terça-feira, 16 de agosto de 2011

Veículos de comunicação excluem população afrodescendente

Via Agência USP de Notícias
Por Da Redação - agenusp@usp.br
11.08.2011

Marcelo Henrique Nascimento, do USP Online – marcelo.nascimento@usp.br


Apenas 8,58% das pessoas presentes nas revistas
 mais lidas pelo público eram negras
Visando estudar a presença afrodescendente nos veículos de comunicação, o professor Dennis de Oliveira, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, conduz a linha pesquisa Representações étnicas afrodescendentes na mídia. A linha trata tanto de aspectos quantitativos, como o número de ocorrências de presença de negros, como também qualitativos, com as maneiras em que se dá essa participação, para identificar como os aparelhos midiáticos mostram os negros nos principais meios de comunicação no Brasil.

Sobre o aspecto quantitativo, segundo o professor, nota-se uma participação muito pequena do afrodescendente na mídia em geral. Para comprovar tal fato, foi feito, no ano de 2009, um levantamento com alunos de uma escola pública do ensino médio de São Paulo, com o objetivo de verificar quais eram as principais revistas lidas por pessoas nessa faixa etária e classe social, para então se descobrir qual o percentual da presença negra nesses meios de comunicação.

Constatou-se que, nas revistas mais lidas pelo público em questão, dentre as pessoas que aparecem nas propagandas, fotos e reportagens, apenas 8,58 % eram negras. Em levantamento semelhante realizado nos Estados Unidos, com publicações de mesmo público-alvo, verificou-se porcentagem semelhante (8,85%) – o que ratifica o contraste, devido ao fato da população afrodescendente do Brasil ser, proporcionalmente, superior à dos EUA. Continua



Pastor preso pede doações para cobrir cheque da fiança

Via blog do Noblat
16.08.2011


Jailton de Carvalho, O Globo

O pastor Wladimir Furtado, dono da Conectur, que é investigada pelo desvio de recursos no Ministério do Turismo, corre o risco de ser preso novamente. Ele disse publicamente na manhã desta segunda-feira que não tem dinheiro para cobrir o cheque caução que deu para pagar a fiança de R$ 109 mil - o equivalente a 200 salários mínimos - e ser solto na madrugada de sábado.

Ele deu entrevista a uma rádio e a uma TV locais, em que pediu doações de cem a mil reais para fiéis e amigos, a serem depositadas na conta da mulher dele, que foi quem assinou o cheque.

- Guarde o comprovante, que vamos devolver o seu dinheiro depois - disse ele em entrevista à TV, acrescentando:

- Nós moramos no Amapá, gostamos do Amapá, respondemos por dez anos pela prefeitura (de Ferreira Gomes) e nunca precisamos ser presos - disse Wladimir, que já tinha a ficha suja por outros casos de desvio de verbas.

Leia mais em Pastor preso na operação da PF no Ministério do Turismo pede doações para cobrir cheque da fiança




Brasília como álibi!

Via blog do Josias de Souza
Por Nani










segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Viúva terá indenização por falha em diagnóstico de nova gripe

Do G1 SP, com informações da Agência Estado
15.08.2011

Governo de SP e Prefeitura de Taubaté terão de pagar 100 salários.
Assessoria do município afirma que vai recorrer da decisão.



A Prefeitura de Taubaté e o Estado de São Paulo terão de indenizar a viúva de um paciente que morreu de nova gripe (H1N1) após ter tido sua internação rejeitada em hospitais públicos da região. Em setembro de 2009, o paciente procurou o posto de saúde municipal queixando-se de dores de cabeça, no peito e nas articulações, dificuldades respiratórias e sangramento. Ele foi examinado e encaminhado de volta para casa, apenas com uma receita médica. Segundo a ação da defensoria, foi-lhe negada vaga em hospital junto ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Os sintomas se intensificaram e um médico particular diagnosticou nova gripe em estado avançado, recomendando sua imediata internação em UTI. Por falta de vagas nos hospitais públicos da região, os familiares procuraram um hospital particular para que fosse feito o tratamento. Porém, pelo erro inicial de diagnóstico e a falta de tratamento na rede pública, o paciente não resistiu.

Decisão em segunda instância do Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu que houve negligência na prestação do serviço médico, tanto na rede pública municipal como na rede pública estadual de saúde. O Estado e o Município foram condenados ao pagamento de 100 salários mínimos à viúva por danos morais e o reembolso de R$ 40 mil referentes à dívida contraída na internação em hospital particular.

De acordo com o Defensor Público Wagner Giron de la Torre, responsável pela ação, essa é uma das primeiras decisões do País a reconhecer uma indenização ao usuário do SUS por morte devido à falta de leito e pela má condução de tratamento de gripe suína. A Prefeitura de Taubaté informou por meio da assessoria que vai avaliar a questão e recorrer. Também contatada no mesmo horário, a assessoria do governo estadual informou que consultaria a Procuradoria Geral do Estado (PGE) antes de se manifestar.


fonte


Juiz federal autoriza porto no Encontro das Águas

Via O ECO
Por Daniele Bragança
12.08.2011




Decisão da justiça pode mudar paisagem mais famosa do estado.
CRÉDITO: Mário Roberto Duran Ortiz/Wikipedia


Na terça-feira passada, dia 2, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) concedeu à Lajes Logística S.A., empresa controlada pela Log-In Logística Intermodal e da Juma Participações, a licença de instalação para a construção de um porto na região do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, um dos cartões postais de Manaus, no Amazonas . Dois dias depois, o juiz federal Dimis da Costa Braga anulou o tombamento do encontro das águas. A decisão atendeu ação movida pelo governo do Amazonas, que apóia a construção do terminal. O juiz alegou que não houve audiências públicas no processo de tombamento feito pelo Iphan. Continua



domingo, 14 de agosto de 2011

Belém intensifica mobilização para o ato mundial contra Belo Monte

Via Xingu Vivo para Sempre
12.08.2011






O Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo anunciou no início da noite (11.08) a sua programação local para o ato mundial contra Belo Monte, que ocorrerá em vários estados brasileiros.

O ato do dia 20 de agosto terá início às 8 da manhã, na Praça da República, em frente ao Teatro da Paz e seguirá até o Ver-o-Peso, considerada a maior feira livre da América Latina, às margens da baía do Guajará.

O Comitê anunciou também a participação da Coluna Xingu Vivo na Jornada Nacional de Lutas, que terá início no próximo dia 17 de agosto e que será marcada por uma série de atos de protestos contra o governo brasileiro.

Várias ações mobilizadoras para a semana que antecede o ato estão sendo preparadas. Para isso, serão usadas as rede sociais na internet, colagem de cartazes e panfletagens em praças, locais de trabalho e de estudos.

O ato, segundo seus organizadores, será uma demonstração pública de repúdio em escala mundial à construção da usina de Belo Monte, na Volta Grande do rio Xingu, sudoeste paraense. Um repúdio contra a decisão do governo de Dilma Rousseff de construir a usina sem considerar os apelos da comunidade científica e das populações locais. Mas será sobretudo um grito mundial em defesa dos povos, da floresta e dos rios da Amazônia, afirmam.

Outras cidades paraenses farão protesto.
Informe da UES – Em Santarém ocorrerá também um ato público contra a construção da usina de Belo Monte e das hidrelétricas no rio Tapajós. A manifestação está sendo articulada pela União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES) e pela Frente em Defesa da Amazônia (FDA). E contará com a participação dos movimentos sociais da região que se opõem ao modelo de desenvolvimento econômico predatório imposto pelo governo federal na Amazônia.
A concentração para o ato será às 18h do Sábado (20), na Praça da Matriz, com caminhada pela orla da cidade até o ‘Mascotinho’, local onde os manifestantes debaterão com a sociedade santarena sobre os reais interesses por trás de projetos como Belo Monte.

Pelo Brasil e pelo mundo
Informe da Frente de Ação Pró-Xingu- Os estados brasileiros que já confirmaram participação no ato são: Acre, São Paulo, Rio de janeiro, Pernambuco, Amazonas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Bahia, Brasilia, Belo Horizonte, Maranhão, Mato Grosso, mato Grosso do Sul, Pará, Amazonas, Paraná, Minas Gerais e Brasilia.
Países: França, Equador, Peru, México, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Chile, Reino Unido, Espanha e Portugal.

Anote na agenda:
Em São Paulo-SP o evento se realizará na Av. Paulista, em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo) as 13:00min hs
No Rio de Janeiro-RJ, posto 4 na Av. Atlântica em Copacabana, as 14:00 hs
Em Salvador-BA, Praça Campo Grande, até a Praça Municipal, as 14:00 hs
Em Fortaleza-CE, praça José de Alencar, centro, as 13:00 hs
Em Recife-PE, Praça do Derby, as 14:00 hs
Em Brasília-DF, em frente ao congresso nacional, as 14:00 hs
Em João Pessoa-PB, feirinha de Tambaú, as 14:00
Em Belém-PA, Praça da República, em frente ao Teatro da Paz rumo ao Ver o Peso, as 08:30
Na França, Parvis des droits de l’Homme, place du Trocadéro, Paris, 15:00h
Em Portugal, …
PORTO, Consulado Brasileiro, Av França n° 20, as 13:00 hs
LISBOA, Consulado Brasileiro, Praça Luis de Camões , CHIADO
Em San Francisco, 300 Montgomery street, Suite 900, San Francisco, CA 94104, day 22, Monday, in Brazilian Consulate. Continua



sábado, 13 de agosto de 2011

Universitários brasileiros leem apenas de 1 a 4 livros por ano

Via Estadão
Por Rafael Moraes Moura
13.08.2011

Dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior mostram que 23% dos alunos da Universidade Federal do Maranhão não chegam a ler 1 obra por ano, enquanto apenas 5,5% leem mais de 10 títulos no período

Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), 23,24% dos estudantes não leem um livro sequer durante o ano. De uma forma geral, a maioria dos universitários brasileiros não vai muito além disso: lê, em média, de uma a quatro obras por ano. É o que revela levantamento exclusivo feito pelo Estado a partir de dados divulgados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Numa realidade diametralmente oposta, os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) são ávidos por leitura: 22,98% deles leem geralmente mais de dez livros por ano. No Maranhão, um dos Estados mais pobres do País, esse índice é de apenas 5,57%.

No início do mês, a Andifes divulgou pesquisa feita com 19.691 estudantes de graduação de universidades federais de todo o País, apresentando números consolidados do panorama nacional. A partir do cruzamento de dados, foi possível mapear e distinguir os cenários regionais no tocante a hábitos de leitura, frequência a bibliotecas, domínio de língua inglesa e uso de tabaco, álcool, remédios e drogas não lícitas.

A UFMA, que lidera o ranking dos universitários que não leem nada, ficou em quarto lugar entre os menos assíduos à biblioteca da universidade - 28,5% dos graduandos não a frequentam. O primeiro lugar nesse quesito ficou com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio): metade de seus alunos esnoba o espaço.

"O aluno não vai à biblioteca porque não tem acesso a livros ou porque não está estudando? Não sabemos por que ele não vai, mas devemos pensar", afirma o coordenador nacional do Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), Valberes Nascimento. O curioso é que a taxa de frequência a bibliotecas é relativamente alta no País: mais da metade das universidades tem índice superior a 80%.

Inglês. A média nacional de bom inglês entre universitários é de 38,31%. Das 56 universidades cujos dados foram levantados pelo Estado, a que apresentou o menor índice de domínio do idioma foi a federal do Acre (Ufac), onde apenas 8,42% dos graduandos se consideram em um nível adequado de inglês. Os números também são muito baixos na federal do Recôncavo da Bahia (8,54%), da Fronteira Sul (9,40%), do Amapá (9,97%) e na federal de Rondônia (14,77%).

fonte


'Foi um motim de consumidores excluídos', diz sociólogo Zygmunt Bauman

Via blog do Noblat
13.08.2011


Fernando Duarte, O Globo

Um dos mais influentes acadêmicos europeus, já descrito por alguns comentaristas mais entusiasmados como o mais importante sociólogo vivo da atualidade, o polonês Zygmunt Bauman viu nos distúrbios de Londres uma aplicação prática de suas teorias sobre o papel do consumismo na sociedade pós-moderna.

Um assunto que o acadêmico, radicado em Londres desde 1968, quando deixou a Polônia após virar persona non grata para o regime comunista e por conta de uma onda de anti-semitismo no país, explorou bastante em conjunção com as discussões sobre desigualdade social e ansiedade de quem vive nas grandes cidades.

Aos 85 anos, autor de dezenas de livros, como "Amor líquido" e "O mal-estar da pós-modernidade", Bauman não dá sinais de diminuir o ritmo. Há cinco anos, no lançamento de "Vida para Consumo", uma de suas obras mais populares, fez uma turnê por vários países.

Em entrevista ao GLOBO, por e-mail, ele afirma que as imagens de caos na capital britânica nada mais representaram que uma revolta motivada pelo desejo de consumir, não por qualquer preocupação maior com mudanças na ordem social.

- Londres viu os distúrbios do consumidor excluído e insatisfeito.

O quão irônico foi para o senhor ver os distúrbios se concentrando na pilhagem de roupas e artigos eletrônicos?

Esses distúrbios eram uma explosão pronta para acontecer a qualquer momento. É como um campo minado: sabemos que alguns dos explosivos cumprirão sua natureza, só não se sabe como e quando. Num campo minado social, porém, a explosão se propaga, ainda mais com os avanços nas tecnologias de comunicação. Tais explosões são uma combinação de desigualdade social e consumismo. Não estamos falando de uma revolta de gente miserável ou faminta ou de minorias étnicas e religiosas reprimidas. Foi um motim de consumidores excluídos e frustrados.

Mas qual a mensagem que poderia ser comunicada?

Estamos falando de pessoas humilhadas por aquilo que, na opinião delas, é um desfile de riquezas às quais não têm acesso. Todos nós fomos coagidos e seduzidos para ver o consumo como uma receita para uma boa vida e a principal solução para os problemas. O problema é que a receita está além do alcance de boa parte da população.

Leia a entrevista em 'Foi um motim de consumidores excluídos', diz sociólogo Zygmunt Bauman



Brasil tem pelo menos 87 juízes sob ameaça, diz corregedora do CNJ

Via G1
Por Débora Santos
12.08.2011

Juíza de 47 anos foi morta nesta madrugada, na porta de casa, no Rio.
Para Calmon, Judiciário 'cochila' em relação à segurança de magistrados.


A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, afirmou nesta sexta-feira (12) que o Judiciário brasileiro tem “cochilado” em relação à segurança de magistrados. Segundo dados enviados por tribunais estaduais e federais ao Conselho, pelo menos 87 juízes estão sob ameaça em todo o Brasil, como a juíza Patrícia Acioli, que foi assassinada na madrugada desta sexta-feira (12).

“Nós muitas vezes cochilamos um pouco quanto à segurança de magistrados que brigam e que trabalham com assuntos muito sérios como foi o caso dessa magistrada. Temos um segurança falha. Nós efetivamente temos cochilado um pouco”, disse a ministra.
Segundo informações enviadas pelo Tribunal de Justiça do Rio, no estado há 13 magistrados sob ameaça. Entre esses nomes, segundo a corregedora, não estava a juíza Patrícia Aciolli. Continua


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Eles só têm medo de algemas

Via blog do Noblat
12.08.2011

Blog de Augusto Nunes

O noticiário político-policial informa que os assaltantes de cofres públicos não se constrangem com nada.

Espalhada por todas as ramificações da máquina administrativa, a bandidagem apadrinhada pela aliança governista transforma o clã em quadrilha, ensina o filho a roubar desde criancinha, reduz a mulher a comparsa, carrega pilhas de cédulas em malas, meias ou cuecas, desvia a verba dos flagelados ou carregamentos de remédios, tunga o dinheiro da merenda escolar, pendura o neto em cargos de confiança, passeia de jatinho com a mãe ou a sogra, inventa consultorias, cria empresas de fachada, usa o jardineiro como laranja, vende gado inexistente, mente e, se o perigo é muito, queima o arquivo. Para viver como o diabo gosta, faz coisas de que até Deus duvida.

A turma que tudo se permite só não admite ser algemada. Com os braços provisoriamente imobilizados, punguistas compulsivos incorporam a figura do chefe de família respeitável: o que é que vou dizer lá em casa?, parece perguntar a expressão envergonhada. Não é possível tratar como criminoso comum um delinquente da classe executiva, berram advogados e padrinhos. Não há limites para a roubalheira, mas é preciso impor limites às ações da Polícia Federal.

O berreiro dos culpados revela que eles só têm medo de algemas. Bom saber. Já que argolas de metal são a única coisa capaz de reavivar o sentimento da vergonha, já se sabe o que fazer se quiser produzir os mesmos efeitos causados pelo velho “Olha o rapa!”. Basta que os brasileiros honestos gritem em coro a palavra-de-ordem medonha:

ALGEMAS PARA TODOS!


fonte

O governo paulista é contra a TV Cultura?

Via Estadão
Por Eugênio Bucci
11.08.2011

O título deste artigo não é uma provocação. A pergunta que ele encerra está na ordem do dia. Afinal, o que o Palácio dos Bandeirantes quer da TV Cultura? Pretende asfixiá-la? Embora essa resposta se esconda nas ambiguidades melífluas do governo, os fatos parecem indicar que sim, a intenção é abandonar a nossa emissora pública à carência total de recursos. Entre as evidências mais recentes, destaquemos uma, apenas uma. Na segunda-feira, reportagem da Folha de S.Paulo, assinada pela repórter Lúcia Valentim Rodrigues, mostra que, ano após ano, vai escasseando o investimento público na Fundação Padre Anchieta (à qual pertencem a Rádio e a TV Cultura). Em 2003, ele representava 81,53% da receita da fundação. Agora, está na casa dos 50%. Em valores absolutos, o declínio é dramático. A previsão de R$ 84 milhões de verba estatal para este ano fica 35% abaixo da verba de 2010.

Ainda que não sejam exatos, esses números não são acidentais. Há neles a consistência de uma política deliberada, embora não declarada. Prestemos atenção, porque, se levada ao limite, essa política vai matar a TV Cultura. Das duas, uma: ou ela não terá recursos para mais nada e se perderá na irrelevância, até desaparecer na garoa cinzenta, às margens do Tietê, ou terá de buscar o faturamento no mercado publicitário - o que já vem fazendo, há uns bons anos - e, nesse caso, ficará cada vez mais parecida com as televisões comerciais. Será a morte, do mesmo jeito.

Uma televisão pública parecida com as emissoras comerciais é uma instituição dispensável. Não tem razão de ser. A TV pública só é necessária às sociedades democráticas porque consegue pôr no ar uma programação alternativa, substancialmente distinta, capaz de dar destaque a atrações que não trariam resultados econômicos a uma empresa que depende de lucro para sobreviver. Exatamente por isso, ela não deve exibir publicidade de lojas e de automóveis em seus intervalos. Quando cai nessa tola armadilha, fica esteticamente similar às outras; a sua cadência, o seu ritmo, vai se tornando igual - e, mais ainda, a sua lógica ordenadora interna é absorvida pelas leis do mercado, como se ela fosse comercial. Aí, ela passa a prestar contas aos anunciantes, em vez de prestar contas à cidadania. Continua



Operários de Brasília previram futuro que não chegou

Via blog do Josias de Souza
11.08.2011



Fotos: Lula Marques/Folha



Um serviço de rotina –o conserto de um vazamento no teto da Câmara— levou à descoberta de uma preciosidade histórica.

Para detectar a fresta por onde passava a água, foi preciso abrir um buraco na laje que recobre o prédio de Oscar Niemeyer.

A cavidade conduziu a um vão, um espaço entre a superfície externa do prédio e o teto da Câmara. Ali, no oco do vazio, a grande surpresa.

Encontraram-se meia dúzia de
mensagens
escritas na parede pelos operários que ergueram o Congresso.

No início, Brasília era um canteiro de indícios. O ritmo de toque de caixa, a lama, o vaivém de máquinas pesadas… Nada fazia crer que aquilo acabaria bem.

Porém, como que inspiradas no Nirvana vendido por Juscelino, as mensagens deixadas na “caverna” descoberta na Câmara previam um futuro radioso.

Em português precário, que denuncia a condição dos autores –brasileiros de primeiras letras—, as inscrições falavam de esperança, amor, honestidade e compaixão.

As palavras dos operários são de 1959. No ano seguinte, 1960, Brasília seria inaugurada com pompas que não insinuavam as circunstâncias do porvir.

Decorridos 51 anos, o futuro remoto ansiado pelos candangos mais parece um período histórico incorporado à Idade da Pedra Lascada.
Continua




Jornal Nacional
11.08.2011


Mensagens deixadas por candangos
são descobertas no prédio da Câmara dos Deputados






texto




Nove operários morrem na Bahia. Isso é só o começo

Via blog do Sakamoto
10.08.2011


Nove operários morreram em um canteiro de obras, ontem, em Salvador. Eles estavam em um elevador que despencou de uma altura de 65 metros (ironicamente, o nome da construtora responsável era “Segura”). De acordo com o sindicato de trabalhadores do setor, são 15 os mortos desde o início do ano em canteiros de obras na Bahia.

Os empresários da construção civil estão com sorrisos de orelha a orelha. Programa de Aceleração do Crescimento, “Minha Casa, Minha Vida”, Copa do Mundo, Olimpíadas. Governo injetando bilhões para financiamento. É claro que tudo isso significa mais geração de empregos em um setor que já contrata milhões. Mas produzir em quantidade e rapidamente tem, por vezes, significado passar por cima da dignidade do trabalhador.

No ano passado, o Planalto reclamou do excesso de fiscalização, que trava as obras e faz com que o Brasil cresça mais devagar, momento em que foi aplaudido por parte do empresariado. Esquece-se (ou ignora-se) que o ritmo de crescimento não deve ultrapassar a capacidade do país de garantir segurança para quem faz o bolo crescer. Ou ir além da capacidade física e psicológica desse pessoal.

Mas como estamos falando dessa gente encardida, não tem problema. Dá mais uma colherada de feijão, uma cachacinha e pau na máquina!

O problema em milhares de obras espalhados pelo Brasil tem a mesma raíz: a terceirização tresloucada que torna a dignidade responsabilidade de ninguém. Mais ou menos assim: Um consórcio contrata o Tio Patinhas para tocar um serviço, que subcontrata o Mickey, que subcontrata o Pateta, que deixa tudo na mão de três pequenas empreiteiras do Zezinho, do Huguinho e do Luizinho. Às vezes, o Zezinho não tem as mínimas condições de assumir turmas de trabalhadores, mas toca o barco mesmo assim. Aí, sob pressão de prazo e custos, aparecem bizarrices. Depois, quando tudo acontece, Pateta, Mickey, Tio Patinhas e o consórcio dizem que o problema não é com eles. E aí, ninguém quer pagar o pato – literalmente.
Continua



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Argentinos expostos ao herbicida glifosato usado em transgênicos se queixam de doenças

Do Le Monde, no UOL Notícias
Via EcoDebate
10.08.2011

Câncer, leucemia, malformações fetais, abortos espontâneos, problemas respiratórios, oculares e dermatológicos: é interminável a lista de doenças das quais os habitantes de San Jorge se dizem vítimas.

A 600 quilômetros de Buenos Aires, com seus 25 mil habitantes, San Jorge é um agradável vilarejo de Santa Fe, uma das mais ricas províncias agrícolas da Argentina. No bairro pobre de Urquiza, somente uma rua de terra separa a casa de Viviana Peralta dos campos de soja onde a pulverização de pesticidas se faz por avião. Foi somente quando ela percebeu que Ailen, sua filha de um ano e meio, estava tendo crises agudas de asma cada vez que o avião sobrevoava sua casa, que a sra. Peralta fez a associação. No hospital, uma pediatra confirmou a presença de glifosato no sangue de Ailen. Reportagem de Christine Legrand, Le Monde.

O glifosato é o princípio ativo do Roundup, o herbicida elaborado e comercializado pela empresa americana Monsanto, cujo uso se popularizou a partir de 1997 na Argentina, pioneira na América do Sul. Em contato com o herbicida, todas as ervas daninhas morrem, exceto pela soja RR (Roundup Ready), a soja transgênica tolerante ao Roundup criada pela Monsanto.

Em San Jorge, a incidência de câncer aumentou 30% em dez anos. Depois de uma pulverização, os habitantes contam que seus lábios ficaram arroxeados e suas línguas incharam. Frangos morreram. Gatos e cachorros perderam o pelo. Abelhas desapareceram e os pássaros foram rareando.

Depois de ter sido dispensada pelo prefeito, Viviana Peralta resolveu apelar para o tribunal. Um juiz a ouviu. Ele aceitou receber sua queixa, bem como a de 23 famílias do bairro, contra o governo argentino, as autoridades provinciais e os produtores de soja.

No dia 17 de março de 2009, a Justiça deu um veredito histórico ao proibir qualquer pulverização a menos de 800 metros das casas caso ela seja feita com a ajuda de “mosquitos”, os tratores que empregam asas com vários metros de extensão, e a menos de 1,5 quilômetro se feita por avião.

“O glifosato não é água benta, como quiseram fazer a gente acreditar!”, se revolta Carlos Manessi, agrônomo e coordenador para a província de Santa Fe da campanha nacional contra as pulverizações. Ele ressalta que a comercialização do Roundup foi autorizada na Argentina sem análise científica prévia do governo, e “somente a partir de um relatório da Monsanto em inglês, nunca traduzido.”

Os produtores locais de soja estão convencidos de que o Roundup é inofensivo. “Proibi-lo seria como proibir a aspirina”, diz um deles. A febre do “ouro verde” tomou conta da maior parte das províncias argentinas, incentivada pela demanda dos países emergentes e da disparada nos preços no mercado mundial. A Argentina é a terceira maior produtora de soja, e a primeira exportadora de produtos derivados (óleo e farinha). A soja RR ocupa mais da metade das terras cultivadas, ou seja, 17 milhões de hectares. Continua

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O Veneno Está na Mesa, um filme de Silvio Tendler



Por favor, divulgue!



Parte I



Parte II



Parte III



Parte IV







Se você ainda não viu, veja e divulgue:


As abelhas sumiram! / O Silêncio das Abelhas



O escândalo na Agricultura (Editorial)

Via blog do Noblat
09.08.2011

O Estado de S.Paulo

A primeira reação pública da presidente Dilma Rousseff às denúncias de grossa corrupção no Ministério dos Transportes foi a de dar um voto de confiança ao seu titular Alfredo Nascimento, a ponto de lhe atribuir o comando das investigações dos malfeitos.

Dois dias depois, quando se revelou que o patrimônio de uma empresa do filho de Nascimento havia crescido inimagináveis 86.500% em dois anos, a presidente deu o dito pelo não dito.

Ou, nas palavras do já ex-ministro, ao depor no Congresso, retirou-lhe o apoio prometido. A história - ou, pelo menos, a sua primeira parte - se repete.

No domingo, um dia depois de a revista Veja noticiar que um influente lobista aboletado no Ministério da Agricultura, Júlio Fróes, teria uma gravação na qual o secretário executivo da pasta, Milton Ortolan, exigiria 10% de propina para renovar o contrato de uma gráfica com o órgão, o Planalto informou que a presidente "reitera sua confiança" no ministro Wagner Rossi, que está tomando "todas as providências necessárias".

A essa altura, Ortolan, que se declara amigo de Rossi há 25 anos e foi seu chefe de gabinete, havia se demitido, embora protestando inocência. O ministro também soltara uma nota dizendo não ter a menor ideia de quem era Fróes, o lobista.

Na semana anterior, Rossi já tinha sido colocado na berlinda por um ex-diretor financeiro da Conab, Oscar Jucá Neto, demitido por mandar pagar uma fatura de R$ 8 milhões a uma empresa fantasma.

Irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá, ele afirmou que "só tem bandido" na pasta e na Conab. Rossi foi se explicar a uma comissão da Câmara - conforme instrução da presidente a todos os ministros em situação similar -, onde foi tratado na palma da mão pelos correligionários do PMDB, parceiros da base aliada e até parlamentares da oposição.

Mas, à parte a confiança de Dilma, as coisas mudaram de figura para o apadrinhado do dirigente da sigla e vice-presidente, Michel Temer.

Em primeiro lugar, o relato da Veja não ficou na acusação de Fróes. Fala dos espaços de que ele dispunha, fazendo lembrar o poder exercido nos Transportes por um pseudosservidor que agia a mando do deputado Valdemar Costa Neto, um dos chefões do PR que controlavam a pasta.

Entre outros feitos, Fróes chegou a redigir o equivalente à minuta de um contrato de R$ 9 milhões com a Fundação São Paulo, presidida por ele mesmo e mantenedora da PUC paulista.

Rossi autorizou a contratação a toque de caixa. Depois, testemunhas teriam visto Fróes distribuindo pastas com dinheiro aos que o ajudaram no contrato.

Leia a íntegra em O escândalo na Agricultura



PF prende mais de 30 suspeitos de desviar recursos do Ministério do Turismo

Jornal Nacional
O9.08.2011





texto




Tsunami que atingiu Japão causou ruptura de iceberg, afirma Nasa

JC e-mail 4318, de 09 de Agosto de 2011.
Tsunami que atingiu Japão causou ruptura de iceberg, afirma Nasa


Cerca de 18 horas depois do terremoto, a 13,6 mil quilômetros de distância, os cientistas puderam ver usando imagens de satélite o desprendimento de gelo na Antártida.
Cientistas da Nasa descobriram que o tsunami vinculado ao terremoto que atingiu o Japão em 11 de março foi o responsável pela ruptura de um iceberg na Antártida, segundo um artigo publicado nesta segunda-feira pelo Journal of Glaciology.

Cientistas, geólogos e especialistas tinham relacionado anteriormente os desprendimentos de gelo nos grandes icebergs a outros efeitos naturais tão afastados que não poderiam se associar a "causa-efeito" em um primeiro momento.

Por isso, após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter e o posterior tsunami que castigou as costas do Japão, Brunt Kelly, especialista do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, e seus colegas começaram suas observações observando o sul.
Utilizando diversas imagens satélite, Brunt, junto a Emile Okal da Universidade de Northwestern e Douglas MacAyeal da Universidade de Chicago, observaram novos icebergs flutuando no mar pouco depois que o impacto tenha provocado o tsunami e chegasse à Antártida.

Assim, cerca de 18 horas depois do terremoto, a 13,6 mil quilômetros de distância, puderam ver quase em tempo real como se desprenderam vários pedaços de gelo da geleira Sulzberger, que segundo os registros históricos não tinha sofrido nenhuma ruptura em, pelo menos, 46 anos. Continua


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Slow Food: uma nova proposta de alimentação

Reportagem foi exibida
em 1/3/2009 no Canal GloboNews.




Parte I



Parte II



Parte III



Visite o Site
Slow Food Brasil



A obesidade já atingiu níveis alarmantes em economias em rápido crescimento

Via EcoDebate
09.08.2011

Aumento da obesidade pressiona governos de países emergentes a combater doença – Os governos de países emergentes estão sendo cobrados a adotar medidas para combater o avanço da obesidade, que atingiu níveis alarmantes em economias em rápido crescimento, nas últimas três décadas. Pelos dados inéditos da Organização Mundial de Saúde (OMS), há indicações de que o rápido crescimento do Produto Interno Bruno (PIB), o sobrepeso e a obesidade dispararam em países como China, Índia, África do Sul, Brasil e México.

Conhecidos no passado por dificuldade em alimentar suas populações, esses países hoje deparam com problemas de natureza oposta – em um fenômeno que especialistas chamam de “dupla carga”.

“A forma com que calculamos o desenvolvimento econômico é simplesmente uma medida do quanto consumimos, então quanto mais você consume, mais rico você é”, disse SV Subramanian, professor de Saúde da População e Geografia da Universidade de Harvard.

No próximo mês, líderes mundiais se encontram na primeira cúpula de alto nível da Organização Mundial da Nações Unidas (ONU) sobre doenças não transmissíveis, que incluem a obesidade. Eles serão pressionados a adotar medidas de controle e regulamentação sobre a indústria alimentícia, assim como sistemas para identificar potenciais complicações de saúde em estágio inicial.

A prevalência da obesidade aumentou em países emergentes de forma muito mais rápida que a renda, e mais rápida do que em países desenvolvidos, ao longo das três últimas décadas. Na China, estima-se que 100 milhões de pessoas sejam obesas. Em 2005, eram 18 milhões.

No Brasil, a obesidade cresce mais rapidamente entre as crianças. No total, 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos são hoje obesas no país, quatro vezes mais do que há 20 anos. Um em cada sete adultos mexicanos está acima do peso, proporção que fica atrás apenas dos EUA entre as principais economias do mundo.

Apesar de os especialistas observarem a relação entre o aumento da obesidade e o crescimento da riqueza há outros fatores para o crescimento tão rápido. “Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este índice parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos”, disse Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade.

No caso de países emergentes, Tim Lobstein diz que a mudança de comportamento mais importante é a assim chamada “transição da nutrição”, de uma dieta com alimentos básicos para uma dieta modernista, que consiste em alimentos de nível energético muito maior. “Isso significa menos frutas e verduras, ou menos alimentos básicos como arroz e grãos, e mais gorduras, e açúcar e óleo. Esses vêm particularmente sob a forma de fast food, refrigerantes.” Continua



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La obesidad de los niños es responsabilidad de sus padres


O Dia do Medo Macho

Via Época
Por Eliane Brum
08.08.2011


Os “machões” da Câmara de São Paulo estão precisando de terapia


Quando li nos jornais que a Câmara de Vereadores de São Paulo tinha aprovado um projeto de lei criando o “Dia do Orgulho Hétero”, minha primeira reação foi de indignação. Como cidadã que tem crises de bronquite por causa da poluição da cidade, em que ônibus, carros e caminhões circulam deixando nuvens de fumaça com monóxido de carbono, entre outras porcarias, sem que ninguém pareça fiscalizar. Como cidadã que tropeça nos buracos de calçadas quando anda a pé e já sofreu trancos na coluna quando anda de carro por causa da péssima pavimentação das ruas. Como cidadã que passa horas todo dia num trânsito empacado e é empurrada e machucada em trens e ônibus lotados porque o transporte público é insuficiente e ineficiente e a população que dele depende é tratada como gado. Como cidadã que testemunha a péssima qualidade da educação pública e do atendimento nos postos de saúde. Como cidadã que sofre nos períodos de seca com a qualidade do ar, mas teme a chuva porque ano após ano os mais pobres morrem soterrados ou têm suas casas destruídas por causa do descaso do poder público e de obras adiadas. Como cidadã que vive tudo isso na cidade mais rica de um país que é a sétima economia do mundo, ao ler a notícia minha primeira reação foi de indignação.

Afinal, será que os vereadores que deveriam honrar o voto da população não têm problemas reais para discutir no seu tempo muito bem pago com dinheiro público? Mais ainda ao saber que o autor do projeto, o vereador Carlos Apolinario (DEM) apresentou a proposta em 2005 e só conseguiu aprová-la, em primeira votação, no ano de 2007. Botou de novo a proposta em discussão em junho deste ano e, desde então, segundo a imprensa paulistana, estava emperrando a análise de outros projetos para, como chegou a ser dito, “vencer pelo cansaço”.

Quem é Carlos Apolinario, o homem que está tão preocupado com os gays? Como lembrou Fernando de Barros e Silva, colunista da Folha de S.Paulo, Apolinario é um adepto do troca-troca, pelo menos na política: “Já esteve no PMDB, passou por um tal de PGT, frequentou o PDT e hoje se abriga no DEM”. Mas, pelo empenho demonstrado, parece que aprovar o “Dia do Orgulho Hétero” era uma questão de convicção e de fidelidade para o vereador. E o projeto foi aprovado por 31 de 55 vereadores que só estão lá porque seus eleitores pensaram que fariam um bom trabalho.

Datas como o “Dia do Orgulho Gay” ou o “Dia da Mulher” ou o “Dia da Consciência Negra” fazem parte da luta pelos direitos básicos de parcelas da população que historicamente sofreram – e ainda sofrem – as consequências da discriminação e do preconceito por aquilo que são. Os gays, por exemplo, contra os quais o “Dia do Orgulho Hétero” se opõe, têm sofrido diariamente por séculos e continuam a ter ainda hoje sua vida ameaçada mesmo em cidades como São Paulo, em que os casos de homofobia aparecem com frequência alarmante nas manchetes da imprensa. Dezenas de pessoas são assassinadas por ano no Brasil por causa de sua orientação sexual. E, em julho, um homem teve parte de sua orelha decepada no interior de São Paulo ao abraçar seu filho porque foram “confundidos” com um casal homossexual – como se isso justificasse a violência. Continua


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Multa por desrespeito a pedestre deve ser estendida para toda SP em um mês

Via Estadão
Por Marcela Gonsalves e Renato Machado
08.08.2011


Fiscalização começou hoje nas regiões do centro e Paulista; valor da infração chega a R$ 191,53




 
AQUI!



Poluição e falta de mata ciliar prejudicam o Paraguaçu

Globo Rural
07.08.2011





texto


Água escassa em 33 cidades do PR

Via Gazeta do Povo
Por João Rodrigo Maroni
08.08.2011

Municípios vão precisar achar novos mananciais até 2015. Consumo crescente exige fontes cada vez mais distantes e caras

Um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA), publicado recentemente, revela que 33 municípios do Paraná vão precisar de novas fontes de água para o abastecimento público até 2015 – incluindo algumas das maiores regiões metropolitanas do estado, como as de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel. O investimento é necessário para evitar futuros déficits no abastecimento público, principalmente nos períodos de pouca chuva.

Neste cenário, seis cidades da região metropolitana da capital (RMC) vão necessitar de novos mananciais (rios, aquíferos, poços, reservatórios) e outras sete precisarão ampliar os sistemas existentes. No total do estado, além das 33 novas fontes, 113 municípios devem ampliar seus sistemas até 2015 para garantir água o ano todo.

Dos 399 municípios paranaenses, 344 (86%) são atendidos pela Companhia de San­­e­­amento do Paraná (Sanepar), enquanto os sistemas das demais cidades são operados pelas próprias prefeituras. Apenas o sistema de Paranaguá é administrado por empresa privada. A maior parte da água usada para o abastecimento desses municípios é retirada de mananciais subterrâneos (aquíferos e poços – 56%), enquanto 22% das sedes urbanas são atendidas por mananciais superficiais (rios e reservatórios). Outros 22% têm regimes mistos (superficiais e subterrâneos). Continua

Lei Municipal proíbe pequenas hidrelétricas no Rio Pardo

Via O ECO
Por Flávia Moraes
05.08.2011



Trecho do Rio Pardo onde seriam construidas PCHs. Crédito: Cavalchuki


A ONG Rio Pardo Vivo, com o apoio do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI) de Ourinhos – São Paulo, venceu a luta contra a construção de nove pequenas centrais hidrelétricas previstas para o trecho do Rio Pardo que banha o município de Santa Cruz do Rio Pardo. A publicação da Lei Municipal n°2.526, de 29 de julho de 2011, marca essa conquista ao declarar o trecho do rio que banha o território municipal como patrimônio cultural, paisagístico, ecológico e turístico do Município. (Veja a Lei assinada aqui). Continua