem experiência em empresas e depois repassam aos alunos." Ele diz que o próprio curso da FIA ajudará o da FEA. "O processo de gestão poderá ser usado na USP."

A fundação foi criada em 1980 para agilizar pesquisas e prestação de serviços feitas por docentes da FEA. Possuía até USP em seu nome. Depois, ganhou espaço com cursos de pós-graduação e extensão, todos pagos.

Parte dos recursos eram -e ainda são- revertidos para a faculdade da USP. Para o sindicato dos docentes, a fundação usava a marca e a estrutura da USP para atrair recursos. Depois dessa polêmica, em meados da década, a FIA decidiu retirar a USP do seu nome.

Diretor nega haver prejuízo a curso da USP

O diretor acadêmico da FIA, James Wright, negou que haverá prejuízo ao curso da USP. Ele diz que a fundação contratará docentes específicos para o curso de graduação. Os coordenadores da FIA, porém, são docentes da FEA.

"Queremos criar um curso de referência internacional", disse. A graduação terá 50 vagas.

A fundação também decidiu abrir uma graduação porque o Ministério da Educação limitou a atuação de entidades não educacionais na pós-graduação. Com o curso de graduação, a FIA virou faculdade, se enquadrando nas regras federais para a pós.

O centro acadêmico definirá seu posicionamento sobre o assunto em 2011. A reitoria não se manifestou.

(Fabio Takasashi)

(Folha de SP, 23/11)

Roger Abdelmassih é condenado a 278 anos de prisão

Via G1
23.11.2010


Ex-médico foi acusado de estupros de pacientes em clínica de São Paulo.
Ele era um dos mais renomados especialistas em reprodução assistida.



O médico Roger Abdelmassih, de 66 anos, que teve seu registro profissional cassado, foi condenado nesta terça-feira (23) a 278 anos de prisão pela juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo. Ele foi acusado de 56 estupros de pacientes em sua clínica, localizada em uma área nobre da capital paulista. Abdelmassih pode recorrer da decisão em liberdade. O advogado dele, José Luís de Oliveira Lima, disse que o cliente ficou "abalado" com a decisão e que vai recorrer . Foram três condenações por estupro, houve sete absolvições e as outras foram por atentado violento ao pudor.

Abdelmassih, um dos mais renomados especialistas em reprodução assistida do Brasil, com um luxuoso escritório na Avenida Brasil, chegou a ficar preso de 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009. O então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu ao médico o direito de responder o processo em liberdade. Por causa dessa liminar, que ainda não tem uma decisão definitiva, o condenado poderá aguardar em liberdade. Continua

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Novas imagens mostram agressão na Paulista

Via G1
23.11.2010


Câmera de segurança flagrou agressão no domingo (14).
Justiça decretou a internação provisória de agressores.






Novas imagens mostram as agressões contra uma pessoa na Avenida Paulista, no domingo (14). Uma câmera de segurança flagrou a primeira agressão. A vítima está parada à espera de um táxi perto da estação Brigadeiro do Metrô quando o grupo de adolescentes chega batendo. O rapaz é atingido com vários chutes até desmaiar. Um amigo da vítima contou à polícia que os agressores achavam que os dois fossem namorados.

Quatro adolescentes tiveram a internação provisória na Fundação Casa decretada pela 1ª Vara da Infância e Juventude de São Paulo, nesta terça-feira (23), a pedido da promotora da Infância e Juventude Ana Laura Lunardelli, de acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público de São Paulo.

Eles devem responder internados na instituição para menores infratores por tentativa de homicídio, por lesão corporal e um roubo. Continua


Cresce a violência e a intolerância dos jovens brasileiros

Entre Aspas
17.11.2010

O psicanalista Joel Birman e o
promotor Thales Cezar de Oliveira debatem o assunto.








Portadores de deficiência visual cobram pressa na regulamentação da Lei do Livro

Via Agência Senado
Por Roberto Homem
22.11.2010


"Não estamos pedindo que as editora distribuam gratuitamente livros para os portadores de deficiência visual, apenas queremos que elas disponibilizem para a venda essas publicações no formato braile e digital, que são adequados para nós". O desabafo foi feito pela bibliotecária do núcleo de educação especial da Universidade Estadual da Paraíba, Ana Lúcia Leite, ao cobrar a regulamentação da Lei do Livro, durante em entrevista no estande do Senado no 1º Salão Internacional do Livro da Paraíba.

Sancionada em 2003, a Lei 10.753 institui a Política Nacional do Livro assegurando ao cidadão, em seu capítulo I, o "pleno exercício do direito de acesso e uso do livro". Já no parágrafo único do artigo 2º, a lei fornece uma relação de itens que são considerados livros. Entre eles estão "os livros em meio digital, magnético e ótico para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual" e os livros impressos no sistema braile.

Ana Lúcia explicou que, apesar da lei, as editoras não cumprem a determinação de oferecer os livros no formato apropriado para os cegos sob a alegação de que poderiam estar infringindo algum direito autoral. Continua

Leia também:
Senado assinará contrato com a prefeitura de SP para a edição e a publicação de obras em braile

Antropóloga pede criminalização de sites discriminatórios

Via Agência Senado
19.11.2010


A antropóloga Adriana Dias revelou preocupação com o acesso de mais de 100 mil internautas brasileiros - a maioria, jovens - a sites que veiculam material discriminatório contra negros, judeus, homossexuais, migrantes e uniões interraciais. Após fazer essa denúncia na sessão especial do Senado pelo Dia Nacional da Consciência Negra, nesta sexta-feira (19), a pesquisadora pediu o apoio do Parlamento para criminalizar a divulgação desse tipo de mensagem pela internet.

- Em minha pesquisa de mestrado, que defendi em 2007, localizei 13 mil sites neonazistas em língua portuguesa, inglesa e espanhola. Hoje, infelizmente, dada a impunidade, eles alcançam a marca de 20 mil sites. São dezenas de comunidades em blogs e redes sociais e centenas de perfis no Twitter - comentou.

Integrante da comunidade judaica, Adriana Dias denunciou ainda ser possível encontrar, em sites brasileiros de teor neonazista, livros infantis para colorir defendendo a versão da supremacia racial dos brancos. No ano em que são celebrados os 100 anos da Revolta da Chibata, os 315 anos da morte do líder negro Zumbi dos Palmares e os 70 anos da abertura do campo de concentração de Auschwitz, onde 1,5 milhão de judeus foram mortos, a antropóloga reivindica a investigação e punição dos crimes por discriminação e preconceito.

-É preciso coibir definitivamente toda e qualquer manifestação de racismo, de preconceito e de intolerância. O atual estado de ódio, de incompreensão, o gigante retorno do anti-semitismo, do racismo, da homofobia, da intolerância com a pessoa com deficiência, nos convence da gravidade do momento presente, enquanto toma o coração e a mente dos nossos jovens - apelou.

Da Redação / Agência Senado


Anac anuncia medidas para evitar o caos aéreo no final do ano

Jornal da Record
22.11.2010







Jornal Nacional
22.11.2010






Onda de ataques incendiários volta a aterrorizar o Rio

Via BandNews/Uol
22/11/2010






Jornal Nacional
22.11.2010






Leia também:
- Criminosos fazem novos ataques a carros e cabine da PM no Rio
- Seúl califica de "clara provocación militar" el ataque norcoreano contra una de sus islas
- O ataque da Coreia do Norte visto aqui de Seul



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A voz dos invisíveis

Via blog do Noblat
Por Geraldinho Vieira
21.11.2010


Estas pessoas quase nunca são vistas – nossa ruas, edifícios, escolas, locais de trabalho e diversão não foram feitos para elas. Elas quase nunca são ouvidas – quando muito, falam por elas.

Por isso há boas expectativas quanto aos resultados da “mais abrangente pesquisa já feita junto a pessoas com deficiência no Brasil” – segundo noticia o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD).

O trabalho foi conduzido pelo DataSenado, com a parceria do IBDD, e ouviu mil pessoas em todo o país, colhendo opinião sobre legislação, acessibilidade, transporte, mercado de trabalho, qualificação, benefício, educação, saúde e lazer.

“A grande novidade desta pesquisa foi entrevistar diretamente a pessoa com deficiência e não as entidades representativas ou familiares responsáveis, como é feito comumente quando se quer saber a opinião deste segmento”, revela Ana Maria Noveli - diretora da Secretaria de Pesquisa e Opinião do Senado Federal e coordenadora da pesquisa.

Não se trata de iniciativa simples. Feita por telefone e sem intérpretes/intermediários, os deficientes intelectuais, por exemplo, não puderam ser ouvidos desta vez. Já para aqueles com problemas de audição o uso de vídeo enviado por e-mail com linguagem de sinais permitiu a realização dos questionários.

Talvez você não saiba, mas a maior parte dos surdos tem grande dificuldade com as construções da lingua portuguesa – porque não tiveram acesso à escola, muitos são analfabetos em nosso idioma.

Este aliás é um dos temas da pesquisa: as pessoas com deficiência estão frequentando a escola? Preferem a escola inclusiva ou a especial? Será interessante observar os resultados, a vontade delas próprias, porque há muita pressão em torno desta questão.

Durante a campanha eleitoral, por exemplo, Serra reclamou do corte de verbas para as APAEs. Elas defendem a escola especial, ao contrário do que pensa o MEC que quer escolas inclusivas e por isso direciona recursos para esta abordagem. É discussão complexa.

Para Teresa Costa d’Amaral, superintendente do IBDD – instituto que cedeu um cadastro com 15 mil nomes de pessoas com deficiência em todo o país e ajudou na preparação dos questionários - , “a pesquisa pode ser instrumento que inspire uma mudança de olhar sobre o tema, inclusive no próprio Congresso Nacional onde há muita incompreensão sobre os vários aspectos que envolvem a plena inclusão das pessoas”.

Vale dizer que na nova composição da Câmara Federal há 3 deputados que utilizam cadeiras de rodas. Hoje eles não tem como chegar à Mesa Diretora ou ao púlpito. No Senado há um pouco mais de estrutura específica. S´um pouco mais.

Os resultados serão divulgados no painel “Pesquisa de Opinião sobre a Eficácia da Legislação para Pessoas com Deficiência”, dentro do 6º Fórum Senado Debate Brasil que acontecerá em Brasília nos dias 8 e 9 de dezembro.

Embora já tenha encerrado a fase de coleta da pesquisa, o Senado abriu em seu site o espaço complementar “Cidadania para pessoas com deficiência”, onde pede sugestões para ajudar a instituição a fazer leis melhores.



Geraldinho Vieira é jornalista. Claudius é chargista


Promotor vê omissão de pais de agressores da avenida Paulista, em SP

Via Folha.com
ROGÉRIO PAGNAN
20.11.2010

O promotor Tales Cezar de Oliveira, da Infância e Juventude da capital, critica os pais dos adolescentes envolvidos na agressão contra outros jovens na avenida Paulista, em São Paulo, na manhã de domingo (14). Primeiro, por permitir que estivessem numa balada até as 6h. Depois, por defendê-los. "Bom pai é o que diz "não'", disse ele. Leia trechos abaixo

Folha - Qual foi a sensação do sr. ao ver as imagens?
Tales Cezar de Oliveira
- A sensação, como cidadão, assim como provavelmente deve ter sido com 99% das pessoas, de absoluta repulsa ao ato gratuito de violência.
Isso mostra que a violência urbana está chegado a um ponto extremamente complicado. Nós, cidadãos de bem, estamos ilhados. Por quê?
Porque o Estado está fraco. Ele não tem uma política pública social de prevenção. E, ao mesmo tempo, o Estado repressor é fraco.
Nós, cidadão honestos, estamos entregues à própria sorte.
No lugar desse cidadão agredido poderia ter sido eu, você, minha esposa, meu filho... Qualquer um de nós.

Os pais chegaram a dizer que são meninos de bem, não são violentos, e só reagiram.
Isso só demonstra por que esses filhos chegaram aonde chegaram. Pais omissos, que passam a mão na cabeça dos filhos. Pais que acham que ser bons pais é proteger o filho, não dizer "não" ao filho.
O bom pai é aquele que castiga o filho, desde pequeno, quando faz uma coisa errada. Para ele aprender, quando for grande, os limites das outras pessoas.
O bom pai é aquele que diz "não".
Um bom pai jamais permitiria que o filho menor de 18 anos ficasse até as 6h numa balada.
Isso demonstra claramente que a família falhou em algum momento na educação dos filhos. Continua


Veja também:
É a certeza! É a certeza da impunidade!

Energia - mitos que custam caro, artigo de Washington Novaes

JC e-mail 4140, de 19 de Novembro de 2010.
Energia - mitos que custam caro, artigo de Washington Novaes


"Estudos mostram que o país pode viver tranquilamente com metade do que consome hoje"

Washington Novaes é jornalista. Artigo publicado em "O Estado de SP":

É preciso prestar atenção ao estudo que acaba de ser divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (Estado, 11/11), segundo o qual a indústria brasileira pode economizar 25% da energia que consome, a começar pela indústria siderúrgica, seguida pelos setores de cerâmica, química, papel e celulose e cimento.

É um trabalho na mesma direção do estudo feito em 2006 pela Unicamp, WWF e outras instituições, mostrando que o país pode viver tranquilamente com metade da energia que consome hoje: pode economizar 30% com conservação e eficiência energética (tal como fez no "apagão de 2001, sem nenhum prejuízo para o país); mais 10% com ganhos nas linhas de transmissão (que hoje perdem entre 15% e 17% da energia que transmitem); e mais 10% repotenciando geradores antigos de usinas, hoje com baixo rendimento, e a custos muitas vezes menores que o da construção de mais hidrelétricas.

Esse estudo está sendo revisto neste momento por um grupo no Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, coordenado pelo ex-ministro e ex-secretário José Goldemberg, que está preocupado com o processo de licenciamento de novas usinas na Amazônia, principalmente nas regiões dos Rios Teles Pires e Tapajós, que implicam problemas em terras indígenas, parques e áreas federais de conservação - sem falar no projeto de Belo Monte, que recebeu no próprio Ibama mais dois pareceres contrários ao início das obras.

Curiosamente, o planejamento federal no Brasil continua a trabalhar com a premissa de que o país, para crescer 7% ao ano nos próximos 12 anos, precisa dobrar seu consumo per capita de energia (Agência Brasil, 7/7). E para isso precisaria acrescentar mais 5,1 GW ao seu potencial energético a cada ano, até 2022. Planejamento provavelmente comandado pelo oligopólio das grandes construtoras de usinas, geradoras e distribuidoras de energia - levando em conta seus interesses específicos, não exatamente os de todo o país. Continua


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