terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tragédia anunciada

Folha de São Paulo - Via Blog do Noblat
Por Renata Lo Prete - 04.01.2010

Em setembro, três meses depois da edição do decreto de Sérgio Cabral (PMDB) que permitiu ocupação maior em áreas de preservação ambiental, como o local da tragédia em Angra dos Reis, o Ministério Público Federal na região elaborou um parecer apontando irregularidades nas novas regras.

O texto alerta para o risco de crescimento imobiliário desordenado e defende que esse tipo de alteração territorial só poderia ser feita por meio de lei. O relatório foi enviado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Para referendar o documento, os procuradores se ampararam em uma decisão sobre um caso semelhante do ministro Celso de Mello, do STF.

Dado seu caráter tolerante para com as construções de ricos e famosos, as regras do governo do Rio para Angra ganharam na região o apelido de "decreto Luciano Huck", em alusão à casa que o apresentador tem no local.

Desculpas à parte, mesmo aliados de Sérgio Cabral acham que o governador errou feio ao não comparecer logo no dia 1º ao cenário da tragédia em Angra, relativamente próximo a Mangaratiba, local onde o peemedebista festejou a virada do ano com família e amigos.

Chamou a atenção o fato de, quando finalmente resolveu aparecer, o governador ter circulado levando a tiracolo o deputado federal Luiz Sérgio, recém-eleito presidente do PT no Rio e ex-prefeito de Angra.





Por Ricardo Noblat
04.01.2010

Basta de intermediário. Pezão para governador do Rio!

Pezão, vice-governador do Rio de Janeiro, é um craque.

Desembarcou em Angra dos Reis logo cedo no dia da tragédia.

Deu ordens aos bombeiros. Atendeu os jornalistas. Forneceu mais informações às emissoras de rádio e de televisão do que os próprios repórteres.

Há pouco, ficou durante mais de 20 minutos ao vivo no jornal Em Cima da Hora, da Globo News. E conseguiu passar batido pelo incômodo tema da ocupação irregular do solo em Angra dos Reis.

Não falou sobre invasões de terrenos promovidas pelos mais ricos.

Muito menos sobre o decreto de junho passado assinado pelo governador Sérgio Cabral, que afroxou as regras para construções em áreas de preservação ambiental de Angra e das ilhas próximas.

O decreto foi considerado ilegal pelo Ministério Público. A Assembléia Legislativa não foi ouvida nem cheirada por Cabral antes de baixá-lo.

Basta de intermediário!

Pezão para governador!




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