quinta-feira, 19 de maio de 2011

“Eu não entendo essa repercussão”

Via Tribuna do Norte
Por Isaac Lira
19.05.2011

A professora de Língua Portuguesa, Amanda Gurgel, teve ontem a sua rotina alterada. Nada muito brusco, mas pequenos detalhes denunciavam as mudanças. Na assembleia dos professores, ontem à tarde, costumeiramente frequentada por Amanda, vez ou outra alguém a abordava para dar parabéns. Da mesma forma, o telefone celular da professora tocou bem mais vezes do que toca normalmente. Do outro lado da linha, mais congratulações. O motivo para tanto reconhecimento é um vídeo publicado no You Tube e difundido via Twitter onde Amanda expõe a situação dos professores do Estado. O discurso foi proferido no último dia 10 de maio, em uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa. Lá, Amanda Gurgel falou sobre as dificuldades dos professores no dia a dia e sobre o tratamento secundário dado pelos governos ao longo dos últimos anos à Educação. Pela contundência, o vídeo resultante dessa fala foi tomando aos poucos as redes sociais da internet. Ontem, nove dias depois, o nome “Amanda Gurgel” chegou a ser o sétimo mais citado no Twitter em todo o Brasil. Gilberto Gil e Zélia Duncan citaram o vídeo em suas contas no microblog. Marcelo Tas, apresentador do programa CQC, também fez uma postagem no Twitter, além de publicar em seu blog a mesma gravação. Amanda vê a rápida difusão do vídeo com ressalvas. Durante a entrevista concedida à TRIBUNA DO NORTE, a professora fez reiterados pedidos para que o “discurso político” e “a situação dos professores” tivessem mais peso na publicação do que a sua própria imagem. “Queria focar no discurso político, porque eu não tenho o menor interesse de focar na minha imagem”, disse. Jogada repentinamente no turbilhão das redes sociais da internet, Amanda Gurgel ganhou até mesmo perfis falsos no Twitter e no Facebook. “Não participo dessas redes sociais. Tenho uma conta no Orkut, mas nem foto tem lá. Fico surpresa com toda essa repercussão porque o meu discurso não trazia nada de novo. Qualquer professor conhece aquelas situações descritas”, complementa. A preferência da professora pelo lado “político” do vídeo em destaque vem do seu envolvimento no movimento sindical e da filiação ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU). Ela participa ativamente do movimento grevista em curso por parte dos professores e defende a mobilização como forma de diminuir as dificuldades da categoria e dar mais qualidade à educação. “Nesse momento, é muito importante para a nossa categoria a manutenção desse movimento”, opina. Continua


VEJA O DEPOIMENTO DA PROFESSORA AMANDA GURGEL


Amazônia: desmatamento dispara e cresce 27%

Via blog do Noblat
19.05.2011


Floresta perdeu 1.848 quilômetros quadrados entre agosto de 2010 e abril deste ano; situação é pior em MT

Catarina Alencastro, O Globo

O desmatamento na Amazônia cresceu 27% entre agosto de 2010 e abril deste ano, se comparado ao período anterior. Dados do sistema de monitoramento por satélite Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam que 1.848 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados, contra 1.455 quilômetros quadrados desmatados no período anterior.

O maior problema foi registrado em Mato Grosso, grande produtor de soja do país, como mostrou ontem reportagem do GLOBO. Foram destruídos no estado 733 quilômetros quadrados de mata nativa nos últimos nove meses, acréscimo de 47% em relação ao total anterior.

Só nos meses de março e abril, os satélites detectaram 593 quilômetros quadrados de novos desmatamentos no estado, 475% a mais que nos mesmos meses do ano passado. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, classificou o desmatamento em Mato Grosso como "assustador" e "atípico". Segundo ela, não há elementos suficientes para relacionar o fenômeno com as incertezas em torno do Código Florestal, que será votado na Câmara.

— Ainda não sabemos o que está acontecendo. Quem vai informar detalhadamente são os secretários de Meio Ambiente dos estados e o que nós estamos apurando na base. Quero dizer claramente: quem apostar no desmatamento para botar boi vai ter seu boi apreendido e destinado ao programa Fome Zero. Quem apostar no desmatamento para plantar vai ter sua produção apreendida e destinada ao programa Fome Zero. A ordem é sufocar o crime ambiental — disse a ministra, que montou um gabinete de crise para acompanhar diariamente a região.

Para o Greenpeace, no entanto, a expectativa de afrouxamento do Código tem levado produtores a devastarem rapidamente áreas que podem vir a ser legalizadas com a aprovação do novo texto. Isso porque os satélites não registraram aumento do desmatamento em Unidades de Conservação, o que para a ONG significa que a destruição vem ocorrendo nas locais privados.

— O desmatamento foi registrado em área privada, o que demonstra muito claramente uma aposta na anistia — avalia Nilo D’Ávila, coordenador de políticas públicas do Greenpeace.

Para conter a sangria na floresta, o governo anunciou ontem que, além dos fiscais do Ibama, a Polícia Federal e a Força Nacional atuarão em operações de combate ao desmatamento, totalizando 546 homens. O governo avalia a adesão do Exército. Estão previstas 280 operações para os próximos meses.


Leia também:
- Furacão Aldo: prenúncio de tsunami
- A retomada do desmatamento em Mato Grosso: um retrocesso inaceitável
- Estudante é assassinado dentro do estacionamento da FEA-USP
- Coaf informa PF de negócio suspeito feito por empresa do ministro Palocci
- Marta Suplicy e a alteração do projeto contra homofobia


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Depoimento da professora Amanda Gurgel








Texto do youtube - 14.05.2011:
"Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública.
Depoimento Resumindo o quadro da Educação no Brasil.
Educadora fala sobre condições precárias de trabalho no RN/BRASIL."

Valeu, Maísa!!!!!



Veja também:
- Outros 5 ministros possuem empresas de consultoria
- Marta compara ganhos de Palocci com os de FHC e Lula
- Evangélicos não votam 'nada' até esclarecer 'kit gay'
- Empresa paulista seleciona a partir da cor da “cútis”


terça-feira, 17 de maio de 2011

Aboliu-se o mérito e agora aprova-se a frase errada para não constranger

Bom dia Brasil
Por Alexandre Garcia
17.05.2011



AQUI!



Um terço da comida do mundo vai para o lixo

Via O ECO
Por Luana Caires
16.05.2011


Só no Brasil 39 milhões de quilos de comida
 vão para o lixo todos os dias, foto: Sporkist
Estima-se que 925 milhões de pessoas passem fome ao redor do globo. Ainda assim, um terço de toda a comida produzida no mundo se perde ou é desperdiçada a cada ano – o equivalente a 1,3 bilhões de toneladas. É o que mostra um estudo da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) da ONU, divulgado no último dia 11.

De acordo com o relatório da FAO, a quantidade de alimentos perdidos é praticamente igual nos países ricos e nos em desenvolvimento. O que muda é o padrão do desperdício. Nas nações mais pobres as perdas decorrem basicamente da infraestrutura deficiente e dos baixos níveis de tecnologia para colheita, processamento e distribuição dos produtos.

Já nos países ricos o principal problema é que muitos alimentos em perfeito estado são jogados no lixo pelas redes varejistas e consumidores. Anualmente, a população desses países joga fora quase tanta comida (222 milhões de toneladas) quanto a que é produzida em toda a África subsaariana (230 milhões de toneladas). Só no Brasil, 39 milhões de quilos de comida vão para o lixo todos os dias – quantidade suficiente para alimentar 19 milhões de bocas diariamente, segundo a Organização Não Governamental (ONG) Banco de Alimentos. Isso equivale a população da grande São Paulo.

Além de representar grande contradição em relação ao grave problema da fome no mundo, o desperdício de alimentos aumenta o gasto de recursos – como água, terras, energia e trabalho –, utilizados na sua produção. Uma pesquisa recente do Reino Unido mostra que, por ano, a quantidade de água despendida no cultivo de alimentos que nem chegam a ser consumidos é duas vezes maior que a utilizada para lavar e beber, por exemplo. Continua

São Paulo: Os problemas da maior cidade do Brasil são tema de dossiê publicado na revista Estudos Avançados

Via EcoDebate
17.05.2011

Desafios de São Paulo hoje -Tão grandes quanto a dimensão alcançada pela capital paulista são a amplitude e a complexidade dos problemas que a metrópole tem a enfrentar. Eles estão em todas as áreas: transporte – com reflexos sentidos por todos na (i)mobilidade urbana –, habitação, água, lixo, saneamento e tantas outras. Refletir sobre essas dificuldades é o propósito do Dossiê São Paulo, Hoje, publicado na edição 71 da revista Estudos Avançados, lançada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. Na apresentação, os próprios editores reconhecem que não por acaso os artigos reunidos no volume “convertem os seus temas em problemas”. “Seja qual for o aspecto escolhido, o tratamento conduz à forma do desafio. A cidade é um nó de impasses. Qual a terapêutica, feito o diagnóstico?”
Em seu artigo, Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e ex-vereador paulistano, afirma que “é evidente que São Paulo, assim como as outras metrópoles brasileiras, não pode continuar crescendo a partir do modelo urbano que hoje vigora”. “A desigualdade urbana, funcional e social se aprofunda, gerando uma cidade partida e segregada”, prossegue.

Bonduki reconhece que reverter o modelo em curso “exige muita determinação do poder público, até mesmo para tomar medidas pouco populares e que, certamente, poderão contrariar interesses econômicos”. Isso vai requerer que a sociedade formule um amplo pacto “gerado por um processo participativo, de modo que os cidadãos mais conscientes se tornem defensores dos principais eixos de transformação”. Para o professor, a chave para essa “verdadeira revolução urbana é dar melhor aproveitamento e distribuição para os recursos que temos, evitando o desperdício, o consumo exagerado e a opulência”.

“Decadência” – Segregação e desigualdade são também os temas de Flávio Villaça, professor aposentado da FAU, que defende que os alardeados processos de “decadência” e “deterioração” das áreas centrais da cidade na verdade embutem pressupostos ideológicos: a própria classe dominante, que dissemina esses conceitos, abandonou o centro, “dele retirando suas lojas, escritórios, cinemas etc., e mesmo suas moradias”, aponta. Da mesma forma, essa classe alardeia a visão de que o centro está se deslocando para áreas como a avenida Paulista ou a região da avenida Faria Lima, e de que a suposta decadência do centro está associada à velhice e à obsolescência dos edifícios centrais. “Se a idade dos edifícios fosse uma importante causa da ‘decadência’ dos centros, o que seria dos centros de Roma, Paris, Berlim, Madri ou Londres?”, pergunta.
O tempo e o espaço urbanos, acentua Villaça, não são obras da natureza, mas produtos do trabalho humano. “A obscena desigualdade que existe na sociedade brasileira se manifesta na enorme segregação que se observa em nossas cidades. Essa segregação cria um ônus excepcional para os mais pobres e uma excepcional vantagem para os mais ricos”, considera. Continua

1º Festival Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear, RJ, 16-28 de Maio de 2011, Santa Teresa




Veja a programação completa


www.uraniofestival.org



Para presidente da ABL, obra ‘valida erros grosseiros’

Via Blog do Noblat
17.05.2011

Dandara Tinoco, O Globo

O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marcos Vilaça, criticou ontem a adoção, pelo Ministério da Educação, do livro "Por uma vida melhor", que aceita o uso da linguagem popular com erros como "nós pega o peixe".

— Discordo completamente do entendimento que os professores que fizeram esse trabalho têm. Uma coisa é compreender a evolução da língua, que é um organismo vivo, a outra e validar erros grosseiros. É uma atitude de concessão demagógica. É como ensinar tabuada errada. Quatro vezes três é sempre 12, na periferia ou no palácio — afirmou.

Vilaça foi enfático ainda ao comentar a declaração de um auxiliar do ministro Fernando Haddad, que ontem afirmou que o MEC não é o "Ministério da Verdade":

— Na língua, deveria ser (ministério) da verdade, sim.

No início da noite de ontem, a Academia divulgou uma nota oficial em que diz discordar da posição do ministério e que estranha "certas posições teóricas dos autores de livros".

Segundo a ABL, embora todas "as feições sociais" da Língua Portuguesa constituam objeto de análise para disciplinas científicas, o professor espera que os livros respaldem o uso da língua padrão, "variedade que eles (os alunos) deverão conhecer e praticar no exercício da efetiva ascensão social que a escola lhes proporciona". Continua

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Responsável por livro admite mudar texto

Responsável pela produção do livro didático "Por uma vida melhor", da Editora Global, a ONG Ação Educativa admite que poderá mudar o texto, numa eventual nova edição.

É o que disse ontem a coordenadora-geral da ONG, Vera Masagão. Ela classificou como infeliz a frase que considera correto, em certos contextos, falar com erros de concordância:

— Não acho que seja necessário recolher os livros, de forma nenhuma. Eventualmente, numa próxima vez, a gente pode colocar uma frase que não gere mal-entendidos. Concordo que a frase é infeliz, ainda mais destacada do contexto.

"Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar os livro?’. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico", diz a frase criticada por ela.

Para Vera, a leitura integral do capítulo deixa claro que o foco é o ensino da norma culta da língua. O capítulo se chama "Escrever é diferente de falar".

O professor Marcos Bagno, da Universidade de Brasília (UnB), disse que não há motivo para polêmica, porque já faz mais de 15 anos que os livros didáticos de língua portuguesa aprovados pelo MEC abordam o tema da variação linguística:

— Não é coisa de petista. Já no governo Fernando Henrique, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo transforma qualquer idioma usado por uma comunidade humana.


Leia também:


AQUI!






- Visão perversa

- UFRN aprovou obra que defende fala popular


segunda-feira, 16 de maio de 2011

MEC lava as mãos no caso dos livros com erros

Via blog do Noblat
16.05.2011

Professores condenam distribuição da obra: ‘Mais uma vez, no lugar de ensinar, vão rebaixar tudo à ignorância’

Cássio Bruno, O Globo

O Ministério da Educação informou que não se envolverá na polêmica sobre o livro com erros gramaticais distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático, do próprio MEC, a 485 mil estudantes jovens e adultos.

O livro "Por uma vida melhor", da professora Heloísa Ramos, defende uma suposta supremacia da linguagem oral sobre a linguagem escrita, admitindo a troca dos conceitos "certo e errado" por "adequado ou inadequado". A partir daí, frases com erros de português como "nós pega o peixe" poderiam ser consideradas corretas em certos contextos.

— Não somos o Ministério da Verdade. O ministro não faz análise dos livros didáticos, não interfere no conteúdo. Já pensou se tivéssemos que dizer o que é certo ou errado? Aí, sim, o ministro seria um tirano — afirmou ontem um auxiliar do ministro Fernando Haddad, pedindo para não ser identificado.

Escritores e educadores criticaram ontem a decisão de distribuir o livro, tomada pelos responsáveis pelo Programa Nacional do Livro Didático. Para Mírian Paura, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uerj, as obras distribuídas pelo MEC deveriam conter a norma culta:

— Não tem que se fazer livros com erros. O professor pode falar na sala de aula que temos outra linguagem, a popular, não erudita, como se fosse um dialeto. Os livros servem para os alunos aprenderem o conhecimento erudito.

Na obra "Por uma vida melhor", da coleção "Viver, aprender", a autora afirma num trecho: "Posso falar ‘os livro?’ Claro que pode, mas, dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico." Em outro, cita como válidas as frases: "nós pega o peixe" e "os menino pega o peixe".

Autor de dezenas de livros infantis e sobre Machado de Assis, o escritor Luiz Antônio Aguiar também é contra a novidade:

— Está valendo tudo. Mais uma vez, no lugar de ensinar, vão rebaixar tudo à ignorância. Estão jogando a toalha. Isso demonstra falta de competência para ensinar.

Segundo ele, o que estabelece as regras é a gramática.

— Imagina um jogo de futebol sem as linhas do campo. Como vão jogar futebol sem saber se a bola vai sair ou não? O que determina as regras é a gramática. Faltam critérios. É um decréscimo da capacidade de comunicação — observou Aguiar, também professor do curso "Formação de leitores e jovens leitores", da Secretaria municipal de Educação do Rio.

Leia também:
- Livro usado pelo MEC ensina aluno a falar errado
- FANTÁSTICO - Marrone fala sobre o acidente de helicóptero (15/05/11)


Temer defende Palocci após denúncia

Via Estadão
Por Christiane Samarco e Karla Mendes
15.05.2011

O vice-presidente da República, Michel Temer, saiu ontem em defesa do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, após denúncia de que ele teria multiplicado seu patrimônio por 20 em quatro anos. "O PMDB confia plenamente na lisura do procedimento de Palocci e estará ao lado dele", afirmou, descartando "perturbação" no governo ou risco ao cargo do ministro.

Em viagem oficial à Rússia, Temer manifestou-se em tom semelhante ao da presidente Dilma Rousseff, que, segundo assessores, não foi surpreendida pelas informações publicadas ontem pelo jornal Folha de S. Paulo. Auxiliares da presidente informaram que ela está "tranquila", pois sabia desde dezembro que Palocci tinha uma empresa.

Segundo a reportagem, a Projeto, da qual o ministro tinha 99,9% do capital, comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões em novembro e já era dona de um escritório de R$ 882 mil, ambos na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Em 2006, Palocci declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 375 mil. Continua


Leia também:
- Oposição cobra que Palocci explique o aumento de seu patrimônio
- Comissão de Ética da Presidência diz que não há o que apurar sobre patrimônio de Palocci
- Câmara: oposição se mobiliza para tentar convocar Palocci
- O que Palocci é


domingo, 15 de maio de 2011

Detendo o Armageddon




AQUI!


Especialistas criticam programa Minha Casa, Minha Vida

Via blog do Noblat
Por Rafael Galdo e Rogério Daflon, O Globo
15.05.2011

Há um ano e meio, as margens da Estrada dos Palmares, na localidade dos Jesuítas, em Santa Cruz, Rio de Janeiro, eram um descampado com casas espaçadas. Nos últimos meses, no entanto, surgiram ali dezenas de prédios, com 2.718 unidades, que em breve devem receber cerca de dez mil moradores.

Esta mudança está sendo operada pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), do governo federal, que, em parceria com a prefeitura, pretende entregar cem mil unidades no Rio até 2016.

Nos próximos dois meses, a expectativa é que 8.718 casas sejam entregues, entre elas as dos Jesuítas, somando 12.450 unidades até o fim do ano, segundo a Secretaria municipal de Habitação.

A chuva de números, no entanto, não impressiona a arquiteta Luciana Correa do Lago, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur/UFRJ). Pelo contrário.

- Estão cometendo os mesmos erros da época do BNH. É uma velocidade de construção nunca vista. Mas, quase sempre, com má qualidade, em terrenos baratos para aumentar o lucro das construtoras, apartamentos de até 42 metros quadrados e distantes dos centros de trabalho e sem transporte - diz Luciana, lembrando que, do fim dos anos 80 até agora, foram mais de duas décadas de hiato de políticas habitacionais federais no Rio.

Leia mais em Programa Minha Casa, Minha Vida promete milhares de unidades, mas especialistas criticam projetos



No Estadão
Por Edna Simão/BRASÍLIA
14.05.2011



Caixa tenta evitar favelização do ''Minha Casa''

Liberação de crédito para os chamados ''novos empreiteiros'' pode ficar mais difícil se problemas estruturais nas casas persistirem

A entrega de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida com problemas de infiltração, mofo e rachaduras fez com que a Caixa Econômica Federal adotasse regras mais restritivas na liberação de financiamento de imóveis construídos pelos intitulados "novos empreiteiros" - pessoa física que compra terreno com o próprio dinheiro para construir moradias no âmbito do principal programa habitacional do governo.


A partir de julho, se os problemas persistirem, o banco público pode optar ainda por regras diferenciadas de acordo com a região ou o porte do município. A preocupação do governo é de que empreendimentos de má qualidade se tornem no futuro uma grande favela.

As regras para liberação desse empréstimo para compra de moradia feita pelo "novo empreiteiro" estão mais severas desde fevereiro, quando a Caixa identificou que o maior número de reclamações estava concentrado nesse tipo de operação, geralmente em áreas afastadas e sem pavimentação. Continua

Protesto a favor de estação de metrô domina ruas de bairro nobre de SP

Jornal da Record
14.05.2011







Globo
14.05.2011








Youtube
14/05/2011







Reportagem do site UOL
14/05/2011







sábado, 14 de maio de 2011

Neandertais podem ter vivido por mais tempo que estimado

Via G1
13.05.2011



Faca de cunha (em cima) e 'levallois' (embaixo) foram
 os tipos de ferramentas  encontrados
 (Foto: Hugues Plisson/Science/AAAS/Cortesia
Ferramentas podem reestabelecer data de extinção dos Neandertais.
Artefatos foram descobertos na Rússia, quase no Círculo Polar Ártico.
Vestígios mais antigos de Neandertal eram de 37 mil anos; estes têm 33 mil.


Cientistas encontraram no sítio arqueológico de Byzovaya, na Rússia, ferramentas de 33 mil anos atrás que são típicas do homem de Neandertal. Até a descoberta, os vestígios mais recentes que se tinha da espécie eram de 37 mil anos atrás, ou seja, Neandertais e humanos modernos teriam convivido por mais tempo que o estimado.

Os tipos de ferramentas encontrados – ambos de pedra – foram a faca de cunha e a que os cientistas chamam de “levallois”, uma pedra que servia para lascar outras pedras. Ao todo, foram encontrados 313 artefatos, além de restos de mamutes e outros animais.

No entanto, não foi encontrada nenhuma ossada, o que não permite confirmar definitivamente a presença da espécie. A equipe de pesquisa foi liderada por Ludovic Slimak, do Centro Nacional de Pesquisa Científica, da França, e o trabalho foi publicado num artigo da revista “Science”. Continua

Doutor horror

Via Época
Por Mariana Sanches. Com Cristiane Segatto
01/11/2010 - 01:43 - Atualizado em 13/05/2011


Pais descobriram que os bebês concebidos
com a ajuda de Roger Abdelmassih não eram seus filhos biológicos
 


FUGITIVO
Ilustração sobre foto de Roger Abdelmassih.
 Condenado a 278 anos de prisão,
ele está foragido desde janeiro
Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época de 14 de maio de 2011.

Em 23 de novembro de 2010, a Justiça brasileira deu seu veredicto: a clínica de reprodução assistida do médico Roger Abdelmassih fora palco de um show de horror. A acusação de ter estuprado sistematicamente dezenas de pacientes levou o mais renomado especialista em reprodução humana do Brasil ao banco dos réus em 2008. A condenação de Abdelmassih a 278 anos de prisão pelos abusos, no entanto, não encerrou um dos mais dramáticos capítulos da história médica do país. Nos últimos dois anos, o Ministério Público do Estado de São Paulo e a Polícia Civil investigaram, em sigilo, os procedimentos médicos da clínica e recolheram depoimentos de ex-pacientes de Abdelmassih. Somem-se aos dois inquéritos as revelações feitas a ÉPOCA pelo ex-colaborador do médico, o engenheiro químico Paulo Henrique Ferraz Bastos (leia a entrevista), e chega-se a uma conclusão estarrecedora: parte dos cerca de 8 mil bebês gerados na clínica de Abdelmassih não são filhos biológicos de quem imaginam ser.

Essa conclusão é resultado de exames de DNA feitos em pacientes da clínica e em seus filhos. As autoridades estão convencidas de que Abdelmassih enganava seus clientes e implantava no útero da futura mãe, sem o conhecimento do casal, embriões formados a partir de óvulos e espermatozoides de outras pessoas. Os pais biológicos das crianças são outros, e não o casal que se sentou nas poltronas do consultório de Abdelmassih disposto a se submeter ao tratamento de reprodução e que pagou os milhares de reais que o médico cobrava pela fertilização. Pelo menos três casais, um de São Paulo, outro do Rio de Janeiro e o terceiro do Espírito Santo, já descobriram, depois do nascimento da criança, que o DNA de um dos dois não é compatível com o do filho. Esses três casais contaram sua história, comprovada por exames laboratoriais, em depoimento ao Ministério Público. ÉPOCA teve acesso ao processo e revela o conteúdo do depoimento de um desses casais, cuja identidade não será revelada. Continua

Movimento Xingu Vivo divulga segundo vídeo desmentindo propagandas de Belo Monte

Via Amazonia.org.br
11.05.2011

O Movimento Xingu Vivo para Sempre divulgou o segundo vídeo que pretende desmentir as informações divulgadas pela empresa Norte Energia, responsável pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Para tentar combater as criticas ao projeto, o consórcio decidiu investir em publicidade e está divulgado vídeos de 15 minutos em treze aeroportos brasileiros. Em um dos vídeos, o consórcio alega que a usina hidrelétrica vai impulsionar desenvolvimento e que a energia gerada pela usina abastecerá "mais de 18 milhões de casas".

Segundo o vídeo do movimento, ao contrário do que o consórcio diz, "a hidrelétrica está sendo construída para produzir energia para a mineração que acabará com o que sobrou da floresta Amazônica".

O primeiro vídeo dizia que nenhuma terra indígena será alagada com a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Na versão realizada pelo Movimento, eles afirmam que "o que a Norte Energia não quer que você saiba é que se for construída a hidrelétrica vai secar 100 km do rio, acabando com a vida do Xingu. Inclusive dos índios". Clique aqui para assistir


Assista ao vídeo do Movimento Xingu Vivo:





Assista ao vídeo do consórcio:




sexta-feira, 13 de maio de 2011

Livro usado pelo MEC ensina aluno a falar errado

Via IG
Jorge Félix e Tales Faria
12.05.2011

Livro didático de língua portuguesa adotado pelo MEC (Ministério da Educação) ensina aluno do ensino fundamental a usar a “norma popular da língua portuguesa”.

O volume Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, mostra ao aluno que não há necessidade de se seguir a norma culta para a regra da concordância. Os autores usam a frase “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar que, na variedade popular, só “o fato de haver a palavra os (plural) já indica que se trata de mais de um livro”. Em um outro exemplo, os autores mostram que não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. Continua

Veja também também:
- Livro didático do MEC tem erro de português
- MEC defende que aluno não precisa seguir algumas regras da gramática para falar de forma correta

Comentário básico:
E precisa?


Código Florestal precisa de proposta nova do governo não de emendas avulsas

Via Ecopolítica
12.05.2011
Por Sérgio Abranches

O tumulto de ontem na sessão extraordinária que deveria votar proposta de mudanças no código florestal mostra como o processo está em desacordo com a importância estratégica do tema. Foi uma sessão patética, em que se discutia um texto que não existia e versões que circulavam para serem imediatamente renegadas. Terminou em impropérios. Nada de que a Câmara dos Deputados possa se orgulhar. Improviso, insulto no lugar de argumento, fragmentação, falta de liderança.
Mudar o Código Florestal significa interferir com questões fundamentais, em áreas de muito risco. Muitos estudos científicos recentes têm revelado os riscos que corre a Amazônia, não só por causa do desmatamento, mas também pelos efeitos da mudança climática. A combinação desmatamento/mudança climática pode ser fatal para a floresta. A má situação de nossos rios e mananciais, reconhecida pela própria Agência Nacional de Águas, tem sido demonstrada por estudos hidrológicos sérios. O equilíbrio no Cerrado também tem sido objeto de estudos. O Cerrado é uma fonte relevante de água, a segunda maior do país. O destino do que resta de Mata Atlântica, ameaçada de extinção, depende também do que se decida ao mudar o código. Mas a mudança não constitui apenas um risco ambiental, ameaça também a agricultura e pecuária de qualidade, que quer ser competitiva e capaz de atender aos padrões de exigência sanitária, sócio-ambiental e às especificações nutricionais dos mercados de primeira linha.

Além disso, essa mudança interfere com cinco áreas de políticas do governo que são muito importantes: a política agrícola; a política ambiental; os compromissos assumidos internacionalmente pelo país sobre desmatamento e emissões de gases estufa; a política de águas e mananciais; e a política de prevenção e redução de desastres naturais (ameaçada pela possibilidade de tratamento inadequado da questão das encostas). Todas elas têm que estar contempladas com equilíbrio e propriedade. Algumas dessas questões põe em risco a vida e o bem-estar de populações inteiras. Continua


Leia também:
- Governo agora diz que Higienópolis terá estação de metrô
- Alegação da distância não quer dizer nada, argumenta promotor
- Churrasco em Higienópolis é cancelado após atrair 49 mil
- Críticas a Higienópolis provocam onda de ofensas a judeus


O mito da raça: em busca da pureza - Demétrio Magnoli




Café Filosófico,
com Demétrio Magnoli



Demétrio Magnoli

clique na imagem para assistir à palestra


Demétrio Magnoli é sociólogo
 

Links para outras palestras do Café Filosófico
podem ser encontrados aqui neste blog, à esquerda, em ET C.


Problemas no blog!


Meus queridos,

não sei o que aconteceu.
Há dois dias (12 e 13) o blog está com problemas.
As postagens* de ontem sumiram.
Abaixo os links que levam a elas:

- Em meio a insultos, votação do Código Florestal é adiada para 3ª
- Recusa de Higienópolis em receber estação do metrô vira piada na internet
- Bairro nobre de SP rejeita estação de metrô
- Mobilização para churrasco em Higienópolis ganha força na internet

Grande abraço a todos,

Adelidia Chiarelli

* A palestra O mito da raça: em busca da pureza - Demétrio Magnoli voltará a ser postada.

Atualização - 18:22
Algumas postagens de ontem voltaram.
Mistério...


quinta-feira, 12 de maio de 2011

Recusa de Higienópolis em receber estação do metrô vira piada na internet

Via Estadão
Por Gabriel Pinheiro
11.05.2011

SÃO PAULO - A recusa de Higienópolis em receber uma estação da Linha 6-Laranja do Metrô virou piada na internet. No Twitter, o assunto entrou entre os tópicos mais comentados desta quarta-feira, 11. "É tão fácil resolver problema, gente: faz uma entrada social e uma de serviço", escreveu a usuária Luisa Tieppo (@lutieppo) em seu perfil no site.

Internautas de outros estados também comentaram. "Tragam o metrô de Higienópolis para Fortaleza! É urgente", postou Henrique Araújo (OskarSays). "Em Florianópolis, metrô seria salvação. Em Higienópolis, o povo não quer. Mundo doido", disse Alessandro Bonassoli (@Alebonassoli).

Circula ainda no Facebook um convite para um "churrasco para gente diferenciada em frente ao Shopping Higienópolis". O objetivo é "mostrar que os ricos não chegam aos pobres, mas os pobres, sim, facilmente chegam aos ricos", segundo o texto de descrição do evento, que convida os internautas a levar "farofa, carne de gato, cachorro, papagaio e som portátil". Piada ou não, até as 22h mais de 24 mil pessoas já haviam confirmado presença no ato, marcado para o sábado, 14.

Desde 2010, um abaixo-assinado intitulado Defenda Higienópolis reúne assinaturas na internet contra a construção da estação no local, entre a Avenida Angélica e Rua Sergipe. Hoje, o Metrô anunciou que está "reavaliando a localização da futura Estação Angélica", mas ressalta que o motivo para a mudanças nos planos é um "melhor equilíbrio da linha", não a pressão dos moradores. Continua

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No blog do Noblat
12.05.2011

Bairro nobre de SP rejeita estação de metrô

O Globo

Moradores do bairro nobre de Higienópolis, em São Paulo, conseguiram fazer com que o governo paulista desistisse de construir uma estação de metrô na Avenida Angélica, uma das principais vias locais. O movimento contrário à construção do metrô, que contou até com abaixo-assinado, já se arrasta há anos.

No ano passado, uma psicóloga, moradora do bairro, chegou a dizer em entrevista que era contra o metrô para evitar que "gente diferenciada" frequentasse Higienópolis.

A decisão do governo paulista, aliada às manifestações dos moradores do bairro, provocou uma onda de protestos irônicos em redes sociais da internet.

O principal deles foi um convite aos usuários do Facebook para o "Churrascão da Gente Diferenciada", uma iniciativa que até ontem à noite já contava com a adesão de 18.989 internautas, 12 vezes mais do que o número de moradores que assinaram o abaixo assinado contra a estação do metrô.

O churrasco será realizado em frente ao Shopping Higienópolis, coração do bairro, onde vivem políticos, artistas, intelectuais e empresários.

A convocação para o churrasco foi feita com bom humor: "Como nosso bom senso não é o forte, promoveremos agora um churrascão em frente ao shopping Higienópolis para mostrar que os ricos não chegam aos pobres, mas os pobres, sim, facilmente chegam aos ricos. Leve farofa, carne de gato, cachorro, papagaio, som portátil, carro tunado e tudo o que sua consciência social permitir. Afinal, a rua é pública, e o Higienópolis não está separado por muros. Não se esqueçam dos sacos de lixo. Somos diferenciados, mas somos limpinhos".

A estação de Higienópolis integraria a linha 6-Laranja, em Brasilândia, na periferia da cidade, ao centro. Passaria por bairros como Perdizes, Santa Cecília e Pompeia. Com a decisão, o governo avaliou que a melhor opção é construir uma estação ao lado do estádio do Pacaembu. A mudança de endereço colocou os dois bairros — Pacaembu e Higienópolis — em pé de guerra.

Para a associação de moradores de Higienópolis, o bom senso prevaleceu. Já para os representantes de Pacaembu, a desistência do governo, sem uma análise prévia de demanda, é "perniciosa".

Para a Companhia do Metrô, a mudança teve como principal objetivo o "melhor equilíbrio" na distribuição das estações.

fonte


Em meio a insultos, votação do Código Florestal é adiada para 3ª

Via Estadão
12.05.2011

Líder do governo recua e irritou bancada ruralista; relator acusa marido de Marina Silva de ser contrabandista

Em meio a polêmicas e insultos, a votação do Código Florestal foi adiada pela Câmara. Quando a aprovação do texto do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) parecia certa, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP) pediu a suspensão da sessão. A maioria dos partidos governistas mudou o voto. Com isso, o texto não teve o quórum mínimo de 257 votos. Nova tentativa de votar o texto será feita na terça-feira.

Vaccarezza recuou por causa da disposição da bancada ruralista de derrubar itens negociados entre o Executivo e Aldo. Um dos pontos de divergência era sobre as Áreas de Proteção Ambiental (APPs) às margens de rios. O Executivo quer definir em decretos federais áreas nas quais será permitido um grau maior de desmatamento. Continua

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sementes da vida no espaço

Via Pesquisa FAPESP
Por Carlos Fioravanti
Edição Impressa 182 - Abril de 2011



© Detalhe da obra The day we bomb the moon de Sheila Goloborotko

Partes do DNA e de outras moléculas essenciais dos seres vivos podem ter se formado no espaço há bilhões de anos e chegado à Terra de carona em cometas ou meteoritos. Uma hipótese que agora ganha novos argumentos é que os fragmentos dessas moléculas podem ter se originado em nuvens galácticas bombardeadas por raios cósmicos, partículas muito energéticas abundantes desde o início do Universo. Essas nuvens são muito frias e constituídas por grãos de água sólida e gases condensados como o monóxido de carbono, o dióxido de carbono, a amônia e o metano.

Físicos brasileiros e franceses chegaram a essas conclusões por meio de experimentos em aceleradores de partículas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e na Universidade de Caen-Baixa Normandia, em Caen, noroeste da França. Os feixes de íons produzidos nessas máquinas interagem com gelos mantidos em temperaturas de até -260o Celsius, produzindo efeitos similares aos da interação de raios cósmicos com as nuvens galácticas.

“Estamos reconstruindo as condições de surgimento dos primeiros passos da vida”, diz o físico Enio Silveira, da PUC-Rio. “Queremos descobrir o que resulta do bombardeio por raios cósmicos do gelo do espaço sideral.” Segundo ele, o encontro de raios cósmicos com as nuvens de gelo assemelha-se a um jato de areia atirado contra uma parede: os grãos de areia erodem a superfície da parede. Outra possibilidade é que as moléculas orgânicas possam ter se formado a partir da interação com outro tipo de feixe de partículas elementares, os elétrons, mais abundantes, mas menos energéticos que os raios cósmicos. Continua

Apenas 25% dos alunos que terminam o fundamental aprendem o que deviam da língua portuguesa

Jornal Nacional
10.05.2011


No Brasil, mais de 700 mil crianças de 6 a 14 anos ainda estão fora da escola. Na escala de 0 a 10 do Ideb, o indicador de qualidade do MEC, a média dos estudantes do 5° ano foi 4,6, em 2009.

O Jornal Nacional apresenta uma série especial de reportagens sobre os maiores problemas da educação no Brasil. Nesta terça-feira (10), o repórter Alan Severiano dá um panorama do ensino fundamental, que foi ampliado de oito para nove anos. Continua



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Fazenda veta abatimento de dívida agrícola e votação do Código é adiada

Via Estadão
Por Lu Aiko Otta, Marta Salomon e Eugênia Lopes
11.05.2011

Numa mostra da dificuldade do governo em fechar um acordo que permita a aprovação da reforma do Código Florestal, ministério da área econômica implode proposta articulada pelo Planalto para pôr fim a impasse com deputados da própria base de apoio

O Ministério da Fazenda vetou ontem a possibilidade de abatimento da dívida agrícola dos produtores rurais em troca da recuperação de vegetação nativa às margens de rios e encostas. A proposta foi lançada na véspera com o objetivo de apressar a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e vencer a resistência de deputados da base de apoio do governo na reforma do Código Florestal - cuja votação foi adiada para hoje.

"A posição da Fazenda é totalmente contrária, a proposta vai contra a lógica de estímulo à adimplência", disse à noite o secretário adjunto de política econômica do ministério, Gilson Bittencourt, sobre a proposta noticiada pelo Estado na edição de ontem. "Não achamos que é a melhor proposta", comentou mais cedo o secretário executivo da pasta, Nelson Barbosa.

No início da noite, a falta de acordo entre o governo e os deputados de sua própria base de apoio acabou adiando a votação da reforma do Código Florestal. Continua

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