sábado, 14 de agosto de 2010

Solidariedade do Brasil a iraniana é reduzida ao gogó

Via blog do Josias de Souza - 13.08.2010

O caso da iraniana Sakineh Ashtianti, acusada de adultério e condenada à morte por apedrejamento, converteu-se numa querela diplomática entre Brasil e Irã.

O Itamaraty informara que havia oficializado a oferta de asilo que Lula insinuara num discurso, em comício realizado em Curitiba.

O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, desdisse a chancelaria brasileira. Declarou que, preto no branco, nada fora formalizado.

Nesta sexta (13), o Itamaraty levou à sua página na internet uma nota na qual reafirma o que dissera.

O texto informa que Antonio Salgado, embaixador brasileiro em Teerão, esteve, em em 4 de agosto, no Ministério das Relações Exteriores do Irã.

Avistou-se com o vice-ministro iraniano para as Americas. Transmitiu “oficialmente” o apelo para que fosse revista a pena imposta a Sakineh.

Segundo a nota, o embaixador também fez menção à “oferta de recebê-la no Brasil”, mencionada por Lula.

Para o Itamaraty, “a gestão realizada pelo embaixador [...] constitui, do ponto de vista diplomático, formalização da oferta”.

Espera que “o apelo” receba “a devida atenção” das autoridades iranianas. Ou seja, a alegada oferta brasileira é, por ora, coisa de garganta. Nada foi deitado sobre o papel.

Ao gogó de Lula, Teerã respondera por meio de um porta-voz de terceiro escalão. Dissera que o presidente brasileiro é demasiado “emotivo” e estava “desinformado”.

A goela do embaixador Antonio Salgado foi respondida pelo embaixador do Irã em Brasília, para quem não houve formalização do oferecimento de asilo.

Considerando-se a gravidade da ignomínia, parece óbvio que a saliva não substiui o peso da palavra, acomodada em documento próprio, com o jamegão de Lula.

A hipótese de o companheiro Mahmoud Ahmadinejad atender aos apelos é mínima. Mas pelo menos Lula e o Brasil seriam tomados a sério.

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