quinta-feira, 14 de março de 2013

Moshe Szyf, pioneiro da epigenética, fala sobre relação entre ambiente e genoma

Via Agência FAPESP
Por Karina Toledo
14.03.2013

Agência FAPESP – Um dos primeiros cientistas a sugerir que os hábitos de vida e o ambiente social em que uma pessoa está inserida poderiam modular o funcionamento de seus genes foi Moshe Szyf, professor de Farmacologia e Terapêutica da Universidade McGill, no Canadá.

Szyf também foi pioneiro ao afirmar que essa programação do genoma – que ocorre por meio de processos bioquímicos batizados de mecanismos epigenéticos – seria um processo fisiológico, uma espécie de resposta adaptativa ao ambiente que começa ainda na vida uterina.

Entre os mecanismos epigenéticos conhecidos, o mais comum e o mais estudado por Szyf é a metilação do DNA, que ocorre quando um conjunto de partículas de hidrogênio e carbono se agrupa na base de alguns genes e impede que eles se expressem.

Embora o processo seja fisiológico, pode se tornar patológico quando acontece no contexto errado. Por exemplo, quando os genes que deveriam nos proteger contra o câncer são desligados.

Pesquisas realizadas pelo grupo de Szyf e colaboradores nos últimos anos mostraram que o padrão de metilação do DNA pode ser alterado por fatores como a qualidade do cuidado materno nos primeiros anos de vida ou a exposição a maus-tratos na infância, criando marcas epigenéticas que perduram ao longo da vida.

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