terça-feira, 14 de junho de 2011

Cai número de brasileiros preocupados com consumo consciente, mostra pesquisa

Via Agência Brasil
Por Carolina Gonçalves
13.06.2011

Rio de Janeiro - Apesar de ter mais informações sobre os problemas ambientais, o número de brasileiros que mantêm hábitos conscientes de consumo é cada vez menor, segundo pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Para elaborar o levantamento, divulgado hoje (13), foram feitas entrevistas com mil consumidores de 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas. Entre elas, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Salvador.

De acordo com o levantamento, 57% dos entrevistados mantêm hábitos que levam em consideração a preservação do meio ambiente. Em 2007, quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez, esse percentual era 65%. A queda desse grupo refletiu desde a escolha de produtos ecologicamente corretos nas gôndolas dos mercados, a preocupação em verificar se os produtos adquiridos eram geneticamente modificados ou transgênicos, até a reciclagem do lixo e a preocupação em fechar a torneira ao escovar os dentes.

A pesquisa também mostrou queda no número de brasileiros preocupados com o desperdício, revelando que, enquanto em 2007, 76% dos entrevistados verificavam os armários e a geladeira antes de fazer compras, este ano 72% disseram manter essa prática.

Para o economista Christian Travassos, da Fecomércio-RJ, em alguns casos, o custo mais alto de produtos ecologicamente corretos inibe a adesão de parte dos consumidores ao grupo do consumo consciente. “O órgão mais sensível do consumidor é o bolso e ele pondera, na hora do mercadinho, ‘o orgânico é muito legal e ético, mas não tenho condições de comprar’. Não é uma questão estática porque o governo tem condições de incentivar o ‘mais verde’ e ‘ecologicamente correto’ via dedução de impostos e deduções fiscais”, disse Travassos, lembrando que, “muitos hábitos não envolvem custos”, mas a boa vontade do consumidor, como a seleção de lixo dentro de casa e o reaproveitamento do óleo de cozinha.

A pesquisa mostrou ainda que os consumidores estão menos preocupados com a saúde. De acordo com o levantamento, 25% dos entrevistados deste ano afirmaram que não verificam a data de validade do produto comprado (em 2007, eram 22%) e 72% disseram que checavam se a embalagem do produto estava danificada. A preocupação com a embalagem foi revelada por 78% dos entrevistados há quatro anos. Continua

Leia também:
- Sarney apoia sigilo eterno de documentos históricos
- Senador diz que renuncia se passar lei anti-homofobia

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Terra, Hubble e o Sol





Por Joshua Culver, 6 anos - Naperville, IL - USA




fonte

Novo teste produzido na Fiocruz confirma o HIV em 20 minutos

Via Agência Fiocruz de Notícias
09.06.2011


Representação artística de vírus HIV

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos(Biomanguinhos/Fiocruz), responsável pela produção de vacinas, reativos e biofármacos, desenvolveu um exame que comprova o diagnóstico do HIV em cerca de 20 minutos. Atualmente, a espera pela confirmação pode chegar a um mês. O teste confirmatório imunoblot rápido DPP® HIV 1/2 será distribuído pelo Ministério da Saúde na rede pública a partir do segundo semestre de 2011. Com margem mínima de erro, o kit garante vários benefícios aos portadores da doença, que vão da agilidade no diagnóstico ao desempenho em termos de sensibilidade e especificidade.

Biomanguinhos investe em soluções inovadoras que representam grande avanço no diagnóstico da doença, como o teste rápido, que já é produzido desde 2004 pelo instituto. O novo teste confirmatório, além de substituir com vantagens o utilizado atualmente – que leva, no mínimo, um dia para fornecer o resultado –, tem custo cinco vezes menor. O registro foi concedido pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro de 2010.

O gerente do Programa de Desenvolvimento de Reativos de Biomanguinhos, Antônio Ferreira, ressalta que, quanto mais rápido se tem o diagnóstico, melhor pode ser o tratamento do soropositivo. “A tendência é, com o tempo, desenvolvermos testes ainda melhores, com resultados ainda mais rápidos, o que ajuda no tratamento”, explica. Continua

Crise que mudará hábitos de consumo já está a caminho, artigo de Thomas L. Friedman

Via EcoDebate
Estadão
Por Thomas L. Friedman, do The New York Times
13.06.2011

Você deve se perguntar se daqui a alguns anos nós olharemos para a primeira década do século XXI – quando preços dos alimentos dispararam, preços da energia subiram, a população mundial cresceu, tornados arrasaram cidades, inundações e secas estabeleceram recordes, populações foram desalojadas e governos ameaçados pela confluência de tudo isso – e nos perguntaremos: o que estávamos pensando?

A reportagem é de Thomas L. Friedman, do The New York Times e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 11-06-2011.

Como foi que não entramos em pânico quando havia evidências óbvias de ter cruzado algumas linhas vermelhas de crescimento/clima/recursos naturais/população todas de uma vez? “A única resposta pode ser a negação”, argumenta Paul Gilding, veterano empresário ambientalista australiano que descreve este momento em um livro intitulado The Great Disruption: Why the Climate Crisis Will Bring On the End of Shopping and the Birth of a New World (A grande ruptura: por que a crise climática trará o fim da compulsão da compra e o nascimento de um novo mundo, em tradução livre).

“Quando se está cercado por algo tão grande que requer que se mude tudo na maneira de pensar e ver o mundo, negar é a resposta natural. Mas quanto mais se espera, maior será a resposta requerida.” Gilding cita o trabalho da Global Footprint Network, uma aliança de cientistas que calcula quantos “planetas Terra” precisaremos para sustentar nossas taxas de crescimento correntes. O grupo mede quanta área de terra e água é necessária para produzir os recursos que consumimos e absorver nosso lixo, usando a tecnologia existente.

Estamos crescendo a uma taxa que está usando os recursos da Terra bem mais rapidamente do que eles podem ser sustentadamente repostos, de modo que estamos comendo o futuro. Neste momento, o crescimento global está usando o equivalente a 1,5 Terra. “Ter apenas um planeta torna esse problema realmente significativo”, diz Gilding. Isso não é ficção científica.

Quando estive no Iêmen, no ano passado, vi um caminhão-tanque entregando água na capital, Sanaa. Por quê? Porque Sanaa pode ser a primeira cidade grande do mundo a ficar sem água dentro de uma década. É isso que ocorre quando uma geração de um país vive a 150% de capacidade sustentável.

“Se você cortar mais árvores do que planta, ficará sem árvores”, escreve Gilding. “Se colocar nitrogênio adicional num sistema de água, mudará o tipo e a quantidade de vida que a água pode suportar. Se engrossar o lençol de gás carbônico da Terra, a Terra ficará mais quente. Se fizer todas essas e outras ao mesmo tempo, mudará a maneira como o sistema todo do planeta Terra se comporta, com impactos sociais, econômicos e na sustentação da vida. Isso não é especulação, é ciência do colegial.”

É também um assunto atual. “Nos milhares de anos de civilização da China, o conflito entre humanidade e natureza nunca foi tão grave como é hoje”, disse recentemente o ministro do Meio Ambiente da China, Zhou Shengxian. “A diminuição, deterioração e exaustão de recursos e o desequilíbrio do ambiente ecológico se tornaram gargalos e empecilhos graves ao desenvolvimento econômico e social da nação.” O que o ministro chinês está nos dizendo, diz Gilding, é que a Terra está cheia. Estamos usando agora tantos recursos e eliminando tanto lixo na Terra que atingimos uma espécie de limite. Continua

Erupção de vulcão no Chile volta a ganhar força e pode ampliar caos aéreo na região

Via UOL
12/06/2011 - 22h11 / Atualizada 13/06/2011

Uma nova nuvem de cinzas do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle, no Chile, já está sobre a Argentina e se move em direção ao Brasil, o que poderia causar transtornos aéreos piores do que aqueles vistos na última semana.

Autoridades argentinas alteraram as operações de voo nos aeroportos de Ezeiza e Aeroparque, em Buenos Aires, afetando inclusive conexões com São Paulo e Rio de Janeiro. Em território brasileiro, as cinzas podem provocar um novo fechamento de aeroportos na Região Sul já nos próximos dias.

Segundo comunicado da Administração Nacional de Aviação Civil da Argentina, as cinzas “voltaram a piorar as condições meteorológicas” no centro do país. “A partir das 21h haverá cinzas em suspensão sobre a zona central do país”, segue a nota, “que limitarão as operações aéreas.” Continua

domingo, 12 de junho de 2011

Poluentes do ar alteram células do sistema nervoso

Via Agência USP de Notícias
Por Júlio Bernardes - jubern@usp.br
09.06.2011

O efeito nocivo dos poluentes também atinge o sistema nervoso, revela pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Por meio de experimentos com embriões de galinha, a bióloga Paula Bertacini observou que o material particulado presente no ar da cidade de São Paulo provoca alterações em células nervosas ainda em fase de desenvolvimento embrionário.

Material particulado fino é produzido por
 carros, ônibus, caminhões e motocicletas

A bióloga investigou o efeito do material particulado fino (PM 2.5) sobre o desenvolvimento embrionário do sistema nervoso. “Na região central da cidade de São Paulo, a principal fonte de emissão de poluentes atmosféricos é veicular, ou seja, carros, ônibus, caminhões e motocicletas”, diz Paula. A coleta de amostras de poluentes aconteceu próximo ao cruzamento da Avenida Doutor Arnaldo com a Rua Teodoro Sampaio, onde está localizada a FMUSP, local de intenso tráfego de veículos e próximo ao centro da cidade.

O experimento utilizou ovos embrionados de galinha produzidos especificamente para pesquisas. “Uma suspensão com material particulado fino foi injetada nos ovos”, conta a pesquisadora. “Posteriormente, foram analisados diversos aspectos morfológicos das células do cerebelo, órgão do sistema nervoso central cuja sensibilidade a substâncias tóxicas ambientais é descrita na literatura”. Continua

O Código Florestal e a Ciência

JC e-mail 4277, de 10 de Junho de 2011.
O Código Florestal e a Ciência


Artigo de Marcelino Pequeno publicado na Coluna Ciência Viva do jornal O Povo (5/6) e também enviado ao JCEmail.

Quem acompanhou as conturbadas últimas semanas políticas em Brasília está ciente que o mês de maio foi dominado pela votação do novo Código Florestal brasileiro, que acabou por ser aprovado na Câmara Federal na sessão do dia 24 de maio.

A polêmica está longe do fim, entretanto. Primeiro, porque agora o processo segue para o Senado que já sinalizou que vai requerer pelo menos quatro meses de discussão antes de o colocar em votação. Depois, porque ele não foi bem recebido nem pelo governo nem pela sociedade, e ainda arranhou a imagem do Brasil no contexto internacional no que diz respeito à capacidade de conservação de seus recursos naturais.

Em que a ciência pode contribuir para a elaboração do Código Florestal? O título desta coluna foi retirado de um documento de 124 páginas, em realidade um livro, organizado pelas duas maiores entidades científicas brasileiras: a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). O Grupo de Trabalho reuniu doze cientistas, e colaboradores, das mais diversas áreas, e ainda profissionais de diversas instituições: Embrapa, Inpe, Inpa, Ibama, Confea, Contag, Sbef, SBS, Abraflor e Rebraf, além do Ministério do Meio Ambiente e as universidades: Unicamp, UFRJ, UFRPE, UFV e USP (por questão de espaço deixo para o leitor a tarefa de decifrar esta sopa de letrinhas, o Google ajuda muito nesta hora). Pode-se dizer que a fina flor da ciência nacional esteve empenhada na elaboração do documento que foi entregue em abril para a sociedade. O leitor pode ter acesso à íntegra do texto no site da SBPC: http://sbpcnet.org.br/site/asbpc/livrogtflorestal.php.

Em que o Código aprovado desagradou aos cientistas? Pela falta de embasamento científico. Os cientistas reconhecem a necessidade de atualização do Código vigente que é de 1965 e refletiu os conhecimentos da época. Nestes 45 anos, a ciência progrediu muito e o mundo constatou a "finitude" dos recursos naturais. Continua

Plano Nacional de Educação é ignorado pelo governo e patina no Congresso

Via Estadão
Por Rafael Moraes Moura
11.06.2011

Peça-chave para a política educacional dos próximos 20 anos, PNE vira alvo de disputa na Câmara, onde recebeu cerca de 3 mil emendas

Enviado ao Congresso Nacional no apagar das luzes do governo Lula, o Plano Nacional de Educação (PNE) tramita na Câmara sem o apoio explícito de dois atores fundamentais para sua aprovação: a presidente Dilma Rousseff, obcecada pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e o ministro Fernando Haddad, que mais tem aparecido publicamente para esclarecer a série de trapalhadas da pasta.

O plano estabelece 10 diretrizes e 20 metas para serem cumpridas até o ano 2020. Ele prevê valorização do magistério público da educação básica, duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino e ampliação do investimento público em educação até atingir 7% do Produto Interno Bruto do País (PIB). Até agora, o projeto de lei recebeu cerca de 3 mil emendas. Quando aprovado, seguirá para o Senado.

Apesar do impacto que pode causar ao planejamento estratégico do Ministério da Educação (MEC), a sensação no Congresso Nacional é de que o PNE não entrou na pauta do Palácio do Planalto. Até hoje a comissão especial para tratar do assunto não conseguiu marcar reunião com a presidente Dilma. Haddad também não apareceu para discutir o plano - o Estado apurou que o ministro remarcou três vezes a ida à Câmara, sob a alegação de problemas de agenda. De quebra, o MEC só encaminhou no mês passado as notas técnicas que justificam as metas traçadas no plano, consideradas pouco ambiciosas por entidades. Continua

sábado, 11 de junho de 2011

Japoneses exigem fechamento de usinas nucleares três meses após tragédia

Jornal Nacional
11.06.2011





'Burbujas' en los confines del Sistema Solar

No El Mundo:



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La NASA capta una explosión solar desde un satélite

Michael López-Alegría: "Tardaremos 25 años en enviar personas a Marte"



OIT alerta sobre o risco de trabalho infantil perigoso

Via blog do Noblat
11.06.2011

Liana Melo, O Globo

A crise global tornou ainda pior as relações de trabalho e o mundo passou a correr o sério risco de não cumprir as metas de erradicação do trabalho infantil até 2020, assim como a extinção das piores formas de exploração de crianças e jovens no mundo do trabalho até 2016.




A conclusão é da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que divulgou [ontem] em Genebra, na Suíça, o mais novo relatório sobre o assunto: "Crianças em trabalhos perigosos: o que sabemos, o que precisamos fazer".

Os ministros do Trabalho, da Igualdade Racial e dos Direitos da Mulher estarão em Genebra participando da divulgação do relatório da OIT.

Um total de 215 milhões de crianças e jovens, de 5 a 17 anos, continuam no mercado de trabalho e pouco mais da metade deste universo (53%) é de trabalhadores mirins que exercem funções consideradas extremamente perigosas. São ao todo 115 milhões de crianças e jovens envolvidos com as piores formas de trabalho, e 60% deles são meninos.

Leia mais em OIT alerta sobre o risco de trabalho infantil perigoso não ser erradicado no mundo

Soltos, líderes dos Bombeiros pedem anistia

Via blog do Noblat
11.06.2011

O Globo

Nove líderes do movimento dos bombeiros deixaram na noite de [ontem] o Grupamento Especial Prisional (GEP), em São Cristóvão. Eles pretendem passar a noite do lado de fora do quartel de Niterói, onde estão os mais de 400 agentes presos. Há buzinaço na saída dos bombeiros, que seguem de carros particulares.

A prioridade, segundo eles, é a anistia de todos os detidos. A ideia é que todos saiam juntos da prisão pela manhã de sábado. No mesmo dia em que a Justiça determinou a soltura dos bombeiros presos após a invasão do Quartel Central da corporação , o Ministério Público denunciou 431 envolvidos na manifestação.

A denúncia - subscrita pelos promotores de Justiça Leonardo Cuña e Isabella Pena Lucas - aponta a prática de violência nos protestos e desobediência a ordens. Eles enviaram três denúncias à Justiça, e dividiram os militares por tipo de crime cometido.

Uma delas se refere apenas aos 14 líderes do movimento dos bombeiros. Dois PMs também foram denunciados por permitirem que os manifestantes depredassem viaturas. Além disso, 14 militares - dez oficiais e quatro praças - vão responder ainda por terem liderado a invasão ao Quartel Central, o que agrava a pena desse grupo, se condenado.

Leia mais em Líderes de bombeiros deixam GEP e seguem em carreata a Niterói; prioridade é anistia

Leia também:

Cabral adota tom conciliador em relação aos bombeiros e diz acreditar que episódio da prisão dos bombeiros foi superado

Justiça manda soltar os 439 bombeiros presos

Oficial teria advertido PMs por usarem vermelho, para não associarem imagem do batalhão aos bombeiros



ATUALIZAÇÃO:
- Rio: bombeiros deixam quartel marchando e cantando
- Bombeiros são saudados como heróis e ganham força para negociar

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Justiça decide soltar os 439 bombeiros presos

RJTV 1ª Edição
10.06.2011








Justiça do Rio manda soltar os 439 bombeiros que estão presos há uma semana


Jornal Hoje - 10.06.2011



Refúgios ameaçados

Via Agência FAPESP
Por Elton Alisson
09.06.2011


Diminuição das APPs e da reserva legal, proposta pelo projeto de reforma do Código Florestal, pode colocar em risco espécies que dependem dos fragmentos florestais, alertam pesquisadores do programa BIOTA-FAPESP em carta publicada na Science (divulgação)


Agência FAPESP – A diminuição das Áreas de Proteção Permanente (APPs) e de reserva legal no Brasil, proposta pelo projeto de reforma do Código Florestal aprovado em 25 de maio na Câmara dos Deputados, pode resultar na eliminação de pequenos fragmentos de mata ciliar e de propriedades rurais que são cruciais para a sobrevivência de animais como os anfíbios.

Isso porque essas espécies utilizam as áreas remanescentes de floresta como áreas de refúgio durante a estação seca e como corredores para se deslocar e buscar alimentos. O alerta foi feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ligados ao programa BIOTA-FAPESP, em carta publicada na edição de 27 de maio da revista Science.

Na carta, os pesquisadores chamam a atenção para o fato de que a existência de pequenos fragmentos da Floresta Estacional Semidecidual – a porção da Mata Atlântica que ocupa, no interior do país, áreas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná – é importante para a manutenção da diversidade de anfíbios, com base em resultados de uma pesquisa de doutorado realizada pelo biólogo Fernando Rodrigues da Silva no âmbito do Projeto Temático “Fauna e flora de fragmentos florestais remanescentes no noroeste paulista: base para estudos de conservação da biodiversidade”, apoiado pela FAPESP.
Continua

Suspensa cobrança de multas para quem desmatou

Via blog do Noblat
10.06.2011

Roberto Maltchik, O Globo

A presidente Dilma Rousseff assinou [ontem] decreto que prorroga por mais seis meses o prazo para que os produtores rurais façam a averbação das reservas legais de suas propriedades.

Agora, o decreto suspende até 11 de dezembro a cobrança de multas para os proprietários de imóvel rural que não identificarem em cartório a área prevista em suas terras de reserva legal.

Se o governo não prorrogasse o prazo, muitos proprietários que não cumpriram a regra de identificar e registrar esta área em cartório, entrariam na ilegalidade.

De acordo com o decreto 6.514/ 2008, a multa diária, para os que não cumprirem a determinação, varia de R$ 50 a R$ 500 reais por hectare ou fração. A regularização das áreas de reserva legal vem sendo tratada nas alterações do Código Florestal.

A decisão anula o prazo anteriormente concedido e que expiraria no próximo sábado. Com a medida o governo pretende criar ambiente para negociar mudanças no Senado na proposta do novo Código Florestal, com alterações em relação ao texto aprovado na Câmara dos Deputados.

Na avaliação governista, o texto da Câmara causou prejuízos significativos ao meio ambiente e aos compromissos assumidos internacionalmente pelo Brasil para reduzir a emissão de gases que provocam efeito estufa.

Leia mais em Código Florestal: Governo renova prazo para agricultores declararem reserva legal

Por imóvel do Minha Casa, famílias deixam emprego

Via Estadão
Por Julia Duailibi
09.06.2011

BLUMENAU - Beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida pedem demissão do emprego para se enquadrar no limite de renda para adquirir um imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal. Famílias que receberam nesta quinta-feira, 9, as chaves de seus apartamentos, em Blumenau (SC), disseram ao Estado que largaram o emprego para ter renda familiar de até R$ 1.395, teto estipulado pelo governo para obter o financiamento.

A presidente Dilma Rousseff esteve nesta quinta na cidade para entregar 580 unidades do Minha Casa, Minha Vida, das quais 220 foram destinadas a pessoas que perderam suas moradias em 2008, quando parte do Estado foi devastada por fortes chuvas.

"Eu tive que sair do meu serviço para ter acesso a isso. Na assinatura do contrato, tive que sair do emprego", afirmou Maria Janete da Silva, de 52 anos, que trabalhava havia 14 anos na Souza Cruz e assinou contrato com a Caixa no mês passado. Instalada numa moradia provisória, Janete recebeu as chaves do apartamento de 41,36 m².

Ela contou que ganhava cerca de R$ 700 por mês atuando no controle de qualidade da empresa. Somando esse valor ao salário do marido, auxiliar de caminhoneiro, a renda superava o teto da Caixa. Ela optou pela demissão, pouco antes de apresentar a documentação ao banco. Continua


Veja também:
Rachel Sherazade e Peixoto do SBT Lavam Alma dos Bombeiros do Rio


Justiça proíbe uso de soldado em ‘serviço doméstico’

Via blog do Josias de Souza
09.06.2011

A Justiça Federal proibiu as Forças Armadas de destacar soldados subalternos para executar serviços domésticos nas residências de oficiais.

Fixou um prazo de 90 dias para a extinção prática. O cumprimento da ordem terá de ser demonstrado no processo. Sob pena de fixação de multa diária.

Estima-se que, hoje, mais de 600 militares realizam serviços domésticos nas casas de oficiais. O desvio de função custa à Viúva mais de R$ 1 milhão por mês.

Deve-se a proibição à juíza Maria Simone Barbisan Fortes, titular da 3ª Vara Federal de Santa Maria (RS). A liminar vale para todo o território nacional.

A magistrada atendeu a solicitação feita em ação civil protocolada pelos Ministérios Público Militar e Federal no final do ano passado.

Assinam a ação dois promotores da Justiça Militar –Soel Arpini e Jorge Cesar de Assis— e um procurador da República— Rafael Brum Miron.

Eles sustentam que o desvio de soldados para a realização de trabalhos domésticos constitui improbidade administrativa. Continua

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Empresas deixam de fazer pesquisa por falta de doutores

JC e-mail 4275, de 08 de Junho de 2011.
Empresas deixam de fazer pesquisa por falta de doutores


Especialistas em inovação mostram em livro que falta de qualificação ainda é problema. Juros altos e economia muito instável também expulsam pesquisa e desenvolvimento do setor produtivo do País.

A pesquisa aplicada feita pelas empresas no Brasil, voltada para inovação tecnológica, ainda esbarra em obstáculos estruturais, como falta de mão de obra qualificada. Mas, diferentemente do que se costumava dizer, o problema não é a pequena proporção de doutores em exatas em relação a humanas.

Essa distribuição no Brasil "53% de doutores em ciências e em engenharias e 47% em outras áreas" é semelhante à de países como os EUA. Para os especialistas, o Brasil tem de aumentar a quantidade total de doutores formados em todas as áreas.

"O número de doutores formados no Brasil é expressivo [cerca de 10 mil por ano]. Mas a quantidade de doutores por mil habitantes continua pequena", diz o economista da Unicamp Sérgio Queiroz. O Brasil tem menos de dois doutores por mil habitantes, contra 15 na Alemanha e 23 na Suíça, por exemplo. Continua

Mãe denuncia falta de professores em escola pública onde filha estuda em São Paulo



Record Notícias - 08.06.2011



Principais universidades públicas do Brasil vivem graves problemas



Jornal da Record - 06.06.2011



Clientes sacam dinheiro manchado de caixas eletrônicos e têm a quantia apreendida




Jornal da Record - 08.06.2011



Palocci perde foro privilegiado e fica exposto à 1ª instância

Via Estadão
Por Fausto Macedo
08.06.2011

Na avaliação de juristas e magistrados, não há mais impedimento legal para ministro ser processado na Justiça comum

Antonio Palocci, sem foro privilegiado, agora pode ser fustigado por qualquer promotor de Justiça ou procurador da República no âmbito criminal da primeira instância do Judiciário. Na avaliação de juristas e magistrados, ao deixar a cadeira de ministro da Casa Civil ele trocou hipotética segurança que desfrutava perante o Supremo Tribunal Federal - corte que detém competência para processar ministros e parlamentares - por uma situação de vulnerabilidade. Sem direito a tratamento especial, fica com o flanco aberto.

"Não há mais impedimento legal para Palocci ser investigado ou processado no primeiro grau", anota o advogado Luiz Flávio Gomes, ex-juiz criminal. "Se houver procedimento contra ele no STF desce imediatamente para o local da infração."

O cenário jurídico é claro. Quando uma autoridade não mais dispõe de prerrogativa de foro, qualquer inquérito ou processo sob análise do STF automaticamente é deslocado para a instância comum, ainda que se trate de crime próprio funcional, ou seja, cometido no exercício do cargo na administração. Continua

Leia também:
- Ministra pagou advogado com verba do gabinete
- Ministra gastou R$ 8 milhões na eleição
- Quatro parentes de Lula devolvem passaportes
- Tudo sobre o surto da E. coli
- SOS - BOMBEIROS

quarta-feira, 8 de junho de 2011

SOS BOMBEIROS







Por favor, divulgue



Chilenos tentam impedir a construção de represas na Patagônia

Via O ECO
Por Sabrina Bogado*
08 de Junho de 2011



Manifestantes no Dia Mundial de Ação contra as Represas reúnem-se em um dos locais onde será construída barragem do projeto Hidroaysen. Crédito: Victor Bagual


Santiago, Chile – Uma sequencia de manifestações que começaram no dia 21 de abril estão tomando as ruas de Santiago e colocando o tema ambiental como pauta do governo chileno. O motivo é a construção do megaprojeto Hidroaysen, que visa instalar cinco represas na Patagônia Chilena e uma linha de transmissão com 2.254 km de extensão, que cruzaria o país até a capital.

Em todas as regiões chilenas há manifestações que já chegaram a reunir até 40 mil pessoas. Os protestos tem sido reprimidos pela policia e manifestantes foram presos. O tema ganhou repercussão internacional depois da matéria do New York Times "Mantenham selvagem a Patagônia chilena", no dia 24 de maio, e reascendeu a discussão sobre a real necessidade da implantação de hidrelétrica em um país que tem capacidade para ser um dos lideres mundiais em geração de energia alternativa. Continua


*Sabrina Bogado é jornalista free-lancer baseada no Chile

Palocci não resiste às pressões e deixa o Ministério da Casa Civil

Jornal da Globo
07/06/2011







Bom Dia Brasil
08.06.2011


Oposição ainda quer investigar Palocci