quarta-feira, 22 de maio de 2013

EUA: tornado destrói escolas, deixa entulhos e mortos em Oklahoma

Jornal Nacional
21.05.2013

De segunda para terça, os meteorologistas elevaram a categoria do tornado de 4 para 5 - a maior na escala. Mais de 20 pessoas morreram e 237 pessoas ficaram feridas. Ainda há desaparecidos.

A cidade de Oklahoma foi devastada por um tornado, na segunda-feira (20). De segunda para terça, os meteorologistas elevaram a categoria do tornado de 4 para 5 - a maior na escala. E 24 pessoas morreram, entre elas 9 crianças. Outras 237 pessoas ficaram feridas. Ainda há desaparecidos.

No caminho do aeroporto de Oklahoma City, a equipe do Jornal Nacional viu casas destruídas, carros jogados. Era quase impossível enxergar onde era a rua.

Um dos desastres mais terríveis da história de Oklahoma. Foi assim que as autoridades descreveram a tempestade que atingiu o estado na tarde de segunda-feira (20).

Veja a matéria completa. Veja o vídeo.

Ministério da Saúde revela que São Paulo enfrenta surto da gripe H1-N1

Jornal Nacional
21.05.2013

O estado concentra 90% dos casos de mortes pela doença, este ano, no Brasil. A meta de imunizar 80% do público alvo foi atingida.

São Paulo enfrenta um surto da gripe H1-N1. O estado concentra 90% dos casos de mortes pela doença, este ano, no Brasil.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde ao divulgar o balanço da campanha de vacinação contra a gripe.

A meta de imunizar 80% do público alvo foi atingida, com a aplicação de quase 33 milhões de doses da vacina.

A preocupação do ministério agora é conter o avanço da gripe H1-N1. Há 388 casos já confirmados este ano em todo o país. Destes, 328 em São Paulo, que também registrou o maior número de mortes: 55 num total de 61.

As autoridades de saúde do estado de São Paulo já definem a situação em algumas regiões como surto epidêmico. E fazem uma recomendação básica: em caso de gripe, buscar assistência e ser medicado o mais rápido possível.

Veja a matéria completa. Veja o vídeo.

terça-feira, 21 de maio de 2013

As cicatrizes do planeta vistas do espaço

Via O ECO
Por Paulo André Vieira
Imagem Google Earth
20.05.2013




Quando vistas do espaço, as minas a céu aberto parecem cicatrizes na superfície do planeta. Veja algumas imagens impressionantes.
Aqui!

Vício do crack alcança índios em aldeia do Amazonas

Jornal Nacional
20.05.2013

Não existe mais área livre do crack no nosso país. A droga capaz de viciar em oito segundos chegou a comunidades que pareciam estar a salvo.

Nesta semana, o Jornal Nacional vai exibir uma série de reportagens especiais sobre uma praga que se espalha no Brasil inteiro: o consumo de crack.

Ao longo dos últimos anos, nós já mostramos o surgimento das cracolândias nos nossos maiores centros urbanos. Mais recentemente, nós vimos que o crack chegou a cidades médias e pequenas. E que os viciados, hoje, são de todas as classes sociais.

Mas, depois de um mês de viagens pelo Brasil, os repórteres Bette Lucchese, Mohamed Saigg, Leandro Cordeiro e André Maciel comprovaram uma suspeita. Não existe mais área livre do crack no nosso país. A droga capaz de viciar em oito segundos chegou a comunidades que pareciam estar a salvo.

As imagens que lembram conflitos urbanos foram gravadas por um indígena. Cenas de um fim de semana comum na aldeia Tikuna, em Tabatinga, no Amazonas.

Nas mãos desses jovens índios, tudo vira arma. Sob o efeito das drogas, eles se dividem em gangues e travam duelos que muitas vezes terminam em morte. Trocam insultos na língua da tribo.

Veja matéria completa. Veja o vídeo.

Médico de fora que atuar em área carente não fará prova


JC e-mail 4729, de 20 de Maio de 2013.
Médico de fora que atuar em área carente não fará prova


Folha de S.Paulo informa que o país não vai exigir exame nacional de revalidação do diploma de médicos trazidos da Espanha e de Portugal para trabalho temporário em áreas com déficit de profissionais da saúde no país


O Brasil não vai exigir exame nacional de revalidação do diploma de médicos trazidos da Espanha e de Portugal para trabalho temporário em áreas com déficit de profissionais da saúde no país.

Em contrapartida, esses estrangeiros só poderão atuar nas áreas determinadas pelo governo em periferias e no interior e por período que não deve passar de três anos. Caso queiram trabalhar mais no Brasil, terão então de fazer o exame, seguindo um modelo já adotado por países como Canadá, Austrália, Reino Unido e a própria Espanha.

A proposta será apresentada hoje em Genebra pelo Ministério da Saúde à Espanha e a Portugal, durante encontro anual da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Ela será o modelo de contratação de estrangeiros que o país vai adotar, disse à Folha o ministro da pasta, Alexandre Padilha.

"Nosso maior interesse é atrair médicos de Espanha e Portugal para atuar restritamente em regiões com carência de profissionais, por um período de dois, três anos, na área de atenção primária, em que a Espanha tem grande tradição. O Brasil precisa de mais médicos, mais próximos da população e com mais qualidade" disse o ministro.

Uma equipe de Padilha se reúne hoje com os ministros espanhol e português.

Consultado pela Folha, o governo espanhol já indicou ter muito interesse no convênio. O país tem 20 mil médicos desempregados.

O Brasil é o segundo foco (depois da Inglaterra) do Ministério da Saúde espanhol para exportar profissionais.

A pasta preparou um projeto para o governo brasileiro, que propõe agilizar a concessão de vistos e validar diplomas espanhóis.

Oferece como contrapartida facilidades e bolsas para estudantes brasileiros em universidades da Espanha.

Na semana passada, o secretário de Gestão no Trabalho e Educação do Ministério da Saúde, Mozart Sales, visitou faculdades de Medicina em Barcelona e em Sevilha.

Recém-formados dessas universidades também serão incorporados pelo governo brasileiro, segundo Padilha.

PARCERIA

"Eu, como ministro da Saúde, vendo de um lado a situação de médicos qualificados sem perspectiva de emprego na Espanha e em Portugal, e de outro, a necessidade de mais médicos para uma população [no Brasil] não vou ficar parado sem pensar em construir parcerias".

Desde o ano passado, o governo inglês faz recrutamentos periódicos de médicos e enfermeiros na Espanha para trabalhar em hospitais e centros de saúde do país.

A clínica geral Inma Fuentes queria trabalhar no Brasil, mas optou por um recrutamento em Londres. "O Brasil é uma ótima opção pelo tipo de atendimento que podemos fazer lá, mas eu desisti por causa da burocracia".

(Luisa Belchior / Folha de S.Paulo)

Remédio de fora para a saúde


JC e-mail 4729, de 20 de Maio de 2013.
Remédio de fora para a saúde


Reportagem do Jornal Zero Hora: médicos e prefeitos travam embate sobre contratação de profissionais estrangeiros. Entre as críticas, está a possibilidade de os estrangeiros não precisarem prestar exames para exercer a Medicina em território brasileiro


O plano de importar médicos estrangeiros para atuar em postos de saúde do Brasil levou para a UTI a relação entre prefeitos e associações médicas. Proposta pelos municípios como saída para preencher vagas que os médicos locais não querem, a ideia vem sendo torpedeada por entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB).

O presidente da AMB, Florentino Cardoso, chegou a dizer, na Câmara dos Deputados, que "o Brasil quer trazer a escória". Em resposta, os prefeitos afirmam que não há médicos suficientes no Brasil e acusam os profissionais locais de quererem garantir uma reserva de mercado. O plano de importar 6 mil médicos foi anunciado pelo governo federal a partir da pressão dos prefeitos que não conseguem mão de obra nacional.

"Há mais vagas do que médicos", afirma Fortunati

A prefeitura de Porto Xavier, na fronteira com a Argentina, propôs aos médicos brasileiros R$ 9 mil pelo trabalho no Programa de Saúde da Família (PSF), R$ 350 por noite de sobreaviso e mais R$ 56 para cada chamado atendido, totalizando um salário entre R$ 17 mil e R$ 18 mil. Não há interessados. Em outro extremo do Estado, a prefeitura de Santa Vitória do Palmar consegue driblar a dificuldade porque tem permissão para contratar médicos uruguaios. A cidade se beneficia de um acordo firmado entre os governos que vale apenas para áreas urbanas fronteiriças.

"Os salários não são bons", diz presidente em exercício do Sindicato Médico do RS

 A proposta em elaboração pelos ministérios da Educação e da Saúde prevê que os médicos de fora atuariam só na atenção básica e no PSF. Viriam de países como Argentina, Cuba, Portugal e Espanha - que têm proporções de médicos superiores à do Brasil - para atuar em municípios pequenos e médios e na periferia das metrópoles.
A grande objeção feita pelos conselhos de Medicina e sindicatos médicos é a possibilidade de os estrangeiros serem liberados de exames para revalidação de diploma. O CFM promete ir à Justiça se a proposta for adiante.

- Se a intenção fosse séria, o governo traria médicos preparados para fazer cirurgias. Não há médicos pela metade - atacou o presidente do CFM, Roberto Luiz d'Avila.

Déficit levaria ao desinteresse
O governo federal e os prefeitos afirmam que o Brasil tem déficit de médicos, o que leva a um desinteresse dos profissionais em trabalhar nos postos menos glamourosos. Segundo o Ministério da Saúde, na última década foram abertos 50 mil postos de trabalho além do número de diplomados.

- Não pode ser um tabu atrair de outros países. Diante da falta de médicos, não vamos ficar assistindo - disse o ministro Alexandre Padilha.

Cubanos no foco das críticas
Para o CFM, a ideia é um absurdo, não há falta de médicos e a intenção do governo seria trazer cubanos por motivos ideológicos.

- Portugueses e espanhóis não viriam de jeito nenhum. Falam neles para justificar os cubanos. Os brasileiros não querem ir (para certos lugares) por falta de condições de trabalho - garante Claudio Franzen, conselheiro do CFM pelo Rio Grande do Sul.

Para Franzen, uma prova de que estrangeiros não estariam qualificados é o baixo índice de aprovação no exame que revalida os diplomas no Brasil. Dos 884 inscritos em 2012, somente 77 conquistaram o direito de exercer a Medicina no país. O presidente da Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs), Ary Vanazzi, diz que os exames são para reprovar.

- São feitos pelo CFM. As entidades médicas estão fazendo seu papel, de defender categoria - diz Vanazzi, resaltando que o déficit nas prefeituras do Estado está entre 500 e mil médicos.

A PROPOSTA
O governo federal ainda elabora o plano para trazer médicos estrangeiros para o Brasil, mas já há algumas indicações de como ele funcionaria:

- 6 mil contratados para preencher vagas no PSF em unidades de saúde
- Atuarão na atenção básica, voltada à prevenção e à baixa complexidade
- Viriam de países ibero-americanos com proporção de médicos superior à brasileira, como Argentina, Uruguai, Cuba, Espanha e Portugal.
- Para atuar no Brasil, os estrangeiros precisam se submeter ao Revalida, exame para revalidação de diplomas. O governo deu indicações de que os médicos trazidos pelo plano não passarão pelo teste, já que atuarão em áreas de baixa complexidade e em caráter provisório.
- 3 anos é o prazo para atuarem no país em caráter provisório

 (Itamar Melo / Zero Hora)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Domingos Chiarelli - 100 anos

20.05.1913
20.05.2013


meu pai me ensinou
a plantar àrvores,
a contar histórias,
a contar estrelas.

e eu continuo pela vida
plantando àrvores,
contando histórias,
contando estrelas.


Adelidia Chiarelli

domingo, 19 de maio de 2013

Boato sobre Bolsa Família chegou a ao menos 12 estados, diz ministério

Via G1
Por Felipe Néri
19.05.2013

Ministra disse que está mantido o calendário normal de pagamentos.
Ministro da Justiça determinou investigação para apurar origem do boato.


O falso boato sobre a suspensão dos pagamentos do Bolsa Família chegou a pelo menos 12 estados, segundo informou neste domingo (19) o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo programa. A falsa informação, já desmentida pelo governo, se espalhou em várias regiões do país e gerou tumulto, com beneficiários correndo às agências da Caixa para sacar dinheiro do programa.

Até por volta de 14h50 deste domingo, a pasta havia contabilizado problemas em ao menos 113 agências da Caixa, sendo o Ceará o estado mais afetado. Houve registro de tumulto em 9 agências em Alagoas, 15 na Bahia, 14 em Pernambuco, 18 na Paraíba, 34 no Ceará, 8 no Piauí e 13 no Maranhão.

Também foram afetadas agências de Sergipe e Rio Grande do Norte, mas o número ainda não foi fechado. Apesar de ter confirmado incialmente casos no Amazonas, Pará e Rio de Janeiro, até a última atualização desta reportagem o ministério não tinha o número de locais por onde o boato se espalhou nesses estados.

Veja a matéria completa.

Cantar ou falar em público exige cuidados e orientações

Via Agência USP de Notícias
Por Rita Stella, de Ribeirão Preto - ritastella@usp.br
Com Marilia Caliari
16.05.2013

Quem canta nem sempre espanta seus males. Pelo menos é o que diz estudo realizado pela USP, em Ribeirão Preto, com 60 cantoras profissionais. A pesquisa revelou que o prazer de cantar pode não durar muito tempo se não for bem conduzido. A falta de orientação para o canto ou para falar em público, sem os cuidados com a voz ou as estruturas da face e pescoço (sistema estomatognático), pode comprometer a execução de atividades do dia-a-dia e até mesmo do próprio trabalho. E, ainda, após uma noite mal dormida, nem mesmo a voz escapa e o resultado pode ser a rouquidão.

O resultado dessa falta de cuidado e de orientação pode levar aos Distúrbios da Articulação Temporomandibular (DTM) e as cantoras estão num grupo que mais apresenta a DTM, doença que ataca os músculos e articulações da face e pescoço. Além de sofrer dores e desconfortos nessa região, elas dormem mal e, consequentemente, perdem qualidade de vida no exercício da profissão. CONTINUA!

Expectativa de vida cresce, mas vivemos mais tempo doentes

Agência USP dde Notícias
Por Fernando Pivetti - fernando.pivetti@usp.br
15.05.2013

Apesar do aumento da expectativa de vida da população brasileira, um estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP aponta que os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, já que convivem mais tempo com doenças crônicas típicas da faixa de idade. De acordo com a pesquisa, exames e tratamentos preventivos ajudam a evitar esse processo.

Segundo o médico geriatra Alessandro Campolina, parte desse aumento de tempo de enfermidade se deve à falta de políticas de prevenção eficientes e voltadas para a população mais velha. Ele é o autor da pesquisa que buscou avaliar a ocorrência de um processo chamado de compressão da morbidade. Esse conceito, surgido na década de 1980, lançava a hipótese de que, com o envelhecimento das populações, os anos ganhos pelas pessoas com a melhoria dos serviços de atendimento seriam anos vividos em bom estado de saúde. CONTINUA!

Pra atrair professores

03.05.2013





Crise provoca corrida aos psicanalistas na Espanha

Via blog do Noblat
19.05.2013


População recorre à terapia para lidar com queda no padrão de vida

Priscila Guilayn, O Globo

Sem trabalho, com uma ordem de despejo, dois filhos para manter, as consequências de uma separação para administrar e o temor de que o ex-marido tente, novamente, o suicídio, Marta procurou uma psicanalista e pediu socorro.

Como não tinha dinheiro para as sessões, contou seu drama e ofereceu, em troca do tratamento, seu serviços de contadora, cuidando, entre outras coisas, da declaração do Imposto de Renda da terapeuta.

Marta, assim como o ex-marido, arquiteto, que vem sendo atendido pelos serviços de saúde pública, nunca tinha pensado na possibilidade de, um dia, entrar no consultório de um psicólogo, que, até pouco tempo, era chamado pelos espanhóis de loquero (“que trata loucos”).

Se consideravam, conta Marta, “gente com as ideias claras e com a vida resolvida”. Mas o caso dela não é isolado. A mudança de perspectiva é geral. Nestes cinco anos de crise econômica, os consultórios encheram.

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Governo federal desmente boato sobre suspensão do Bolsa Família

Via blog do Noblat
18.05.2013

Informação sobre fim do benefício gerou tumulto em estados do Nordeste. Programa beneficia 13,8 milhões de famílias no país com repasse de dinheiro.

G1

Por meio de nota oficial divulgada na noite deste sábado (18), o governo federal desmentiu boatos sobre a suspensão de pagamentos do Bolsa Família, programa social de transferência de renda que beneficia 13,8 milhões de famílias em todo o país.

Informações sobre o fim do pagamento do benefício geraram tumultos em estados do Nordeste, como Alagoas, Paraíba e Maranhão. Nesses locais, beneficiários correram às lotéricas após o boato de que o rebecimento de valores só seria feito até este sábado.

"O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, MDS, informa que não há qualquer veracidade nos boatos relativos à suspensão ou interrupção dos pagamentos do Programa Bolsa Família. O MDS reafirma a continuidade do Bolsa Família, assegura que o calendário de pagamentos divulgado anteriormente está mantido e que não há qualquer possibilidade de alteração nas regras do programa", diz a nota.

Em João Pessoa, beneficiários se dirigiram a agências bancárias após o boato, e a Polícia Militar teve de ser acionada. "O Centro Integrado de Operações Policiais recebeu a informação de que todas as agências bancárias estavam sendo literalmente invadidas por beneficiários do Bolsa Família.

Então, foram mobilizados policiais do 1º, 5º e 7º batalhões", disse o tenente-coronel Almeida Martins, comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar.

Em Maceió e Arapiraca, no estado de Alagoas, houve tumulto e confusão em diversas lotéricas. "Fui apenas avisada que precisava fazer o saque hoje porque a presidente Dilma Rousseff suspendeu o benefício e que todo mundo só teria até hoje para fazer o último saque", disse a dona de casa Luciene Alves, 39, que saiu de casa às pressas com um bebê de colo após receber a informação de vizinhos de que teria até a meia noite deste sábado para sacar o benefício do governo federal.

No Maranhão, pelo menos nove máquinas de autoatendimento em agências da Caixa Econômica Federal (CEF) foram depredadas por conta de boatos de que o programa Bolsa Família seria finalizado.

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39 ministérios custam o dobro do Bolsa Família

Via blog do Josias de Souza
Por Josias de Souza
19.05.2013

“Penso, logo existo!” Beleza. Mas que cartesianismo explica a existência desses ministérios todos no Brasil? O bom da lógica governamental é que ela tem cara de lógica, rabo de lógica, patas de lógica, mas é ilógica pura.

Niemeyer plantou na Esplanada dos Ministério 19 prédios. Em 2002, FHC legou para Lula 24 pastas. Em 2010, Lula deixou para Dilma 37 ministérios. Agora, já são 39. As repórteres Luiza Damé e Catarina Alencastro foram à máquina de calcular.

Verificaram que, para bancar a estrutura e a folha das 39 pastas, a Viúva gasta pelo menos R$ 58,4 bilhões por ano. É mais do que o dobro da verba destinada ao programa Bolsa Família, que custará R$ 24,9 bilhões em 2013.

O que permite a Brasília subverter Descartes é a noção de que o dinheiro público é dinheiro grátis. O governo não pensa porque o seu, o meu, o nosso bolso existem.

sábado, 18 de maio de 2013

A casta dos dodóis, por Nelson Motta

Via blog do Noblat
17.05.2013

Nelson Motta, O Globo

O país está muito preocupado com a saúde dos funcionários do Senado. Sobrecarregados de trabalho e estressados pelas pressões cotidianas, os combalidos servidores tiraram mais de 87 mil dias de licenças médicas em apenas dois anos, que custaram 50 milhões de reais. E quantos médicos trabalharam milhares de horas para examinar, diagnosticar, receitar e licenciar tantos servidores doentes?

Agora se entende por que o Senado precisa de tantos médicos concursados, terceirizados e comissionados. E por que os senadores voam para o Sírio-Libanês ao menor sintoma de qualquer coisa.

Talvez a saúde dos servidores do Senado seja mais frágil e sujeita a doenças do que a dos funcionários da Ford, da Ambev ou do Bradesco. Não seria o caso de contratar pessoas mais saudáveis para o Senado? Ou dar-lhes um adicional de insalubridade?

Imaginem se uma empresa privada com 10 mil funcionários — do tamanho do Senado, mas produzindo bens ou serviços para a população — tivesse esse volume de faltas. Falência ou demissão em massa? Nem dinheiro do BNDES daria jeito.

A verdade é que, mesmo com esse volume colossal de faltas, ninguém notou diferenças no funcionamento do Senado, nenhum projeto deixou de ser votado, nenhuma comissão deixou de funcionar, nenhuma determinação da Mesa deixou de ser cumprida. Ou seja, não fizeram a menor falta. Provaram que o Senado pode viver muito bem sem eles.

Já estou esperando a carta furibunda da associação dos funcionários do Senado, repudiando a crônica debochada, desclassificando o cronista, e enaltecendo a eficiência e probidade da corporação, exigindo respeito pelos servidores públicos. E o clássico “não é justo culpar todos pelas eventuais falhas de alguns poucos”, embora ninguém os tenha acusado coletivamente.

Podem até dizer, à la Mantega, que o índice de faltas é só um pouco mais alto do que os padrões da iniciativa privada, mas vai cair. E talvez tenha sido motivado pela secura do ar de Brasília, talvez por epidemias de gripe que assolaram o Planalto.

Mas não há remédio para falta de vergonha na cara e de respeito pelo dinheiro suado do contribuinte.

Nelson Motta é jornalista.

Rumo ao passado


JC e-mail 4728, de 17 de Maio de 2013.
Rumo ao passado


Folha publica artigo assinado por Marina Silva. Texto repercute a aprovação da abertura de áreas na Amazônia Leal para o plantio de cana

Na mesma semana em que o mundo toma ciência de que o carbono na atmosfera atingiu a marca crítica de 400 ppm, a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprova a abertura de áreas na Amazônia Legal para o plantio de cana.

Tal decisão, contrária aos princípios da própria comissão, soa como uma provocativa demonstração de poder da aliança que colocou na sua presidência uma pessoa sem uma trajetória de defesa do ambiente e do desenvolvimento sustentável. Segue o desmonte da governança socioambiental do país, usada como moeda de troca no vale-tudo da velha política.

A decisão de não estender as plantações de cana à Amazônia foi uma conquista da sociedade, fruto de debate qualificado em que os argumentos da Academia, movimento socioambiental e empresariado progressista fundamentaram o decreto presidencial que criou, em 2009, o zoneamento agroecológico da cana. Foi proibida a expansão de canaviais e implantação de novas usinas não só na Amazônia, mas também no Pantanal e na bacia do Alto Paraguai. O zoneamento tem uma lógica ao mesmo tempo econômica e ambiental.

A liberação da cana na Amazônia não tem lógica. Não é necessidade econômica, é apego ao atraso. Nem interessa ao setor sucroalcooleiro, cuja agenda estratégica requer desenvolver tecnologia para aumentar a produtividade e gerar etanol com a celulose do bagaço, multiplicando a produção sem aumentar a área plantada.

O etanol passou por um período crítico, sem crédito e com a redução de 25% para 20% de sua adição à gasolina, um ciclo agora que dá sinais positivos de estar se encerrando. Mas a cana tem outros produtos relevantes e guarda o potencial de ser usada como biomassa na produção de energia, até agora inerte pois o governo prefere manter maior despesa e poluição com termelétricas.

A comissão joga por terra garantias dadas à sociedade e aos mercados externos de que a produção de cana não desmata a Amazônia. Despreza a agenda do futuro e remete a uma repetição do ciclo colonial.

O Brasil deve definir sua estratégia de desenvolvimento num tempo de mudanças que já começaram e se aceleram. Mas o ambiente político atual é inóspito para definições estratégicas. Petróleo e energia, agricultura e florestas, logística e infraestrutura, nada escapa: por mais importante que seja o assunto, termina capturado na discussão política de baixo nível, com interesses eleitorais e financeiros de curto prazo.

As decisões sobre o desenvolvimento do país vão sendo tomadas, no governo e no Parlamento, sem estudos ou pesquisas, sem consulta nem participação, para conservar poderes oligárquicos. Nessa lógica tudo se atrasa, só se antecipa o jogo da barganha política.

Profissionais de saúde defendem avaliação de recém-formados em Medicina


JC e-mail 4728, de 17 de Maio de 2013.
Profissionais de saúde defendem avaliação de recém-formados em Medicina


O assunto foi discutido na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, em audiência pública

Médicos, enfermeiros e veterinários defenderam, nesta quinta-feira (16), na Câmara, a obrigatoriedade de um exame específico para os estudantes que se formam em Medicina nas faculdades do País ou do exterior.

Na opinião dos profissionais da saúde, esse exame pode ser aplicado ao fim do curso, e os alunos reprovados devem retornar à sala de aula antes de obter o registro profissional. Eles defenderam ainda uma atuação mais rigorosa do Ministério da Educação (MEC) e o fechamento de cursos de má qualidade.

O assunto foi discutido na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, em audiência pública sobre o Projeto de Lei 650/07, que exige a aprovação em exame feito pelos conselhos regionais de Medicina como requisito para a concessão de registro profissional aos novos médicos.

Aplicação da prova

A proposta tem como relator na comissão o deputado Roberto Santiago (PSD-SP), que requereu a audiência e se manifestou favoravelmente à realização do exame. Vai faltar definir, segundo ele, o responsável pela aplicação da prova, se o Ministério da Educação (MEC) ou se os conselhos regionais de Medicina.

No entender do presidente do Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Júnior, o MEC tem condições para avaliar os cursos, mas teria de tomar decisões rápidas em relação aos cursos de má qualidade, podendo mesmo fechá-los. Ainda segundo Azevedo, os conselhos de Medicina poderiam cumprir um papel de avaliador externo dos mesmos cursos. Azevedo disse que a prova impediria a entrada no mercado de profissionais despreparados que coloquem em risco a saúde da população.

Sinaes

Na audiência, a diretora de Avaliação da Educação Superior do MEC, Cláudia Maffini Griboski, lembrou que o País conta hoje com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e que os resultados obtidos em avaliações de alunos e cursos orientam políticas de qualidade.

Segundo ela, o MEC assina protocolos de compromissos pela melhoria com as instituições, e medidas como a redução de vagas ou o fechamento são aplicados quando há uma permanência da situação negativa. Os debatedores reclamaram, no entanto, da lentidão do ministério em tomar providências.

O deputado Eleuses Paiva (PSD-SP), que é médico, considerou tímida a postura do MEC. "As faculdades continuam formando alunos despreparados e não vão fazer absolutamente nada. Defendo que, proporcionalmente ao índice de reprovação, se reduza o número de vagas. O aluno que não for aprovado deve continuar na faculdade. Se a faculdade for privada, ele deve continuar sem pagar", afirmou Eleuses Paiva. "O que vamos fazer com um profissional que não tem condições de ir para o mercado de trabalho?", questionou ainda.

Tramitação da proposta

O projeto (PL 650/07) que exige a aprovação em exame feito pelos conselhos regionais de Medicina tem que ser aprovado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Noéli Nobre, Agência Câmara)

Importação de médicos vai parar na Procuradoria


JC e-mail 4728, de 17 de Maio de 2013.
Importação de médicos vai parar na Procuradoria


De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o Conselho de Medicina diz que medida fere autonomia nacional e causa reação de ministro

O Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentou ontem à Procuradoria Geral da República uma representação contra os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, Educação, Aloizio Mercadante e Relações Exteriores, Antônio Patriota. O objetivo é receber informações sobre o projeto do governo para recrutar médicos estrangeiros para trabalhar no País.

O CFM argumenta que a medida fere a autonomia nacional, desrespeita a legislação sobre o ingresso de profissionais estrangeiros no País e coloca em risco a qualidade de assistência oferecida à população.

A medida provocou imediata reação de Padilha. O ministro afirmou que sempre esteve aberto a esclarecimentos e o assunto não pode ser tratado com preconceito nem com arrogância, em uma clara crítica à recente declaração da entidade, que se referiu aos profissionais estrangeiros como "pseudomédicos". "Se um profissional brasileiro, registrado no conselho regional, não passar em um exame nos Estados Unidos, por exemplo, ele também deve ser considerado pseudomédico?" Padilha informou que prestará todos os esclarecimentos necessários, mas deixou aberta a porta para a importação de profissionais.

O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D'Ávila, afirma que a medida trará ao País médicos de segunda linha para tratar da população mais carente. Padilha, no entanto, garante que os detalhes do projeto ainda estão sendo analisados e o programa será feito com base em experiências internacionais bem-sucedidas.

Ontem, o ministro procurou afastar outro fantasma do programa: a importação de profissionais formados na Escola Latino-Americana de Cuba (Elam). "Os que estão em escolas cuja formação é incompleta para atuar naquele país estão totalmente descartados de qualquer proposta de intercâmbio", disse. A Elam oferta cursos de Medicina para estudantes estrangeiros - incluindo brasileiros saídos de movimentos populares. Profissionais formados ali, no entanto, não têm autorização para atuar naquele país.

Com o veto aos estudantes do Elam, Padilha retira outro argumento usado pelas entidades profissionais ao projeto, mas reforça a política de importação de médicos cubanos "de raiz", formados nas escolas locais. Desde que a importação de médicos começou a ser cogitada, organizações médicas alertavam para o risco de o País receber profissionais formados na Elam e de faculdades de qualidade questionável do Paraguai e Bolívia. Nesta semana, Padilha afirmou que o programa não aceitará profissionais procedentes desses dois países. A justificativa usada é a de que o programa não será voltado para países que tenham menos de dois médicos por mil habitantes.

Revalida. A regra atual determina que profissionais formados no exterior façam um exame, batizado de Revalida, para validar o diploma. Desde o ano passado, a pedido da presidente Dilma Rousseff, o governo estuda uma fórmula para incentivar a vinda de profissionais de outros países. A medida teria como objetivo reduzir, a curto prazo, a carência de profissionais - um problema que entidades médicas afirmam não existir.

(Lígia Formenti / O Estado de S. Paulo)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Campanha da vacinação contra a gripe foi prorrogada mais uma vez

SPTV 2ª Edição
17.05.2013


      


Bolsonaro entra na Justiça para pescar em reserva ecológica

Via O ECO
16.05.2013


Um imbróglio particular envolvendo o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) ganhou as páginas dos jornais desta quinta-feira (16) após a repórter Vera Araújo, de O Globo, seguir as trilhas jurídicas do deputado contra as leis ambientais. Após ser multado por pescar dentro da Estação Ecológica de Tamoios (Esec Tamoios), entre os municípios de Angra dos Reis e Paraty, Jair Bolsonaro resolveu entrar com mandato de segurança na Justiça para obter autorização para a prática de pesca amadora na unidade de conservação, usando como argumento os interesses de milhares de pescadores da região, impedidos naquele ponto da bacia de Ilha Grande.

Os pescadores negam o apoio do deputado. O verdadeiro pretexto para o começo da declarada guerra jurídica parece ter motivo menos republicano. Em janeiro do ano passado, o deputado recebeu multa de 10 mil reais por ser flagrado pescando na Ilha de Sambambaia, que pertence a Esec de Tamoios, Unidade de Conservação de proteção integral gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). CONTINUA!

MPF-SP quer acesso à sindicância contra Rose Noronha

Via Estadão
16.05.2013


FAUSTO MACEDO E RICARDO CHAPOLA - Agência Estado

O Ministério Público Federal em São Paulo quer ter acesso a documentos da sindicância contra Rosemary Noronha na Presidência da República. Alvo da Operação Porto Seguro - investigação sobre suposto esquema de venda de pareceres técnicos de órgãos públicos federais -, Rose foi indiciada pela Polícia Federal e denunciada pela Procuradoria da República por corrupção passiva, tráfico de influência e formação de quadrilha. Ela exerceu a função de chefe do escritório da Presidência em São Paulo.

No último dia 24 de abril a Procuradoria da República em São Paulo requisitou à Chefia de Gabinete da Presidência da República, em Brasília, informações sobre o processo de sindicância instaurado no órgão para apurar eventuais ilícitos funcionais por parte de Rose. Os dados serão utilizados para instruir inquérito civil público.

O procurador da República José Roberto Pimenta Oliveira requisitou cópia integral do processo administrativo, em versão impressa e/ou digitalizada, para fins de instrução do inquérito que trata da eventual participação da ex-chefe do Gabinete Regional da Presidência da República em São Paulo nos fatos descobertos na Operação Porto Seguro, realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.  CONTINUA!

Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou projeto de lei que cria o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos


JC e-mail 4727, de 16 de Maio de 2013.
Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou projeto de lei que cria o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos


Reportagens da Agência Brasil e da Agência Senado sobre proposta que visa dar status de lei ao exame que já existe atualmente

Revalidação de diplomas médicos pode ser regulada por lei

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (15), projeto de lei que cria o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por universidades estrangeiras. A proposta, do senador Paulo Davim (PV-RN), visa dar status de lei ao exame que já existe atualmente, o Revalida, que atualmente é regido somente por portaria interministerial (Portaria 278/2011). Agora, a matéria será examinada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e, em caráter terminativo, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

O propósito de um exame de revalidação de diplomas é avaliar os conhecimentos e habilidades dos médicos formados no exterior e verificar se as competências são equivalentes às exigências brasileiras.

De acordo com o projeto (PLS 138/2012), o exame será elaborado com base em matriz de correspondência curricular definida pela União e aplicado pelas universidades federais. A prova poderá ser composta por duas etapas: uma de questões objetivas e discursivas e, outra, de habilidade clínica prática.

Exame da OAB

Na avaliação do autor, o procedimento precisa ser regido por lei e aplicado de forma padronizada em todo o país, inclusive a médicos brasileiros.

- O assunto é sério e merece perenidade. Devemos preservar a qualidade dos serviços prestados à população. Um erro médico pode ser catastrófico - alertou Paulo Davim, ao registrar ser favorável à instituição de exame de ordem para médicos, nos moldes da prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Também a senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu a aplicação de exame aos médicos brasileiros para habilitá-los ao exercício da medicina. Para ela, a medida não apenas preserva o exercício correto e ético da atividade médica, como protege a população de maus profissionais.

Apesar de considerar mais dinâmico o processo realizado por meio de portarias, o senador Humberto Costa (PT-PE), que é médico e foi ministro da Saúde, reconheceu a importância de padronizar os exames feitos pelas universidades federais. O senador disse que as provas feitas são de tal complexidade que impede a aprovação até mesmo de profissionais com boa formação e, segundo ele, não aprovaria nem os brasileiros.

A prioridade do governo é alocar médicos brasileiros para atuação em todo o país, afirmou Humberto Costa. A adoção de programa governamental para trazer médicos estrangeiros deve-se à carência desses profissionais em determinadas áreas do país. O programa, explicou, será pelo prazo de três anos e, depois, será revista a necessidade de sua continuação.

Para Humberto Costa, é necessária a intervenção do Estado para resolver a falta de médicos. Ele ressaltou que o problema acontece porque o número de profissionais formados não aumentou na mesma proporção do crescimento populacional, além de haver estímulo à concentração desses profissionais nos grande centros urbanos e falta de infraestrutura no interior. O senador pediu que as associações de médicos contribuam com sugestões para solucionar o problema da má distribuição de médicos no território brasileiro

- A primeira coisa que temos que cobrar [das associações médicas] é o seguinte: qual é a responsabilidade de vocês para garantir médicos nos lugares onde não têm? Vocês estão dispostos a propor o quê? A partir daí, a gente começa a discutir - disse o senador.

Audiência

Na avaliação do presidente da CAS, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), o assunto precisa ser mais bem discutido em audiência pública conjunta com a Comissão de Educação, "para fazer uma radiografia de corpo inteiro". O senador informou que recebe diversas manifestações e contestações a respeito da matéria. A ideia é debater o tema com os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloizio Mercadante, bem como com representantes dos médicos.

Waldemir Moka ainda leu moção de apoio aos médicos brasileiros, assinada por representantes dos países reunidos no VI Fórum Iberoamericano de Entidades Médicas (Fiem), realizado na Ilha de São Miguel, Açores (Portugal) e enviada à CAS.

O documento condena a proposta do governo de permitir que médicos com diplomas expedidos no exterior atuem no Brasil sem revalidação do título. Segundo o documento, a flexibilização dos critérios de acesso ao exercício da Medicina por estrangeiros pode colocar em risco a qualidade de assistência à população e não resolver o problema da distribuição desses profissionais em todas as regiões do país. Além do Brasil, a moção foi assinada por associações médicas da Argentina, Bolívia, Costa rica, Espanha, Paraguai, Portugal, Peru, Uruguai e Venezuela.

(Iara Farias Borges, Agência Senado)

Comissão do Senado aprova regulamentação para validar diplomas médicos do exterior

A adoção de provas específicas para revalidar o diploma médico de profissionais que se formaram no exterior deu mais um passo nesta quarta-feira (15) para a regulamentação. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou relatório do senador Eduardo Amorim (PSC-SE) que trata do assunto.

Atualmente, o exame para revalidar diplomas médicos expedidos por universidades estrangeiras, conhecido como Revalida, é regulamentado por uma portaria ministerial. Com a aprovação do projeto, o exame passaria as constar das normas legais do Brasil e teria como base a matriz de correspondência curricular definida pela União.

O projeto de lei prevê que poderão se candidatar ao exame "os portadores de diplomas de medicina expedidos no exterior, em curso devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação ou órgão correspondente do país de conclusão do curso".

Antes de seguir para a Câmara, a matéria ainda será submetida apreciação das comissões de Relações Exteriores e de Educação.

A proposta de lei aprovada pela CAS prevê ainda que o exame para os médicos formados no exterior sejam adequados a partir dos princípios e das necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Também fica definido no relatório que o Revalida será implementado pela União, com a colaboração de universidades públicas e do Conselho Federal de Medicina.

(Marcos Chagas / Agência Brasil)

Biblioteca de São Leopoldo se desfaz de obras


JC e-mail 4727, de 16 de Maio de 2013.
Biblioteca de São Leopoldo se desfaz de obras


Parte de acervo está sendo doado em razão de problemas nas instalações do prédio. A reportagem é do Jornal Zero Hora

O que seria uma grande ideia, na verdade, mascara problemas sem solução há pelo menos dois anos. A Biblioteca Municipal Viana Moog, em São Leopoldo, está doando parte do acervo de 40 mil títulos para a população.

São 2,8 mil livros selecionados por apresentarem mau estado de conservação ou em razão do grande número de exemplares. Em 2011, o espaço recebeu uma reforma completa, inclusive com a troca do teto, que estava em vias de entrar em colapso. Agora, a biblioteca entrará novamente em obras, ao custo de R$ 160 mil.

- Houve uma reforma do teto, que seria para conter as seguidas infiltrações. Mas não resolveu o problema. Hoje, estamos em processo de licitação para começar a troca do telhado, o que deve ocorrer em até 40 dias - diz o secretário municipal de Cultura, Alessandro Almeida.

Além das infiltrações, outro problema é a fiação elétrica. Conforme o Corpo de Bombeiros, houve uma advertência em 10 de janeiro de 2012. Como nenhuma melhoria foi feita, em 21 de novembro, foi aplicada uma multa por descumprimento de prazo. Um dos responsáveis pela fiscalização de prédios em São Leopoldo, o primeiro-sargento Ronaldo Amarante afirma que a biblioteca não tem condições de receber eventos ou visitantes.

A prefeitura de São Leopoldo está ciente da falta do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) atualizado. Na sexta-feira, os bombeiros deram um prazo de 10 dias para que a administração da biblioteca substitua a porta principal, ponha fitas coloridas em um vidro e troque a barra de ferro da rampa de cadeirantes. O Centro Cultural (que engloba a biblioteca, o Teatro Municipal e uma galeria de arte) foi liberado de forma temporária.Mesmo com sérios problemas estruturais, o local tem alvará de funcionamento.

- A biblioteca precisa de uma readequação, principalmente em virtude do episódio de Santa Maria - afirmou o secretário de Cultura.

As obras devem ser concluídas em um mês. Mas os trabalhos só iniciarão após a conclusão do processo licitatório. Enquanto isso, clássicos da literatura são descartados do acervo, um dos maiores da região. Bom para usuários como o motorista João Reus de Moraes, 51 anos. Um dos livros levados por ele foi um exemplar de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes.

(João Vitor Novoa / Zero Hora)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Senado aprova plantio de cana-de-açúcar em áreas de Cerrado e da Amazônia Legal

Via EcoDebate
15.05.2013

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) aprovou em decisão terminativa, nesta terça-feira (14), projeto que autoriza o plantio de cana-de-açúcar nas áreas desmatadas e nos biomas cerrado e campos gerais na Amazônia Legal. Foram cinco votos a favor, dois contrários e uma abstenção.

Para o autor da proposta (PLS 626/2011), senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o plantio da cultura na região vai estimular a produção de biocombustíveis à base de cana-de-açúcar. Em voto favorável, o relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), apontou a necessidade de ampliar as áreas de cultivo para o atendimento das demandas futuras de etanol e açúcar.

Contrário ao projeto, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) lembrou que a região amazônica ficou fora de zoneamento agroecológico feito pela Embrapa para o cultivo da cana-de-açúcar no Brasil e que a proibição da cultura na região deveria ser mantida. Já os senadores Ivo Cassol (PP-RO), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) defenderam a ampliação da produção de etanol, sob argumento de que o cultivo levará desenvolvimento a seus estados. O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) também foi favorável. A senadora Ana Rita (PT-ES) votou contrariamente, enquanto a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) se absteve.

De acordo com o projeto, a expansão do cultivo de cana na Amazônia Legal deve ter como diretrizes a proteção do meio ambiente, a conservação da biodiversidade e a livre concorrência, entre outras. Também deve considerar as disposições do novo Código Florestal e as recomendações da pesquisa.

O PLS 626/2011 remete a regulamento estabelecer condições, critérios e vedações para a concessão de crédito rural e agroindustrial para cultivo de cana-de-açúcar e produção de açúcar, etanol e outros biocombustíveis e derivados, na Amazônia Legal.

Se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, o projeto seguirá direto para exame da Câmara dos Deputados. A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle é presidida pelo senador Blairo Maggi (PR-MT).

Matéria da Agência Senado, publicada pelo EcoDebate, 15/05/2013

Pesquisa mostra que 66% das mulheres brasileiras desconhecem relação entre câncer do colo do útero e HPV

Via EcoDebate
15.05.2013

Quase 16 mil meninas de 11 a 13 anos que estudam em escolas públicas e particulares do Distrito Federal foram imunizadas contra o papilomavírus humano (HPV). Para garantir a efetividade da vacina, são necessárias três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a primeira

Pesquisa mostra que 66% das mulheres brasileiras não acham que existe relação entre a infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e o câncer do colo do útero. A infecção por esse vírus aumenta em até 100 vezes o risco de a mulher desenvolver esse tipo de câncer.
Para o levantamento, feito pela Associação Brasileira de Patologia no Trato Genital Inferior e Colposcopia em parceira com o Ibope, foram ouvidas 700 mulheres com idade entre 16 e 55 anos, em seis capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Recife). O objetivo foi entender a percepção feminina sobre o assunto.

Descobriu-se que 18% das mulheres nunca fizeram o exame papanicolau – principal forma de detectar as lesões que podem levar ao câncer do colo do útero – e 13% fizeram apenas uma vez. Além disso, 40% das mulheres não acham que os exames preventivos de rotina podem servir como forma de prevenção à doença.

Segundo a pesquisa, 76% das mulheres ouvidas não relacionam a vacinação contra o HPV como forma de prevenção ao câncer do colo do útero. Estudos mostram que, embora o HPV seja comum (80% da população mundial já foram infectados ao menos uma vez na vida), ele é responsável pelo surgimento do câncer do colo do útero em alguns mulheres mais suscetíveis. Por isso, prevenir o vírus é fundamental, destaca o presidente da associação, Garibaldo Mortoza Júnior. “Enviamos como recomendação ao Ministério da Saúde um pedido para que essa vacina seja incorporada ao calendário oficial.”

O professor Newton Sérgio de Carvalho, da Universidade Federal do Paraná, reforça a segurança oferecida pela imunização. Ele explica que a vacina é elaborada a partir de uma partícula semelhante ao vírus, produzida com base na engenharia genética, só que sem o conteúdo do vírus. “É impossível alguém se infectar ao tomar a vacina, ela é confeccionada com a ‘capa’ do vírus”, disse.

Segundo o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) José Focchi, a aplicação da vacina contra o HPV é totalmente eficaz antes da primeira relação sexual. Após cinco anos de atividade sexual, 60% das mulheres se infectam com algum dos 130 genótipos do HPV, sendo que os mais comuns são os tipos 16 e 18, que correspondem a 70,7% dos vírus. Mulheres mais velhas que recebem a vacina também podem ter benefícios, embora contra uma quantidade menor de genótipos. “Aquela paciente que já teve HPV e toma a vacina pode se beneficiar contra os outros tipos de HPV”, disse. “À medida que passa o tempo, o organismo também pode eliminar o vírus”, completa.

Para alertar as mulheres sobre a importância da prevenção, a associação lançou a campanha “Mulheres semeiam vida”. No site www.mulheressemeiamavida.com.br, é possível obter informações sobre a doença.

Edição: Juliana Andrade

Reportagem de Fernanda Cruz, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 15/05/2013