quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Mar de dúvidas sobre o pré-sal

Via Greenpeace
21.10.2013

Com consórcio formado para a exploração do Campo de Libra, Brasil aposta em combustíveis fósseis e poderá figurar entre os maiores emissores de CO2 do mundo.


O leilão do Campo de Libra, na Bacia de Campos, foi o primeiro do pré-sal no Brasil e consolidou apenas um consórcio entre a Petrobras, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as chinesas CNPC e CNOOC. Muitos comemoram os investimentos que entram no país e que podem ajudar a equilibrar as finanças da estatal Petrobras e, ainda, financiar educação e saúde, por exemplo. No entanto, um olhar mais atento revela que não são apenas bons resultados que renderão deste dinheiro.
 A decisão brasileira de explorar as reservas de petróleo do Campo de Libra resultará na emissão de até 5 bilhões de toneladas de CO2, o equivalente a mais de três anos das emissões totais nacionais de gases de efeito estufa.
Considerando os números totais estimados para as reservas do pré-sal - 80 bilhões de barris – a queima de todo o óleo será responsável pela emissão de 35 bilhões de toneladas de CO2 durante um prazo de 40 anos, mantendo o Brasil entre os dez maiores emissores mundiais. Para que o país consiga cumprir suas metas nacionais da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) e os objetivos de mitigação das mudanças climáticas, o petróleo do pré-sal deveria permanecer intocado. 
Continua.