sábado, 14 de julho de 2012
Especialistas vão reforçar pedido de inconstitucionalidade de ensino religioso no RJ
JC e-mail 4539, de 13 de Julho de 2012.
Educação: Especialistas vão reforçar pedido de inconstitucionalidade de ensino religioso no RJ
Preocupado com a retomada das aulas em agosto, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) vai reencaminhar ao Ministério Público (MP) o pedido de análise sobre a decisão adotada pela Prefeitura do Rio de Janeiro de incluir aulas de religião nas escolas municipais a partir deste semestre.
O Sepe considera a medida inconstitucional e quer inviabilizar o edital Nº68, publicado em 12 de março último, pelo qual foi realizado concurso público para contratar 100 professores para ministrarem aulas de religião para alunos do ensino fundamental da rede municipal.
Lembrando que a decisão fere a norma constitucional segundo a qual o Estado brasileiro é laico, o Sepe já havia pedido a manifestação do Ministério Público do Rio de Janeiro no início do ano. A posição do Sepe é apoiada por especialistas que asseguram que o ensino religioso compromete o real sentido da educação pública.
"A educação pública não pode permitir produção ou reprodução de preconceitos. E a forma como a medida está sendo colocada no Rio de Janeiro mostra a propagação de preconceitos. Para evitar isso, esse edital precisa ser cancelado", analisa o professor Sérgio Paulo, coordenador do Sepe.
Posição do Ministério Público - Consultado, o Ministério Público respondeu, por intermédio da assessoria de imprensa, que, até agora, nenhum pedido chegou à Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação, que analisaria o caso. Dessa forma, para reforçar o pedido de inconstitucionalidade, o coordenador do Sepe afirmou que encaminhará uma nova solicitação ao Ministério Público, antes do início das aulas.
A expectativa do Sepe era de que o Ministério Público tivesse dado um posicionamento sobre o pedido antes da realização das provas do concurso, em maio, ou antes mesmo de o pessoal aprovado ter sido chamado para trabalhar. Caso o edital que contrata professores para ministrarem aula de religião seja cancelado, o coordenador do Sepe adianta que esses professores podem ser aproveitados para lecionarem na área de conhecimento na qual eles têm formação.
O coordenador do Sepe lembra que essa não é a primeira vez em que o Rio de Janeiro, seja pela Prefeitura, seja pelo Estado, tenta incluir a disciplina de religião na grade curricular das escolas públicas da cidade.
Ação de inconstitucionalidade na Justiça Federal - Caso o Ministério Público descarte analisar definitivamente o pedido de inconstitucionalidade do ensino religioso nas escolas municipais do Rio de Janeiro, o Sepe deve entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal (STF), disse o professor Paulo.
Esclarecimentos - Procurada, a Secretaria Municipal de Educação afirma em nota, encaminhada ao Jornal da Ciência pela assessoria de imprensa, que a medida atende a uma demanda de pais de alunos consultados no período da pré-matrícula e "obedece à pluralidade das religiões".
Inicialmente, serão ministradas aulas de crenças católica, protestante/evangélica e afro-brasileiras. A religião espírita também constava da lista, mas foi retirada, segundo confirmações da Secretaria. Conforme o edital, mais da metade dos professores (55) vai lecionar aulas de religião católica, uma parcela menor (35 docentes) ministrará aula de crença evangélica/protestante; e 10 sobre crenças afro-brasileiras.
Na nota, a Secretaria esclarece que o ensino religioso será oferecido apenas aos alunos, cujos pais "desejam" que eles tenham aula de religião - pedido registrado em consulta realizada no período da pré-matrícula, no ano passado. No caso de alunos em que os pais descartaram a opção pelo ensino religioso, a Secretaria esclarece que será oferecida "educação para valores" (lições ligadas a temas como ética e cidadania) no mesmo horário, em substituição ao ensino religioso.
Segundo a Secretaria, as aulas serão adotadas uma vez por semana em cerca de 80 escolas de turno único de sete horas que atendam ao 4º ano. "O conteúdo desse ensino versará sobre o credo específico, dentro de uma perspectiva histórica e contextualizada", destaca a nota da Secretaria. Os professores aprovados no concurso deverão ser credenciados pela Autoridade Religiosa competente, além de possuir formação religiosa obtida em instituição mantida ou reconhecida pela mesma autoridade, segundo a Secretaria.
(Viviane Monteiro - Jornal da Ciência)
sexta-feira, 13 de julho de 2012
A essência espiritual da evolução das espécies
Via Jornal da USP
Por IZABEL LEÃO
01.07.2012
As faculdades matemática, musical e artística do homem civilizado não são desenvolvidas pela lei da seleção natural. Elas existem num pequeno número de indivíduos privilegiados. Esses poderes mentais diferem em muito dos que são necessários ao homem, comuns a ele e aos animais inferiores, e, portanto, não podem ter surgido em consequência da lei de seleção natural.
Essas afirmações são do biólogo inglês Alfred Russel Wallace (1823-1913), precursor da ecologia e biogeografia, que, após 30 anos de discussão sobre a teoria da seleção natural de Darwin, escreveu o livro Darwinismo: uma Exposição da Teoria da Seleção Natural com Algumas de suas Aplicações, em que apresenta uma revisão de alguns pontos da teoria de Darwin, considerados frágeis. O autor, mesmo tendo diferenças com algumas ideias darwinistas, tende a reiterar a importância esmagadora da seleção natural sobre todas as demais intervenções na produção de novas espécies, e reivindica para si a posição de advogado do darwinismo puro. O clássico livro de Wallace acaba de ser lançado pela Editora da USP (Edusp), com tradução de Antonio de Padua Danesi. Em capa dura, a obra tem 430 páginas e traz mapas e ilustrações.
Refletindo sobre a natureza e a origem das faculdades morais e intelectuais do homem, Wallace afirma que os dons especiais para a matemática, as artes e a música apontam para a existência no homem de algo que ele não obteve de seus progenitores animais, e sim de uma natureza espiritual, capaz de evoluir sob condições favoráveis. “Acatando a hipótese dessa essência espiritual, sobreposta à natureza animal do homem, conseguimos entender muito daquilo que de outro modo seria misterioso ou ininteligível com relação a ele, principalmente a enorme influência das ideias, princípios e crenças em sua vida e comportamento. Assim é que podemos entender a constância do mártir, a solidariedade do filantropo, a devoção do patriota, o entusiasmo do artista, a busca perseverante e resoluta do cientista que tenta desvendar os segredos da natureza”, explica. Continua
Valeu, Marinho!
Por IZABEL LEÃO
01.07.2012

Edusp lança Darwinismo, obra clássica de Alfred Russel Wallace, em que o biólogo inglês afirma que só uma “natureza superior” pode explicar a sensibilidade humana para a matemática e as artes
As faculdades matemática, musical e artística do homem civilizado não são desenvolvidas pela lei da seleção natural. Elas existem num pequeno número de indivíduos privilegiados. Esses poderes mentais diferem em muito dos que são necessários ao homem, comuns a ele e aos animais inferiores, e, portanto, não podem ter surgido em consequência da lei de seleção natural.
Essas afirmações são do biólogo inglês Alfred Russel Wallace (1823-1913), precursor da ecologia e biogeografia, que, após 30 anos de discussão sobre a teoria da seleção natural de Darwin, escreveu o livro Darwinismo: uma Exposição da Teoria da Seleção Natural com Algumas de suas Aplicações, em que apresenta uma revisão de alguns pontos da teoria de Darwin, considerados frágeis. O autor, mesmo tendo diferenças com algumas ideias darwinistas, tende a reiterar a importância esmagadora da seleção natural sobre todas as demais intervenções na produção de novas espécies, e reivindica para si a posição de advogado do darwinismo puro. O clássico livro de Wallace acaba de ser lançado pela Editora da USP (Edusp), com tradução de Antonio de Padua Danesi. Em capa dura, a obra tem 430 páginas e traz mapas e ilustrações.
Refletindo sobre a natureza e a origem das faculdades morais e intelectuais do homem, Wallace afirma que os dons especiais para a matemática, as artes e a música apontam para a existência no homem de algo que ele não obteve de seus progenitores animais, e sim de uma natureza espiritual, capaz de evoluir sob condições favoráveis. “Acatando a hipótese dessa essência espiritual, sobreposta à natureza animal do homem, conseguimos entender muito daquilo que de outro modo seria misterioso ou ininteligível com relação a ele, principalmente a enorme influência das ideias, princípios e crenças em sua vida e comportamento. Assim é que podemos entender a constância do mártir, a solidariedade do filantropo, a devoção do patriota, o entusiasmo do artista, a busca perseverante e resoluta do cientista que tenta desvendar os segredos da natureza”, explica. Continua
Valeu, Marinho!
Porto Alegre não tem mais vacinas contra gripe A
No Estadão
Por TASSIA KASTNER
12.07.2012
A cidade de Porto Alegre não tem mais vacinas para imunizar a população contra a gripe A. A Secretaria Estadual de Saúde do Estado não sabe informar se há vacinas disponíveis nos outros municípios gaúchos. A alta procura pela imunização levou ao fim da vacina.
Porto Alegre registra, até esta quinta-feira, 31 casos de pessoas contaminadas com o vírus H1N1, com três mortes registradas. Ainda segundo o último levantamento da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, o Estado já soma 192 casos de pessoas infectadas com o vírus e 29 mortes em decorrência da doença.
Leia mais em Porto Alegre não tem mais vacinas contra gripe A
Via blog do Noblat
Por TASSIA KASTNER
12.07.2012
A cidade de Porto Alegre não tem mais vacinas para imunizar a população contra a gripe A. A Secretaria Estadual de Saúde do Estado não sabe informar se há vacinas disponíveis nos outros municípios gaúchos. A alta procura pela imunização levou ao fim da vacina.
Porto Alegre registra, até esta quinta-feira, 31 casos de pessoas contaminadas com o vírus H1N1, com três mortes registradas. Ainda segundo o último levantamento da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, o Estado já soma 192 casos de pessoas infectadas com o vírus e 29 mortes em decorrência da doença.
Leia mais em Porto Alegre não tem mais vacinas contra gripe A
Via blog do Noblat
Amazônia deve sofrer grande extinção de espécies até 2050
Via Estadão
Por Giovana Girardi
12.07.2012
Pesquisa avalia o impacto local promovido pela perda de vegetação em 30 anos e aponta que ainda há tempo para agir
As piores consequências do desmatamento sofrido pela Amazônia ao longo de 30 anos ainda estão por vir. Até 2050, podem ocorrer de 80% a 90% das extinções de espécies de mamíferos, aves e anfíbios esperadas nos locais onde já foi perdida a vegetação. A boa notícia é que temos tempo para agir e evitar que elas de fato desapareçam. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista Science.
Um trio de pesquisadores da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos considerou as taxas de desmate na região de 1978 a 2008 e levou em conta a relação entre espécies e área – se o hábitat diminui, é de se esperar que o total de espécies que ali vivem diminua, ao menos localmente.
Acontece que os animais têm mobilidade, podem migrar para locais vizinhos ao degradado. Lá vão tentar sobreviver, competindo por recursos com animais que já estavam no local, de modo que o desaparecimento não é imediato, podendo levar décadas para se concretizar.
É essa diferença, que os pesquisadores chamam de “débito de extinção”, que foi calculada no trabalho. Grosso modo, é uma dívida que teria de ser “paga” – em espécies animais – pelo desmatamento do passado. A ideia por trás do termo é tanto mostrar o que poderia acontecer se simplesmente o processo de extinção seguisse o seu rumo, quanto estimar qual pode ser o destino dessas espécies que dependem da floresta, considerando outros cenários de ações. Continua
Por Giovana Girardi
12.07.2012
Pesquisa avalia o impacto local promovido pela perda de vegetação em 30 anos e aponta que ainda há tempo para agir
As piores consequências do desmatamento sofrido pela Amazônia ao longo de 30 anos ainda estão por vir. Até 2050, podem ocorrer de 80% a 90% das extinções de espécies de mamíferos, aves e anfíbios esperadas nos locais onde já foi perdida a vegetação. A boa notícia é que temos tempo para agir e evitar que elas de fato desapareçam. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista Science.
Um trio de pesquisadores da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos considerou as taxas de desmate na região de 1978 a 2008 e levou em conta a relação entre espécies e área – se o hábitat diminui, é de se esperar que o total de espécies que ali vivem diminua, ao menos localmente.
Acontece que os animais têm mobilidade, podem migrar para locais vizinhos ao degradado. Lá vão tentar sobreviver, competindo por recursos com animais que já estavam no local, de modo que o desaparecimento não é imediato, podendo levar décadas para se concretizar.
É essa diferença, que os pesquisadores chamam de “débito de extinção”, que foi calculada no trabalho. Grosso modo, é uma dívida que teria de ser “paga” – em espécies animais – pelo desmatamento do passado. A ideia por trás do termo é tanto mostrar o que poderia acontecer se simplesmente o processo de extinção seguisse o seu rumo, quanto estimar qual pode ser o destino dessas espécies que dependem da floresta, considerando outros cenários de ações. Continua
quinta-feira, 12 de julho de 2012
El hallazgo de vida extraterrestre puede poner en entredicho las convicciones humanas
No Tendências 21
Por Carlos  Beorlegui y Leandro Sequeiros.
10.07.2012
La comunidad científica coincide actualmente en afirmar que las leyes de la física y de la química son universales. Según la Astrobiología, disciplina que se encarga de la búsqueda de vida extraterrestre, esta universalidad podría hacerse extensiva también a la biología. Las cuestiones que surgen de la posibilidad de que haya vida en otros planetas son numerosas e inquietantes: ¿serían esas formas de vida del mismo tipo que la terrícola? ¿Podría haber incluso vida inteligente en otros rincones del cosmos? ¿Qué implicaciones tendría el hallazgo de vida extraterrestre para las tendencias de las religiones?
Figura legenda: La Astrobiología es una disciplina que se ocupa en buscar vida en otros planetas. Imagen de un exoplaneta. Fuente: NASA
Por Carlos  Beorlegui y Leandro Sequeiros.
10.07.2012
La comunidad científica coincide actualmente en afirmar que las leyes de la física y de la química son universales. Según la Astrobiología, disciplina que se encarga de la búsqueda de vida extraterrestre, esta universalidad podría hacerse extensiva también a la biología. Las cuestiones que surgen de la posibilidad de que haya vida en otros planetas son numerosas e inquietantes: ¿serían esas formas de vida del mismo tipo que la terrícola? ¿Podría haber incluso vida inteligente en otros rincones del cosmos? ¿Qué implicaciones tendría el hallazgo de vida extraterrestre para las tendencias de las religiones?
Figura legenda: La Astrobiología es una disciplina que se ocupa en buscar vida en otros planetas. Imagen de un exoplaneta. Fuente: NASA
Ataques a torcedores do Palmeiras deixam ao menos
7 mortos em Osasco
Via Portal Terra
12.07.2012
A Polícia Civil de Osasco registrou ao menos sete mortes em nove ataques contra torcedores do Palmeiras no início da madrugada desta quinta-feira nos bairros Jardim Mutinga, Jardim Baronesa e Jardim Munhoz Júnior, em Osasco, na Grande São Paulo. Ao menos nove pessoas foram atingidas por tiros.
Segundo informações do 10º DP, do Jardim Helena Maria, os ataques começaram logo após o Palmeiras conquistar o título da Copa do Brasil na noite de ontem. Testemunhas relatam que, em alguns dos ataques, suspeitos passaram atirando de carro e, em outros casos, os atiradores passaram de moto.
Os feridos foram encaminhados para hospitais da região. Não há informações sobre identidade ou estado de saúde dos feridos. Ninguém foi preso.
Comentário básico, e muito indignado:
Cidades à deriva!
Estados à deriva!
UM PAÍS À DERIVA!!!!
Adelidia Chiarelli
ATUALIZAÇÃO:
Polícia investiga ataques que deixaram oito mortos em Osasco
Oito pessoas são assassinadas durante a madrugada em Osasco
12.07.2012
A Polícia Civil de Osasco registrou ao menos sete mortes em nove ataques contra torcedores do Palmeiras no início da madrugada desta quinta-feira nos bairros Jardim Mutinga, Jardim Baronesa e Jardim Munhoz Júnior, em Osasco, na Grande São Paulo. Ao menos nove pessoas foram atingidas por tiros.
Segundo informações do 10º DP, do Jardim Helena Maria, os ataques começaram logo após o Palmeiras conquistar o título da Copa do Brasil na noite de ontem. Testemunhas relatam que, em alguns dos ataques, suspeitos passaram atirando de carro e, em outros casos, os atiradores passaram de moto.
Os feridos foram encaminhados para hospitais da região. Não há informações sobre identidade ou estado de saúde dos feridos. Ninguém foi preso.
Comentário básico, e muito indignado:
Cidades à deriva!
Estados à deriva!
UM PAÍS À DERIVA!!!!
Adelidia Chiarelli
ATUALIZAÇÃO:
Polícia investiga ataques que deixaram oito mortos em Osasco
Oito pessoas são assassinadas durante a madrugada em Osasco
Reportagens e Notícia Mais Lidas do Mês - Agência FAPESP
Cientistas precisam saber escrever, afirma editor
Não basta fazer pesquisa, é preciso saber redigir artigos científicos para ser um bom cientista, afirma Carl Webster, editor da World Aquaculture MagazineBóson de Higgs pode ter sido encontrado
Cientistas que integram experimentos no LHC anunciam ter encontrado fortes indicações da existência de uma nova partícula subatômica que pode ser o bóson de Higgs, procurado há quase meio séculoCientistas descobrem por que tomates vistosos não são saborosos
Gene que faz com que tomates amadureçam uniformemente na hora de vender é o mesmo que dá "gosto de papelão" ao fruto, indica estudo publicado na ScienceHDL influencia a síntese e a absorção do colesterol
Pesquisa feita na Faculdade de Medicina da USP mostra também que pessoas saudáveis com baixa concentração de "colesterol bom" no sangue têm mais resistência à insulinaPesquisa gera dados para desvendar “dança dos continentes”
Durante cinco anos, Projeto Temático coordenado pelo professor Miguel Basei no Instituto de Geociências da USP estudou a dinâmica geológica dos supercontinentes que desencadeou a formação da América do Sulquarta-feira, 11 de julho de 2012
Cassado, Demóstenes será substituído por ex-marido de mulher de Cachoeira
Via Agência Brasil
Por Luciana Lima
11.07.2012
Leia também:
Se não tivesse morrido, Demóstenes cassaria o mandato do colega ex-Demóstenes sem hesitar
Relator da Ficha Limpa no Senado, Demóstenes provará das novas regras: 15 anos de banimento
Por Luciana Lima
11.07.2012
Brasília - Por 56 votos a 19, o Senado aprovou
hoje (11) a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres. Houve cinco
abstenções no processo de votação secreta. Assumirá o mandato de senador o
primeiro suplente de Demóstenes, Wilder Pedro de Morais, que é ex-marido de
Andressa Mendonça, atual mulher do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o
Carlinhos Cachoeira.
Demóstenes foi condenado à perda de mandato pela
acusação de ter se colocado a serviço da organização criminosa supostamente
comandada por Cachoeira.
Assim que o resultado foi divulgado pelo painel do
Senado, Demóstenes não esperou a proclamação pelo presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP). Ele se levantou, acompanhado de seu advogado, e seguiu para
elevador privativo que o levou até a saída do Senado. Sem dar entrevista,
Demóstenes entrou no carro de deixou a Casa.
Antes, em seu discurso de defesa, Demóstenes
Torres se disse vítima da imprensa e atacou o relator do seu processo no
Conselho de Ética, senador Humberto Costa (PT-PE).
Demóstenes reclamou de ter sido chamado de "braço
político" e de "despachante de luxo" de Carlinhos Cachoeira, acusado pela
Polícia Federal de comandar uma organização criminosa com a participação de
políticos e empresários. "Fui moído, triturado, achacado na minha dignidade",
reclamou o senador. “Fui chamado de despachante de luxo, braço político. Como é
que eu vou me defender disso, se é como acusar a mulher de vagabunda. Tudo que
ela disser vão dizer que ela está equivocada.” Continua
Leia também:
Se não tivesse morrido, Demóstenes cassaria o mandato do colega ex-Demóstenes sem hesitar
Relator da Ficha Limpa no Senado, Demóstenes provará das novas regras: 15 anos de banimento
Tamiflu sai da lista de remédios controlados e pode ser vendido com receita simples
Via Agência Brasil
Por Paula Laboissière
11/07/2012
Brasília – O medicamento oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, não integra mais a lista de substâncias sujeitas à controle especial. Com isso, pode ser comprado nas farmácias ou retirado em unidades públicas de saúde com apresentação somente de receita médica simples, sem a necessidade de uma via ficar retida no estabelecimento. O antiviral é usado no tratamento da gripe, inclusive em casos de influenza A (H1N1) – gripe suína.
O Ministério da Saúde informou que a determinação tem como objetivo facilitar o acesso da população ao medicamento por diminuir a burocracia no processo de compra. A orientação é que o tratamento com o remédio seja iniciado o mais rápido possível após o surgimento dos primeiros sintomas, dispensando a necessidade de aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento no caso de pacientes que apresentem síndrome gripal e façam parte dos grupos vulneráveis à doença – gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas.
Pacientes com síndrome gripal e que não pertencem aos grupos de risco devem receber o medicamento quando manifestarem sintomas graves, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias. Segundo o ministério, o antiviral deve ser tomado nas primeiras 48 horas após o início da doença para atingir a eficácia máxima.
O Tamiflu é oferecido de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mas, para retirar o remédio, é necessário apresentar prescrição emitida por médicos da rede pública ou privada.
Em 2012, o governo federal enviou às secretarias estaduais de saúde 418,8 mil caixas do remédio – cada uma com dez comprimidos, quantidade suficiente para o tratamento completo. O ministério informou ainda que, na medida em que forem consumidos, novos lotes serão enviados.
Edição: Carolina Pimentel
Por Paula Laboissière
11/07/2012
Brasília – O medicamento oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, não integra mais a lista de substâncias sujeitas à controle especial. Com isso, pode ser comprado nas farmácias ou retirado em unidades públicas de saúde com apresentação somente de receita médica simples, sem a necessidade de uma via ficar retida no estabelecimento. O antiviral é usado no tratamento da gripe, inclusive em casos de influenza A (H1N1) – gripe suína.
O Ministério da Saúde informou que a determinação tem como objetivo facilitar o acesso da população ao medicamento por diminuir a burocracia no processo de compra. A orientação é que o tratamento com o remédio seja iniciado o mais rápido possível após o surgimento dos primeiros sintomas, dispensando a necessidade de aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento no caso de pacientes que apresentem síndrome gripal e façam parte dos grupos vulneráveis à doença – gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas.
Pacientes com síndrome gripal e que não pertencem aos grupos de risco devem receber o medicamento quando manifestarem sintomas graves, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias. Segundo o ministério, o antiviral deve ser tomado nas primeiras 48 horas após o início da doença para atingir a eficácia máxima.
O Tamiflu é oferecido de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mas, para retirar o remédio, é necessário apresentar prescrição emitida por médicos da rede pública ou privada.
Em 2012, o governo federal enviou às secretarias estaduais de saúde 418,8 mil caixas do remédio – cada uma com dez comprimidos, quantidade suficiente para o tratamento completo. O ministério informou ainda que, na medida em que forem consumidos, novos lotes serão enviados.
Edição: Carolina Pimentel
Casal que devolveu R$ 20 mil ganha emprego
e vida nova
Via UOL
10/07/2012
Texto UOL:
O casal que morava na rua, em São Paulo, e devolveu uma sacola com R$ 20 mil – dinheiro que tinha sido roubado de um comerciante – ganhou emprego e a oportunidade de uma vida melhor. Reportagem exibida no SBT Brasil.
10/07/2012
Texto UOL:
O casal que morava na rua, em São Paulo, e devolveu uma sacola com R$ 20 mil – dinheiro que tinha sido roubado de um comerciante – ganhou emprego e a oportunidade de uma vida melhor. Reportagem exibida no SBT Brasil.
Censura chinesa não poupa nem Davi, de Michelangelo
Via blog do Noblat
10.07.2012
Matéria de emissora de Pequim escondeu genitália da obra com mosaico e virou piada na web
O Globo
Em mais um episódio curioso de censura na China, a emissora estatal CCTV resolveu esconder as partes íntimas de uma das mais famosas obras do renascentismo italiano, o “Davi-Apollo” de Michelangelo.
No vídeo de uma reportagem sobre uma exposição no Museu Nacional da China, inaugurada na última sexta-feira em Pequim, editores do canal oficial entenderam que mostrar os detalhes da estátua seria considerado “pornografia”, e esconderam parte da obra com um mosaico.
Após a primeira exibição do programa, uma chuva de piadas de usuários tomou conta da internet. Segundo o jornal “Telegraph”, diversos blogueiros criticaram a decisão da emissora comentando que “sem o mosaico, há arte.
Com o mosaico, há pornografia”. Internautas aproveitaram para brincar e censurar imagens de outras obras famosas do renascentismo, como a “Criação de Adão”, também de Michelangelo, que ganhou uma tarja preta em compartilhamentos das redes sociais.
Surpreendentemente, nas exibições do mesmo programa nesta terça-feira e na segunda-feira, a censura à imagem da estátua de Michelangelo foi retirada, gerando boatos de que os editores teriam cedido às pressões das redes sociais, segundo o “China Daily”. A emissora não deu satisfações sobre a mudança. Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
10.07.2012
Matéria de emissora de Pequim escondeu genitália da obra com mosaico e virou piada na web
O Globo
Em mais um episódio curioso de censura na China, a emissora estatal CCTV resolveu esconder as partes íntimas de uma das mais famosas obras do renascentismo italiano, o “Davi-Apollo” de Michelangelo.
No vídeo de uma reportagem sobre uma exposição no Museu Nacional da China, inaugurada na última sexta-feira em Pequim, editores do canal oficial entenderam que mostrar os detalhes da estátua seria considerado “pornografia”, e esconderam parte da obra com um mosaico.
Após a primeira exibição do programa, uma chuva de piadas de usuários tomou conta da internet. Segundo o jornal “Telegraph”, diversos blogueiros criticaram a decisão da emissora comentando que “sem o mosaico, há arte.
Com o mosaico, há pornografia”. Internautas aproveitaram para brincar e censurar imagens de outras obras famosas do renascentismo, como a “Criação de Adão”, também de Michelangelo, que ganhou uma tarja preta em compartilhamentos das redes sociais.
Surpreendentemente, nas exibições do mesmo programa nesta terça-feira e na segunda-feira, a censura à imagem da estátua de Michelangelo foi retirada, gerando boatos de que os editores teriam cedido às pressões das redes sociais, segundo o “China Daily”. A emissora não deu satisfações sobre a mudança. Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
Anestesista japonês pode ser cientista com mais fraudes
JC e-mail 4536, de 10 de Julho de 2012.
Anestesista japonês pode ser cientista com mais fraudes
Para comitê, pesquisador tem 172 artigos com fraudes. Ele criava dados, coautores e pacientes.
Yoshitaka Fujii, um anestesista japonês, pode se tornar o recordista mundial em publicar estudos científicos que nunca ocorreram. O doutor da falsificação teve 172 artigos científicos fabricados nos últimos 19 anos. Isso é mais do que o dobro do atual recordista, o alemão Joachim Boldt, outro anestesista, com 90 fraudes. De mais de dois mil artigos retratados nas últimas quatro décadas, 13% foram de anestesistas.
A Sociedade Japonesa de Anestesiologia constatou inicialmente que Fujii não tinha aval do comitê de ética da sua universidade, o que o impediria de fazer pesquisas com humanos. No entanto, parte dos trabalhos dele traziam dados de pacientes.
Após pesquisar os arquivos de laboratório, das universidades em que ele trabalhou e entrevistar coautores dos trabalhos, foi constatado que somente três de 212 artigos dele são verdadeiros. Outros 37 são ambíguos (não dá para saber se são falsos).
Nenhum coautor de Fujii participou das pesquisas. O cientista forjava também pacientes, resultados, administração de medicamentos e parcerias com hospitais. Como nenhum dos estudos inventados trazia descobertas relevantes, ele conseguiu que suas fraudes passassem despercebidas desde 1993. Continua
Faculdades se blindam contra plágio
JC e-mail 4536, de 10 de Julho de 2012.
Faculdades se blindam contra plágio
As universidades cariocas estão se equipando para reagir a um problema típico da era virtual: o plágio em trabalhos de alunos. Copiar trechos de artigos publicados na web em tarefas da faculdade virou hábito em tempos de internet. Mas não demorou muito até instituições de ensino constituírem defesa contra a cultura do "ctrl C+ ctrl V".
A PUC-Rio, por exemplo, contratou um programa de computador estrangeiro para identificar plágios, mesmo expediente adotado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Quando o texto de um aluno é submetido ao software, o programa alerta sobre eventuais trechos copiados.
Já a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) criou um departamento para lidar com episódios de plágio, e a Universidade Federal Fluminense (UFF) lançou uma cartilha sobre como lidar com o assunto. A maioria dos professores das diversas instituições já recorre ao Google ao suspeitar de plágio num trabalho. A intolerância é quase uma constante quando a fraude é confirmada, mas alguns especialistas acham que uma campanha de educação surtiria mais efeito do que medidas repressoras. Para eles, muitos estudantes não têm noção da gravidade do plágio. A proliferação do problema seria uma influência da internet, onde os direitos autorais são volta e meia questionados.
Professora do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, Cláudia Versiani conta que já se deparou com várias tentativas de fraude. Quando flagra uma cópia no trabalho de um aluno seu, a regra dela é sempre a mesma: dar zero.
"Já peguei casos absurdos. Uma vez, num trabalho com tema de política, um aluno copiou um artigo todo da internet. Só que o texto era antigo e citava o Fernando Henrique como presidente, quando Lula já estava no Planalto. Ele não teve nem o trabalho de alterar isso. A universidade é um momento precioso de aprendizado. As pessoas pagam caro, gastam seu tempo e jogam tudo no lixo. É um instinto suicida", avalia Cláudia.
Programa - No site da PUC-Rio, um informe do vice-reitor acadêmico, José Ricardo Bergman, propõe-se a discutir "o plágio e o direito de autor no universo acadêmico", justamente, devido à "multiplicação, de forma alarmante" da prática. Além disso, a universidade já faz uso regular do software holandês "Ephorus" (professor, em grego). A ferramenta funciona verificando "coincidências", comparando os trabalhos submetidos com um banco de dados de milhares de teses e sites da internet arquivados.
"O programa serve para evitar qualquer chance de cópia em produções acadêmicas. Está à disposição dos professores. A reprodução de trabalhos alheios é considerada uma falta gravíssima, que deve ser punida", afirma Bergman.
A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) utiliza o programa americano "Safeassing" para identificar fraudes. Quando um trabalho é submetido ao software, ele produz um relatório informando a porcentagem do que foi copiado da internet. A partir dos números, o professor faz a avaliação final se considera ou não aquilo uma fraude.
Devido à grande quantidade de casos de plágio, a Uerj criou o Departamento de Inovação, só para lidar com o problema, que é abundante no universo da graduação, mas também existe na pós-graduação. "Orientamos os professores sobre como agir, mas cada um tem autonomia para aplicar penalidades. Certa vez participei de uma banca e, quando li a tese do aluno, percebi que era pura cópia da internet. Não aceitei", diz a professora Marinilza Bruno de Carvalho, diretora do Departamento de Inovação da Uerj.
Na UFRJ, não há orientação oficial, mas os professores assumem para si a tarefa de identificar fraudes recorrendo a sites de busca. Quando o plágio é identificado, a nota zero sai, quase sempre, automaticamente. Já a Universidade Federal Fluminense (UFF) lançou, em 2010, uma cartilha sobre o plágio acadêmico.
"Tenho a impressão de que, às vezes, a garotada não percebe a gravidade do plágio. Copia por praticidade mesmo. Falta diálogo. Por isso, nosso trabalho tem um caráter mais preventivo. O estudante tem que entender que plágio é crime", comenta o professor Guilherme Nery, um dos autores do livreto da UFF.
A psicopedagoga Andreia Calçada, especialista em neuropsicologia pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub), também acha que o tratamento do plágio precisa ser mais pedagógico que punitivo. Ela acredita que é preciso reformular o ensino e os métodos de avaliação.
"A internet está aí, não tem como fugir. Mas, com toda essa tecnologia, os professores continuam nos mesmos moldes de décadas atrás. Por isso, acho que não se pode culpar só os alunos. Precisamos pensar que é uma falta de motivação que propicia todo esse copia e cola", avalia.
(O Globo)
Comentário básico:
ZERO!,
sem contemplação!!!!
Adelidia Chiarelli
terça-feira, 10 de julho de 2012
Sul faz projeto para salvar floresta pré-histórica com risco de extinção
Via Jornal Nacional
Por Patrícia Cavalheiro
09.07.2012
Engenheiros florestais se inspiraram no trabalho de ave da região e pretendem lançar sementes no ar com ajuda de um avião. 20 mil mudas deverão nascer no local nos próximos anos.
É do Sul uma iniciativa para tentar salvar uma floresta pré-histórica que corre o risco de desaparecer.
Pinheiros solitários em meio aos campos são sobreviventes da ação do homem. A araucária existe no Sul do Brasil há 280 milhões de anos, mas chegou ao século XXI ameaçada de extinção. As florestas se transformaram em lavouras ou foram devastadas para a exploração da madeira. Agora, técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente tentam mudar esta realidade.
“Nós pretendemos em três anos jogar no solo, entre mudas e sementes, dez milhões de mudas e com isso tirá-las da extinção para que os proprietários rurais possam explorá-las e manejá-las adequadamente”, diz o engenheiro florestal Roberto Ferron. Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
Leia também:
Chuva de Pinhões semeou 220 mil sementes de araucária em Campinas do Sul
Por Patrícia Cavalheiro
09.07.2012
Engenheiros florestais se inspiraram no trabalho de ave da região e pretendem lançar sementes no ar com ajuda de um avião. 20 mil mudas deverão nascer no local nos próximos anos.
É do Sul uma iniciativa para tentar salvar uma floresta pré-histórica que corre o risco de desaparecer.
Pinheiros solitários em meio aos campos são sobreviventes da ação do homem. A araucária existe no Sul do Brasil há 280 milhões de anos, mas chegou ao século XXI ameaçada de extinção. As florestas se transformaram em lavouras ou foram devastadas para a exploração da madeira. Agora, técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente tentam mudar esta realidade.
“Nós pretendemos em três anos jogar no solo, entre mudas e sementes, dez milhões de mudas e com isso tirá-las da extinção para que os proprietários rurais possam explorá-las e manejá-las adequadamente”, diz o engenheiro florestal Roberto Ferron. Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
Kit reduz custos para detectar mercúrio em peixes e efluentes industriais
Método Allegra Viviane Yallouz
Via FAPERJ
Por Vilma Homero
26/07/2007
Na região aurífera de Itaituba, no Pará, peixe é parte importante do cardápio diário. Mas o uso constante de mercúrio naquela área de garimpo é também um risco freqüente de contaminação dos rios e do próprio pescado usado para consumo humano. Para monitorar a concentração do metal e verificar a qualidade do pescado da região, o laboratório da Escola de Trabalho e Produção da cidade adotou o uso de um kit alternativo de baixo custo, fácil manutenção e operação simples. Assim, pode-se prevenir casos de envenenamento, como o que tornou tristemente célebre a comunidade japonesa de Minamata.
Conhecido como método Allegra, ele é uma opção ao procedimento tradicional porque pode ser executado em praticamente qualquer laboratório. Específico para a determinação semiquantitativa de mercúrio, essas facilidades permitem sua difusão e aplicação em regiões que necessitem de freqüente vigilância ambiental, como é o caso dos garimpos; no acompanhamento de processos de descontaminação de resíduos e efluentes; e no diagnóstico preliminar de intoxicação de trabalhadores expostos ao vapor desse metal, além de ser bastante útil para prevenção de intoxicação por peixe contaminado em programas de segurança alimentar.
"O mercúrio é uma substância não degradável, de absorção cumulativa que costuma levar de 15 a 20 anos, para que os efeitos de sua contaminação sejam percebidos. A principal via de intoxicação, no caso do metilmercúrio, se dá através dos alimentos, particularmente, o peixe. Trata-se de um problema de saúde pública de longo prazo", diz Allegra. Ela explica que a dificuldade maior é que, o mercúrio no Brasil, é usado principalmente na atividade garimpeira e as áreas poluídas por esse metal são locais de difícil acesso, em que vivem populações de baixa renda e onde a principal fonte de proteínas é o peixe. "A Amazônia é o foco principal, embora o problema também exista em garimpos no Centro-Oeste e na região do Paraíba do Sul, entre Itaocara e São Fidélis", diz Allegra.
O método também pode ser aplicado em programas de avaliação contínua da qualidade de pescado para consumo interno ou para exportação. Foi exatamente o que levou a empresa Gomes da Costa a introduzi-lo em sua linha de controle de qualidade de matéria-prima. A medida foi adotada depois que a União Européia, que exige selo de garantia para a exportação de peixes e derivados, ameaçou suspender a aquisição de produtos da América Latina, em 2006.
Como o objetivo da equipe do Cetem é buscar a difusão do método, estão sendo mantidos contatos com o Ministério da Agricultura, que tem um programa nacional para monitoramento de resíduos. Da mesma forma, a pesquisadora tem buscado firmar parcerias com escolas técnicas e universidades para maximizar a divulgação das possibilidades do kit. Subdividido em três fases: pré-tratamento (parte do tecido é dissolvido em um tipo de solução para liberar o metal nele contido), determinação (a reação de complexação é feita) e comparação visual (refina o resultado, comparando com padrões de concentração conhecida).
O método dá como resultado a faixa de concentração da amostra, que se torna visível por respostas colorimétricas em papéis detectores. Ou seja, quanto mais escura a cor do papel, maior a concentração de mercúrio da amostra. Entre 300 e 600, o material é considerado impróprio ao consumo freqüente de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde. "O resultado por faixa de concentração é suficiente para se determinar a qualidade do produto para consumo humano, não havendo, nesses casos, necessidade de um resultado exato", explica.
Peixes carnívoros, por exemplo, detêm em sua carne maior teor de mercúrio que os não-carnívoros. "Assim, nas regiões com problemas de contaminação, podemos orientar as populações ribeirinhas a consumirem os não-carnívoros, como o tambaqui e o pacu, em vez de carnívoros, como o atum, dourado, filhote e tucunaré, que, embora mais apreciados, oferecem maior risco", diz Allegra. Hábitos alimentares que podem ser orientados e acompanhados por agentes comunitários, especialmente treinados para proceder ao teste e atuar nessas situações.
"É preciso consolidar a difusão do método. Foi justamente o que fizemos em Itaituba. Com o apoio da FAPERJ, instalamos o kit na escola técnica local e demos treinamento intensivo a representantes das Secretarias de Saúde e Meio Ambiente do município, da Associação de Mineradores de Ouro do Tapajós e profissionais da própria escola. Até outubro, eles devem passar esse conhecimento num curso para agentes comunitários. Dessa forma, o método se torna uma ferramenta cuja utilização pode ser multiplicada para um número maior de pessoas, num programa de monitoramento contínuo da qualidade do pescado da região", anima-se.
Para ampliar essa difusão, a pesquisadora vem procurando fechar parcerias com universidades e escolas técnicas e vem participando de eventos que possam servir à divulgação do método. Em 2003, por exemplo, ela esteve participando de projeto internacional da Unido, a Organização para o Desenvolvimento Industrial, da ONU, para diagnóstico de duas áreas em diferentes partes do mundo: na cidade de Itaituba, onde a equipe da pesquisadora teve o primeiro contato com a comunidade local, e em Manado, uma região da Indonésia onde o Cetem também atuou . Os dois métodos foram utilizados: o tradicional, e, em seguida, o método alternativo. Nas duas comunidades, além de instalação do kit, houve treinamento específico de profissionais locais.
"Além do projeto na Indonésia e no Brasil, o coordenador do projeto da Unido também adquiriu seis kits para uso em países em desenvolvimento: Laos, Zimbabwe, Sudão e Tanzânia e mais dois entregues no Brasil (Secretaria de Meio Ambiente do Pará, em Belém) e na Indonésia. Até agora, só recebi notícias do Sudão, onde o método tem sido usado precariamente devido à falta de reagentes", fala. Apesar disso, a pesquisadora continua na expectativa de ter maior retorno dos resultados nesses países. "Até porque as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) orientam aos países a adotar medidas preventivas para controlar possíveis focos de contaminação por mercúrio", diz.
A questão é evitar uma repetição de Minamata, no Japão, onde os resíduos de uma fábrica de plastificantes local contaminou as águas de uma comunidade pesqueira, nos anos 1950, deixando graves conseqüências para a população. Centenas de seus habitantes começaram a sofrer sérias deformidades físicas e mentais pelo envenenamento com mercúrio, o que chamou a atenção das autoridades e da imprensa internacional para o caso. Quando esteve na região, em 2001, Allegra ouviu de representantes da população que o que eles mais desejam, ainda hoje, é que o drama japonês sirva de exemplo para que se procure a todo custo evitar a repetição de desastre semelhante em qualquer lugar do mundo.
Por Vilma Homero
26/07/2007
Na região aurífera de Itaituba, no Pará, peixe é parte importante do cardápio diário. Mas o uso constante de mercúrio naquela área de garimpo é também um risco freqüente de contaminação dos rios e do próprio pescado usado para consumo humano. Para monitorar a concentração do metal e verificar a qualidade do pescado da região, o laboratório da Escola de Trabalho e Produção da cidade adotou o uso de um kit alternativo de baixo custo, fácil manutenção e operação simples. Assim, pode-se prevenir casos de envenenamento, como o que tornou tristemente célebre a comunidade japonesa de Minamata.
O método criado pela pesquisadora Allegra Viviane Yallouz, do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), instituto do Ministério da Ciência e Tecnologia, situado na Cidade Universitária, Ilha do Fundão, foi desenvoldido durante o período de sua tese de doutorado, no Departamento de Química, da PUC-Rio, e mais tarde aprimorado e difundido pelo Cetem. Oferecendo resultados aproximados, ou semiquantitativos, ele pode ser levado a diferentes localidades, mesmo as mais distantes, inclusive universidades e centros de pesquisa. A técnica tradicional, ao contrário, dá resultados exatos mas exige laboratório com equipamentos importados, que geralmente só existem nos grandes centros urbanos do país, o que dificulta o monitoramento em comunidades como a própria Itaituba, no interior paraense. Com apoio do edital Rio Inovação II, uma parceria da Finep com a FAPERJ, a pesquisadora quer, dentre outras ações, difundir a técnica por todo o país, num programa em larga escala de prevenção à contaminação por mercúrio.
"O mercúrio é uma substância não degradável, de absorção cumulativa que costuma levar de 15 a 20 anos, para que os efeitos de sua contaminação sejam percebidos. A principal via de intoxicação, no caso do metilmercúrio, se dá através dos alimentos, particularmente, o peixe. Trata-se de um problema de saúde pública de longo prazo", diz Allegra. Ela explica que a dificuldade maior é que, o mercúrio no Brasil, é usado principalmente na atividade garimpeira e as áreas poluídas por esse metal são locais de difícil acesso, em que vivem populações de baixa renda e onde a principal fonte de proteínas é o peixe. "A Amazônia é o foco principal, embora o problema também exista em garimpos no Centro-Oeste e na região do Paraíba do Sul, entre Itaocara e São Fidélis", diz Allegra.
O método também pode ser aplicado em programas de avaliação contínua da qualidade de pescado para consumo interno ou para exportação. Foi exatamente o que levou a empresa Gomes da Costa a introduzi-lo em sua linha de controle de qualidade de matéria-prima. A medida foi adotada depois que a União Européia, que exige selo de garantia para a exportação de peixes e derivados, ameaçou suspender a aquisição de produtos da América Latina, em 2006.
Como o objetivo da equipe do Cetem é buscar a difusão do método, estão sendo mantidos contatos com o Ministério da Agricultura, que tem um programa nacional para monitoramento de resíduos. Da mesma forma, a pesquisadora tem buscado firmar parcerias com escolas técnicas e universidades para maximizar a divulgação das possibilidades do kit. Subdividido em três fases: pré-tratamento (parte do tecido é dissolvido em um tipo de solução para liberar o metal nele contido), determinação (a reação de complexação é feita) e comparação visual (refina o resultado, comparando com padrões de concentração conhecida).
O método dá como resultado a faixa de concentração da amostra, que se torna visível por respostas colorimétricas em papéis detectores. Ou seja, quanto mais escura a cor do papel, maior a concentração de mercúrio da amostra. Entre 300 e 600, o material é considerado impróprio ao consumo freqüente de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde. "O resultado por faixa de concentração é suficiente para se determinar a qualidade do produto para consumo humano, não havendo, nesses casos, necessidade de um resultado exato", explica.
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| Antes de chegar ao homem, o mercúrio contamina águas, plantas e peixes dos rios (Divulgação Cetem) |
"É preciso consolidar a difusão do método. Foi justamente o que fizemos em Itaituba. Com o apoio da FAPERJ, instalamos o kit na escola técnica local e demos treinamento intensivo a representantes das Secretarias de Saúde e Meio Ambiente do município, da Associação de Mineradores de Ouro do Tapajós e profissionais da própria escola. Até outubro, eles devem passar esse conhecimento num curso para agentes comunitários. Dessa forma, o método se torna uma ferramenta cuja utilização pode ser multiplicada para um número maior de pessoas, num programa de monitoramento contínuo da qualidade do pescado da região", anima-se.
Para ampliar essa difusão, a pesquisadora vem procurando fechar parcerias com universidades e escolas técnicas e vem participando de eventos que possam servir à divulgação do método. Em 2003, por exemplo, ela esteve participando de projeto internacional da Unido, a Organização para o Desenvolvimento Industrial, da ONU, para diagnóstico de duas áreas em diferentes partes do mundo: na cidade de Itaituba, onde a equipe da pesquisadora teve o primeiro contato com a comunidade local, e em Manado, uma região da Indonésia onde o Cetem também atuou . Os dois métodos foram utilizados: o tradicional, e, em seguida, o método alternativo. Nas duas comunidades, além de instalação do kit, houve treinamento específico de profissionais locais.
"Além do projeto na Indonésia e no Brasil, o coordenador do projeto da Unido também adquiriu seis kits para uso em países em desenvolvimento: Laos, Zimbabwe, Sudão e Tanzânia e mais dois entregues no Brasil (Secretaria de Meio Ambiente do Pará, em Belém) e na Indonésia. Até agora, só recebi notícias do Sudão, onde o método tem sido usado precariamente devido à falta de reagentes", fala. Apesar disso, a pesquisadora continua na expectativa de ter maior retorno dos resultados nesses países. "Até porque as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) orientam aos países a adotar medidas preventivas para controlar possíveis focos de contaminação por mercúrio", diz.
A questão é evitar uma repetição de Minamata, no Japão, onde os resíduos de uma fábrica de plastificantes local contaminou as águas de uma comunidade pesqueira, nos anos 1950, deixando graves conseqüências para a população. Centenas de seus habitantes começaram a sofrer sérias deformidades físicas e mentais pelo envenenamento com mercúrio, o que chamou a atenção das autoridades e da imprensa internacional para o caso. Quando esteve na região, em 2001, Allegra ouviu de representantes da população que o que eles mais desejam, ainda hoje, é que o drama japonês sirva de exemplo para que se procure a todo custo evitar a repetição de desastre semelhante em qualquer lugar do mundo.
La fiebre del oro está matando el Amazonas (Mercúrio)
Via El País / The Independent
27.10.1989
El presidente del instituto brasileño que defiende el medio da la voz de alarma
Las selvas y los ríos del Amazonas brasileño están sufriendo un desastre ecológico de proporciones planetarias, provocado por las más de 2.000 toneladas de mercurio, agente altamente tóxico, con los que los buscadores de oro, o garimpeiros en portugués, contaminan el medio. Unos 600.000 garimpeiros que trabajan en lo más profundo de la floresta emplean una técnica primitiva para purificar el oro aluvial que extraen del lecho de los ríos o de vetas superficiales en la tierra, que consiste en quemar el metal aurífero con una amalgama de mercurio al aire libre. El Ministerio de Minería brasileño calcula que desde 1973 se han extraído 1.026 toneladas de oro, para lo que se han quemado 1.800 toneladas de mercurio.La precipitación del vapor del mercurio y los residuos de la amalgama han dejado algunos afluentes del Amazonas hasta 13 veces mas contaminados que el Rin. Los expertos estiman que los efectos pueden ser similares a lo acontecido en Minamata, Japón, donde centenares de niños han nacido con malformaciones por envenenamiento con mercurio. Continua
27.10.1989
El presidente del instituto brasileño que defiende el medio da la voz de alarma
Las selvas y los ríos del Amazonas brasileño están sufriendo un desastre ecológico de proporciones planetarias, provocado por las más de 2.000 toneladas de mercurio, agente altamente tóxico, con los que los buscadores de oro, o garimpeiros en portugués, contaminan el medio. Unos 600.000 garimpeiros que trabajan en lo más profundo de la floresta emplean una técnica primitiva para purificar el oro aluvial que extraen del lecho de los ríos o de vetas superficiales en la tierra, que consiste en quemar el metal aurífero con una amalgama de mercurio al aire libre. El Ministerio de Minería brasileño calcula que desde 1973 se han extraído 1.026 toneladas de oro, para lo que se han quemado 1.800 toneladas de mercurio.La precipitación del vapor del mercurio y los residuos de la amalgama han dejado algunos afluentes del Amazonas hasta 13 veces mas contaminados que el Rin. Los expertos estiman que los efectos pueden ser similares a lo acontecido en Minamata, Japón, donde centenares de niños han nacido con malformaciones por envenenamiento con mercurio. Continua
Uso do mercúrio em garimpos - o debate continua
JC e-mail 4534, de 06 de Julho de 2012.
Uso do mercúrio em garimpos - o debate continua
Nesta semana, pesquisadores do Museu da Amazônia enviaram uma carta aberta ao governo do Amazonas sobre a autorização, sob condições restritivas, do uso do mercúrio nos garimpos de ouro. O que segue abaixo são notas de esclarecimentos encaminhadas pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Amazonas e pelo Instituto de Proteção do Amazonas.
O debate continua, com mais cientistas encaminhando oficialmente seus posicionamentos aos órgãos governamentais. Entre os leitores do Jornal da Ciência também houve debate, que pode ser conferido no espaço 'Opinião do Leitor', ao final desta edição.
A carta aberta sobre o uso do mercúrio nos garimpos de ouro foi assinada por Ennio Candotti, diretor do Museu da Amazônia e vice-presidente da SBPC, e por Vera Silva, conselheira do Museu da Amazônia. A íntegra está no link:
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83110.
Segue abaixo, a íntegra da Nota de Esclarecimento do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Amazonas - CEMAAM:
O Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Amazonas - CEMAAM vem a público esclarecer que a Resolução 011/2012 que estabelece procedimentos a serem observados no licenciamento ambiental para atividade de lavra garimpeira de ouro no Estado do Amazonas trouxe avanços importantes quanto:
1. Ordenamento da atividade garimpeira no Estado (cerca de 3.000 famílias exercem essa atividade ao longo da calha do Rio Madeira nos municípios de Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte);
2. Obrigatoriedade das Cooperativas apresentarem no ato do processo de licenciamento o registro dos associados (Art.3º);
3. Comprovação de participação no Curso de Boas Práticas Ambientais para o Extrativismo Familiar (Art.3º);
4. Obrigatoriedade de respeitar a superfície de permissão de lavra garimpeira determinada pelo Departamento Nacional Produção Mineral - DNPM (Art.3º);
5. Exigência de itens de segurança como sinalização noturna e outras normas de segurança de navegação da autoridade marítima (Art.8º);
6. Proibição da extração mineral em barranco e no canal principal de navegação do leito do rio (Art.8º);
7. Proibição de crianças e adolescentes na atividade garimpeira (Art. 16);
8. Apresentação do Estudo de Impacto Ambiental com base em Termo de Referencia emitido pelo IPAAM (Art. 4º)
9. Apresentação de Plano de Gestão de Resíduos constantes no Plano de Controle Ambiental (Art.12)
Quanto a utilização do Mercúrio:
1. Exigência da comprovação de origem do mercúrio (até 30 dias após a emissão da licença) (Art.10)
2. Exigência do uso do Cadinho, instrumento que maneja o mercúrio, observando a sua total recuperação durante o processo de amalga e produção de ouro (Art. 5º);
3. Exigência dos resíduos de material azogado serem depositados em terra firme, em local autorizado pelo IPAAM (Art. 12);
Certamente, o Museu da Amazônia, assim como outras instituições poderão contribuir com o previsto no Artigo 13 da Resolução 011/2012 do CEMAAM, que prevê o "desenvolvimento de pesquisas para reduzir e/ou eliminar o mercúrio utilizando-se dos conhecimentos tecnológicos de Instituições científicas".
O Conselho Estadual do Meio Ambiente construiu de forma participativa com 48 Instituições uma norma adequada à realidade amazônica, permitindo a transição de uma atividade que não estava disciplinada, para trazer à legalidade milhares de pessoas que tem na atividade do extrativismo familiar o seu sustento e garantindo as condições ambientais seguras para sua exploração. A resolução concedeu prazo de 90 dias para as adequações necessárias para o cumprimento da atual norma (Art.20).
Adicionalmente informamos que dia 17 de julho de 2012 ocorrerá a próxima reunião do CEMAAM, momento oportuno para que os pesquisadores contribuam com suas propostas, considerando que todas as reuniões do Conselho são abertas ao público.
Nádia Cristina d´Avila Ferreira
Presidente do Conselho Estadual do Meio Ambiente do Estado do Amazonas - CEMAAM
IPAAM - A nota de esclarecimento divulgada pelo Instituto de Proteção do Amazonas (IPAAM), por motivos técnicos, está disponível, na íntegra, no link:
http://www.jornaldaciencia.org.br/links/NotaEsclarecimentoIPAAM.pdf
Entenda o caso - Acesse os links abaixo e confira a íntegra da Resolução 011/2012, e reveja as matérias sobre o tema publicadas no Jornal da Ciência desta semana:
http://www.jornaldaciencia.org.br/links/Resolucao011-2012_CEMAAM.pdf
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83109
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83110
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83111
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83112
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83130
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Justiça manda suspender passaporte diplomático dado a filho de Lula
Via G1
05.07.2012
Documento foi expedido no final do mandato passado e não foi devolvido. Para juiz, houve tratamento 'antirrepublicano' para 'prestígio pessoal'.
A Justiça Federal no Distrito Federal mandou o Ministério das Relações Exteriores suspender o passaporte diplomático concedido, no final de 2010, a Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão, proferida nesta quinta-feira (5), ainda determina que a Polícia Federal apreenda o documento caso não seja devolvido.
O passaporte diplomático, de cor vermelha, é destinado a autoridades, diplomatas ou pessoas que representem o "interesse do país" em missão no exterior e dá ao portador privilégios como atendimento preferencial nos postos de imigração e isenção de visto em alguns países.
A decisão do juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira, da 14ª Vara Federal do DF, se baseou em ação do Ministério Público Federal, que argumentava que Luís Cláudio não se enquadrava nos critérios para obtenção do documento. Na ação, o procurador Paulo Galvão de Carvalho lembrou que o passaporte foi concedido três dias antes de Lula deixar a Presidência, em 28 de dezembro de 2010.
Em sua decisão, o Jamil Oliveira diz que a concessão do documento "foi um ato revestido da maior sem-cerimônia", com "tratamento absolutamente antirrepublicano ao filho do ex-presidente" e que o Ministério das Relações praticou ato "em absoluta confusão de interesses públicos com interesses pessoais, neste caso de quem ocupava cargo público (no MRE) e quis agradar ao antigo chefe". Continua
05.07.2012
Documento foi expedido no final do mandato passado e não foi devolvido. Para juiz, houve tratamento 'antirrepublicano' para 'prestígio pessoal'.
A Justiça Federal no Distrito Federal mandou o Ministério das Relações Exteriores suspender o passaporte diplomático concedido, no final de 2010, a Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão, proferida nesta quinta-feira (5), ainda determina que a Polícia Federal apreenda o documento caso não seja devolvido.
O passaporte diplomático, de cor vermelha, é destinado a autoridades, diplomatas ou pessoas que representem o "interesse do país" em missão no exterior e dá ao portador privilégios como atendimento preferencial nos postos de imigração e isenção de visto em alguns países.
A decisão do juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira, da 14ª Vara Federal do DF, se baseou em ação do Ministério Público Federal, que argumentava que Luís Cláudio não se enquadrava nos critérios para obtenção do documento. Na ação, o procurador Paulo Galvão de Carvalho lembrou que o passaporte foi concedido três dias antes de Lula deixar a Presidência, em 28 de dezembro de 2010.
Em sua decisão, o Jamil Oliveira diz que a concessão do documento "foi um ato revestido da maior sem-cerimônia", com "tratamento absolutamente antirrepublicano ao filho do ex-presidente" e que o Ministério das Relações praticou ato "em absoluta confusão de interesses públicos com interesses pessoais, neste caso de quem ocupava cargo público (no MRE) e quis agradar ao antigo chefe". Continua
Ministério Público acusa Incra de ser maior desmatador da Amazônia
Jornal Nacional
Por Fabiano Vilela
05.07.2012
MP entrou com ações na Justiça contra o órgão. Segundo ministério, quase 30% do desmatamento ilegal na Amazônia foram nos assentamentos do instituto. Incra só vai se manifestar quando receber notificação judicial.
O Ministério Público Federal entrou com ações na Justiça contra o Incra. A acusação ao órgão responsável pela reforma agrária é de ser o maior desmatador da Amazônia.
Os procuradores da República reuniram informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O Ministério Público entrou com ações em cinco estados da região norte e o Mato Grosso.
Segundo o MP, quase 30% do desmatamento ilegal na Amazônia foram nos assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Apesar do ritmo de queda no desmatamento, aumentou a proporção de áreas degradadas nos assentamentos federais.
Em 2005 o desmate nos projetos de reforma agrária representava um quinto do desmatamento total na Floresta Amazônica. Em 2011, a proporção aumentou para quase um terço. Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
Por Fabiano Vilela
05.07.2012
MP entrou com ações na Justiça contra o órgão. Segundo ministério, quase 30% do desmatamento ilegal na Amazônia foram nos assentamentos do instituto. Incra só vai se manifestar quando receber notificação judicial.
O Ministério Público Federal entrou com ações na Justiça contra o Incra. A acusação ao órgão responsável pela reforma agrária é de ser o maior desmatador da Amazônia.
Os procuradores da República reuniram informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O Ministério Público entrou com ações em cinco estados da região norte e o Mato Grosso.
Segundo o MP, quase 30% do desmatamento ilegal na Amazônia foram nos assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Apesar do ritmo de queda no desmatamento, aumentou a proporção de áreas degradadas nos assentamentos federais.
Em 2005 o desmate nos projetos de reforma agrária representava um quinto do desmatamento total na Floresta Amazônica. Em 2011, a proporção aumentou para quase um terço. Veja a matéria completa. Veja o vídeo.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Carta aberta sobre o uso do mercúrio nos garimpos de ouro
JC e-mail 4532, de 04 de Julho de 2012.
Carta aberta sobre o uso do mercúrio nos garimpos de ouro
Texto assinado por Ennio Candotti, diretor do Museu da Amazônia e vice-presidente da SBPC, e por Vera Silva, conselheira do Museu da Amazônia foi encaminhado ao governador do Amazonas e aos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Meio Ambiente e da Saúde. Confira a íntegra da carta abaixo.
Exmo Sr Omar Aziz
Governador do Estado do Amazonas
Manaus 2de julho de 2012
Temos notícia que através de resolução 011-2012 da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável está sendo autorizado, sob condições restritivas, o uso do mercúrio nos garimpos de ouro.
Alega-se em defesa da regulamentação que a manipulação do mercúrio não poderá ocorrer com perdas de substância para o meio ambiente ou de inalação de gases pelos garimpeiros. Promete-se, na resolução, uma fiscalização severa.
Desejamos alertá-lo, Sr. Governador, que o mercúrio é considerado metal extremamente tóxico - fato que não é mencionado na resolução 011 - seu uso tem sido reduzido na maioria dos países e, em muitos, a restrição é total. A Organização Mundial da Saúde e a Organização Mundial do Trabalho determinaram índices de tolerância para sua presença nos organismos humanos e severas normas que limitam o seu uso e manipulação.
O mercúrio tem a particular propriedade de se acumular nos organismos dos peixes e das pessoas que o ingerem e sem a capacidade fisiológica de eliminá-lo as taxas de concentração no organismo se elevam velozmente.
Pesquisas realizadas nos últimos cinquenta anos, particularmente após o grave acidente de Minamata ocorrido no Japão em 1956, demonstram que a tolerância à ingestão de mercúrio é de 0,0005g/kg. A partir desse limite podem ocorrer sérios distúrbios neurológicos, perda de acuidade visual, malformação de fetos e demência.
Regularizar a atividade garimpeira e retirá-la da clandestinidade é algo louvável, mas isto não pode custar a liberação do despejo de mercúrio nos rios e no ambiente, que já ocorre em quantidades acima do tolerável e poderá ocorrer em volume muito maior. O preço para a saúde do povo amazonense é muito alto.
As garantias de rigoroso controle expressam a melhor das intenções, mas é difícil convencer-se que de fato serão eficazmente implementadas. Nossas dúvidas e incertezas sobre os teores tóxicos de mercúrio já presentes nos peixes amazônicos aumentarão com a aprovação da mencionada resolução normativa.
Condena-se toda a população da Amazônia a sofrer em sua saúde as consequências do interesse econômico de uma parte dela. Os garimpeiros têm todo o direito de exercer sua profissão e dela extrair sua renda, mas esta não pode ser exercida às custas de danos irreversíveis à saúde de todos, inclusive dos próprios garimpeiros.
Trata-se da quebra de um compromisso ético fundamental, que o Estado deve defender e praticar: não se pode causar mal a todos para atender a interesses de alguns, mesmo que isso ocorra com o objetivo de implementar políticas publicas voltadas à regulação e controle de atividades ilegais.
Afinal não é dado a cada cidadão o direito de escolha se quer ou não se intoxicar com mercúrio. Ao ensejar a contaminação de alimentos que não são diariamente controlados ele é obrigado a ingerí-los sem opção de recusá-los. Por outro lado, a opção de não mais consumir peixe prejudicará o sistema de segurança alimentar do Estado e a comunidade dos pescadores.
É nosso dever cívico informá-lo do grave equívoco que está sendo cometido por sua administração, ele poderá favorecer a ocorrência de desastres ambientais com danos à saúde da população de grandes proporções como os que ocorreram em 1988 em Goiânia com o Césio radioativo ou em Minamata com o próprio mercúrio.
Temos notícias, Sr Governador, que existem métodos de separação do ouro nos garimpos que não precisam utilizar o mercúrio. Tecnologias limpas que fazem uso do cianeto, experimentadas com sucesso nos últimos anos em garimpos do alto Tapajós. Essas tecnologias se encontram disponíveis, podem ser aperfeiçoadas e já estão adaptadas às condições amazônicas.
Colocamo-nos a seu dispor para apresentar estas alternativas se assim considerar útil ou se sua assessoria persistir em desconhecê-las.
Certos de que contaremos com sua atenção e que medidas reparatórias serão estudadas e implementadas para evitar danos maiores à economia e à saúde da população do Amazonas e estados vizinhos,
Subscrevemos atentamente
Ennio Candotti
Diretor do Museu da Amazônia
Vera Silva
Conselheira do Museu da Amazônia
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Mercúrio: Liberação no Amazonas preocupa cientistas
JC e-mail 4532, de 04 de Julho de 2012.
Mercúrio: Liberação no Amazonas preocupa cientistas
A resolução de nº 011/2012 - da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Governo do Estado do Amazonas que libera o uso do mercúrio na separação do ouro na região - abriu uma onda de preocupação na comunidade científica diante dos impactos negativos do produto no meio ambiente, nos rios, em peixes e em seres humanos.
A normativa foi publicada em 15 de junho pelo governo do Amazonas, via Conselho Estadual de Meio Ambiente, em plena realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, sob a alegação da ausência de outras tecnologias economicamente viáveis para substituir o mercúrio na separação do metal precioso e do impacto socioeconômico dessa atividade na região.
Reconhecendo os riscos do uso do mercúrio, o governo do Amazonas estabelece regras rígidas na Resolução em uma tentativa de suavizar as consequências. Cientistas, porém, consideram as regras insuficientes para eliminar os danos do produto tanto na natureza e na fauna aquática, quanto na saúde dos trabalhadores e da população em geral.
Considerando surpreendente a liberação do mercúrio na Amazônia, a pesquisadora Neuma Solange de Resende, do Programa de Engenharia da Química da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que esperava medidas para eliminar o uso do produto, a fim de atender às recomendações mundiais, e reduzir a ilegalidade na extração do ouro. Na Bacia do Rio Tapajós, por exemplo, estudos revelam que 99% dos garimpeiros trabalham sem as licenças ambientais e de mineração exigidas por lei.
"A liberação do mercúrio no Brasil é espantosa", destaca a pesquisadora, uma das representantes do País na reunião bianual sobre mercúrio como poluidor mundial, evento que no ano passado foi realizado em Halifax, no Canadá.
Neuma alerta que a Amazônia já é uma região "absurdamente castigada" pelo mercúrio, exatamente por concentrar a maior parte da atividade mineradora do País. "Em algumas comunidades, próximas a garimpos, onde os níveis de poluição ambiental são assustadores, é enorme o número de pessoas contaminadas, sem tratamento adequado", alerta pesquisadora.
Conforme entende Neuma, um dos graves problemas do mercúrio é o poder de contaminação no ambiente. Nos rios, os peixes são contaminados e ao consumi-los, o homem pode ser mortalmente intoxicado. "Se ocorre uma contaminação por mercúrio aí [em São Paulo] em algum momento sentirei o efeito aqui [no Rio de Janeiro]. Por ser volátil à temperatura ambiente, o produto se desloca por todas as redes que se possa imaginar: por correntes marítimas, fluviais, aéreas e terrestres. Por isso tratamos o mercúrio como um poluidor global", exemplifica a pesquisadora da Coppe.
Outro lado - Embora reconheça o teor polêmico da questão, o secretário do Estado de Mineração do Amazonas, Daniel Nava, disse que o uso de mercúrio nos garimpos é a única alternativa viável no momento. "Ainda não temos uma tecnologia que venha substituir o mercúrio nessa atividade", respondeu ele ao Jornal da Ciência.
Consultado, o vice-presidente da Cooperativa dos Garimpeiros do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), Ariosmar Weis, disse desconhecer outras tecnologias disponíveis no mercado utilizadas na separação do ouro, além do mercúrio e do equipamento cadinho, que é liberado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Segundo Weis, o recipiente cadinho é a tecnologia "que temos" hoje no mercado. "É uma tecnologia moderna e não poluente", disse. O dirigente da cooperativa aguardava a publicação da Resolução nº 011/2012, que libera o uso do mercúrio na separação do ouro em garimpos no Amazonas, para "dar continuidade aos trabalhos" nos garimpos.
Rigor da Resolução - Nava afirmou, entretanto, que a Resolução 011/2012 é rigorosa e exige cuidados das cooperativas nos garimpos. A norma estabelece, por exemplo, que os garimpeiros retenham todo o mercúrio utilizado no procedimento de separação do ouro e que usem os chamados cadinhos, recipientes resistentes à alta temperatura utilizados no processo de amalgamação (que mantém o ouro líquido e o mercúrio é evaporado ao ambiente), exigidos desde 2005 na atividade mineradora. As indicações são de que os cadinhos seguram a emissão do mercúrio e reduzem seu impacto no meio ambiente.
Ao explicar o funcionamento desses equipamentos, a pesquisadora da Coppe disse que além do cadinho, há uma retorta que permite a recuperação do mercúrio gasoso resultado do aquecimento da amalgama no processo de separação do metal precioso. Nesse caso, ela explica que a amalgama de mercúrio e ouro é aquecida o que faz com que esses sejam separados no cadinho - recoberto por uma retorta. No aquecimento do cadinho, o mercúrio evapora e fica o ouro no recipiente. Dessa forma, o mercúrio gasoso é recuperado através da retorta que o canaliza para um recipiente onde ele condensa novamente.
A pesquisadora da Coppe destaca, porém, que tal procedimento é insuficiente para minimizar o impacto da emissão do mercúrio no meio ambiente e na contaminação dos rios. "Falta informação e conscientização dos garimpeiros no uso de equipamentos adequados", disse Neuma, referindo-se ao uso de tecnologias mais limpas do que o mercúrio na separação de metais preciosos.
Substituição do mercúrio - A Resolução 011/2012 exige também, segundo o secretário do Estado de Mineração do Amazonas, a substituição progressiva do mercúrio na separação do ouro. Nesse caso, Nava acrescenta que o governo estuda parcerias com a Secretaria do Estado de Mineração, com o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e outros órgãos para buscar alternativas que substituam tanto o mercúrio, na separação do ouro, como outros produtos nocivos à saúde do trabalhador.
A intenção, segundo Nava, é começar os trabalhos de pesquisa pelo Rio Madeira, o qual será inserido no Programa Nacional de Qualidade de Água pela primeira vez. Conforme lembra Nava, a atividade de garimpos no Amazonas, particularmente no Rio Madeira, remonta há 50 anos, mais ou menos. Até agora, porém, não há um levantamento histórico sobre a questão da exploração dessa atividade nesse rio. "Queremos recuperar um pouco a história da produção do ouro e da qualidade de água", afirma Nava, sem destacar os investimentos em pesquisa.
"Nossa expectativa é de que os primeiros resultados dos investimentos da pesquisa sejam apresentados no fim de 2013 e que sejam inseridos em alguns capítulos do Plano Estadual de Recursos Hídricos, a ser enviado à Assembleia Legislativa no primeiro trimestre de 2014", informou. O objetivo é "salvaguardar" todos os cuidados previstos na Resolução 011/2012 para que sejam utilizados em qualquer tipo de licenciamento no estado do Amazonas futuramente.
Nava destaca a representatividade socioeconômica do ouro na região, principalmente quando as águas do Rio Madeira estão mais baixas, período em que quase quatro mil famílias com pequenas balsas são atraídas pelo extrativismo do ouro.
Produção de mercúrio - Conforme a pesquisadora da Coppe, o garimpo é o principal consumidor de mercúrio do mundo, responsável por 30% de todo mercúrio usado nas diferentes aplicações industriais. "Estima-se que sejam despejadas 1,4 mil toneladas anuais de mercúrio no planeta", acrescenta o brasileiro Marcello M. Veiga, professor da University of British Columbia, do Norman B. Keevil Institute of Mining Engineering, situado em Vancouver, no Canadá.
A quantidade de mercúrio utilizada no processo de amalgamação é proporcionalmente maior do que a quantidade de ouro extraído. Para cada tonelada de ouro, segundo Neuma, são utilizadas aproximadamente três toneladas de mercúrio, quantidade que se soma ao volume jorrado naturalmente no planeta Terra por fontes naturais, como vulcões.
Produção de ouro - Estima-se que no Brasil a mineração artesanal e em pequena escala produz cerca de seis toneladas de ouro por ano, gerando 200 mil empregos. Enquanto no mundo, em mais de 70 países, a mineração em pequena escala e os garimpos artesanais empregam 15 milhões de pessoas, responsáveis por cerca de 350 toneladas de ouro por ano.
"Como o mercúrio é bem mais barato não há preocupação na recuperação do produto. E não há como o ser humano se proteger do mercúrio", lamenta a pesquisadora.
Panorama mundial - Além do Brasil, o uso do mercúrio em garimpos é proibido também na Indonésia e Guiana Francesa (França). Os demais países não possuem uma legislação específica. Existem, porém, legislação nos Estados Unidos e Europa, onde há uma pressão forte para cortar o fornecimento do mercúrio, proibir tanto a comercialização quanto a fabricação. Mesmo assim, a Holanda é o maior fabricante de mercúrio mundo.
(Viviane Monteiro - Jornal da Ciência)
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