terça-feira, 7 de junho de 2011

Senadores do PDT assinam CPI contra Palocci

Via Estadão
Por Rosa Costa
07.06.2011

BRASÍLIA - Inconformados com a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar representação da oposição para apurar a evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, os senadores Cristovam Buarque (DF) e Pedro Taques (MT), ambos do PDT, assinaram nesta terça-feira, 7, requerimento pedindo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o ministro. Cristovam Buarque lembrou que há dez dias chegou a dizer que não assinaria pedido de investigação antes de conhecer o parecer do Ministério Público (MP).

"Mas não houve parecer. Houve uma simples decisão de arquivamento. Continuo sem saber quem pagou ao ministro Palocci, para que fez esse pagamento e quanto ele teria recebido", afirmou o senador do DF. Cristovam Buarque disse que a sua iniciativa, ao assinar o requerimento, se deve ao empenho de ajudar o governo da presidente Dilma Rousseff. "E a permanência de um ministro sob suspeita atrapalha muito o governo", afirmou. No twitter, Taques também justificou a decisão: "Sou do PDT, tenho orgulho disso. Mas ser da coalizão não significa submissão. Não posso fugir do meu passado. Meu patrimônio é minha coerência".

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres, informou nesta terça que falta apenas uma assinatura para alcançar as 27 necessárias para a criação de uma CPI que investigue Palocci. Além das 23 assinaturas já obtidas, o líder do DEM dá como certo o apoio dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Itamar Franco (PPS-MG), o que elevaria o número para 25. Ele conta, ainda, com o apoio do peemedebista Ricardo Ferraço (ES), que já adiantou a decisão de ser o 27.º parlamentar a apoiar a CPI no Senado.

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Sem mais delongas

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sobreviventes

Via TV Cultura
Janela Brasil





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No site da TV Cultura:

Em uma poltrona verde, em meio a um corredor que lembra um túnel com uma luz ao final, os relatos se sucedem. Narram situações-limite, situações onde a vida ficou por um fio.

Elio, um sobrevivente do massacre do Carandiru, fala de sua vida e de como fez para permanecer vivo. Ouve-se Tião, que foi morador de rua; e Bel, que é ex-drogada; Dermi e Sérgio, torturados políticos; Antônio que teve que fugir da Argentina; Jean-Claude que luta com a AIDS; Tiche que passou por um acidente terrível quando seu filho nasceu; Jane que perdeu três filhas num soterramento; Risonete, psiquiatrisada que recebeu choques elétricos; Valter vítima do racismo; e Luis Alberto com 32 anos de cadeia e vários assassinatos nas costas.



 

Dilma não vai receber Nobel da Paz iraniana

Via Estadão
Por Roberto Simon
04.06.2011

Para governo, encontro de presidente com Shirin Ebadi poderia passar 'mensagem errada'

A presidente Dilma Rousseff decidiu não se encontrar com a advogada iraniana e Nobel da Paz Shirin Ebadi, que chega ao Brasil na terça-feira. Principal voz da oposição a Teerã no exílio, Shirin será recepcionada no Palácio do Planalto apenas pelo assessor para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

"Se Dilma defende os direitos humanos e as mulheres, ela me receberá", insistiu a iraniana em entrevista ao Estado. O governo brasileiro, porém, acredita que receber a ativista enviaria "a mensagem errada".

A decisão do Planalto vai na contramão da mudança na diplomacia para os direitos humanos que Dilma vinha conduzindo até agora. Antes de tomar posse, a presidente criticou publicamente a abstenção do Itamaraty em uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU condenando o apedrejamento de mulheres no Irã. Dilma chamou de "ato bárbaro" a lapidação, posição reiterada em entrevista ao jornal Washington Post. Continua

Leia também:
- Dilma nega audiência à mais ilustre dissidente do Irã
- ‘Efeito Palocci’ começa a roer popularidade de Dilma

Mundo on-line: 15 bilhões de conexões em 2015

Via blog do Noblat
06.06.2011

André Machado, O Globo

Embora ainda nos agarremos a nossos HDs locais e arquivos que acumulamos ao longo dos anos, como músicas, textos e vídeos, já estamos todos voando dentro da grande nuvem de internet, derivada do conceito de computação em cloud.

Nossas vidas pessoais e profissionais se misturam em arquivos no webmail, em redes sociais e blogs/microblogs, serviços de mensagens instantâneas e mesmo viajando nas redes wireless de smartphones e tablets. A cloud já é tida por experts como um mercado potencialmente trilionário.

O e-universo social e corporativo comporta hoje 2 bilhões de usuários que acessam a internet por computadores.

Os portadores de dispositivos móveis já são 5,3 bilhões de pessoas. Serviços que já estão aí há algum tempo, todos baseados em nuvem, têm números milionários: Skype, com 663 milhões de usuários; Facebook, com 629 milhões; Windows Live Hotmail, com 384 milhões; Messenger, com 330 milhões; Twitter, com 200 milhões; Gmail, com 193 milhões; e um grande etc.

Leia mais em Mundo on-line, com potencial de US$ 1,4 trilhão, terá 15 bilhões de conexões em 2015


domingo, 5 de junho de 2011

Florestas e Homens

5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente






Filme oficial do Ano Internacional das Florestas



Polícia investiga morte de abelhas em Lençóis Paulista

Via JCNET
Por Lilian Grasiela
02.06.2011

Lençóis Paulista – A Polícia Civil de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) está investigando o que pode ter provocado a morte de milhares de abelhas, no final de abril, em uma propriedade na zona rural da cidade. O apicultor responsável pelas colmeias acredita em envenenamento pelo uso de agrotóxicos nas lavouras de cana-de-açúcar da região. Amostras de mel e abelhas mortas foram enviadas ao Instituto de Criminalística (IC). O resultado das análises deve ficar pronto em trinta dias.

O professor Celso Eduardo Jacon conta que cria abelhas europeias e meliponinas (sem ferrão) numa propriedade às margens da rodovia Osni Mateus (SP-261), a cerca de três quilômetros do Centro de Lençóis, para efeitos de pesquisa e produção de mel. Em abril, segundo ele, sem nenhuma razão aparente, as abelhas começaram a morrer e ele perdeu cerca de dez colmeias. “Todas as abelhas do apiário que eu tinha aqui próximo a Lençóis morreram”, conta.

De acordo com ele, a mesma situação foi relatada por colegas seus que também criam abelhas em propriedades próximas. Na região, ele estima que cerca de 40 colmeias tenham sido extintas em apenas uma semana, o que representa uma média de seis milhões de abelhas. Um boletim de ocorrência de dano foi registrado na delegacia da cidade no dia 29 de abril e, agora, ele aguarda laudo do Instituto de Criminalística sobre as causas da morte das abelhas. Continua





Morte Abelhas Leme - EPTV Com Media Center - 11.03.2011



Não deixe de ver:
- As abelhas sumiram! / O Silêncio das Abelhas

RJ: 439 bombeiros são presos por invadir quartel central da corporação

Jornal Nacional
04.06.2011





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A cidade precisa da proteção dos bombeiros



sábado, 4 de junho de 2011

Queimadas ameaçam floresta amazônica no MT

Via blog do Noblat
04.06.2011

Cleide Carvalho, O Globo

Após o pico do desmatamento, as áreas de floresta no Mato Grosso enfrentam uma nova ameaça. São as queimadas, que já começaram a causar destruição no estado.

O boletim de monitoramento da Amazônia Legal, elaborado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) registrou focos de calor em 36 cidades do estado na quinta-feira.

A pior situação é a do município de Gaúcha do Norte, porta de entrada para o Parque Nacional do Xingu, com 10 focos identificados pelos satélites.

Em Nova Ubiratan, cidade que registrou o maior número de alertas no Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) em abril passado e teve segunda maior área desmatada do estado, eram quatro áreas sendo queimadas.

Leia mais em Depois do desmatamento, queimadas ameaçam floresta amazônica no Mato Grosso

Leia também Ataque à mata amazônica aumentou no rastro das mudanças no Código Florestal



Leia também:
- Quem é o dono do apartamento onde Palocci mora
- A coincidência de 1 bilhão de reais
- ''Posso cair, mas não revelo nomes dos clientes''
- Não entrei em detalhes com a presidente Dilma, diz Palocci
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MEC gasta R$ 14 milhões para imprimir 7 milhões de livros e 'ensinar' que 10 menos 7 são 4

Via Estadão
Por Marta Salomon e Denise Madueño
03.06.2011

1,3 milhão de alunos receberam materiais com erros; ministro da Educação pediu abertura de sindicância para apurar quem são responsáveis pela falha

BRASÍLIA - O Ministério da Educação pagou R$ 13,6 milhões para ensinar que dez menos sete é igual a quatro a alunos de escolas públicas da zona rural do país. No segundo semestre de 2010, foram distribuídas com erros graves 200 mil exemplares do Escola Ativa, material destinado às classes que reúnem alunos de várias séries diferentes.

Foram impressos ao todo 7 milhões de livros – cada coleção do Escola Ativa contém 35 volumes. Os erros foram detectados no início do ano, e um grupo de especialistas contratados pelo ministério julgou que eles eram tão graves, tão grosseiros e tão numerosos que não bastava divulgar uma “errata” à coleção.

Os livros com erros foram distribuídos a 39.732 classes multisseriadas da zona rural, presentes em 3.109 municípios e todos os Estados do país. Segundo publicação do MEC, essas classes atendem 1,3 milhão de alunos.

Provocado pelo Estado, o ministro da Educação, Fernando Haddad pediu à Controladoria-Geral da República (CGU) a abertura de sindicância para apurar o tamanho do prejuízo e os responsáveis por ele. Ao mesmo tempo, mandou uma carta aos coordenadores de escolas da zona rural recomendando que os livros do Escola Ativa não sejam usados em sala de aula. A coleção foi retirada do ar também na internet.

“O número de erros é razoável, isso não se resolve com errata”, disse Haddad ao estado, na tarde desta sexta-feira. A reportagem busca informações do MEC sobre o destino da coleção Escola Ativa desde segunda-feira. “Houve uma falha de revisão, essa revisão foi muito malfeita”, admitiu o ministro, insistindo que se trata de um material de apoio às classes multisseriadas no campo. “A interrupção do uso não vai comprometer o ensino, porque esse é um material de uso opcional”, completou.

A última versão da coleção do Escola Ativa teve a impressão encomendada à gráfica e editora Posigraf, de Curitiba. Segundo registro no Portal da Transparência, site mantido pela Controladoria-Geral da União, o trabalho custou aos cofres públicos exatos R$ 13.608.033,33.

O dinheiro seria suficiente para a construção de 36 escolas de educação infantil, segundo cálculo usado recentemente pelo próprio ministério. As 200 mil coleções foram impressas e distribuídas no segundo semestre do ano, sem que percebessem as falhas na edição.

Erros primários. O MEC informou não ter toda a coleção disponível para a consulta em Brasília. Mas, entre os exemplos que condenaram a edição, os erros de matemática são os mais notáveis. Na página 29 do Guia 4 de Matemática, o Escola Ativa convida os alunos a fazer descobertas com números, na companhia dos personagens Joana e Pedro. A página apresenta uma tabela na qual, na qual 10-7=4.

A página 138 do Guia 3, também de Matemática, apresenta tabelas de adição e subtração, para que os alunos confiram os resultados de operações com números entre 9 e 18. Nas tabelas, o Escola Ativa, o aluno da zona rural aprende que 16-8=6 e 16-7=5.

A pedido do MEC, a Controladoria-Geral da República deve abrir sindicância nesta segunda-feira para investigar o caso. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC à época da contratação era André Lázaro, atual secretário executivo da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Na última segunda-feira ele disse que a coleção ficara indisponível “para pequenas correções”. Na sexta, não respondeu à reportagem.


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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ministro Antonio Palocci explica o aumento de seu patrimônio




Jornal Nacional - 03.06.2011








Renata Lo Prette acha difícil Palocci continuar no governo



Jornal das Dez – 03.06.2011







Para oposição, Palocci não explicou bem aumento de patrimônio




Jornal das Dez – 03.06.2011




Palocci vai se explicar usando uma entrevista ao Jornal Nacional

Via Estadão
Rui Nogueira/BRASÍLIA
03.06.2011


Ministro atende a pedido da presidente Dilma; existe ainda a possibilidade de conceder entrevista a um ou mais jornais, mas até o momento, a decisão é falar só para a TV


Ao final de uma manhã de reuniões com a equipe de assessores do gabinete da Casa Civil, o ministro Antonio Palocci decidiu que dará uma entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, para tentar dar ao País as explicações sobre o enriquecimento súbito dos últimos quatro anos que a presidente Dilma Rousseff pediu que ele desse o mais rápido possível, não esperando pelo pronunciamento do procurador geral, Roberto Gurgel.

A entrevista será concedida a um repórter da emissora em Brasília. Os assessores chegaram a discutir com o ministro a possibilidade de ele também conceder entrevista a um ou mais jornais. Até o momento, a decisão é para falar só ao Jornal Nacional.

Como o Estado revelou na edição desta sexta-feira, 3, Dilma disse a Palocci na quinta-feira, 2, que é "um erro esperar" o parecer da Procuradoria-Geral da República para rebater as denúncias porque o desgaste já atinge o governo.

A situação de Palocci, acusado de multiplicar o patrimônio em 20 vezes durante quatro anos, é considerada gravíssima tanto pelo Planalto como por petistas. Sua permanência no cargo depende dos esclarecimentos e do fim das acusações. Continua


OMS confirma que bactéria E. coli pode ser transmitida de pessoa para pessoa

Via Estadão
Reuters e Agência Estado
03.06.2011

Segundo a Organização, apesar de já conhecida, é a primeira vez que a cepa é identificada em um surto

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta sexta-feira que a bactéria intestinal E. coli Enterohemorragica pode ser transmitida de pessoa para pessoa através dos sedimentos ou por via oral."Este tipo de transmissão nos preocupa e, por esta razão, queremos que se reforcem as mensagens relativas à higiene pessoal", declarou a epidemiologista da OMS Andrea Ellis.

A especialista assinalou que por enquanto todos os casos "estão relacionados com o norte da Alemanha", de modo que se acredita que a exposição à bactéria esteja "limitada a essa área". A cepa da bactéria Escherichia coli (E.coli) já foi detectada em humanos anteriormente, informou a OMS, ainda que alguns pesquisadores tenham afirmado o contrário.

"A cepa que foi detectada na Alemanha é muito rara, já é conhecida entre humanos, mas é a primeira vez que foi identificada em um surto", afirmou Fadela Chaib, porta-voz da agência de saúde das Nações Unidas. "Esta cepa foi identificada em casos humanos, mas não em surtos." Ela se recusou a fazer comentários diretos sobre a pesquisa, mas indicou que os especialistas em saúde da organização podem abordar a questão ainda nesta sexta-feira.

Os comentários da porta-voz da OMS surgem depois que um grupo de pesquisadores em Hamburgo descobriu com a ajuda de especialistas chineses que a cepa da E.coli é um "novo tipo" extremamente agressivo e resistente a antibióticos.

Sobre as vias de transmissão, explicou que o contágio "pode ocorrer sem uma higiene adequada", por isso que uma medida de prevenção eficaz é lavar bem as mãos após ir ao banheiro e antes de tocar nos alimentos. Continua


Acaba a greve dos metroviários de São Paulo

Bom Dia Brasil
03.06.2011







Anistia Internacional pede suspensão de Belo Monte

Via Gazeta do Povo
AGÊNCIA ESTADO
02.06.2011


Para diretora de entidade, continuar com a obra antes de proteger os direitos dos indígenas equivale a "sacrificar direitos humanos em prol do desenvolvimento"

A Anistia Internacional afirmou nesta quinta-feira em seu site na internet que o Brasil deve respeitar os direitos dos indígenas que vivem na região do Rio Xingu e suspender a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A diretora adjunta para as Américas da Anistia Internacional, Guadalupe Marengo, afirmou que continuar com a obra antes de proteger os direitos dos indígenas equivale a "sacrificar direitos humanos em prol do desenvolvimento".

"O Brasil deve acatar as recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para suspender a construção da usina de Belo Monte até os direitos das comunidades indígenas locais estarem completamente garantidas", disse a diretora da Anistia, por meio do site da entidade.

Em abril, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos havia recomendado que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspendesse a emissão da licença ambiental para a obra até que todas as comunidades locais fossem consultadas. O pedido leva em conta medidas preventivas de doenças que podem se espalhar entre os índios e até estudos de impacto da hidrelétrica sobre a língua dos povos que habitam a região. Mas na quarta-feira o órgão brasileiro concedeu a permissão de instalação para a hidrelétrica de Belo Monte.

"Ambientalistas, comunidades indígenas, promotores e defensores dos direitos humanos levantaram sérias preocupações nos últimos anos sobre o impacto potencial nos direitos humanos das comunidades indígenas que vivem na área", afirmou a Anistia Internacional.


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Belo Monte desmoraliza licenciamento ambiental

Via Ecopolítica
Por Sérgio Abranches
02.06.2011


O que há de comum entre o exame das mudanças no Código Florestal e o licenciamento de Belo Monte?

Ambos desmoralizam o marco regulatório e legal. Um gerou e vai gerar mais desmatamento e desmando no campo. Outro quebra a confiança no processo de licenciamento e leva a um afrouxamento geral das regras ambientais.

Além disso são marcado pela falta de transparência do processo e pela distorção dos argumentos, apresentados como se fossem técnicos e indiscutíveis, quando são parciais e discutíveis. Dou exemplos de argumentos insustentáveis usados em cada caso.

De um lado, os ruralistas dizem que não é possível produzir com o Código Florestal como ele está e que faltarão alimentos. Mas o fato é que existem produtores que estão em conformidade com o código e muitos técnicos de peso mostram que é possível conciliar produção e a preservação de APPs, matas ciliares e reservas florestais mínimas. O que as evidências indicam é que APPs, matas ciliares e cobertura florestal mínima fazem bem à agricultura.

Do outro lado, os defensores de Belo Monte dizem que se a hidrelétrica não for feita, sua geração teria que ser suprida por térmicas a óleo, muito piores ambientalmente. Nem mesmo a afirmação de que uma térmica é sempre pior que uma hidrelétrica em termos de emissões é verdadeira em todos os casos. Há estudos (baixe aqui) mostrando que algumas hidrelétricas brasileiras emitem mais que termelétricas a carvão(veja aqui), enquanto outras, embora melhores que aquelas que usam carvão, são piores que as que queimam óleo.

Argumentam que a alternativa eólica é cara e a geração intermitente por causa do regime dos ventos. O custo das hidrelétricas está sempre subestimado. Belo Monte começou em R$ 19 bilhões, passou a R$ 27 bi e ninguém acredita que vá custar menos de R$ 30 bi, na melhor das hipóteses. O custo das eólica é sempre superestimado. A diferença no custo da transmissão entre uma e outra nunca é considerada.

Com relação à intermitência, é um problema tecnicamente superável. Mas, no Brasil, ele simplesmente não existe. No Nordeste, o vento sopra com constância e mais forte no período da seca, quando os reservatórios do Sudeste estão baixos. A eólica é o complemento ideal para as hidrelétricas.

E ninguém sequer menciona a energia solar, fotovoltaica. No Brasil há áreas em que a insolação anual excede os requisitos de máxima eficiência de geração fotovoltaica. São áreas áridas, quase desérticas ou desérticas, que se beneficiariam com a implantação de usinas fotovoltaicas. Ao contrário da região Amazônica que perde, para que a eletricidade seja exportada para o Sudeste a alto custo.

Custo? Que tal considerar o custo total, considerando geração, transmissão, danos ambientais e emissões de gases estufa? Que tal dar preço ao carbono e incluir no custo dos projetos?

A falta de transparência, no caso do Código Florestal esteve na unilateralidade do processo, que não considerou opiniões de técnicos, cientistas, especialistas e interesses afetados pelas mudanças. As audiências eram pró-forma, não para efetivamente ouvir e levar em consideração os argumentos. No caso de Belo Monte, é mais grave e profunda, porque atinge o próprio processo de licenciamento e o desmoraliza. Continua

Ibama libera Licença de Instalação para Belo Monte às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente

Via EcoDebate
03.06.2011


Em mais um atropelo no processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberou hoje a licença de instalação que autoriza o início das obras, mesmo sem o cumprimento das condicionantes e em clara oposição à recomendação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) de suspender o projeto até que o direito à consulta livre, prévia e informada dos povos indígenas sobre a obra seja assegurada.

“Não recuaremos um centímetro. A cada erro, a cada mentira, só aumenta mais nossa indignação e nossa força de lutar. Esta licença é a ante-sala de um crime que nós impediremos que seja cometido, custe o que custar”, disse Antonia Melo, coordenadora do Movimento Xingu Vivo Para Sempre.

Nos documentos disponibilizados no site do Ibama, o órgão admite com todas as letras que as condicionantes não foram cumpridas. Ou seja, as ações antecipatórias, impostas pelo próprio Ibama e pela Funai para a liberação da Licença Prévia e que na época eram exigências para concessão da Licença de Instalação, foram empurradas para fases posteriores.

“A licença nos pegou de surpresa porque, semana passada, recebemos um documento da Norte Energia que mostra que as condicionantes não foram cumpridas. Essas ações serão cumpridas posteriormente, como se os impactos seguissem o mesmo cronograma. Mas eles já podem ser sentidos na região. O próprio Ibama admite que haverá piora da qualidade de água em Altamira e a precária situação do saneamento básico na cidade tem o potencial de causar tragédias sanitárias na região. E, embora o Ibama continue colocando tudo como exigência, qual a segurança que temos que o governo irá cobrá-las depois se não o fez previamente?”, questiona Felício Pontes Jr, que está analisando os documentos da Licença com outros procuradores e não descarta iniciar nova ação judicial.

Outro exemplo é a mudança, pela Fundação Nacional do Índio (Funai), do prazo de desintrusão das Terras Indígenas, que ficou para antes da Licença de Operação – a última do processo de licenciamento ambiental. Ou seja, só precisarão ser realizadas daqui a cerca de cinco anos. No cenário previsto para a obra, a tendência é que a ocupação ilegal dessas áreas se acentue, aumentando a tensão fundiária já acirrada na região.

Mais de 350 acadêmicos, incluindo professores, pesquisadores, cientistas e intelectuais brasileiros enviaram hoje uma carta à presidente Dilma Rousseff expressando sérias preocupações relativas a violações de direitos humanos e descumprimento da legislação ambiental brasileira no processo de Belo Monte. O documento solicita a suspensão da obra até que sejam cumpridas as condicionantes, julgadas as ações públicas e assegurado o respeito aos direitos humanos e ambientais consagrados na Constituição Brasileira e em declarações e convenções internacionais, dos quais o Brasil é signatário. Vinte Associações Científicas, dentre as quais a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências, já haviam enviado carta à presidente Dilma pedindo o cumprimento dos direitos constitucionais dos povos indígenas, especialmente o de consulta prévia, livre e informada. A violação deste direito resultou, em abril, na recomendação da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) pela paralisação das obras de Belo Monte.

“A concessão de licença de instalação é ilegal por contrariar a decisão da CIDH e representa uma demonstração clara e inequívoca de desrespeito aos mecanismos internacionais de defesa dos direitos humanos, dos quais o Brasil é signatário”, disse Roberta Amanajás, advogada da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos. “Tal atitude nos remete ao triste episódio do regime de exceção, quando, nos anos de chumbo, a Comissão Interamericana solicitou uma visita que foi rejeitada pelo Brasil. Esperamos que os dois acontecimentos não sejam mera coincidência em um governo que se diz democrático e popular”.

A maneira como vem ocorrendo o processo de licenciamento da usina vem provocando a ocorrência de graves conflitos e tensões na região de Altamira, incluindo o deslocamento compulsório de comunidades tradicionais, alheias a qualquer programa ou política de compensação, além de ameaça de morte a lideranças indígenas e tentativas, por parte do consórcio Norte Energia e do governo, de limitar a atuação do Ministério Público Federal do Pará que, historicamente, defende o direito constitucional das populações indígenas e comunidades tradicionais na Amazônia, exigindo o cumprimento da legislação ambiental e de tratados de direitos humanos.

Embora a propaganda oficial do governo afirme categoricamente que Belo Monte tenha potência de 11 mil megawatts , a própria NESA reconhece no Plano Básico Ambiental (PBA) que a usina tem estimativa de potência média equivalente de pouco mais de um terço deste total ao ano.

Além disso, as dúvidas sobre a viabilidade econômica da obra vêm aumentando. Na última semana, o jornal O Globo noticiou uma debandada das empresas sócio minoritárias da usina antes mesmo das obras serem iniciadas, diante da previsão de que a obra pode chegar a R$ 35 bilhões – quase o dobro dos R$ 19 bilhões estimados oficialmente para o leilão, e R$ 7 bilhões acima dos R$ 28 bilhões já consolidados pelo consórcio Norte Energia.

Movimento Xingu Vivo Para Sempre


quinta-feira, 2 de junho de 2011

OMS diz que surto é causado por variedade Escherichia coli (E.coli) nunca vista

Via Folha.com
02.06.2011
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou nesta quinta-feira que a variedade da Escherichia coli (E.coli) que causou o surto na Europa é uma bactéria nunca antes vista.

A agência disse que o sequenciamento genético preliminar realizado na bactéria sugere uma mutação de duas formas diferentes da E.coli, com genes letais que poderiam explicar a amplitude e a gravidade do surto na Europa e Estados Unidos.

Até o momento, a bactéria matou 16 pessoas na Alemanha e uma na Suécia e deixou mais de 1.500 infectados em vários países, incluindo 470 que desenvolveram uma rara complicação renal. Quase todas as pessoas infectadas vivem ou estiveram recentemente na Alemanha --como os dois casos de contaminação registrados nos EUA.

O surto já é considerado o terceiro maior envolvendo E. coli na história recente e pode ser o mais fatal. Em 1996, 12 pessoas morreram em um surto no Japão que infectou mais de 12 mil. Em 2000, sete morreram em um surto no Canadá. Continua


Leia também:

- La OMS dice que la cepa causante del brote letal de 'E.coli' es de un tipo desconocido hasta ahora

- La OMS atribuye el brote a una cepa de 'E. coli' desconocida hasta ahora


Casa e objetos de Roger Abdelmassih estão à venda

Via Band/UOL






No site do UOL:

"Uma mansão, num bairro nobre de São Paulo, está à venda. A família que morava nela também vende os móveis, quadros e prataria que estão dentro da casa. Essa seria até uma notícia comum , não fosse o dono do imóvel: o médico condenado pelo estupro de mais de cinquenta pacientes. Pela primeira vez, uma equipe de reportagem entra na casa de Roger Abdelmassih que permace foragido. Atualizado em 02/06/2011 às 8h42"


Entre os ancestrais do homem moderno, homem ficava em casa e mulher saia para 'explorar o mundo'

Via Estadão
01.06.2011


Estudo publicado na 'Nature' sugere que os homens permaneciam com regularidade nas regiões que tinham nascido enquanto mulheres vagavam por diversas localidades


Darryl de Ruiter/Divulgação

Crânio de indivíduio 'Paranthropus robustu'
encontrado em caverna da savana sul-africana
SÃO PAULO - Um estudo publicado na edição desta quarta-feira, 1, da revista Nature mostrou que, entre os ancestrais do homem moderno, o homem ficava em casa e a mulher saia para "explorar o mundo." A pesquisa, conduzida pela Universidade de Colorado Boulder, dos Estados Unidos, sugere que as mulheres ancestrais se afastavam mais dos lugares de nascimento que os homens, com base na análise de dentes encontrados na África do Sul.

"Temos aqui o primeiro vislumbre direto da movimentação geográfica destes antigos homídeos, e aparentemente as fêmeas se moviam preferencialmente para longe de seus grupos residenciais", explica o principal autor do estudo, Sandi Copeland.

A pesquisa surpreende porque acreditava-se que os dentes estudados indicariam o crescimento destes indivíduos em locais diversos, isso porque é comumente aceito que a evolução dos bípedes ocorreu exatamente porque eles eram capazes de ir cada vez mais longe. Agora, estes resultados sugerem que a evolução teve outros motivos. Continua


Leia também:
Los primeros homínidos buscaban 'novias' foráneas


Ataque al bacilo "extraterrestre"

No El País
01.06.2011




AQUI!



Um terço da área desmatada na Amazônia Legal fica abandonada, revela IBGE

Por Daniel Milazzo
Para o UOL Ciência e Saúde
No Rio de Janeiro
01.06.2011

Dentro da área reconhecida como Amazônia Legal, 32,1% do território desmatado deu lugar ao crescimento de uma vegetação secundária. Em outras palavras, isso significa que um terço do território cuja mata nativa foi eliminada sofreu a devastação à toa. Os dados são referentes ao ano de 2002, mas só foram divulgados agora pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o estudo “Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal”, tornado público nesta quarta-feira (1º), até 2002, 241.577 km2 haviam sido desmatados sem que houvesse nenhum uso posterior do solo -- a área equivale a quase toda a extensão do Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).

Do total da área alvo de desmatamento, 51,7% passou a ser utilizada pela pecuária enquanto 15,2% foi convertida em local de produção agrícola. O estudo mostra, portanto, que a área devastada sem um posterior uso do solo representa mais do que o dobro da área voltada à agricultura, evidenciando o grande estoque de terras desmatadas e depois abandonadas.

Para o pesquisador André Correia de Almeida, os motivos para o abandono destas áreas vão desde a extração predatória de madeira até a falta de financiamento para implantar uma atividade econômica na área já desmatada.

O IBGE ressalta que essa comprovação da forte subutilização das terras já devastadas serve de alerta para se repensar o modelo de ocupação da região. Por exemplo, a partir do aumento da produtividade pecuária por hectare e do aproveitamento de áreas que já foram desmatadas e possuem vegetação secundária ao invés de agredir novas áreas de vegetação nativa. Continua

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ocupação da Amazônia já eliminou 2,6 bilhões de árvores, diz IBGE

Via Estadão
Por Felipe Werneck
01.06.2011


RIO - Desde o início do processo de ocupação da Amazônia por povos não indígenas, pelo menos 2,6 bilhões de árvores foram eliminadas, estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estudo Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal, divulgado nesta quarta-feira, 1. Quase metade dessa perda (1,2 bilhão de árvores) ocorreu no Estado do Pará. A área desmatada representa 15,3% da vegetação original do bioma.

Estima-se que em 2002, ano de referência do estudo, havia aproximadamente 45 bilhões de toneladas de carbono na vegetação remanescente da região (87,3% do estoque original). A pesquisadora Rosângela Garrido destaca que os maiores estoques de carbono no solo estão em áreas de manguezal e campinarana, ameaçadas por mudanças de regras de preservação previstas no Código Florestal aprovado na Câmara.





A MATÉRIA DO ESTADÃO CONTINUA






IBGE: “Geoestatísticas” revelam patrimônio ambiental da Amazônia Legal



A mina dos mapas

Via Pesquisa FAPESP online
Por Márcio Ferrari
Edição Impressa 183 - Maio de 2011

Material cartográfico revela imaginário colonial português


Visão do Brasil que revela a exploração

© DIVULGAÇÃO
Um precioso material cartográfico vem ganhando visibilidade irrestrita graças ao trabalho do grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) responsável pela construção da Biblioteca Digital de Cartografia Histórica. O acesso on-line é livre. Fruto de um conceito desenvolvido pelo Laboratório de Estudos de Cartografia Histórica (Lech), o site não só oferece a apreciação de um acervo de mapas raros impressos entre os séculos XVI e XIX, mas também torna possível uma série de referências cruzadas, comparações e chaves interpretativas com a pluralidade e a rapidez da internet. Afinal, “um mapa sozinho não faz verão”, como diz uma das coordenadoras do projeto, Iris Kantor, professora do Departamento de História da USP. O conjunto revela muito mais do que informações geográficas. Permite também perceber a elaboração de um imaginário ao longo do tempo, revelado por visões do Brasil concebidas fora do país. O trabalho se inseriu num grande projeto temático, denominado Dimensões do Império português e coordenado pela professora Laura de Mello e Souza, que teve apoio da Fapesp.

Até agora o acervo teve duas fontes principais. A primeira foi o conjunto de anotações realizadas ao longo de 60 anos pelo almirante Max Justo Lopes, um dos principais especialistas em cartografia do Brasil. A segunda foi a coleção particular do Banco Santos, recolhida à guarda do Estado durante o processo de intervenção no patrimônio do banqueiro Edemar Cid Ferreira, em 2005. Uma decisão judicial transferiu a custódia dos mapas ao Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP – iniciativa louvável, uma vez que esse acervo, segundo Iris Kantor, “estava guardado em condições muito precárias num galpão, sem nenhuma preocupação de acondicionamento adequado”. Foram recolhidos cerca de 300 mapas. Sabe-se que o número total da coleção original era muito maior, mas ignora-se onde se encontram os demais. Continua


SBPC rebate críticas de Aldo Rebelo sobre Código Florestal

Via EcoDebate
01.03.2011

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) rebateu ontem (31/5) as acusações feitas pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) de que a entidade foi financiada por organizações internacionais para produzir um documento contrário às mudanças no Código Florestal. Rebelo foi o relator das propostas da nova lei ambiental aprovadas pela Câmara dos Deputados.

Em entrevista à imprensa na última semana, Rebelo disse que o estudo da SBPC, que recomenda que as discussões sobre as mudanças no código tivessem, pelo menos, dois anos de discussões a mais, foi produzido com recursos do que chamou de “lobby ambientalista formado por organizações como Greenpeace e WWF”.

A SBPC e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), que elaboraram juntas o documento, disseram que nenhuma organização não governamental ambientalista participou do grupo de trabalho que definiu as sugestões da comunidade científica sobre o novo Código Florestal.

“Em nenhuma reunião houve participação do WWF, do Greenpeace ou de outras ONGs. Além disso, todos os membros do grupo trabalharam de forma completamente voluntária. As despesas para participação dos pesquisadores nas reuniões do grupo de trabalho foram custeadas pela SBPC e instituições às quais eles estão vinculados profissionalmente”, diz a nota divulgada pela entidade.

Segundo a SBPC, Rebelo foi convidado a participar das discussões ainda em 2010, mas recusou o convite dos cientistas alegando estar em campanha eleitoral na época. A entidade também rebateu a crítica de Rebelo sobre a ausência da comunidade científica em debates sobre o Código no Congresso Nacional. A SBPC argumentou que só recusou um convite dos parlamentares, em novembro de 2010, porque as posições dos cientistas ainda não estavam definidas.

“Diferente do sistema político atual, que permite campanhas eleitorais financiadas pelo interesse de poderosos grupos econômicos, a ciência não tem assento no poder. Melhor faria o deputado Aldo Rebelo em ater-se objetivamente aos argumentos substanciais colocados pela ciência no debate em pauta, porque é isto que interessa à Nação e é o que se espera de um legislador independente, consciente e responsável, que represente os legítimos interesses da sociedade”, diz a nota.

Reportagem de Luana Lourenço, da Agência Brasil.


No site amazonia.org.br, leia:

SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA RESPONDE ÀS DECLARAÇÕES
CALUNIOSAS ATRIBUIDAS AO DEPUTADO ALDO REBELO



Fustigado, Sarney ‘devolve’ impeachment à história

Via blog do Josias de Souza
31.05.2011







Aqui, detalhes sobre o recuo de Sarney em relação ao absurdo da véspera.


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Petistas cobram explicações de Palocci